sábado, 2 de junho de 2012


Maersk reestruturará divisão de contêiner e cortará 400 empregos

Agência Reuters - 01/06/2012 

O grupo dinamarquês de petróleo e transporte marítimo A.P. Moller-Maersk informou nesta sexta-feira (1º) que cortará cerca de 400 empregos como parte de uma reestruturação de sua divisão de transporte de contêineres Maersk Line.

O grupo disse em um comunicado que o principal objetivo da reorganização era ter a possibilidade de tomar decisões mais rapidamente e que cerca de 250 dos cortes serão feitos na sede da empresa em Copenhague.

A indústria de transporte marítimo tem sido prejudicada pelas turbulências econômicas globais à medida que a demanda e o excesso de capacidade depreciaram as taxas de frete para patamares baixos os suficiente para gerar prejuízo.

A Maersk Line informou em maio que vai aumentar em 30% os preços do frete para todas as rotas na América Latina, em função dos custos elevados dos combustíveis, do aço, de terminais e de contêineres, segundo o presidente da empresa na região, Robbert Jan Van Trooijen.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Suape trabalha para ser o segundo maior do país




O crescimento vigoroso vivido pelo Complexo Industrial e Portuário de Suape nos últimos anos o distanciou de outros portos do Nordeste em volume de cargas. Em 2009, por exemplo, o terminal pernambucano movimentou 242 mil TEUs (contêiner de 20 pés) - praticamente o mesmo que Salvador (BA). Em dois anos o movimento saltou para 430 mil TEUs e a projeção da administração é que até 2020 chegue a 1 milhão de TEUs.



O incremento em diferentes tipos de carga aproxima o complexo instalado no município de Cabo de Santo Agostinho (PE) da movimentação do Porto do Rio de Janeiro. A busca pelo posto de segundo maior porto do Brasil não é prioridade, embora já esteja à vista. Frederico Amâncio, vice-presidente de Suape, destaca que a consolidação como maior porto e principal porta de entrada de produtos e insumos para as regiões Norte e Nordeste é a questão de primeira ordem. "Suape tem uma grande estrutura para acompanhar a indústria dessas regiões e capacidade de expansão para todo o Brasil", diz.



De acordo com a Antaq, 60% da navegação de cabotagem está concentrada em três complexos: Santos (23%), Manaus (19%) e Suape (18%). "A gente tem se beneficiado muito com as operações na Zona Franca. Manaus tem uma movimentação grande de contêiner, mas tem limitação a navios de grande porte", afirma. Hoje a navegação interior partindo de Suape é a principal rota dos insumos para a indústria da capital amazonense.



Suape é um porto importador. Cerca de 70% da movimentação de cargas são operações de entrada. Do terminal pernambucano a carga é transbordada por meio de cabotagem ou segue por estradas. Entre 2010 e 2011, a navegação porto a porto, partindo de Suape, cresceu 30%. O porto se beneficia da posição geográfica, de uma grande retroárea e da possibilidade de atracar navios de grande porte, que não podem entregar a carga nos terminais de destino.



O crescimento das operações desse tipo tem sido constante, projetando uma duplicação no volume movimentado nos próximos oito anos. Mas são os grandes projetos nas áreas de petroquímica, mineração e integração logística que vão alçar os atuais 11 milhões de toneladas movimentadas atualmente a um patamar três vezes maior até 2014. O boom de Suape acontece simultaneamente no cais, nos investimentos dentro do complexo e em seu entorno.



No porto, um novo terminal de contêineres será construído, composto por dois berços de atracação com 770 metros e canal de acesso com 390 metros de largura e profundidade de 16,5 metros, com profundidade operacional nos berços de 15,5 metros. O novo Tecon poderá movimentar até 750 mil TEUs por ano. Ainda em fase de projeto, o terminal despertou interesse de todas as operadoras brasileiras e de empresas internacionais que ainda não operam no país.



A construção de um terminal de minério, previsto inicialmente para movimentar 2 milhões de toneladas anuais de coque, será apresentada à Antaq. A obra vai dimensionar o complexo de Suape para receber os minérios transportados pela Transnordestina, com destaque à gipsita, clinquer e escória. A administração espera licitar a obra até o fim do ano e movimentar até 14 milhões de toneladas por ano.



Os grãos e os insumos do setor agrícola do Centro-Oeste e Nordeste, integrados pela Transnordestina, vão desembarcar em um terminal preparado para receber um volume estimado em 8 milhões de toneladas por ano. Hoje o maior moinho de trigo do Nordeste está em Suape. A área para um terminal de açúcar já foi arrendada e será explorada por uma parceria da trade inglesa ED & F Man e a Agrovia, com expectativa de movimentar, até 2015, 540 mil toneladas anualmente.



A refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, e a Petroquímica Suape, vão somar ao movimento do porto 14 milhões e 2 milhões de toneladas por ano, respectivamente. São esses os empreendimentos com maiores investimentos no complexo: a refinaria, US$ 13,3 bilhões, e a petroquímica, US$ 2,75.



Segundo Amâncio, "Suape é um complexo industrial portuário. Isso faz com que cresça como plataforma logística associada à atividade industrial a seu entorno." A operação segue o modelo de grandes complexos portuários como o de Roterdã, na Holanda. "Estamos fortalecendo Suape como um Hub Port e queremos nos consolidar como o segundo porto do Brasil e o grande porto do Norte e Nordeste", diz Amâncio.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Auditores fiscais realizam operação padrão em portos e aeroportos



Os auditores fiscais da Receita Federal fazem nesta quarta-feira (30) uma mobilização nos portos, aeroportos e fronteiras do País. No Porto de Santos, litoral paulista, a ideia é repetir o ato realizado no dia 9 de maio, quando nenhuma carga foi despachada durante 24 horas, devido à operação-padrão.

"Serão liberadas apenas as emergenciais como perecíveis, medicamentos e consumo de bordo", informa o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco). Mas os detalhes do Dia Nacional de Mobilização e Advertência ainda serão definidos em assembleia marcada para a manhã desta quarta.

De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), dez navios devem atracar no porto santista, a partir das 7 horas.

A mobilização ocorre no momento em que os produtos importados estão demorando mais tempo para serem liberados por causa da Operação Maré Vermelha, que visa combater fraude e contrabando, tornando mais rigoroso o processo de inspeção de mercadorias.

A categoria não informa o índice de reajuste pedido, mas afirma que reivindica “as perdas acumuladas nos últimos quatro anos e melhorias nas condições de trabalho”, diz a assessoria do Sindifisco. Eles farão ainda um ato, às 14 horas, na porta da Alfândega de Santos.

Os auditores ainda aguardam nesta quarta uma proposta do Governo Federal. A última negociação salarial ocorreu em 2008 e nada foi definido até agora. Não está descartada a possibilidade de deflagração de greve na segunda quinzena de junho.

“A situação pode agravar a liberação de mercadorias no Porto, que ficou mais complicada desde a implantação da Operação Maré Vermelha, uma vez que o volume de trabalho tem superado a capacidade operacional”, analisa o especialista em portos, Hélio Hallite.

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=65854

Confira a programação dos próximos eventos Logísticos no Brasil




Brasil Log - Feira Internacional de Logística
Data: 19/06/2012
Local: arque Comendador Antonio Carbonari - Parque da Uva
Realização: Brasil LOG 
Horário: 13:00
Endereço: Av. Amadeu Ribeiro, 500 - Anhnagabaú


Container Handling Technology Brazil
Data: 26/06/2012
Local: Centro Brasileiro Britânico
Realização: - 
Horário: 09:00
Endereço: Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros
Transpo Amazônia - Feira de Transporte e Logística
Data: 26/06/2012
Local: Centro de Convenções Studio 5
Realização: FETRAMAZ 
Horário: 14:00
Endereço: Av. Rodrigo Otávio, 3.555
Workshop Internacional SENAI de Eletreletrônica
Data: 27/06/2012
Local: Sociedade Cultura Artística
Realização: SENAI/SC 
Horário: 18:30
Endereço: Rua Jorge Czerniewicz, 160 - Czerniewicz
Expo.Logística 2012
Data: 20/08/2012
Local: Hotel Royal Tulip
Realização: Instituto ILOS 
Horário: 13:00
Endereço: Avenida Aquarela do Brasil, 75 - São Conrado



Em dois meses, armadores aumentam frete em até 40%


Brasil Econômico, Gustavo Machado

Ao sofrer com a escala dos preços dos fretes internacionais, empresários, consultores e advogados reclamam de uma suspeita coincidência. Os quatros principais armadores que operam no Brasil elevaram em até 40% os preços do fretamento nos últimos 30 dias. 
As taxas, que não passavam de US$ 900 por contêiner enviado para a Europa, já chegam a US$ 1.200. O mesmo aconteceu em outras rotas. Para a Ásia, os custos já beiram US$ 2 mil por unidade.
O panorama é ainda pior na importação. Especialistas no setor afirmam que um contêiner embarcado na Ásia pode ter seu frete avaliado em até US$ 6 mil. Para o consultor em Comércio Exterior, Ricardo Demasi, os armadores tentam se recuperar os prejuízos ocasionados pela crise internacional sobre mercados em crescimento como o latino-americano. 
O doutor em direito marítimo Osvaldo Agripino de Castro Jr. Concorda com a avaliação de que há um cartel em operação nas águas internacionais. 
Para José Del Chiaro, sócio fundador do Instituto Brasileiro de Estudo de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional, somente com a abertura de um processo de investigação pode ser comprovado o cartel. “Aumentos simultâneos de valores parecidos, em épocas parecidas, pode ser admissível, mas é preciso haver uma boa justificativa”, avalia.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Edital do porto seco deve sair em 45 dias



Uma audiência pública, realizada na sede da Receita Federal no Recife, deu fim a um longo trâmite para que saia o edital de licitação de um novo porto seco no Estado. O prazo é de 45 dias. A data para a publicação já havia sido adiada anteriormente, passando do fim do ano passado para o último mês de fevereiro. 
Algumas indicações feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) foram as principais responsáveis pelo atraso. Esse segundo porto seco, que deve ficar em Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho ou Jaboatão dos Guararapes, foi um pedido feito pelo Governo ainda em 2010, por meio de um ofício da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec). O gasto inicial da vencedora da licitação deve ser de R$ 31 milhões. Há dez anos não existe uma licitação do tipo no Recife.
“Teremos mais opções de armazenamento, e isso é algo interessante. Também é bom que haja concorrência entre os portos secos. Essa necessidade se dá pela alta demanda do Porto de Suape. Entre 2003 e 2011, triplicou o volume de carga”, disse o auditor fiscal Sérgio Garcia da Silva Alencar, que faz parte da comissão de licitação. 
Aos interessados, uma boa notícia: o prazo para a entrega das propostas vai além dos 45 dias usuais, chegando a até cinco meses. Isso porque é preciso entregar uma licença prévia ambiental. A concessão será de 25 anos, prorrogáveis por outros dez.
Segundo Garcia, a empresa que ganhar o pleito terá 18 meses para conseguir o alfandegamento e construir o próprio porto seco. Para sair vencedora, a empresa precisa entregar dois envelopes: o de proposta e o de habilitação. “Vamos escolher o ganhador e checar se ele está habilitado. 
Caso não esteja, passamos para o segundo lugar e assim por diante”, contou Garcia. No sexto ano de funcionamento, outros R$ 7 milhões devem ser desembolsados. Por último, no décimo ano, haverá novo aporte de R$ 16 milhões. Dentro da nova construção, o papel da Receita será apenas o de fiscalização. Todo o processo de armazenagem e movimentação ficará a cargo de quem obter a concessão. A área mínima deverá ser de 8,8 hectares.
O atual porto seco, que fica localizado no Jiquiá e tem concessão pertencente à JSL, deve se mudar, até dezembro deste ano, para Ponte dos Carvalho, no Cabo de Santo Agostinho. A mudança será feita para uma planta três vezes maior do que a atual. “Notamos que seria melhor ficarmos mais próximos de Suape”, contou o administrador do porto, Vinícius Constantino. 
Nenhuma informação a mais pôde ser dada, já que a empresa está passando por um “momento de silêncio”, devido à emissão de debêntures. Essa unidade possui uma área total de 32 mil metros quadrados. Em 2011, passaram pelo local 407,7 mil toneladas em mercadoria.
FOLHA-PE

Morte no Porto de Maceió



Os portuários de Maceió, capital de Alagoas, estão lançados à própria sorte em razão da ausência de trabalho do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) local no dia a dia dos trabalhadores nos navios. Por isso, aumenta a falta de segurança nas operações. Os portuários são obrigados a utilizarem equipamentos de proteção sucateados na execução dos serviços, isto quando o EPI está disponível.

O estivador Fábio de Freitas Silva, de 28 anos, morreu no dia 25 de maio último após ser soterrado por uma carga de adubo no porão de um navio de bandeira panamenha, Hangin Marugame, que estava ancorado no porto alagoense. Vídeo publicado no Youtube apresenta imagens fortes, mostrando o operário, já sem vida, sendo retirado da embarcação.

Na verdade, a falta de segurança e a ausência, ou omissão, dos Ogmos viraram “lugar comum”, infelizmente, na faina dos portuários de todo o Brasil. E as tragédias sempre acontecem.



FedEx do Brasil anuncia compra da Rapidão Cometa



A empresa espera que a transação seja concluída no terceiro trimestre.

A americana FedEx anunciou acordo com a brasileira Rapidão Cometa para ampliar a oferta de serviços. Em comunicado, a empresa informa que espera que a transação seja concluída no terceiro trimestre.

O valor não foi divulgado. A Rapidão Cometa é representante autorizada no Brasil da americana há 11 anos. O negócio adiciona à estrutura 45 filiais, 145 pontos de distribuição, 770 veículos e cerca de 9 mil funcionários – de modo que a FedEx do Brasil terá um total de 9,5 mil empregados. A ideia é integrar os negócios de distribuição, logística e transporte expresso em fases, no prazo de 18 a 24 meses após a aprovação final do acordo.

“A FedEx será agora capaz de oferecer um portfólio mais abrangente de serviços no Brasil, incluindo transporte aéreo internacional expresso, serviço de transporte doméstico terrestre e serviços de valor agregado, como cadeia de suprimentos e soluções logísticas”, afirma em nota o presidente da FedEx Express América Latina e Caribe, Juan N. Cento.


Aliança Navegação e Logística conquista revalidação da ISO 9001:2008 e 14001:2004




São Paulo, 28 de Maio de 2012 – Após a conclusão da auditoria externa, realizada em meados de maio pelo Germanischer Lloyd (GL) na sede da empresa e nos navios da frota, a Aliança Navegação e Logística obteve revalidação das certificações ISO 9001:2008 e ISO 14001:2004. Com isso, a companhia ficará certificada por um período de mais três anos, com validade até 17 de maio de 2015.
O GL auditou a conformidade dos processos e registros da empresa, bem como verificou que a Aliança atende a todos os procedimentos referentes ao Sistema de Gestão da Qualidade e ao Sistema de Gestão Ambiental.
A certificação confirma o compromisso da Aliança com os processos internos e externos, conciliando proteção ao meio ambiente, qualidade e viabilidade econômica.
Fundada no início da década de 50, a Aliança foi consolidando sua liderança no mercado brasileiro, passando a atuar em todos os continentes. Em 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Oetker, também proprietário da Hamburg Süd, empresa alemã fundada em 1871.
Com faturamento de R$ 2,4 bilhões em 2011, a Aliança Navegação e Logística tem forte atuação no segmento internacional e é líder no transporte de cabotagem. No ano passado, movimentou mais de 679 mil TEUs. Atualmente, opera regularmente em 14 portos nacionais e possui 12 escritórios próprios no Brasil.

Agronegócio padece com a ausência de armazéns



O maior desafio logístico da produção agropecuária é conseguir escoar mais volume com a mesma infraestrutura. Estudos realizados no Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) apontam que a exportação do agronegócio brasileiro crescerá 3,8% até 2022, mas a estrutura detransporte e armazenagem deve continuar do mesmo tamanho, diz Fuad José Alves, executivo da Logit, uma das empresas de consultoria que assessoram o governo na formulação do PNLT.
Um dos principais problemas será dotar o país de mais armazéns, seja nos terminais portuários ou nas propriedades rurais, de forma a evitar as filas de caminhões nos portos e rodovias nos períodos de safra e ajudar a equalizar os preços tanto dos produtos quanto dos fretes. 
No caso do milho, a necessidade de percorrer distâncias muito longas (até 3 mil quilômetros) e a concorrência com outros produtos na operação de escoamento pode fazer com que o custo do frete chegue a 50% do valor da mercadoria, indica José Vicente Caixeta Filho, professor titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP.
Segundo ele, a falta de armazenagem adequada é um retrato da ineficiência logística brasileira e agrava o problema da carga agrícola, caracterizada quase sempre por ser de baixo valor agregado e perecível. “Isso força a distribuição concentrada na safra, derruba o preço e congestiona o sistema logístico”. Para Caixeta, o país precisa investir também em soluções deportos e ferrovias.
Embarque da soja brasileira custa US$ 85 por tonelada; na Argentina exportadores gastam US$ 20
Setor mais vigoroso da economia brasileira, o agronegócio apresentou um salto qualitativo e quantitativo nos últimos 40 anos, quando o país passou de importador líquido de alimentos a potência exportadora. 
Líder nas exportações mundiais de soja, até 2020 o Brasil terá mais de 50% do mercado internacional da oleaginosa, projeta Luiz Antônio Fayet, conselheiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Os 45,5 milhões de toneladas do produto exportados em 2011 já representam um desafio à logística. Equivalem, por exemplo, à metade da capacidade do maior porto do país, o de Santos, o que denota a saturação das vias de escoamento.

ONU lança livro sobre os oceanos e sua biodiversidade



Para marcar o Dia Internacional da Biodiversidade, nesta terça-feira, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas lançou on-line o livro “Um oceano: muitas palavras, muita vida”. A publicação destaca que os mares cobrem 71% da superfície. Cerca de 40% da população mundial vivem a cem quilômetros da costa.

A estimativa é que 250 mil espécies marinhas sejam conhecidas pelo homem, mas ainda é necessário muito esforço em pesquisas para cobrir melhor a imensa biodiversidade submersa.

O livro traz dados e estimativas indicando que toxinas produzidas por certas espécies marinhas podem auxiliar na produção de remédios, que devem movimentar mais de US$ 5 trilhões. Já os ecossistemas costeiros prestam serviços ambientais, como o turismo e a proteção de linha de costa contra tempestades, avaliados em cerca de US$ 26 bilhões.

O prefácio, assinado pelo brasileiro Braulio Ferreira de Souza Dias, Secretário-Eda CBD, ressalta 15% da proteína animal consumidas são obtidas dos peixes. E afirma que a proteção dos ecossistemas marinhos é crucial para o bem-estar humano.

Os oceanos também conquistaram grande espaço na Rio+20. No dia 17 de junho, está previsto ciclo de debates sobre biodiversidade na Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, que abordará a necessidade de criar mecanismos de proteção para os mares.

- São águas que abrigam os maiores animais que já viveram na terra e também bilhões e bilhões de animais minúsculos – diz o Coordenador da Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Gallucci, em nota divulgada pelo Ministério.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/05/26/onu-lanca-livro-sobre-os-oceanos-e-sua-biodiversidade/

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Automação de portos atrai companhias




A escalada de regras de segurança no comércio exterior, associada a projetos de modernização de infraestrutura no Brasil, está abrindo mercado para empresas de tecnologia que vendem serviços e sistemas de automação para dar transparência aos processos. Companhias que atuam nessa área consideram que serão abertas oportunidades promissoras para quem presta serviços no setor.

A mexicana Tyco International prevê crescer no Brasil 100% neste ano - a empresa não revela valores absolutos. Os maiores responsáveis por esse salto serão os projetos em portos (inexistentes até o ano passado) e aeroportos (ainda incipientes).

O grupo já atua no Brasil para clientes como o Bank of America, o Google e a GM. Mas nunca tinha desenvolvido um sistema completo de segurança para o setor portuário, apesar de ter experiência nesse mercado em outros países, como nos Estados Unidos (portos de Long Beach e Jacksonville), na Irlanda (Dublin e Cork) e na África (Djibuti). 

Com faturamento mundial superior a US$ 17 bilhões em 2011, o grupo mexicano está no topo do ranking em fornecimento de produtos e serviços de segurança, sistemas de detecção e proteção contra incêndios.

Segundo o gerente-geral da Tyco no Brasil, Michael Roubicek, dos 50 negócios em prospecção no Brasil hoje, ao menos quatro são dos setores portuário e aeroportuário. Questionado pelo 'Valor' sobre quais são os projetos, ele preferiu não revelar: "Portos são grandes consumidores desse tipo de solução no mundo porque são zonas de alta segurança, e esses sistemas permitem vigilância completa".

A recente rodada de concessão de aeroportos já está rendendo frutos. "Sentimos interesse por parte dos novos operadores em conhecer soluções integradas, sistemas mais sofisticados", disse Roubicek. Leia Matéria Completa



Shacman terá 95% de isenção



Se ainda existia algum resquício de dúvida de que a montadora de caminhões chinesa Shacman viria para Caruaru, o seu edital de credenciamento no Programa de Desenvolvimento do Setor Automotivo (Prodeauto) pôs fim. Com isso, a empresa terá benefício de desoneração de 95% de crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 
Ter uma segunda grande empresa do setor no Estado, ao lado da italiana Fiat, consolida Pernambuco como um novo polo automotivo no Brasil. Além do benefício estadual, o município de Caruaru também concederá isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por um período de dez anos. O anúncio oficial deve acontecer na primeira semana de junho.
O edital de credenciamento da Shacman foi publicado junto à da Caoa Recife, que importa automóveis, com a da Shineray do Brasil e do BRIC Montadora e Veículos Especiais. A área onde a empresa asiática ficará tem 220 hectares e já foi desapropriada. 
As negociações tiveram início em outubro do ano passado, tendo a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) à frente das reuniões. São Paulo e Ceará também foram consultados antes da decisão final.
A Shacman chega a Pernambuco com um investimento de R$ 1 bilhão. O acordo foi fechado durante a visita do governador Eduardo Campos à China, no início do mês. Resultado de uma parceria firmada entre a Shaanxi Automobile Group (SAG) e a MAN, do grupo Volkswagen, ela ficará localizada às margens da BR-104 e produzirá cinco modelos de caminhões. 
Juntos, eles somarão 20 configurações. Levando em consideração o aumento da demanda dos veículos Bus Rapid Transit (BRT), a planta deverá construir chassis e carrocerias para ônibus.
FOLHA-PE

Transpetro suspende contrato do estaleiro

EAS tem até 30 de agosto para atender exigências, sob risco de perder encomendas de 16 navios petroleiros



A saída da coreana Samsung Heavy Industries (SHI) da sociedade com o Estaleiro Atlântico Sul pode provocar muito mais estragos ao EAS, em Suape, e à nascente indústria naval pernambucana. O EAS tem que encontrar um parceiro tecnológico para substituir os coreanos, até 30 de agosto próximo, sob risco de perder o contrato para construção de 16 dos 22 navios petroleiros encomendados pela Transpetro. Ontem, a Transpetro divulgou nota informado que estão suspensas a execução dos contratos com o EAS, dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Companhia (Promef).

Para fazer valer o contrato, o EAS terá que cumprir três exigências. Vai precisar encontrar um parceiro técnico com comprovada experiência na construção de navios, ter um plano de ação e um cronograma confiável e um projeto de engenharia que atenda às especificações técnicas contratuais. “Caso, ao final deste prazo (30 de agosto), o EAS não cumpra essas exigências, os contratos poderão ser rescindidos, mantida a possibilidade de aplicação de sanções previstas”, diz a nota.

Com a suspensão, o Estaleiro Atlântico Sul deixa de receber recursos que seriam aportados para a construção dos navios. A Transpetro informou que não se responsabiliza por custos ocorridos nesse período. Confirmou que estão mantidas as contratações para construção de outros cinco navios, que ainda contam com a assistência tecnológica da Samsung.

A decisão da Transpetro foi tomada na última quarta-feira, dia 23, quando foi assinado com o EAS um aditivo ao contrato com a suspensão. “Eles não têm um parceiro técnico nem projeto. E sem isso não tem produtividade”, afirmou o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em entrevista a O Globo. “Sem competência não dá, nem para o estaleiro nem para nós. O que interessa não é brigar para acabar um navio. Temos que implantar uma indústria naval competitiva em nível mundial”, disse.

Os controladores do EAS, Camargo Corrêa e a Queiroz Galvão, informaram que o aditivo contratual da suspensão da encomenda foi assinado de comum acordo entre as partes. A medida, afirmam, dará maior flexibilidade para buscar outro parceiro ou provedor de tecnologia. Segundo fontes, as conversas mais adiantadas seriam com o o grupo japonês Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI).

“Eu quero ter a garantia de que os navios serão entregues nos prazos previstos e com qualidade, e também que o estaleiro ganhe competitividade”, disse Machado. Segundo fontes do governo, Machado estaria com os dias contados à frente da Transpetro, justamente pela insatisfação da presidente Dilma Rousseff com o rumo das entregas dos navios. A retomada da indústria naval é ponto de honra do governo, como era na gestão Lula, emenda outra fonte.

Saída
A Samsung Heavy Industries (SHI) vendeu sua participação de 6% que detinha no Estaleiro Atlântico Sul, depois de rumores de que assumiria o controle acionário do EAS, com o apoio do governo federal. Também se cogitou que os coreanos assumiriam o controle operacional e aumentaria sua participação acionária. As outras sócias, Camargo Corrêa Naval e a Queiroz Galvão Participações e Concessões detém hoje 50% do empreendimento cada uma.

Saiba mais
O EAS assinou em janeiro de 2007 o primeiro contrato com a Transpetro para construção de 10 navios Sezmax do Promef. No mês seguinte, começou a construção do estaleiro, em Suape. A Samsung entrou como parceira tecnológica em julho de 2007 e deixou a sociedade em março passado.

Em 2008, o EAS assumiu contrato com a Transpetro para construir 5 petroleiros aframax, com a desistência do Estaleiro Rio Naval, vencedor da licitação.
Os outros contratos com a Transpetro para mais embarcações foram assinados em 2009.
O navio João Cândido foi entregue na última sexta-feira à Transpetro. A segunda embarcação batizada de Zumbi dos Palmares tem previsão de entrega até o final deste ano.

Fonte: Diário de Pernambuco – Diário Econômico.

João Cândido começa a navegar para pegar sua primeira carga



O navio João Cândido, primeiro petroleiro construído no Nordeste, já começou a navegar rumo à Bacia de Campos. A embarcação deu início ao procedimento de desatracação do cais do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) às 12h05, na reta final da cerimônia que marcou a entrega do navio à Transpetro.

A cerimônia durou duas horas e terminou por volta das 12h40. Além da euforia pela retomada da indústria naval brasileira, o tom dos discursos também foi o de apaziguar as críticas em relação ao atraso de quase dois anos na entrega. Quem falou lembrou que os trabalhadores estão aprendendo e, por isso, os atrasos são justificados.

“Existe uma curva de aprendizagem. A Coreia do Sul demorou 30 anos para consolidar a indústria naval. Estamos fazendo isso aqui mais rápido”, afirmou o Governador Eduardo Campos. Ele lembrou que o Brasil gastava US$ 18 bilhões com o afretamento de navios antes de lançar o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).

Eduardo disse também que, hoje, a Petrobras aluga cerca de 400 navios para transportar seus produtos. “Essa realidade vai mudar com a retomada da indústria naval.”

Último a falar, o Presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse que o EAS sofreu preconceito e que estamos formando uma indústria de classe mundial. “Esse navio é a marca dos nordestinos”, afirmou em seu discurso.

Mas na entrevista coletiva que concedeu após a cerimônia, Sérgio Machado informou que o estaleiro foi multado na semana passada por conta do atraso na entrega. Ele afirmou que o valor da multa não poderia ser divulgado por motivo contratual. “Mas o valor pode ser revisto ou mesmo suspenso de acordo com as justificativas dadas pelo EAS.”

A Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que veio representando a Presidente Dilma Rousseff, não discursou.

Com 274 metros de comprimento e 51 metros de altura, o João Cândido passa a ser o maior e mais moderno navio com bandeira brasileira. Nos dois ou três primeiros meses, fará apenas viagens na costa brasileira. Este é o prazo para que saiam as licenças que vão permitir as viagens internacionais.

Ontem, ao apresentar o navio para a imprensa, o Comandante, Carlos Augusto Müller, destacou que o João Cândido é capaz de fazer uma viagem de volta ao mundo sem precisar reabastecer.

Após ser carregado com petróleo extraído da Bacia de Campos, o João Cândido seguirá para o terminal Almirante Barroso, em São Sebastião (SP), de onde o combustível seguirá para refinarias da Petrobrás. Apesar de estar navegando em direção ao Rio desde o início da tarde de sexta-feira, as dúvidas em relação à capacidade operacional do João Cândido só devem ser dirimidas após o navio concluir sua primeira missão com sucesso.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/05/25/joao-candido-comeca-a-navegar-para-pegar-sua-primeira-carga/

Navio que transporta Navios


Dentre as frotas de grandes navios de transporte de cargas pesadas, a da holandesa Dockwise Shipping reina. Ela opera 19 navios do tipo, a maior frota do gênero do mundo. O MV Blue Marlin é a joia da coroa dessa armada. Com 225 metros de comprimento, 56 mil toneladas métricas e um convés maior que dois campos de futebol americano, é o maior navio semi-submersível da Terra. O Blue Marlin é equipado com 38 cabines que acomodam até 60 pessoas e traz até sala de musculação, sauna e piscinas.

domingo, 27 de maio de 2012

Concluída dragagem histórica


PORTO DO RECIFE

Obra era esperada desde o início dos anos 90 e agora foi concluída. Terminal passa a ter 12 metros de profundidade.

Esperada desde o início dos anos 90, finalmente foi totalmente concluída a dragagem do Porto do Recife, o que representa o primeiro passo para a estatal voltar a movimentar mais carga. A profundidade média da área de atracação do cais ficou em 12 metros. Antes da dragagem, variava de 7 a 9 metros, diz o diretor comercial e de operações da estatal, Sidnei Aires. Na última terça-feira, o Porto encaminhou o resultado da batimetria final documento que atesta o resultado da dragagem  para a Capitania dos Portos. Essas informações serão analisadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil, que emite uma carta náutica, indicando, oficialmente, a profundidade da área de atracação do cais.

A expectativa é que a validação da Marinha ocorra no prazo de 60 a 90 dias, comenta Aires, acrescentando que a estatal está entrando em contato com os armadores para que mais navios façam escala no Porto no segundo semestre. A dragagem custou R$ 21 milhões, pagos pelo Estado.

É bom esperar a batimetria. No entanto, só a conclusão da dragagem já traz a expectativa de movimentar mais 20% em fertilizantes e a retomada da movimentação do coque de petróleo no Porto do Recife, além de aumentar a cabotagem, afirma o presidente do Sindicato das Agência Marítimas de Pernambuco, Ricardo Luiz Von Sohsten. Cabotagem é a navegação entre os portos brasileiros.

Outro operador que está muito animado com a conclusão da dragagem é o gerente regional da Rodrimar, Fábio Saboya. A empresa está trazendo outro guindaste do Porto de Santos para operar no Recife e investiu cerca de R$ 20 milhões para operar contêineres na estatal recifense, o que ocorreu em outubro do ano passado.

Segundo Saboya, o Recife será incluído na rota dos grandes armadores. E aí as cargas serão divididas pelo mapa rodoviário. As empresas que têm armazéns próximos ao Recife vão preferir que a carga desembarque na capital. E as que tiverem as centrais de armazenamento no Sul, vão para Suape, diz. Ele argumenta que hoje a grande rota de navios no Nordeste é Pecém (no Ceará), Suape e Salvador (Bahia).

A limitação da profundidade da área de atracação do cais fez o Porto do Recife perder cargas. Mas a dragagem da estatal se transformou numa verdadeira novela. A última tentativa foi realizada em 2009, mas faltou retirar uma pedra no canal de acesso à área de atracação, o que não estava contemplado na contratação do serviço. Na dragagem anterior, passaram um ano para fazer a batimetria e aí quando saiu o resultado (da batimetria) a área de atracação já estava assoreada, lembra Ricardo.

O Porto do Recife precisa de dragagem constantemente devido à sua posição geográfica: ele recebe a lama e detritos dos Rios Capibaribe e Beberibe, o que contribui para o assoreamento na área de atracação do cais. Até o começo dos anos 90, o Porto tinha uma draga chamada Brasília que fazia o serviço constantemente, recorda Ricardo.



Turbinar o Porto do Recife

De maneira discreta, até para não criar dúvidas sobre o potencial e a prioridade que confere a Suape, Pernambuco iniciou o reequipamento do tradicional Porto do Recife de forma a que, enquanto Suape não passa a operar uma maior quantidade de cais múltiplos, o Estado não perca cargas gerais e específicas para seus vizinhos na Paraíba e Alagoas.

Ao serviço de derrocagem que lhe deu 12 metros de calado, seguirá a definição de um ambicioso projeto de requalificação do velho terminal, separando claramente o que ficará como área portuária de lazer (da estação de passageiros aos armazéns do Cais de Santa Rita, onde será construído um hotel com shopping e centro de convenções) da área operacional onde estará o cais com 12 metros de profundidade.

Isso não quer dizer que governo não estimule a construção de um terceiro porto ao Norte, que atenderia ao polo que está sendo projetado para a região e que já conta com empresas que vão demandar serviços de porto. Mas é que tanto Suape quanto esse futuro terminal do Norte levarão anos para operar o que o Porto do Recife, reequipado, deve atender competitivamente.

Fonte: Jornal do Commercio – Economia 24/05/2012

Turma de MBA em Logística da Estácio/FIR visita CD da Multi Distribuidora em Caruaru



No ultimo dia 26/05/2012 a turma de MBA em Logística Empresarial da Faculdade Estácio?fir do recife realizou uma visita técnica ao Centro de Distribuição da empresa Multi Distribuidora da Rede Bonanza Supermercados, situada no KM 138  da BR 232 no Município de Caruaru no Estado de Pernambuco.

Na ocasião os alunos puderam acompanhar e até participar em foco de uma operação Logística dentro do maior centro de  distribuição do interior do Estado, além de participar das operações, os alunos tiveram a oportunidade de assistiram uma palestra do Sub Gerente do CD, Sr. Roberto Félix, fato este muito importante para os mesmos, uma vez que foram repassadas informações e procedimentos de um encarregado direto de todas as operações realizadas no ambiente Logístico.

Com a certeza de uma valiosa experiência, todos os alunos saíram de lá com a certeza de que o universo Logístico, além de muito importante em uma empresa deste ramo, é fundamental para o crescimento de uma empresa.
Em especial todos os alunos são muito gratos a um aluno de sala e Gerente Geral da empresa, Sr. Jupiranga Matias, que através de sua disponibilidade e dedicação nos proporcionou esta experiência singular para o nosso curriculo.

Obrigado Matias, Roberto e todos os colaboradores que com sua dedicação e presteza, nos proporcionou um dia muito especial em nosso término de curso e inicio de carreira.



Por: Acrisio Lucena.