sábado, 17 de março de 2012

Mais 20% no número de bolsas de pós-graduação em Pernambuco



Um número 20% maior de estudantes terão direito à bolsas para os programas de pós-graduação das Instituições de Ensino Superior de Pernambuco repassadas pela Fundação de Amparo à Ciência do Estado de Pernambuco (FACEPE). Ao todo serão 264 bolsas de mestrado, no valor de R$ 1,2 mil, e 132 de doutorado, no valor de R$ 1,8 mil.
Com a medida, anunciada pelo governo do estado, um número maior de projetos classificados na lista de espera indicada pela comissão avaliadora das bolsas foi contemplado, sendo 44 projetos a mais de mestrado e 22 de doutorado.
Ao longo dos próximos quatro anos para mestrado e dois para doutorado, o governo promete investir cerca de R$ 20 milhões. No segundo semestre deste ano, outro edital será lançado com 72 bolsas de mestrado e 48 de doutorado.
Atualmente, a Fundação já concede 490 bolsas de doutorado e 779 bolsas de mestrado. Apenas no ano de 2011, a Facepe pagou mais de R$ 17,4 milhões em bolsas de pós-graduação.

Refinaria Abreu e Lima vai lançar Atlas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo do Litoral de Pernambuco

Produção de pás eólicas deve começar em abril


Molde já partiu de navio da Índia, onde fica sede da Suzlon, 5º maior grupo do mundo no fornecimento de turbina eólica, e deve gerar 21 pás/mês

A Aeris Energy, companhia paulista que acaba de construir uma fábrica de pás para aerogeradores no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, aguarda para o final deste mês e início de abril a chegada do molde para confecção das pás. O molde já partiu de navio da Índia, onde fica a sede da Suzlon, o quinto maior grupo do mundo fornecedor de turbina eólica e um dos clientes da Aeris.
Bruno Vilela Cunha, diretor executivo da Aeris, diz que a fábrica só não entrou ainda em operação por causa do atraso no envio do molde. O prejuízo resultante da demora na operacionalização será, segundo o diretor, recuperado quando for iniciada a produção. “Vamos acelerar essa produção”, afirma.
Com a chegada do molde, a Aeris Energy espera produzir uma média de 21 pás eólicas por mês. “Depois de estabilizada a produção, o que deverá ocorrer dentro de três a quatro meses, esperamos tirar 21 pás por molde/mês”, explica Bruno Cunha, lembrando que começarão a produzir a partir de um único molde da Suzlon, com a possibilidade de virem a produzir mais um do grupo indiano e outros três moldes de outros clientes que estão em negociação com a fábrica do Ceará. 
A direção da Aeris também está vendo a possibilidade de atrair para o Ceará fornecedores para sua indústria. “Estamos conversando com potenciais fornecedores para possível instalação aqui, mas o que está faltando são benefícios por parte do Governo do Estado, mais especificamente disponibilidade de terras para implantação desses empreendimentos e incentivo fiscal”, aponta. No momento, as conversas estão bem adiantadas com dois fornecedores europeus, um de fibra de vidro e outro de resina. Localmente, Bruno Cunha destaca os investimentos da Makro Engenharia em máquinas para atender o setor eólico, em serviços de logística.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Roberto Smith, a Aeris já iniciou a contratação de funcionários, informação confirmada pela empresa. A fábrica já dispõe de 35 funcionários e, com a chegada do molde, mais 20 serão contratados em abril e, assim, sucessivamente (20 por mês) até atingir 150 funcionários non final do ano.
 A Aeris está negociando com o Governo do Estado a realização de treinamento no Centro de Treinamento Técnico do Ceará, no complexo do Porto do Pecém. “Esperamos que até o meio do ano tenham começado os treinamentos. Enquanto isso não acontece, estamos realizando a capacitação na própria fábrica”, conclui o diretor técnico da empresa, Bruno Vilela Cunha.

Transportes aprova prorrogação de arrendamento de portos públicos



A Comissão de Viação e Transportes, da Câmara Federal, aprovou, no dia 14 último, proposta que obriga os administradores de portos públicos a adaptar os contratos de arrendamento de terminais e áreas portuárias aos termos da Lei dos Portos (8.630/93). A medida está prevista no Projeto de Lei 502/11, do deputado Geraldo Simões, do PT da Bahia, segundo o qual os novos contratos terão vigência de até 50 anos, contados os anos já passados desde a assinatura dos contratos iniciais.
Pelo texto, os administradores terão 180 dias após a entrada em vigor da nova lei para fazer a adaptação dos contratos. A recusa ou a protelação injustificada desse processo por agentes públicos serão consideradas improbidade administrativa.
Lei dos Portos

O relator, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), defendeu a aprovação da proposta. Ele lembrou que a Lei dos Portos, de 25 de fevereiro de 1993, estabeleceu que o Executivo deveria adaptar os contratos de concessão, permissão e autorização em até 180 dias daquela data. No caso dos terminais privados, a revisão já foi feita pelo Ministério dos Transportes. No que se refere aos portos públicos, porém, a adaptação dependia de ato manifesto de suas administrações, o que não ocorreu.

De acordo com o relator, os administradores das áreas portuárias públicas começaram simplesmente a esperar o vencimento dos contratos vigentes e a promover novas licitações. “Obviamente, tal posicionamento sofre severas críticas dos arrendatários e vai acabar no Judiciário”, sustentou.
Requisitos

Conforme o projeto aprovado pela comissão, somente serão adaptados os contratos de arrendamento em portos se os arrendatários:

- estiverem atuando regularmente, em dia com suas obrigações legais e contratuais;
- dispuserem de plano de investimentos destinados à ampliação, ao melhoramento ou à modernização das instalações portuárias, adequados ao respectivo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do porto;
- repactuarem com a administração do porto as obrigações e os direitos vinculados ao arrendamento, bem como as condições de equilíbrio econômico-financeiro do contrato, mediante a inclusão das cláusulas essenciais previstas na Lei dos Portos.
Os termos dos novos contratos deverão ser examinados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que terá 60 dias para aprová-los ou exigir qualquer reformulação.
* Informações da Agência Câmara de Notícias

Wilson, Sons lança embarcação PSV Sterna



A Wilson, Sons Ultratug Offshore lança ao mar em março mais uma embarcação:o  Sterna é o décimo terceiro PSV da frota de apoio offshore da companhia para o atendimento do mercado de petróleo e gás. A embarcação foi construída no estaleiro da companhia, no Guarujá (SP), e entrará em operação de longo prazo com a Petrobras.

Atualmente, três PSVs contratados pela Petrobras estão em diferentes fases de construção no Estaleiro da Wilson, Sons. O plano de investimentos para ampliação de frota do Grupo prevê que a frota chegará a 34 embarcações até 2017.

O Sterna tem 87,4 metros de comprimento, 16 metros de boca, calado de 6,15 metros, além de 4,5 mil toneladas de porte bruto e velocidade de 13 nós. A embarcação possui quatro motores Caterpillar 3512C, de 1.628 bkW cada.


Samsung se retira do Estaleiro Atlântico Sul


A Samsung Heavy Industries (SHI) decidiu vender a participação de 6% que detinha no Estaleiro Atlântico Sul, em Suape. A Camargo Corrêa Naval e a Queiroz Galvão Participações e Concessões, que tinham a preferência no negócio, compraram as ações e passam, agora, a deter 50% do empreendimento cada uma. O valor da transação é desconhecido.
"Alinhados com o programa brasileiro da retomada da indústria naval, os sócios do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, decidiram exercer a opção de preferência para adquirir os 6% das ações em poder da Samsung. Após a conclusão do processo, cada sócio passará a deter 50% do empreendimento", diz a nota distribuída na noite desta quinta-feira pela Queiroz Galvão e Camargo Corrêa.
A operação derruba todas as especulações que correram nas últimas semanas de que a Samsung poderia assumir o controle acionário do EAS. Chegou-se a comentar que a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, estaria negociando a troca no comando com o apoio do governo federal. Outra tese dava conta de que a Samsung assumira o controle operacional do estaleiro, aumentando sua participação acionária.
O EAS possui em carteira 22 petroleiros encomendados pela Transpetro, totalizando R$ 7 bilhões. O primeiro deles, o João Cândido, está encalhado no cais há quase dois anos. O atraso nas encomendas se reflete também em problemas com fornecedores. Além dos navios, a empresa venceu a licitação para construir sete navios-sondas para a Sete BR, que tem a Petrobras entre os acionistas. A única embarcação entregue até agora foi o casco da plataforma P-55.
Por Micheline Batista, da equipe do Diario

sexta-feira, 16 de março de 2012

Porto do Pecém registra aumento de 43% na movimentação


O Porto do Pecém registrou um aumento de 43% na movimentação, nos dois primeiros meses de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Cearáportos, foram 557 mil toneladas de cargas, sendo 390 mil no mesmo período em 2011.

As exportações contribuíram com 30% da movimentação, foram cerca de 56,7 mil toneladas de minério de ferro e 49,9 mil toneladas de frutas. Já as importações registraram movimentação de 49%, com o maior volume de produtos siderúrgicos, com 149 mil t, seguidos pelos combustíveis minerais, 73 mil t.

As principais frutas transportadas foram melões (34,8 mil t), melancias (6,6 mil t), mangas (2,7 mil t), castanha de caju (2,6 mil t), bananas (1,6 mil t) e mamões com 402 toneladas.

O Ceará participou com 70% das exportações de frutas pelo Pecém, seguido pelo Rio Grande do Norte com 26% e demais estados com 4%. Os maiores destinos foram a Holanda, com 50%, Grã Bretanha (26%), Espanha (12%) e Estados Unidos com 5%


Troca de comando pode sanar EAS, diz sindicato




Para representante de metalúrgicos, possível controle pelo grupo sul-coreano Samsung Heavy Industries resolveria os problemas financeiros do Estaleiro Atlântico Sul
A possibilidade de o grupo sul-coreano Samsung Heavy Industries assumir o controle acionário do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Complexo de Suape, não preocupa os trabalhadores da indústria metalúrgica em Pernambuco. 

Pelo menos é o que defende o presidente do sindicato da categoria (Sindimetal), Alberto Alves, o Betão. Na avaliação do sindicalista, o mais importante é sanar os problemas financeiros do empreendimento para manter a viabilidade econômica do negócio.“Não importa quem será o patrão. O interesse da categoria é a permanência dos empregos e salários dignos”, afirma Betão.

Pela estimativa do sindicato, o EAS conta hoje com cerca de 6 mil funcionários próprios e terceirizados. No ano passado, a empresa chegou a ter 11 mil trabalhadores, mas desmobilizou parte da mão de obra depois de concluir o casco da plataforma P-55 e de entrar na reta final de montagem do petroleiro João Cândido.
“Queremos que esse problema de comando se resolva para o projeto do estaleiro deslanchar. Estamos falando de um empreendimento importante para o Estado, um dos maiores projetos estruturadores. Isso sem falar na importância nacional para a retomada da indústria naval”, destaca Betão.
O sindicalista diz que uma preocupação poderá ser o estilo de gestão dos coreanos, que são conhecidos pelo alto grau de exigências. A Samsung é a segunda maior fabricante de navios do mundo (atrás apenas da também sul-coreana Hyundai) e é líder no ranking de produtividade. “Mas os caras são os ‘bambas’ nesse setor e os pernambucanos poderão aprender muito”, diz o presidente.
A diretoria do Sindimetal também não acredita na perda de postos de trabalho pelos pernambucanos para os coreanos.
A previsão é que até o final deste mês 400 coreanos cheguem ao Atlântico Sul para ocupar cargos tanto no chão de fábrica quanto em posições de chefia. “O setor está em plena expansão e demandando mão de obra. Eles vão trazer um pequeno número de coreanos, até porque seria caro trazer um quadro inteiro de operários de lá para cá”, comenta.
Em 2010, o EAS começou a trazer decasséguis (brasileiros descendentes de japoneses que migraram para o País oriental) que trabalhavam em estaleiros no Japão. Eles ajudaram na construção do João Cândido e na P-55. “Agora vão fazer algo semelhante, trazendo os coreanos para melhorar os índices de produtividade”, completa.
PROVA DE MAR
Se não ocorrerem mudanças de planos, a prova de mar do João Cândido será no próximo dia 28. O navio seguirá para o teste de navegação faltando só dois meses para completar dois anos desde que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou a cerimônia de batismo e lançamento ao mar da embarcação.
Procurado, o estaleiro não se pronunciou.
JC DIGITAL

Emprego no setor industrial cresce 4,2% em Pernambuco. É o segundo maior índice no país.



O emprego industrial do País cresceu 0,5% em janeiro deste ano, na comparação com igual mês de 2011. Em Pernambuco, a alta foi de 4,2%, a segunda maior do Brasil, atrás apenas do Paraná, com um aumento de 4,6%.

 Os dados são de uma pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, o principal responsável pelo desempenho pernambucano foi o setor de alimentos e bebidas, com uma elevação de 8,1%. 

O resultado de São Paulo, iuma queda de 3% motivada por reduções nos setores de metal, metalurgia básica e plástico., foi a maior influência para o baixo desempenho do emprego da indústria no País. 



Palestra “A relação do homem com a tecnologia” acontece no Porto Digital





No próximo dia 22 de março, a partir das 20h, será realizada a palestra “A relação do homem com a tecnologia”, no auditório do Porto Digital (Rua do Apolo, 181, Bairro do Recife). O evento, que é promovido pela Sociedade Psicanalítica do Recife (SPRPE), tem o objetivo de criar um paralelo entre a psicanálise e a tecnologia, analisando os seus possíveis efeitos na vida humana.

O encontro contará com a participação do cientista chefe do C.E.S.A.R, Silvio Meira, do engenheiro Clylton Galamba, da psicanalista Ivanise Ribeiro e da presidente da Sociedade Psicanalítica do Recife, Maria Arleida da Silva. A entrada é franca, mas para se inscrever o interessado deve ligar para a Sociedade Psicanalítica do Recife, através dos telefones (81) 3226 0462 / 3228 1756, e reservar seu lugar. As vagas são limitadas.
Serviço:
Palestra “A relação do homem com a tecnologia”
Auditório do Porto Digital (Rua do Apolo, 181, Bairro do Recife)
Dia 22 de março, a partir das 20h
Entrada franca. Vagas limitadas.
Informações: (81) 3226 0462 / 3228 1756





quinta-feira, 15 de março de 2012

Nordeste produz mais da metade da energia eólica brasileira


O Nordeste é a região brasileira com o maior número de parques eólicos. No ano passado, o país gerou a energia dos ventos mais barata do planeta.



Das 71 usinas instaladas no Brasil, 46 funcionam nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
O número nordestino representa 64,8% do parque nacional. E é quase o dobro do que existe no Sul, onde há 24 parques.
Por sua vez, o Sudeste, apesar de ser o maior consumidor de energia no país, possui somente um parque. Ele fica no Rio de Janeiro.
O peso do Nordeste é menor quando comparada a sua capacidade de produção de energia dos ventos com outras regiões.
Nesse quesito, o Nordeste possui 58,75% da potência instalada no país. A participação do Sul é de 39,35%, enquanto o Sul responde por apenas 1,9%.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Natura reinaugura CD em Jaboatão



A Natura reinaugurou ontem seu novo Centro de Distribuição, em Jaboatão dos Guararapes. O local teve sua capacidade aumentada em cinco vezes. Com um total de 20 mil metros quadrados, o CD comporta nove mil pallets. Para se ter ideia, cada pallet armazena cerca de 28 caixas. O centro logístico é ainda o mais moderno da empresa no país, com vários processos automatizados, reduzindo o tempo de entrega dos pedidos, no Grande Recife, de cinco para apenas dois dias. O investimento na ampliação não foi divulgado pela empresa.

Segundo Daniel Silveira, diretor regional da Natura nas regiões Norte e Nordeste, este novo CD atenderá a Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Note e Ceará. “Antes disso, os produtos partiam de São Paulo para o Ceará e de Minas Gerais para a Paraíba”, explica Silveira. A perspectiva é que os estados do Piauí e do Maranhão, que hoje são atendidos pelo CD de Castanhal, no Pará, também recebam os pedidos através do CD reinaugurado em Pernambuco.

Apesar de a capacidade ter sido ampliada em cinco vezes, o número de funcionários envolvidos na operação continua o mesmo, cerca de 300. Isso porque o processo de separação dos produtos, que era totalmente manual, foi automatizado. Com isso, a preparação das caixas que serão enviadas às consultoras, que demorava três dias, agora é realizada em um único dia. Por hora, o novo CD processa 1,5 mil caixas com os pedidos. “A consultora faz o pedido hoje pela internet e daqui a dois dias, os produtos chegam à sua casa”, afirma o diretor regional.

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/03/13/natura-reinaugura-cd-em-jaboatao/

terça-feira, 13 de março de 2012

Custo da logística brasileira


 
Um artigo do jornal O Estado de S. Paulo, de 20 de fevereiro último, mostra o resultado de pesquisa da Fiesp com 1.211 empresas sobre os custos logísticos. O resultado foi uma despesa de R$ 17 bilhões por ano, por conta das péssimas estradas, da burocracia nos portos, pela falta de capacidade das ferrovias e gastos com armazenagem.

Este é um dinheiro que se joga no lixo anualmente. Como comparação: em 17 anos teríamos jogado a quantia igual ao socorro dado a Grécia para salvar todo este país.

Uma outra análise interessante é quando se compara o percentual do custo logístico brasileiro com países da OCDE. Vemos que há um gasto em torno de 8% a mais que nossos concorrentes internacionais. Ora, 8% é uma margem de lucro de uma empresa bem administrada quer na Europa, quer nos Estados Unidos. Ou seja, as empresas brasileiras jogam um lucro inteiro no lixo, depois precisam sair correndo atrás de empréstimos bancários para sustentar a operação, ou não dispõe de recursos para investimentos em melhoria de processos ou em novos desenvolvimentos ou, ainda, em última instância, pagam mal seus funcionários por absoluta falta de recursos.

Mas quem pensa que a despesa total é de 17 bilhões de reais está enganado. É muito mais que isso.

O transporte rodoviário é responsável por mais de 90% dos fretes internos no Brasil. Assim, em função da péssima qualidade de nossas rodovias temos os seguintes custos adicionais:

- embalagens que precisam ser reforçadas para evitar danos a produtos mais sensíveis, como vidro. Um produto que pode ter embalagem de papelão de onda simples na Europa, requer onda dupla por aqui, para que chegue sem danos ao destino.

- animais podem chegar com sua saúde prejudicada ou mesmo mortos pelo tempo gasto na viagem

- produtos agrícolas chegam batidos ou danificados após tanto pulo por conta dos buracos .

Isto sem contar os problemas conhecidos de assaltos e roubos nas estradas, facilitados pela baixa velocidade de deslocamento de um caminhão. E ainda temos os motoristas sonolentos, causando acidentes, porque demoram o dobro do tempo de viagem que se poderia esperar caso as estradas fossem boas.

Junte tudo isso e você verá que desperdiçamos muito mais que isso, e por isso nossa competitividade vai para o buraco.

 

Vai começar perfuração em água ultra-profundas em Sergipe



O navio-sonda NS-27 dá início hoje a sua viagem rumo à Bacia Sergipe/Alagoas, onde irá perfurar o primeiro poço do plano de avaliação da descoberta do poço Barra, situado em águas ultra-profundas do litoral norte de Sergipe.

Mas, a perfuração em si só começa após a vistoria do IBAMA para a anuência ambiental, o que deverá acontecer possivelmente ainda esta semana. Mais dois navios-sondas chegam ao litoral do Estado até o início de abril.

A Odjell Drilling está enviando o Deepsea Metro II como também o NS-21. O poço Barra está localizado a 2.341m de profundidade, a 58 km da costa e a 90 km de Aracaju. No momento, dois outros navios-sonda, o NS-29 e o NS-31 já realizam atividades de perfuração na bacia Sergipe /Alagoas.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/03/12/vai-comecar-perfuracao-em-agua-ultraprofundas-em-sergipe/

Receita prepara licitação para porto seco em Suape


A Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil na 4ª Região Fiscal, com sede no Recife, licitará, na modalidade de concorrência, permissão para exploração de um porto seco no entorno de Suape/PE, visando desafogar o referido porto, cuja capacidade de armazenamento está próxima de seu limite, e atender o crescente número de empresas instaladas no Complexo Industrial portuário. O prazo para exploração será de 25 anos, prorrogável por mais 10.
Portos secos são recintos alfandegados de uso público nos quais são executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho de mercadorias, sob controle aduaneiro, podendo operar com cargas de importação e exportação.
O novo porto seco deverá se localizar em um dos municípios pernambucanos de Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes ou Ipojuca, e deverá dispor de uma área útil mínima de 8,4 hectares, com aproximadamente metade da área construída e o restante para expansão. Disporá de armazém coberto e pátio pavimentado para armazenagem de contêineres, com áreas iniciais mínimas de 12 mil m² e 22 mil m², respectivamente, exigidos para o início da exploração.
O terminal estará equipado com o que se tem de mais moderno na área de vigilância eletrônica, com sistemas de CFTV digital, de controle de acesso, de alarme de intrusão e de princípio de incêndio, e câmeras inteligentes para detecção de movimento, análise de comportamentos e leitura de placas de veículos e contêineres. E deverá possuir também um Scanner móvel de raio X, com poder de penetração mínimo de 290 mm em aço e detecção automática de materiais radioativos, para inspeção não intrusiva de cargas, o que agilizará e aumentará a qualidade do controle aduaneiro no recinto. Apenas tal equipamento está orçado em quase R$ 4 milhões. Estima-se um investimento inicial de R$ 25 milhões para o empreendimento, além da aquisição do terreno.
A concorrência para exploração de um porto seco é precedida da publicação de edital, estabelecendo todas as regras e condições para participação, classificação e habilitação ao processo, bem como as especificações mínimas da estrutura operacional necessária.
A previsão inicial de publicação do edital, que era de fevereiro deste ano, foi transferida para abril. Pois o Tribunal de Contas da União – TCU, ao analisar a primeira versão do estudo de viabilidade técnica, solicitou diversas alterações visando garantir a modicidade dos valores das tarifas a serem cobradas dos futuros usuários. A revisão solicitada pelo TCU foi concluída na semana passada e enviada para nova análise.
A RFB só está autorizada a publicar o edital da concorrência após 30 dias do recebimento do estudo pelo tribunal, portanto a nova previsão de publicação do edital é para o início do mês de abril. A análise jurídica das minutas do edital e do contrato já foi concluída pelo órgão competente com parecer favorável.
Após a publicação do edital os possíveis interessados terão 4 meses para apresentar suas propostas.
Poderão participar da licitação as pessoas jurídicas de direito privado que tenham como objeto social, cumulativamente ou não, a armazenagem, a guarda ou o transporte de mercadorias, e que atendam todas as condições previstas no edital.
A instalação de porto seco é um investimento de porte elevado e as empresas licitantes deverão dispor de terreno, com prova de propriedade do imóvel ou autorização para sua ocupação, para os fins e pelo prazo fixado no edital, com licença ambiental prévia expedida pelo órgão competente e anuência expressa de funcionamento pela prefeitura municipal com jurisdição sobre o imóvel ofertado, além de estar regular perante a fazenda pública, previdência social e Ministério do Trabalho, possuir pessoal técnico, instalações e equipamentos adequados ao manuseio e armazenamento de cargas e capacidade econômico financeira, entre outros requisitos.
No julgamento da concorrência, o critério considerado será o de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado. O permissionário pagará à União taxa FUNDAF (Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização), destinado ao ressarcimento das despesas administrativas relativas à fiscalização aduaneira, ao valor fixo de 6% e 2%, respectivamente, das receitas mensais obtidas com o armazenamento e movimentação das mercadorias importadas e exportadas.