sábado, 28 de abril de 2012

Dobradinha Pernambuco-EUA


Grupo de empresários norte-americanos em missão comercial busca no estado parcerias em tecnologia verde

A tecnologia norte-americana somada ao potencial pernambucano. Esse pode ser o saldo do encontro de 22 empresários dos Estados Unidos com 40 empreendedores recifenses. A rodada de negócios foi realizada na tarde de ontem na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Interessados no setor de tecnologia verde, os investidores formam a primeira missão comercial promovida pela Brasil U.S. Businesse Council no estado.
Para pesquisadores da área, as negociações só serão promissoras se os empresários pernambucanos conseguirem, além de produtos, a troca efetiva de tecnologia. “Os norte-americanos têm produtos e processos muito mais avançados na questão de energias limpas. É muito difícil que eles queiram realmente comprar algo dos pernambucanos ou mesmo incentivar o mercado local. O mais lógico é que eles estejam aqui para vender”, explica Heitor Scalambrini, coordenador dos Projetos Naper Solar e o Núcleo de Apoio a Projetos de Energias Renováveis da UFPE.
Ele acredita que o grupo foi atraído para Pernambuco porque o estado é um dos locais com maior potencial de geração de energia solar, um dos focos dos empresários estrangeiros. “O Brasil é privilegiado com mais de três mil horas de brilho solar por ano. Essa matéria-prima tem capacidade de gerar de cinco a seis quilowatts-hora por dia”. 
Para Katheen McInerney, diretora do Brasil U.S. Business Council, a possibilidade de parcerias existe. “Estudamos o interesse dos empresários por investimentos no Brasil e descobrimos que a maioria quer parcerias no setor de tecnologia verde. Não apenas vender, mas crescer com novos mercados.”
O empreendedor pernambucano Vitor Eufrosino, gerente geral da Telemetric, empresa de gestão de resíduos sólidos e distribuição de água, concorda. “Não vi a rodada de negócios como uma via de mão única. 
Os investidores com os quais conversei estavam abertos ao compartilhamento de tecnologia, o que pode incentivar muito o desenvolvimento do setor de energias limpas no estado.” Segundo ele, novas reuniões foram marcadas hoje, fora da pauta da missão, para quem tinha agenda livre. “Pernambuco está em estado de graça. Tudo está dando certo por aqui e todo mundo quer participar desse crescimento.”
A empolgação do empresário é corroborada por Usha Pitts, cônsul geral dos Estados Unidos no Recife. Ela acredita que as negociações deverão colocar Pernambuco no mapa de negócios internacional no setor verde. “Muitos norte-americanos pensam que o Brasil só tem desenvolvimento em São Paulo, Rio e Brasília. Queremos mostrar em aqui também existem muitas oportunidades”, ressalta. (Thatiana Pimentel)
DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Três novos centros de convenções à vista


Em franca expansão em Pernambuco, o mercado de eventos de grande porte espera com ansiedade não só a reforma e ampliação do Cecon como também a abertura de novos espaços. 

Está prevista a construção de três novos centros de convenções, sendo um na Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, outro no projeto do Cone Suape, no Cabo de Santo Agostinho, e um terceiro no hotel que a rede Sheraton planeja implantar na Praia do Paiva.
O projeto da Cidade da Copa, que está sendo desenvolvido pelo Consórcio Arena Pernambuco, prevê a construção de um centro de convenções com 9,5 mil metros quadrados em uma primeira fase (2014), além de um hotel com 300 quartos. 
Na segunda fase (2015-2019), estão previstos mais 9,5 mil metros quadrados de centro de convenções e um outro hotel, com mais 250 unidades.
O Sheraton Reserva do Paiva também promete para 2014 um moderno centro de convenções com mais 2,8 mil metros quadrados de área em um único pavimento, onde todos os salões contarão com pé direito de sete metros. Esse é um detalhe que chama a atenção dos empresários do setor.
“Eventos com até 500 participantes conseguimos fazer em hotéis no Recife, mas o problema é que muitos dos espaços não são adequados, com o pé direito baixo e sem espaço para recepção”, exemplifica o presidente do Recife Convention & Visitors Bureau (RCVB), Paulo Menezes.
Já a Moura Dubeux ainda não revelou o porte do centro de convenções que planeja para o Cone Suape nem o prazo de execução. Lá também deverão ser erguidos dois hotéis.

Paulo Menezes lembra que, por enquanto, o Cecon é o único equipamento específico para feiras no estado. “E tem uma pauta bastante difícil para os próximos anos. 

Estamos na expectativa desses três novos centros de convenções que foram anunciados”, depõe. Hoje, para realizar congressos e seminários de médio a grande porte, em local que não seja o Cecon, é preciso recorrer a hotéis do Litoral Sul, como o Enotel e o Summerville.

Levantamentos feitos pela Secretaria de Turismo mostram que o turista de eventos gasta, em média, R$ 350 por dia, com tempo médio de permanência de cinco dias na cidade. Fora os acompanhantes. São eventos que movimentam muito a economia como um todo – hotéis, restaurantes, comércio, táxis e até a economia informal. (M.B.)

DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Navio da MSC completa fase de testes no mar




O transatlâtico MSC Divina, 12º da frota da armadora italiana, está em fase final de acabamento, e prestes a estrear nos mares. Esse colosso de 18 decks, dos quais 13 são dedicados somente aos hóspedes, completou com sucesso seus teste iniciais de três dias de navegação  no litoral da Bretanha (França), retornando no último dia 15 ao estaleiro STX France, em Saint Nazaire (FR).

As rigorosas avaliações envolveram cerca de 360 profissionais que analisaram mais de 60 características do navio, incluindo velocidade e seus níveis de som e vibração. Novos testes serão realizados continuamente até o primeiro grande evento do navio: a tradicional cerimônia de troca de bandeira, que ocorrerá no dia 19 de maio, também em Saint Nazaire.

Já a cerimônia de inauguração acontecerá alguns dias depois, em 26 de maio, no porto francês de Marselha, com presença da madrinha da frota MSC, a atriz compatriota Sophia Loren. Com 333 metros de comprimento, 38m de largura, 140 mil toneladas e capacidade para 4.363 hóspedes.

O MSC Divina oferecerá viagens em grande estilo, proporcionando uma atmosfera única de luxo e entretenimento a bordo, com amplos ambientes, como o Pantheon Theatre - com mais de dois mil metros quadrados para 1.603 pessoas; o MSC Aurea SPA, com outros 1,7 mil m² dedicados aos cuidados com o corpo e bem estar dos hóspedes; fitness center; quadra poliesportiva; cassino; discoteca; cinema 4D; simulador de Fórmula 1; bares; além da alta gastronomia que estará presente em seis restaurantes, incluindo um de culinária mexicana.

O transatlântico destacará ainda a Infinity Pool, uma piscina com borda infinita, que proporcionará vista panorâmica do mar. Leia mais



Obras da Fiat começam em 30 dias


As obras civis da Fiat começarão em 30 dias, afirmou ontem o prefeito de Goiana, Henrique Fenelon. 



O início exato da construção da montadora de R$ 4 bilhões não é confirmado pelo grupo italiano ou pelo Estado. Mas com a chamada “área prioritária” do terreno de 440 hectares pronta, a expectativa é grande com o projeto, que vai gerar 4.500 empregos diretos e milhares de outros com fornecedores que acompanharão a Fiat.

O Cine Teatro Polytheama, no município, foi palco ontem do I Fórum Empresarial do Polo Econômico de Goiana, promovido pela Agência de Desenvolvimento de Goiana (AD Goiana). O encontro foi o primeiro na cidade a tratar dos megaprojetos. “Este é um evento didático, até pedagógico”, comentou Fenelon.
O secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, Antônio Carlos Maranhão, reforçou o tom didático. Explicou ao lotado auditório as dificuldades da mão de obra para Suape, onde 25% são de gente de fora do Estado, como exemplo do que deve acontecer em Goiana. “Isso não é nenhum alarme. Como nos falta tradição em algumas áreas, temos que mesclar competências”, argumenta Maranhão.
Ele lembrou o mapeamento de 13 municípios, “de Abreu e Lima a Goiana” e de “Timbaúba a Goiana”, num raio de 30 minutos da montadora, e o compromisso de empreiteiras de não contratar na porta dos canteiros de obra. O objetivo é evitar ocupação desordenada por migrantes em busca de emprego.
A AD Goiana surgiu de outra preocupação: com o risco de descontinuidade nos preparativos para os grandes projetos por causa da política municipal, conta o presidente da Agência, Rodrigo Augusto de Oliveira, que tem mandato de cinco anos.
Também de olho no futuro, a Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio) apresentou pesquisa qualitativa sobre o mercado de trabalho na cidade. “Goiana vai crescer muito. Os gestores também têm que se preparar para aplicar bem os recursos”, diz o presidente da Fecomércio, Josias Albuquerque, que estaria intermediando a instalação de dois hotéis de um grupo belga no município.
JORNAL DO COMMERCIO

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Logística, transportes e futuro




Temos pensado muito no futuro da logística e transportes no Brasil. E imaginando como será daqui há 22 anos. Estamos pensando em 22, pois este é o período que já se passou desde que a nossa economia sofreu uma abertura econômica histórica.

Analisando hoje, com os olhos de ontem, que foi o que fizemos em 1990 para olhar para o futuro, pensamos que em cerca de uma ou duas décadas teríamos um sistema logístico de fato, excelente. Hoje, olhando para o passado, o que conseguimos ver? O avanço que imaginamos?

Infelizmente, não foi o que ocorreu. E, hoje, renovando nossas esperanças – um pouco sem esperança – voltamos a imaginar o que poderemos ter em 2034. Partindo do que temos agora, do que conseguimos, os leitores entenderão nossas reduzidas esperanças. Só conseguimos imaginar que, lá na frente, ao pensarmos em 44 anos, poderemos ter que renovar por outros tantos anos.

Antes de sermos tachados de pessimistas, o que jamais fomos, vamos ver o que temos. Nem todos conseguem compreender que realismo nada tem a ver com pessimismo. Nem tampouco com otimismo. Realismo é um conceito único, se relaciona com fatos.

Todos sabemos que o Brasil é um país rodoviarista. Que sua matriz de transportes, a pior que poderíamos ter, é baseada no transporte rodoviário, com 60%. Somos um país rodoviarista e, no entanto, temos apenas 1,5 milhão de quilômetros de rodovias, sendo apenas cerca de 170.000 asfaltadas. Os EUA, segundo estatísticas, têm mais de 6 milhões de quilômetros, com pelo menos uns 70% asfaltados.

Nossa ferrovia pode ser considerada a pior do mundo. Em que evoluiu para 28.000 quilômetros entre 1854 e 1920, subindo a 36.000 em 1948, para 32.000 em 1964 e para pouco mais de 28.000 atualmente. Em que, em termos relativos, temos 3,4 quilômetros lineares de ferrovia para cada 1.000 quilômetros quadrados de território.

Clique aqui para ler a segunda parte deste artigo.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Pernambuco terá quatro novos Centros Tecnológicos



O Estado receberá um investimento de R$ 30 milhões para implantar quatro novos centros tecnológicos (CTs), ampliar e reformar os cinco CTs já existentes. Os recursos serão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDC), autarquia do Ministério da Educação e Cultura (MEC). 
As obras devem ser feitas em um ano e meio, segundo o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja. Os novos CTs serão na área de fármacos, em Goiana; metalmecânica, em Suape; agricultura irrigada, em Petrolina e Aquicultura e Pesca, em São Lourenço da Mata. A implantação dos novos CTs custará R$ 25 milhões.
Os R$ 5 milhões restantes serão empregados na ampliação e reforma dos cinco CTs já existentes, administrados pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) em parceria com a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia. Os CTs que estão em funcionamento são o do leite, em Garanhuns; o do gesso, em Araripina; o da caprinocultura, em Serra Talhada; Cultura Digital, em Peixinhos e o de moda, em Caruaru.
Além do investimento na infraestrutura dos CTs, o governo do Estado iniciou um projeto para capacitar os gestores e empresários de sete Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Pernambuco. Serão investidos cerca de US$ 17 milhões (cerca de R$ 31,7 milhões) em capacitações, treinamentos, consultorias e até equipamentos que poderão ser comprados para o uso coletivo dos empresários desses setores nos Centros Tecnológicos.

Entrevista: “Se não fossem os gargalos, o Brasil estaria crescendo em ritmo chinês”.


Os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama durante encontro em Washington: agenda bilateral (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)



Nem bem a secretária de Estado Hillary Clinton havia anunciado a criação de mais dois consulados dos Estados Unidos no Brasil e já falava, pela primeira vez em muito tempo, no estabelecimento do livre comércio entre os dois países. 
Os fatos sinalizam a aproximação Brasil-EUA que deve ainda se intensificar e trazer mais investimentos da iniciativa privada para cá – e levar produtos brasileiros para lá. “Nunca houve uma convergência de fatores tão favoráveis”, afirma Gabriel Rico, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham). 
Ele diz que a eliminação de vistos para turistas brasileiros em viagem ao território americano e de barreiras para a entrada de produtos não devem acontecer muito rapidamente, mas vão se concretizar no médio prazo. “É algo que não há como discutir”, diz.

Gabriel Rico , presidente da Câmara de Comércio Brasil-EUA (Amcham) (Foto: Divulgação)
Também inevitável é a marcha de companhias americanas rumo ao Brasil. “Nenhuma grande empresa no mundo pode se dar ao luxo de ficar fora do mercado brasileiro. Afeta a valorização da própria companhia”, afirma Rico. 
Em seu papel de promotora dos bons negócios entre as duas nações, a Amcham tem publicado guias “How to Invest in Brazil”, que permitem a empresários estrangeiros entender a dinâmica da economia nacional e os entraves burocráticos na criação de uma filial. 
O próximo a ser lançado é do Paraná, mas o Estado não está sozinho nos esforços para atrair a atenção, principalmente dos empreendedores americanos. “Temos trabalhado muito com o governo e empresários do Pernambuco”, diz Rico. “A região de Suape cresce em um ritmo acima da China”. Leia mais

Tecon Santos coloca em prática nova operação




A Santos Brasil, administradora do Tecon Santos, deu início, neste mês, a um acordo comercial com a Maersk Line. A parceria compreende a operação de uma linha de navegação de longo curso para atender o fluxo de importação e exportação entre o Brasil e a Europa.

O serviço terá duas escalas semanais com destino aos portos localizados no norte da Europa, realizadas por sete navios com até 8 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) de capacidade. A linha também será operada em parceria comercial com a Cosco e a Hanjin.

As operações desse serviço deverão movimentar volume médio entre oito e nove mil contêineres por mês, o que poderá representar até 10% do total movimentado no terminal no período de um ano. Em 2011, o Tecon Santos foi responsável por 53% dos 2,986 milhões de Teus escoados pelos cais santista.

De: Guia Marítimo


Maré Vermelha atrasa em 50% liberação de cargas




Deflagrada há um mês pela Receita Federal, esse trabalho ampliou a fiscalização de mercadorias "sensíveis ao aumento das importações com indícios de irregularidades". O tempo para liberação das cargas aumentou em 50%, especialmente em portos e aeroportos de São Paulo.

A fiscalização da Receita Federal abrange 41 terminais de carga em aeroportos, 209 terminais portuários, 34 pontos de fronteira, 66 portos secos e sete centros logísticos aduaneiros no interior do país.

"A operação tem acrescentado dois dias úteis aos cinco necessários à liberação do contêiner", disse Wagner Rogê Maricano, analista de importação da Komatsu do Brasil. 

A multinacional japonesa, com fábrica em Suzano (SP), produz escavadeiras e carregadeiras, entre outros maquinários, a partir de peças importadas pelo porto de Santos (SP). Com os atrasos, Maricano teme impactos na linha de produção. "Hoje em dia as empresas trabalham com estoque mínimo."

A multinacional não está só. A Stanley Black&Decker, que fabrica produtos como ferramentas e eletrodomésticos, tem registrado maior volume de contêineres que caem no chamado canal vermelho da alfândega, demandando conferência física. 

Mas como as vistorias ocorrem em um porto seco - unidade alfandegada no interior -, o impacto não é tão grande como em portos marítimos ou aeroportos. "No porto seco é relativamente mais ágil pois o universo de mercadorias conferidas é menor", diz Marcos Azevedo, gerente da cadeia de suprimentos da empresa. Leia matéria na integra



Uma verdade criada: Guerra dos Portos



O Senado brasileiro está prestes a aprovar a PRS 72, de autoria do Senador Romero Jucá (PMDB), ex-Líder do Governo, pela qual será ZERO a alíquota do ICMSincidente nas operações interestaduais com produtos de origem estrangeira.
Dizem que isto tornará a indústria brasileira competitiva e colocará um fim à chamada Guerra Fiscal ou Guerra dos Portos.
Qual é a verdade real?
Parece-me que alguém está tentando “criar verdades”, valendo-se de uma técnica conhecida como Gestão da Percepção, pela qual não importa o fato em si mas o que é percebido, por que esta percepção passa a ser a única verdade, absoluta e plena.
O Governo brasileiro já usou esta técnica nos tempos do Ministro Delfim Neto. O “milagre brasileiro” foi uma “verdade criada”, em que ficou a percepção histórica de um crescimento daeconomia brasileira incompatível com a realidade brasileira.
Aliás, Goebbels era tão bom no uso desta técnica que ele até fez Hitler acreditar ser Deus e os alemães acreditarem que, sozinhos e isolados, dominariam o mundo.
Se a indústria brasileira nasceu primitiva, pelas mãos dos povos indígenas, ela se desenvolveu muito pouco até os tempos de JK.
A “abertura dos portos” de D. João VI e a criação de uma outra industria foi apenas uma forma de minorar as suas agruras em aqui viver.
Nos primórdios da República, o que se discutia era o positivismo e o que mais interessava era a agricultura – o leite para os mineiros e o café para os paulistas. Ah! E o açúcar para os usineiros nordestinos… Vargas, longe de ser um “pai dos trabalhadores”, foi um ditador vil, que nos colocou numa guerra inglória.
A nossa industrialização, naqueles tempos, foi guiada por um único estímulo: a sobrevivência.
A única política de industrialização foi proposta, efetivamente, por JK. Ele se foi e ela também…
Poderíamos discutir o que o mundo fez e anda fazendo em termos de desenvolvimento econômico. Leia mais

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Canteiro chamado Brasil



O conjunto de obras previstas para serem realizadas no Brasil até o ano de 2016 fará o país alcançar posição de destaque nos investimentos em infraestrutura e, por tabela, no mercado mundial de máquinas e equipamentos. A participação do Brasil neste segmento passou de 1% para 4% entre 2004 e 2010, percentual que deve se manter nos próximos dois anos. A estimativa é que com as cerca de 10 mil obras em andamento entre 2012 e 2016, nada menos que R$ 1,35 trilhão sejam investidos.
O levantamento é da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), cujo mapeamento detalha os investimentos e as demandas por região do país. Feito desde 2007, o Estudo Brasileiro de Máquinas e Equipamentos mostra que 57% da frota do país têm menos de cinco anos e, depois do baque da crise financeira internacional, entre os anos de 2008 e 2009, o segmento teve um boom em 2010, com 70% de crescimento. A previsão é de manter um crescimento de 10% por ano até 2016.
“A maior parte dos equipamentos utilizados no Brasil é produzida aqui mesmo, apenas 30% do mercado são de importados. Antes da crise, o país exportava metade da produção da linha amarela. Depois, a compra dentro do país caiu pouco, mas os mercados internacionais foram bastante afetados”, explica o economista e consultor da Sobratema, Brian Nicholson.
De olho nos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), da Petrobras, da Eletrobras, da Vale e dos planos estaduais e municipais na área de infraestrutura, a Sobratema analisa também o desempenho das obras e a avaliação dos fabricantes sobre o mercado. Na visão desses empreendedores, o maiores gargalos enfrentados atualmente são os atrasos, a carência de trabalhadores e o custo dessa mão de obra qualificada. No quesito atraso, os licenciamentos e as licitações aparecem como maiores entraves.
“Existe um gargalo de pelo menos 30 mil operadores de máquinas, que precisariam ser formados para ocuparem as vagas existentes hoje. O mercado tem se encarregado de treinar essas pessoas, mas mesmo assim a demanda é maior. O caso de Pernambuco é um exemplo. O estado já foi exportador de mão de obra e hoje está importando”, analisa Eurimilson João Daniel, vice-presidente da Sobratema.
Além disso, o que prejudica o crescimento do país é o conhecido “custo Brasil”. Para Brian Nicholson, os 4% do mercado mundial são significativos, mesmo na comparação com a China, que detém 48% do total, a América do Norte (15%), a Europa (11%) e a Índia (8%). “Levando em consideração que a China investe o equivalente a 45% do PIB e o Brasil tem mantido a média de 18,5%, esse resultado é significativo.
O custo Brasil prejudica principalmente o produtor e o trabalhador. Com menos desperdício, sobrariam recursos para aumentar o potencial de investimentos e a remuneração”, analisa.

Cabotagem é a melhor opção de transporte entre longas distâncias no país



A cabotagem, segmento de transporte de produtos entre portos de um mesmo país, está despontando no Brasil como uma opção viável para viagens de longa distância pela segurança e preço do frete. Entretanto, a escassez de mão de obra, preço do combustível para os navios e a necessidade de que o meio de transporte tenha bandeira brasileira são vistos como entraves para uma expansão mais acelerada do modal no país.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de 2002 a 2011 a movimentação de cargas pelo segmento de cabotagem cresceu 38,3 por cento. Atualmente, as principais cargas movimentadas são combustíveis, óleos minerais e bauxita.

“A perspectiva de crescimento e diversificação da movimentação de cargas neste modal é grande”, disse o superintendente de navegação marítima e apoio da Antaq, André Arruda, citando como fatores renovação da frota mercante nacional, aumento da competitividade das empresas e desburocratização portuária.

O Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) prevê que o modal de transporte aquaviário, que em 2005 correspondia a 13 por cento do total de transportes, buscará atingir índice de 29 por cento de toda a carga transportada no Brasil em 2025.

De acordo com a Antaq, empresas da zona franca de Manaus, usam cada vez mais a cabotagem para o transporte de seus produtos para São Paulo, principal centro consumidor do país. “Um frete de caminhão, carregado com eletroeletrônicos, fica em torno de 90 reais por metro quadrado; na cabotagem, no mesmo trecho, 76 reais por metro quadrado, uma redução de 15 por cento e que pode ser maior, dependendo do volume embarcado”, afirma o superintendente.

Para Roberto Rodrigues, Presidente da Mercosul Line, empresa do grupo Maersk para cabotagem no Brasil, no último ano houve “interesse e abertura” das empresas em relação à cabotagem.

“São três aspectos importantes: a oportunidade do frete reduzido em relação a outros modais, a questão de menor avaria de carga e a segurança”, afirmou o executivo.
De acordo com ele, o frete por meio de cabotagem é 20 a 30 por cento menor que no modal rodoviário. “Além disso, na cabotagem o índice de avarias é muito pequeno. No rodoviário é muito maior, em eletroeletrônicos as avarias chegam a 2, 3 por cento (da carga)”, afirma.

A questão de segurança também têm sido levada em conta. Isso porque no modal rodoviário existe o risco de roubo de carga, enquanto em navios o risco é mínimo no Brasil.

De acordo com o Coordenador do núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, o crescimento da cabotagem no Brasil também pode ser explicado pela expansão e desenvolvimento das regiões norte e nordeste.

“Essas regiões não tinham demanda muito grande, mas com o crescimento, a cabotagem de longa distância ganhou espaço”, afirmou.

Além disso, Resende lembra que, enquanto a demanda interna no Brasil avança, os investimentos em ferrovias e rodovias não acompanham essa evolução. “As ferrovias são muito dedicadas ao minério de ferro. A cabotagem transporta cargas com maior valor agregado, então a concorrência é mesmo com a rodovia”, explica.

GRANDES ENTRAVES
Apesar do potencial de crescimento, o segmento de cabotagem no Brasil ainda possui fatores que limitam o avanço.

“Os principais estão relacionados à falta de embarcações apropriadas, capacidade insuficiente de terminais de contêineres e de infra-estrutura de acesso e profundidades limitadas nos canais de acesso”, afirma Arruda, da Antaq.

As empresas do setor ouvidas pela Reuters citam ainda o preço dos combustíveis como um limitador para o segmento.

“O principal entrave é o bunker, o combustível de navegação. Armadores estrangeiros abastecem no Brasil sem pagar imposto”, disse Fernando Real, presidente da Maestra, empresa de cabotagem controlada pela Triunfo Participações. De acordo com ele, as empresas brasileiras pagam PIS/Cofins de 9,25 por cento e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos Estados. “O setor quer isonomia no longo curso”, afirmou.

Além disso, Rodrigues, da Mercosul Line, disse que o preço do bunker, fornecido pela Petrobras, segue os padrões internacionais. “Isso é um desafio, porque o combustível representa de 20 a 30 por cento do nosso custo operacional.”

O Presidente da Maestra afirmou ainda que o setor encontra dificuldades para crescer também porque a cabotagem requer navios de bandeira brasileira, e os atuais estaleiros estão mais focados na produção de embarcações para o setor de petróleo e gás do pré-sal brasileiro.

“Além disso, é preciso abrir novas escolas para a formação de mão de obra marítima”, afirmou Real.

De acordo com a Antaq, o Ensino Profissional Marítimo (EPM) é de responsabilidade da Marinha, que está “tomando providências para aumentar significativamente o número de profissionais marítimos a cada ano”.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/04/20/cabotagem-e-a-melhor-opcao-de-transporte-entre-longas-distancias-no-pais/

Movimento no Pecém sobe 29%



Porto mantém a liderança nacional em exportação de frutas e a segunda colocação em calçados

Foram movimentadas, por meio do Porto do Pecém, 869 mil toneladas de mercadorias, no primeiro trimestre desse ano, o que representa um aumento de 29% ante igual período do ano passado, quando o resultado marcou 676 mil toneladas.

As importações registraram 660 mil toneladas, enquanto as exportações contribuíram com 209 mil toneladas.

O porto cearense manteve a liderança nas vendas internacionais de frutas e calçados, ficando na segunda colocação na importação de produtos siderúrgicos. Nos três primeiros meses de 2012, o Pecém anotou participação de 30% na exportação de frutas, seguido pelos portos de Parnamirim, com 24% e Santos, com 11%. Na exportação de calçados, a participação do Pecém foi de 38%.

Cimentos
Após conquistar a primeira colocação na exportação de frutas e calçados entre todos os portos brasileiros, o Porto do Pecém assumiu a liderança na importação de cimentos não pulverizados (clínquer), com participação de 47%, seguido pelos portos de Santarém com 15% e Suape, em Pernambuco, com 10%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O porto exportou também 59 mil toneladas de minérios, 52 mil de frutas e ainda seis mil de calçados.

O Ceará contribuiu com 70,7% dessas exportações, seguido pelo vizinho Rio Grande do Norte com 25%. Os principais destinos foram Holanda, com 48%, Grã Bretanha, com 25%, Espanha com 11% e Estados Unidos, com 7%. No primeiro trimestre, passaram pelo Pecém 110 navios, o que representa uma média mensal de 37 embarcações.

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/04/22/movimento-no-pecem-sobe-29/