sábado, 18 de agosto de 2012

North Shopping será o maior do interior do NE


Com expansão, centro de compras terá 146 lojas. Investimento na ampliação foi de R$ 20 milhões
Nova etapa terá 45 novas lojas, um boliche e uma academia, além de um hotel
MIRELLA FALCÃO

Aexpansão do North Shopping Caruaru será concluída em setembro. Após a ampliação, o mall totalizará 43 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) e 146 lojas, tornando o centro de compras o maior no interior do Nordeste. A nova etapa permitirá a abertura de 45 novas lojas, um boliche e uma academia, além de um hotel com 120 leitos. O investimento é da ordem de R$ 20 milhões.
O empreendimento foi inagurado em 1997, como Shopping Caruaru. A mudança de nome se deu há dois anos, quando foi adquirido pelo grupo cearense North Empreendimentos, que possui outros seis centros de compra no Brasil. O novo empreendedor aportou R$ 40 milhões, no ano passado, na primeira expansão do mall, que cresceu a ABL de 16,6 mil m2 para os atuais 30,7 mil2. Um ano depois, o centro de compra ganha esta nova ampliação.
“Quando o shopping foi inaugurado, não havia interesse das franquias em investir no centro de compras, por não acreditarem na Capital do Agreste. Hoje, o cenário é outro. Lojas multinacionais como Coca-Cola e Colcci já nos procuram”, comenta o superintendente do mall, Marcus Belarmino. “Os shoppings do interior são os que mais crescem hoje no Brasil”, afirma o gerente de marketing Gustavo Penteado. De acordo com ele, apesar de Caruaru ter apenas 320 mil habitantes, o shopping atinge um público de 1,2 milhão. “Nossa área de influência vai até Garanhuns. Exemplo disso é que o shopping funciona ao lado de uma universidade, onde mais de 50% dos alunos não são moradores de Caruaru”, acrescenta ele.
O objetivo com as novas lojas é agregar um público classe A ao shopping. “Queremos qualificar o mix para atrair esse consumidor de alta renda que está circulando na cidade”, diz Penteado. Atualmente, o perfil dos consumidores é B e C. “Isso porque a elite prefere comprar nos shoppings do Recife, por conta das marcas que não existem em Caruaru. Com a ampliação, isso vai mudar”, afirma o gerente de marketing.
Dentre as 45 novas lojas, há cinco megalojas e duas âncoras, que devem ser nos segmentos de produtos esportivos e artigos para o lar. A academia é de um grupo do Recife, bem como a bandeira que vai operar o hotel, que só abre em junho de 2013. Ao final da expansão, o centro de compras terá 2,5 mil vagas para veículos. Destas, 200 serão exclusivas para motos. “É uma das cidades que mais vendem motos no Nordeste. É um meio de transporte muito utilizado, inclusive pelas mulheres”, justifica Penteado. A expectativa é que, após a expansão do mall, a média de circulação diária suba de 15 mil pessoas para 21 mil.

Chesf aposta na energia eólica


Companhia destinará maior parte dos seus investimentos em projetos de geração com uso dos ventos

Foi-se o tempo em que a maior parte dos investimentos da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) era na geração hidráulica. Neste ano, o maior aporte entre os projetos próprios da companhia será na fonte eólica. De um total de R$ 643 milhões, aprovados para novos projetos de produção de energia com 100% de capital da Chesf, R$ 314 milhões serão destinados ao parque eólico Casa Nova, no interior da Bahia. Em hidrelétricas, os principais investimentos serão realizados através de participações nas usinas de Jirau, com R$ 215 milhões, e Belo Monte, com R$ 154,3 milhões. A Chesf fechou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 1,07 bilhão, o que corresponde a 41% do registrado pela Eletrobras.
O orçamento aprovado para a Chesf em 2012 é de R$ 1,86 bilhão, que já foi 25% aplicado até agora. Além dos R$ 643 milhões em geração, o valor inclui R$ 1,98 bilhão para transmissão e outros R$ 124 milhões na infraestrutura de tecnologia. O maior destaque na área de geração é o parque eólico Casa Nova, aprovado em leilão 2009 para uma capacidade de 180 MW (megawatt), o que totaliza 120 aerogeradores. Orçado em R$ 800 milhões, vai exigir um aporte da Chesf de R$ 314 milhões apenas em 2012. A previsão é que o parque entre em operação em 2013.
“Essa é a tendência em todo o Brasil”, diz o presidente da Chesf, João Bosco de Almeida, sobre o grande aporte na área eólica. Os maiores projetos em hidrelétricas serão realizados através de participações, como a usina de Jirau, em que a companhia detém 20% da sociedade, e de Belo Monte (15%), ambos na Região Norte. As participações tem um orçamento total de R$ 515 milhões, já aprovado para 2012. O volume ainda inclui R$ 33,9 milhões em três projetos de parques eólicos em que a Chesf é dona de 49% do negócio, junto com o grupo Cornélio Brennand. As usinas Sete Gameleiras, São Pedro do Lago e Pedra Branca serão construídas na Bahia.
Na transmissão, o maior aporte será nas subestações Suape II e III, que somam R$ 200 milhões. De acordo com João Bosco de Almeida, as duas subestações ficam prontas até outubro. “A partir de então, não haverá mais problema de queda de energia em Suape”, garante o presidente da Chesf. Isso porque a tensão será elevada de 230 kV para 500 kV e as subestações serão alimentadas diretamente por duas linhas que saem direto de Paulo Afonso: Angelim (PE) e Messias (AL). “Para faltar energia é preciso perder a transmissão com as linhas dos dois estados”, explica Almeida.
O lucro líquido da Chesf, no primeiro semestre, foi 36,2% superior ao registrado em 2011, passando de R$ 787,2 milhões para R$ 1,07 bilhão. O resultado contribuiu para a alta de 62,4% no lucro da controladora Eletrobras, que fechou o semestre com R$ 2,61 bilhões. O Ebitda (Lucros Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, em inglês) da Chesf registrou alta de 21,6%, crescendo de R$ 1,34 bilhão para R$ 1,64 bilhão.

Estado terá nova ferrovia


O novo trecho Recife-Salvador ligará várias capitais do Nordeste ao Sudeste do País, segundo o plano de investimentos



O Nordeste foi pouco contemplado pelo Programa de Investimentos em Logística. Dos nove trechos rodoviários a serem construídos, somente um está localizado na região. É a duplicação da BR-101 num trecho que vai do município baiano de Mucuri (nas proximidades de Porto Seguro) até o Porto de Salvador. Entre os 12 trechos ferroviários que serão implantados, três passam pela região. Serão construídas ferrovias ligando Salvador (BA) a Recife, Belo Horizonte (em Minas Gerais) a Salvador e um terceiro trecho que vai de Vila do Conde, no Pará, até Açailândia, no Maranhão.
“É uma iniciativa importante para enfrentar gargalos históricos de nossa infraestrutura produtiva e para derrotar a crise que vem fazendo o País ter dois anos de baixo crescimento”, afirmou o governador Eduardo Campos (PSB), que participou do lançamento do programa, em Brasília. Segundo ele, o trecho ferroviário Salvador-Recife vai se integrar à Ferrovia Transnordestina – que liga o Sertão ao litoral – e o pacote contempla ainda a realização de estudos visando à interligação da Transnordestina com a Ferrovia Norte-Sul, que vai sair do Pará e seguirá até São Paulo.
O presidente do conselho temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, também considerou positiva a iniciativa. “É de fundamental importância para a indústria a ligação ferroviária com o Sudeste”, disse. Para ele, o programa beneficiou muito as áreas mais industrializadas e os locais onde o agronegócio estava sofrendo por falta de logística, principalmente no Centro-Oeste e Sudeste.
A ferrovia Salvador-Recife vai fazer com que várias capitais da região passem a ter uma ligação ferroviária com o Sudeste. Atualmente, a única capital que tem ligação com trens que vêm do Sudeste é Salvador. A ferrovia que fazia esta ligação foi destruída no trecho entre Alagoas e Pernambuco em 2000, sendo operada pela antiga Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) que ganhou a concessão para oferecer o serviço ferroviário na região. A empresa demorou muito para refazer o trecho, o que só ocorreu em 2011, quando outra enchente destruiu o que foi refeito. A suspensão do serviço ferroviário Nordeste-Sudeste também trouxe mais custos para as empresas que traziam matéria-prima de Estados como São Paulo e Minas Gerais.
MONOPÓLIO
O programa de logística quebrou o monopólio da concessão ferroviária. Até ontem, qualquer serviço ferroviário na região só poderia ser oferecido pela CFN, atual Transnordestina Logística S.A. (TLSA).
Pelo que foi divulgado ontem, o trecho ferroviário Recife-Salvador faz parte do grupo 2 que terá 7,4 mil quilômetros de extensão, incluindo mais cinco trechos que passam por Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
O ministério não divulgou o valor do investimento por trecho, embora tenha anunciado um cronograma para o grupo 2 que prevê a realização dos estudos até fevereiro de 2013, o lançamento do edital três meses depois e a assinatura dos contratos (de concessão) entre julho e setembro de 2013.

Governo do estado pleiteia inserção no Programa de Investimentos em Logística




Pernambuco também quer ser beneficiado com a verba bilionária do Programa de Investimentos em Logística, cuja previsão é a de se aportar R$ 133 bilhões em concessões de rodovias e ferrovias até 2037. Nesta quinta-feira (16), o governador Eduardo Campos apresentou ao Ministério do Planejamento, em Brasília, as prioridades do estado para serem inseridas na primeira etapa plano. Entraram na lista o Arco Metropolitano e a construção de quatro novos cais no Porto de Suape.  

O governador solicitou, ainda, a aceleração do PAC Mobilidade, que aqui engloba as perimetrais, os corredores BRT e os corredores fluviais.

O programa, que já foi apelidado de “Kit Felicidade” pelo empresário Eike Batista, originalmente não contempla as BRs que cruzam o território pernambucano. A exceção é a ferrovia que deve ser construída ligando Salvador ao Recife - um dos 12 trechos que serão implantados no país, sendo três deles no Nordeste. A ferrovia deve ser interligada ao projeto da Transnordestina, atualmente em implantação.

A reunião entre Eduardo e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, durou mais de duras horas. “São projetos que estão avançados em seu desenvolvimento e se enquadram perfeitamente ao conjunto de medidas lançado pela presidente Dilma para impulsionar o investimento em infraestrutura e enfrentar a crise”, justificou o governador.

Segundo ele, Pernambuco já tem os projetos, as licenças ambientais e os processos licitatórios concluídos, mas aguarda as liberações dos financiamentos e do Orçamento Geral da União. Juntos, esses projetos proporcionarão investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão, já incluindo as contrapartidas do tesouro estadual.

O Arco Metropolitano é uma alça rodoviária alternativa à BR-101, ligando o Cabo de Santo Agostinho a Abreu e Lima. Esse projeto terá impacto tanto na mobilidade urbana da Região Metropolitana quanto na logística do Porto de Suape e do polo industrial que se consolidará em torno da Fiat, em Goiana, na Zona da Mata Norte. 

Em relação a Suape, a prioridade é a construção dos cais de número 8 e 9, destinados ao segundo terminal de contêineres. O terminal já tem licença ambiental prévia, projeto básico e se encontra em fase final de análise na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta quinta (15) uma medida que vai baratear os projetos de infraestrutura, zerando o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o seguro-garantia, exigido nos financiamentos. A medida entra em vigor daqui a 90 dias. Atualmente, essas operações pagam 7,38% de IOF.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Entenda Melhor – Modernização dos Portos


Hora de licitar os portos

Nos portos brasileiros, o moderno convive diariamente com o arcaico. Os terminais concedidos à iniciativa privada adotam as melhores práticas de gestão e prestam um serviço adequado aos usuários. Mas a antiquada administração portuária estatal atrapalha o desempenho das exportações e impõe altos custos à economia.

No fim das contas, o setor constitui um grave obstáculo à competitividade dos produtos nacionais. Num momento em que todas as dificuldades para o nosso sucesso nos mercados global e doméstico precisam ser afastadas, chegou a hora de o poder público iniciar uma necessária revolução nessa área.

Superando formas ultrapassadas de pensar a infraestrutura, o governo federal decidiu conceder a consórcios empresariais a administração dos principais aeroportos brasileiros. A medida é ainda mais necessária em relação aos portos, que movimentam 90% de toda a mercadoria que entra e sai do país. Essa iniciativa deveria ser seguida por Estados e municípios que têm portos sob sua responsabilidade. Os ganhos em eficiência reduziriam a imensa distância que nos separa dos centros mais competitivos do mundo.

Levantamento do Ipea indica a necessidade de R$ 42,88 bilhões em investimentos na realização de 265 obras

A reforma dos portos, concebida ainda no governo Itamar Franco e disciplinada na Lei 8.630/93, quebrou o monopólio estatal na área, mas ficou no meio do caminho. Prevista na norma, a privatização da administração portuária não saiu do papel. Mesmo assim, a exploração dos terminais pela iniciativa privada aumentou a produtividade.

Na época de pleno domínio da antiga Portobras, 8 a 10 contêineres eram movimentados por hora. Hoje, a depender do terminal, são de 40 a 50. Em quase 20 anos, os custos unitários caíram de US$ 500 para US$ 200. Mas o esgotamento desse convívio forçado entre o novo e o velho começa a reverter os avanços.

Na escala da infraestrutura brasileira, os portos estão na pior situação, ao lado do saneamento básico. Eles pararam no tempo porque não há planejamento de boa qualidade. Nesse campo, quem não se prepara com pelo menos 20 anos de antecedência não dá conta do aumento da demanda, fruto do maior dinamismo do comércio exterior e do próprio crescimento econômico.

De 2001 para 2011, houve um incremento médio de 5,8% ao ano na movimentação de cargas no país, passando de 506 milhões de toneladas para 886 milhões, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O número de contêineres cresce num ritmo anual de 9,5% – no ano passado, foram 7,9 milhões.

Recente pesquisa com os membros do Fórum Nacional da Indústria apontou os portos como a principal preocupação dos empresários na área de infraestrutura, com 76% de menções. Esse item superou até os altos custos da energia elétrica, com 73%. Além dos problemas ligados às instalações e equipamentos, as empresas se queixam da demora na liberação das cargas, da burocracia, dos altos custos de estiva, capatazia e praticagem e das greves recorrentes, entre outros temas. A gestão deficiente se mostra também na falta de coordenação dos diversos órgãos públicos que atuam num porto.

A estrutura dos portos está despreparada para comportar a nova expansão no comércio mundial, que indubitavelmente virá quando findar a atual crise global. Num ranking de qualidade dos portos elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil figura na desanimadora 130ª colocação entre os 142 países analisados.

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica a necessidade de investimentos de pelo menos R$ 42,88 bilhões na realização de 265 obras para aumentar a capacidade portuária, permitir a atracação de embarcações de maior porte e facilitar os acessos terrestres e hidroviários. Tudo isso elevaria sua eficiência operacional.

Entre as obras necessárias, o Ipea citou a construção, ampliação e recuperação de áreas portuárias e de seus acessos, o aumento do calado e dos berços para atender navios de maior porte, a mecanização e automação do manuseio da carga e a implantação de sistemas eficientes de controle e informação. As estatais que administram os portos não têm condições financeiras que permitam a aplicação de recursos no volume exigido para a modernização dos serviços. Existe, portanto, um enorme potencial de investimentos privados, que poderiam ser feitos em cooperação entre o capital externo e o interno.

Licitações para a concessão dos portos públicos obedecem à lógica do investimento, mas também à da redução dos custos e à da competição. Os concessionários buscariam diminuir despesas, tornando a gestão portuária mais eficiente. Dessa maneira, poderiam atrair clientes que hoje não têm incentivos para exportar ou importar por quem preste um serviço melhor. A administração privada estimularia uma saudável concorrência, o que baixaria preços. Esse círculo positivo traria mais competitividade para os produtos brasileiros no mercado externo, contribuindo com o esforço que já vem sendo feito pelo governo e pelas empresas.

O aprofundamento da globalização econômica, a internacionalização das atividades das empresas e das cadeias produtivas e a expansão do comércio mundial impõem ao Brasil, dono da sexta economia do mundo, oferecer um transporte portuário rápido, barato e confiável. Neste momento, a única maneira de implantar as mudanças necessárias é fazer valer o mandamento da Lei 8.630/93, licitar a administração dos 34 portos públicos brasileiros e estimular a formação de consórcios para a construção de novos. O país só tem a ganhar.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Em expansão, porto de Suape é alternativa para investimentos




Os participantes da última plenária da ABIMAQ, realizada no mês passado, tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o potencial do projeto do Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco. A apresentação foi feita pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Suape, Frederico da Costa Amâncio. Situado na região metropolitana do Recife, o porto tem área de 13.500 hectares, distribuída em zonas Portuária, Industrial, Administrativa e Serviços, de Preservação Ecológica e de Preservação Cultural/Sustentabilidade. O calado varia de 15,5 m a 20 m.

Suape conta com uma estrutura com grande potencial de expansão.

Uma das grandes vantagens competitivas em relação aos outros portos é a localização estratégica, o que permite que o porto negocie com mais de 160 portos, em todos os continentes, com linhas diretas para a Europa, América do Norte e África.

Concebido nos anos 60, o porto pernambucano passa por uma intensa expansão e modernização. De acordo com Costa Amâncio, a movimentação portuária cresce em ritmo acelerado, o que ajuda Suape a se consolidar como um porto concentrador e distribuidor de carga. “Em 2011, a movimentação de carga ultrapassou os 11 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 25%, em relação a 2010”, disse. A concepção de porto-indústria oferece condições para a instalação de empreendimentos nos mais diversos segmentos. Suape conta com uma infraestrutura de transporte própria, com ferrovias e rodovias. Já são mais de cem empresas em operação, responsáveis por mais de 25 mil empregos diretos, e outras cinquenta em implantação. Entre elas, indústrias de produtos químicos, metal-mecânica, naval e logística, que vão fortalecer os polos de geração de energia, granéis líquidos e gases, alimentos e energia eólica, além de abrir espaços em outros segmentos. São mais de R$ 40 bilhões em investimentos, gerando 15 mil novos empregos divididos em áreas como de fundição, forjaria, usinagem, caldeiraria, fabricação de peças, máquinas e equipamentos, além dos 40 mil empregos na construção civil.

O Plano Diretor prevê 59% de reserva ambiental e o Projeto Suape Global prevê expansão nas áreas de petróleo, gás natural, offshore e naval. O diretor-presidente da refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, que também participou da apresentação na ABIMAQ, explicou que devem ser investidos cerca de US$ 17 bilhões na região. Em toneladas, o investimento é da ordem de 30 bilhões. Guedes ressaltou a importância de se aproveitar as oportunidades de negócios, surgidas com os empreendimentos estruturadores de Suape. “O número de investimentos futuros é grande. As operações da refinaria dão origem a uma série de demandas, que devem aproveitadas pelas empresas”, disse, detalhando que Petrobras dá preferência ao conteúdo local em seu processo de compra.

FIMMEPE - Mecânica Nordeste é lançada na plenária, em São Paulo
A Fimmepe - Mecânica Nordeste, feira que serve como instrumento de apoio às indústrias interessadas em ampliar sua participação no mercado nordestino foi tema da palestra do economista da UFPE, Jocildo Bezerra. A apresentação ocorreu na plenária, após a divulgação do porto de Suape.

Segundo Bezerra, a feira, realizada há 18 anos, é o ambiente ideal para os fabricantes de bens de capital mecânicos apresentarem seus produtos a um público qualificado formado por empresários que estão necessitando modernizar e ampliar suas indústrias para atender a crescente demanda do mercado regional.

O evento ocorrerá, entre 22 a 26 de Outubro de 2012, será uma oportunidade para indústrias do setor fecharem novas parcerias.

Fonte: ABIMAQ

Oportunidades

Maestra contrata 1OM e Imediato para seus navios em escala de 30 por 30





Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/08/14/maestra-contrata-1om-e-imediato-para-seus-navios-em-escala-de-30-por-30/


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ranking das potências marítimas.


Suíça – Um Gigante silencioso na Marinha Mercante



Aproximadamente 90% do comercio global de mercadorias é feito por via marítima. A Suíça – um país sem mar – é a segunda potência mundial de um setor – que não gosta de publicidade – graças à Mediterranean Shipping Company (MSC), sediada em Genebra.

Silenciosa, quase às escondidas, a Suíça tornou-se no século 21 um centro nevrálgico para o comércio internacional de matérias primas.

A explicação leva o nome de Genebra, que “foi capaz de oferecer uma rede que integra simultaneamente empresas de comércio, bancos, seguradoras, transporte marítimo e controle de qualidade”. É o que sublinha à swissinfo.ch Bernard Morard, decano da Faculdade de Ciência Econômicas da Universidade de Genebra (Unige).

Dentro da rede de serviços que descreve Morard, o transporte marítimo tem um papel fundamental, pois 90% do volume do comércio mundial é feito por via marítima. No setor, a pequena Suíça, situada no centro da Europa, é uma das principais potências.

Dinamarca, Suíça e França são os três países com maior capacidade de operação de navios porta contêineres do mundo, segundo a edição 2011 da Revista de Transporte Marítimo (RTM) publicada pela Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês).

“Uma grande parte da presença suíça deve-se à companhia MSC, sediada em Genebra”, afirma Jan Hoffmann, Diretor da seção de Facilitação do Comércio da UNCTAD.

Em janeiro de 2011 – com uma frota de 422 navios – MSC concentrava 10,8% da capacidade mundial de carga marítima por contêineres.

Esse dado só é superado pela dinamarquesa Maersk Line (11,2% do mercado global)  seguido pela francesa CMA CGM Grupo (6,6%).

Em sua Revista 2011, a UNCTAD revela que o transporte marítimo é uma atividade que apenas 20 empresas concentram 70% do mercado internacional.

Ramos pede recuperação judicial


Empresa é especializada no transporte de cargas fracionadas rodoviárias e cerca de 30% de seus negócios vêm do comércio eletrônico



A Ramos Transportes entrou ontem com um pedido de recuperação judicial. A empresa é especializada no transporte de cargas fracionadas rodoviárias e cerca de 30% de seus negócios vêm do comércio eletrônico. O pedido foi entregue na 1ª Vara de Recuperação Judicial da cidade de São Paulo

Com faturamento de R$ 410 milhões e prejuízo de R$ 47 milhões no ano passado, a empresa tem dívidas que somam R$ 115 milhões. Em um total de 4,5 mil credores, deve R$ 50 milhões para bancos, R$ 50 milhões para fornecedores e o restante são dívidas trabalhistas. Entre os fornecedores estão empresas do setor automobilístico, prestadores de serviços e postos de gasolina.

"Tivemos um custo de aprendizado com a entrada no comércio eletrônico no início da década. Fizemos investimentos, mas o negócio não teve a rentabilidade esperada", afirmou ao Valor, o presidente da companhia, Marcelo Ramos, que é neto de Roque Ramos, que fundou a empresa em 1938.

A companhia investiu, desde 2010, mais de R$ 40 milhões em tecnologia e na compra de caminhões para entrega. Com cerca de 70 filiais pelo país, a Ramos tem uma frota de 900 caminhões.

"O boom do e-commerce teve coisas boas, nos expandimos no Brasil. Mas tivemos prejuízos com indenizações de mercadorias que extraviaram, apresentaram problemas", explicou o executivo. Entre 2010 e 2011, R$ 40 milhões foram gastos com indenizações.

A companhia tem em seu portfólio de clientes grandes varejistas como o Ponto Frio, a Hypermarcas, o Wal Mart. No último mês, seu maior cliente, a B2W, rescindiu o contrato, o que estimulou a decisão da companhia de enxugar as operações. No fim de julho foram demitidos 1,6 mil funcionários, do quadro que somava 5,1 mil pessoas. Foram encerradas as distribuições de cargas na região Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Deste modo, a empresa mantém a distribuição onde tem mais tradição: em Minas Gerais, no Centro Oeste, no Nordeste e no Norte do país.

"Em dois ou três anos esperamos nos reorganizar", enfatizou Ramos. Para o processo de recuperação, a companhia contratou o escritório de advocacia Otto Gübel, e a empresa de gestão SAGG.

Fonte: Valor Econômico - 14/8/2012

Triunfo: movimentação de contêineres sobe 8,2% no acumulado do ano


A Triunfo Participações, companhia que atua no setor de logística e infraestrutura, apresentou um aumento de 8,2% no volume da movimentação de contêineres nos sete primeiros meses de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo 337,7 mil TEUs (contêineres equivalentes a 20 pés).

Em relação à movimentação de cabotagem, a companhia atingiu 20 mil TEUs no acumulado do ano.

O tráfego de rodovias aumentou 6,5% no mesmo período, atingindo 46,9 milhões de veículos equivalentes (carros de passeio somados a veículos pesados, neste caso multiplicados pelo número de eixos).

O desempenho individual das concessionárias Concer, Concepa e Econorte no mesmo período foi de 6,5%, 7,9% e 3,4%, respectivamente, no aumento do volume de veículos equivalentes.

A energia assegurada vendida pela Triunfo totalizou 346,7 mil megawatt no período de janeiro a julho deste ano.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Porto do Recife recebe 550 veículos importados da China


Pela segunda vez, o Porto do Recife vai receber um carregamento de veículos da marca Shineray. O navio Spring Breeze desembarca no porto neste domingo (12), pela manhã. O carregamento supera o último, já que o volume de veículos transportados dobrou - são 550 utilitários, de vários modelos, que devem permanecer no pátio interno alfandegado até que sejam nacionalizados. A marca chinesa utiliza a área do porto como centro logístico.

Para a presidente do Porto do Recife, Marta Kümmer, a nova carga consolida o polo automotivo do Porto do Recife. “O porto é estratégico para o crescimento econômico da região", comemora. Já o diretor de operações e comercial do local, Sidnei Aires, vê um novo momento para o porto. "Vivemos a reativação das nossas instalações, atraindo grandes parceiros comerciais".

De acordo com a assessoria do porto, a greve da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não interfere no desembarque dos veículos, já que os grevistas estão mantendo a operação padrão, garantindo alguns tipos de serviços.

Petrobras conclui contratação de 21 sondas


A Petrobras concluiu a contratação de 21 sondas de perfuração negociadas com a Sete Brasil, afirmou a companhia nesta sexta-feira (10) em comunicado ao mercado.


A petrolífera assinou nesta sexta-feira contratos com Sete Brasil, Odebrecht e Etesco para afretamento e operação de nove navios-sonda de perfuração.



Os navios serão construídos no Brasil, com percentuais de conteúdo local variando de 55 a 65 por cento. Após a construção, as sondas serão afretadas à Petrobras por um período de 15 anos.



Seis sondas serão construídas no Estaleiro Enseada Paraguaçu, em Maragogipe, na Bahia. Quatro serão operados pela Odebrecht e dois pela Etesco.



Os outros três navios-sonda de perfuração serão construídos no Estaleiro Rio Grande 2, no município de Rio Grande (RS), todos operados pela Etesco.



As unidades serão entregues a partir de 2016 e serão destinadas principalmente à perfuração de poços no pré-sal da Bacia de Santos, incluídas as áreas da cessão onerosa, de onde a estatal está autorizada a retirar 5 bilhões de barris de petróleo.



A Petrobras fez uma análise prévia nos estaleiros para avaliar a capacidade potencial de atendimento aos compromissos contratuais de construção dessas sondas, incluindo conteúdo local mínimo e os prazos exigidos", informa a empresa. 



Fonte: Estadão