sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Transnordestina sela acordo, mas ferrovia só ficará pronta em 2016




Às vésperas de leiloar mais dez mil quilômetros de ferrovias, o governo cedeu à pressão do empresário Benjamin Steinbruch e aceitou mexer no contrato de concessão e no acordo de acionistas da Transnordestina, aumentando o valor da obra e fixando novos prazos para a entrega do empreendimento. A CSN, de propriedade de Steinbruch, controla a Transnordestina Logística (TLSA), responsável pelo projeto.

O cronograma mais recente previa a inauguração de toda a ferrovia até o fim de 2014, quando termina o mandato da presidente Dilma Rousseff. Antes, a estimativa era concluir toda a obra até 2010, ainda no governo Lula.

Com as mudanças, que começam a ser oficializadas hoje, o governo já admite reservadamente que o trecho entre Eliseu Martins (PI) e Suape (PE) ficará pronto apenas em 2015. A ligação entre Salgueiro (PE) e Pecém (CE) sairá somente em 2016. O valor global da obra deverá passar de R$ 5,4 bilhões para cerca de R$ 7,5 bilhões, com aumento do financiamento público, por meio de bancos oficiais e fundos regionais.

O primeiro passo para essas alterações será dado hoje pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Apesar da insatisfação do governo com o andamento das obras, a diretoria colegiada da agência deverá aprovar alterações no contrato de concessão, adequando os prazos. 

As mudanças, no entanto, não vão sair de graça. Novas cláusulas vão determinar sanções e penalidades em caso de novos atrasos. Em última instância, se a TLSA voltar a falhar com o cronograma, pode perder a concessão.

O Valor apurou que a retomada da concessão foi cogitada por auxiliares de Dilma. A insatisfação com Steinbruch é grande no governo e ele teve que se explicar ao Palácio do Planalto pelo atraso nas obras. Diante do esforço em promover os novos leilões de infraestrutura a investidores privados, a alternativa de tirar a concessão da TLSA foi descartada.

Avaliou-se que isso poderia prejudicar a imagem do governo em um momento crucial para Dilma, que está pessoalmente empenhada em estreitar o diálogo com empresários e garantir o êxito das novas rodadas de privatizações de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos. Outro fator considerado foi uma provável judicialização do projeto. Com tudo isso, a decisão foi refazer o acordo com Steinbruch e adotar medidas mais rígidas para o cumprimento do contrato.

Para resolver definitivamente o impasse, o governo monitora de perto a participação na obra da Odebrecht, que foi contratada pela TLSA. A empreiteira executa os trabalhos no trecho de aproximadamente 1,2 mil km entre Eliseu Martins e o porto pernambucano de Suape, onde chegou a ter 9.600 funcionários nos canteiros, em 2011. 

O ritmo das obras diminuiu nos últimos meses por causa do esgotamento de recursos aplicados pela controladora da TSLA, a CSN, e hoje apenas 3.784 trabalhadores estão mobilizados. O único trecho efetivamente pronto soma 262 km de extensão - apenas 15% dos 1.728 quilômetros previstos para toda ferrovia, incluindo o trecho no Ceará.

Outro problema ocorre nas desapropriações de terrenos ao longo da ferrovia, tarefa que ficou a cargo dos governos de Pernambuco e Ceará. A questão é mais grave em áreas urbanas onde passará o traçado da ferrovia. Isso tem provocado a paralisação da obra em vários trechos.

Na repactuação do contrato, o governo deverá retomar trechos antigos que o grupo de Steinbruch assumiu na década de 90, mas estão subutilizados. A retomada de parte da malha subutilizada é um aspecto vital do plano das novas concessões. No caso da Transnordestina, é preciso acertar a devolução de uma parcela dos trilhos entre Recife e Propriá (SE), que vão compor um dos lotes a ser privatizado. 

A partir daí, a negociação será feita entre a União e a Ferrovia Centro-Atlântica , da Vale, que controla a malha até Salvador. Concluídas as negociações, a intenção do governo é leiloar o trecho Salvador-Recife, que passará por processo de modernização.

Além dos gastos com as obras civis, a empresa responsável pelas operações da Transnordestina ainda precisará desembolsar cerca de R$ 1,5 bilhão em material rodante (locomotivas e vagões), oficinas, centros de controle e investimentos complementares em portos. Procurada pelo Valor, TLSA e CSN não se pronunciaram.

Um ano atrás, a presidente Dilma Rousseff esteve em Pernambuco e percorreu canteiros de obra da Transnordestina. Dilma cobrou agilidade no projeto e recebeu a promessa de que a ferrovia estaria pronta até o fim de seu governo, em 2014. 

A vocação da ferrovia é escoar a produção da nova fronteira agrícola (principalmente Maranhão e Piauí) e de novas reservas minerais (minério de ferro no Piauí e o polo gesseiro em Pernambuco). São previstas mais de 30 milhões de toneladas de cargas por ano, no fim da década de 2020.

As obras da Nova Transnordestina tiveram início em junho de 2006, com presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Missão Velha (CE). À época, além de 70 mil empregos diretos e indiretos durante a obra, havia a promessa de fazer com que o Nordeste deixasse de ser "a eterna região pobre do país". Se não houver mais atrasos, a Transnordestina será entregue dez anos depois de ser iniciada.

Fonte: Valor / Daniel Rittner e André Borges


MP será primeiro embate entre Eduardo e Dilma


                                             (Foto: Humberto Pradera/Divulgação)
A proposta de tirar dos portos públicos do País a possibilidade de comandar seus próprios processos licitatórios, como está disposto na Medida Provisória dos Portos (MP nº 595), colocará o governador Eduardo Campos (PSB) e a presidente Dilma Rousseff (PT) em lados opostos nessa discussão. O socialista até defende uma normatização e um controle nacional das ações portuárias brasileiras, ambas sob a batuta da Antaq, porém, não considera legítima a retirada de uma prerrogativa considerada essencial para a concretização e atração de investimentos importantes para essas estruturas e, por tabela, para os governos estaduais que as mantêm.
Ontem, durante o seminário Juntos por Pernambuco, Eduardo destacou que utilizará os fóruns necessários para esticar esse debate para, talvez, forçar o governo Federal a rediscutir a questão, não descartando, inclusive, a judicialização do processo. “Se o Governo diz que não pode fazer o debate, eu iria debater no Congresso (Nacional); se o Congresso dissesse que não pode fazer o debate, eu iria debater aonde? No Judiciário. Mas vou debater e defender os interesses de Pernambuco”, ressaltou.
Campos lembrou que já há uma ação movida pelo governo do Estado no STF, ainda na gestão Jarbas Vasconcelos (PMDB), contra uma primeira modificação realizada na Lei dos Portos, datada de 1992, que retirou prerrogativas importantes das estações portuárias do País.
O grande problema observado por Eduardo nesse caso é a possibilidade de se estabelecer uma burocratização desnecessária na questão portuária do País. Conforme o gestor, a Antaq já leva quase um ano para a apreciação e liberação de projetos existentes para os portos. Com a prerrogativa de comandar as licitações, essa demora poderá acarretar numa demora considerável para a implementação de ações que hoje são tomadas uma celeridade razoável.
O que mais parece incomodar o governador é o fato de o governo Federal não ter aberto a discussão com os estados mantenedores dos portos, numa relação aparentemente impositiva. Essa falta de diálogo chegou a ser ventilada como um recado da presidente Dilma Rousseff às pretensões presidenciais de Eduardo, já que o Porto de Suape é a menina dos olhos do socialista.
Publicado por Gilberto Prazeres, em 22.02.2013 às 10:01

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Acordo de cooperação técnica SUAPE x PORTO DO PANAMÁ



A conclusão do alargamento do Canal do Panamá pode trazer bons lucros para o Porto de Suape. O governo do estado já deu início aos trâmites para a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre um porto do Panamá, cujo nome ainda não foi revelado, e o Porto de Suape. A ideia é tornar o ancoradouro pernambucano um hub distribuidor de produtos para o Brasil e para a América Latina.

O objetivo será possível já que o Canal do Panamá, de 81 quilômetros de extensão, na América Central, será expandido proporcionando que navios carregados com até 150 mil toneladas de cargas passem pelo canal. Hoje, passam pela rota navios carregando 60 mil toneladas. Com isso, este tipo de embarcação não precisará mais contornar o Sul da África para chegar ao Brasil. A ligação poderá ser direta, e mais rápida, com o ancoradouro pernambucano.
“Ainda estamos na fase da realização de estudos sobre a demanda. O Panamá possui quatro portos e outros dois estão em construção. Estamos fechando acordo com um deles”, explicou o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD-Diper), Roberto Abreu e Lima.

Maersk conclui aporte de US$ 2,2 bi em porta-contêineres




O armador Maersk Line, o maior do mundo no transporte de contêineres, completa hoje 100 anos de comércio com o Brasil. Há exato um século aportava em Paranaguá (PR) o "Laura Maersk", embarcação a vapor que transportava a carga solta (breakbulk).

O navio media apenas 14 metros de largura, 97,7 metros comprimento e tinha 6,15 metros de calado. Um século depois, a companhia, de origem dinamarquesa, continua apostando no tráfego com o Brasil. É a terceira no ranking da armação de longo curso no país, tendo fechado 2012 com o equivalente a 500 mil Teus (contêineres de 20 pés) transportados.

Ainda neste trimestre chegam os dois últimos navios porta-contêineres da família SAMMAX - acrônimo para "South America Maximum" -, completando a entrega de 16 novos navios com custo total de US$ 2,2 bilhões. Eles entrarão na rota até julho.

"O Brasil ganhou, dentro da Maersk Line, importância significativa com esse investimento. Construir 16 navios num mercado tão específico demonstra que queremos continuar no longo prazo aqui", afirma Mario Veraldo, diretor comercial da Maersk Line no Brasil.

A participação do país dentro da empresa mais que dobrou no ano passado. "Fechamos 2011 com fatia entre 1% e 2% e 2012 chegou a mais de 3%. Mas muito mais em receita do que em volume [de contêineres]", disse Veraldo. Os números do exercício passado ainda não foram divulgados. "Estamos dispostos a realizar os investimentos, não existe meta do tamanho do Brasil dentro da Maersk Line."

Os 16 navios conseguem em teoria entrar de maneira segura nos portos, nas condições atuais. A última área inexplorada era o porto de Itajaí (SC), onde foram feitos testes no início do mês.

As embarcações foram projetadas especificamente "para serem as maiores que podem entrar com segurança nos portos brasileiros". A classe SAMMAX tem calado de 13,5 metros, 299,9 metros de comprimento, capacidade para 7.450 Teus, e 1.700 tomadas para contêineres refrigerados. Navega a uma velocidade de 22,5 nós - três vezes mais rápido do que o "Laura Maersk".

Apesar de iniciar o comércio com o Brasil há 100 anos, foi apenas em 1994 que a empresa enviou a primeira embarcação porta-contêiner ao Brasil, o "Maersk Santos", com capacidade para 1.012 Teus. 

Naquele ano o armador começou a operar com linha regular no transporte de longo curso no Brasil. O ambiente era propício. O país acabara de aprovar a Lei dos Portos (de 1993), arcabouço regulatório que abriu à iniciativa privada a operação de terminais de cargas nos portos, e a economia se abria à importação.

Em âmbito mundial, a Maersk Line começou o chamado processo de conteinerização (optar pelo uso do contêiner ante o embarque da carga solta no navio) em 1975. "Foi quando começamos a comprar navios porta-contêineres e colocar nas rotas que conseguiam trabalhar", explica Veraldo. 

A conteinerização tem como principal atributo acessar mercados que o navio breakbulk - que trabalha com grandes volumes - não chega.

No Brasil, a conteinerização só ganhou força na década de 90. Para Veraldo, esse hiato tem relação com a infraestrutura. "Não é que hoje ela é atrasada, o atraso é de muitos anos. Além disso, quando você tem uma base de mercado muito commoditizada é mais difícil [conteinerizar]."

A aposta da Maersk Line no Brasil é, além de atrair para o contêiner cargas tradicionalmente embarcadas direto no navio, acessar novos mercados para os produtores brasileiros em países como Cazaquistão, por exemplo, gerando eficiência na cadeira de suprimentos. 

O mercado mais recente que está sendo trabalhado é a conteinerização de fertilizantes importados da Rússia e a exportação de soja para a China. "Você consegue trazer fertilizantes e colocar o contêiner no interior do Brasil; e tirar o contêiner daqui com soja para outro lugar do mundo. 

Em teoria são dois mercados paralelos mas como temos atuação global, conseguimos. Não vamos abrir concorrência direta com o breakbulk. Não queremos participar competindo, queremos entrar a partir do crescimento de novos mercados e tendo certeza de que seremos rentáveis."

Fonte: Valor / Fernanda Pires

Áreas de Suape e Porto do Recife poderão ser arrendadas



Mais de cem hectares do Complexo Industrial Portuário de Suape e de 10,5 mil metros quadrados do Porto do Recife poderão ser arrendados pela iniciativa privada nos próximos meses. Estas áreas devem ser licitadas dentro das condições previstas pela Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos – atualmente em tramitação no Congresso.

A lista completa dos portos marítimos organizados passíveis de receber novos recursos da iniciativa privada foi divulgada ontem pela Secretaria de Portos da Presidência da República. A licitação faz parte do plano do governo federal de atrair investimentos de R$ 54,2 bilhões até 2017, com o intuito de reduzir o preço do frete no país.
DIARIO DE PE

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Portuários de Santos farão greve na sexta-feira



Trabalhadores do Porto de Santos anunciaram que irão parar por seis horas na próxima sexta-feira. Eles protestam em favor de mudanças da MP 595 (Medida Provisória), publicada em dezembro do ano passado e que estabelece uma nova legislação para os portos.

Nesta segunda-feira, os portuários de Santos invadiram um navio chinês como ato de protesto contra a MP já que eles acreditam que a nova legislação irá precarizar o trabalho nos portos. “O diálogo e mudanças na MP só trarão benefícios para a sociedade”, afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical. A entidade pede mais discussão sobre a medida provisória.

A MP 595, em tramitação no Congresso Nacional, deverá ser analisada até o dia 17 de março, quando começa a trancar a pauta. A matéria recebeu 646 emendas no Senado e será analisada por uma comissão parlamentar mista, que deve ser instalada nos próximos dias. O governo anunciou hoje que um primeiro bloco de terminais marítimos será licitado no primeiro semestre. A licitação faz parte do plano do governo federal de atrair investimentos de R$ 54,2 bilhões até 2017, para reduzir o preço do frete no país.


Portuários invadem navio chinês em protesto contra MP dos portos



SÃO PAULO, 18 Fev (Reuters) - Trabalhadores portuários invadiram nesta segunda-feira um navio chinês atracado no porto de Santos, em protesto contra os planos do governo de alterar o sistema de concessões de terminais nos portos brasileiros.
Os sindicalistas argumentam que as mudanças propostas pelo governo vão fragilizar as relações de trabalho da categoria e ameaçam com greves generalizadas nos portos do país, no momento em que se inicia o escoamento da safra brasileira de grãos e de açúcar. O Executivo, por sua vez, afirma que o impacto das mudanças para a categoria será mínimo.
Os trabalhadores entraram no navio Zhen Hua 10 no início da manhã, quando estavam sendo descarregados guindastes que serão usados no terminal privado de contêineres Embraport, controlado pelo Odebrecht, pela trader Coimex e pela DP World, dos Emirados Árabes.
Embraport é um dos poucos terminais privados no país, onde a maioria dos terminais portuários é publico.
"Os trabalhadores ocuparam o navio chinês para parar o descarregamento, como largada do protesto contra a Medida Provisória 595. Eu vou conversar com eles para resolver isso", disse à Reuters o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.
O governo planeja atrair 54,2 bilhões de reais em investimentos do setor público e privado para modernizar os portos brasileiros e reduzir o custo do frete no país.
Segundo os sindicalistas, a Medida Provisória 595, que estabelece as mudanças no setor, fragiliza as relações trabalhistas, ao flexibilizar as exigências feitas para empresas que vierem a operar nas áreas de portos públicos.
Os trabalhadores reclamam que a MP derruba a exigência de contratação de trabalhadores avulsos (sem vínculos com as empresas) por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) --entidade que organiza a fila de trabalhadores escalados para o trabalho.

Fonte: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE91H02M20130218

Governo vai conceder 159 terminais portuários à iniciativa privada




O governo anunciou os 159 terminais de 24 portos brasileiros que vão ser privatizados. Dez vão ter as licitações abertas neste semestre. São três terminais no Porto de Belém e sete no Porto de Santos, que tem a maior movimentação de cargas do Brasil. O critério de concessão passa a ser a maior capacidade de movimentação de cargas com a menor tarifa a ser cobrada dos usuários do terminal.

• Mais de 40 mil candidatos vão disputar 7 mil vagas do Programa Brasil Voluntário para atuar na Copa das Confederações deste ano. As incrições foram encerradas no último sábado. De acordo com o Ministério do Esporte, se inscreveram homens e mulheres de 18 a 85 anos de mais de 30 nacionalidades. Os voluntários selecionados irão atuar no suporte à gestão, operação do evento e ao apoio ao turista. 

• O Congresso vai esperar uma decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal sobre a forma de votação dos vetos presidenciais no Legislativo antes de votar o Orçamento da União de 2013. Os parlamentares acreditam que a votação do Orçamento, marcada inicialmente para amanhã, só deverá acontecer na próxima semana.

• O presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou  hoje uma empresa de capital espanhol. A companhia administra os três maiores aeroportos do país. O governo boliviano deu instruções para os militares vigiarem as instalações para garantir a normalidade do serviço. Segundo Evo Morales, a empresa não fez os investimentos prometidos desde a privatização do serviço, em 1996.




Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com

PE: morte de polonês a bordo de navio liberiano é investigada pela PF



Desde o final da tarde de segunda-feira, a morte do engenheiro marítimo polonês Jan Sacharczuk, 56 anos, está sendo investigada pela Delegacia de Polícia Marítima (Depom) de Pernambuco. O estrangeiro foi encontrado sem vida dentro de sua cabine no navio de bandeira liberiana Frisia Wismar, em águas brasileiras, por volta do meio-dia de domingo.
Policiais federais estiveram no interior da embarcação após os procedimentos de saúde pública realizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de fiscalização e análise pela Capitania dos Portos. 
Segundo a versão dos ocupantes do navio, um dos tripulantes, notando a ausência do engenheiro, foi até a sua cabine. Como ele não respondia ao chamado, comunicou o comandante da embarcação que, ao abrir a porta com uma chave sobressalente, encontrou o corpo do polonês sem vida em cima da cama.
Perícias foram realizadas no local onde foi encontrado o corpo para confirmar ou não a versão apresentada pela tripulação. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para verificar a causa da morte. Caso seja constatada morte natural, a investigação será dada como concluída.
O navio possui 18 tripulantes e ia do porto de Santos (SP) com destino ao Porto de Suape (PE) para descarregar 458 contêineres com diversos tipos de materiais. A embarcação faz viagens cargueiras pelos portos de Buenos Aires e Zarate, na Argentina, e São Francisco do Sul (SC), Santos, Itaguaí (RJ) e Salvador (BA).

Medida Provisória 595






O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) disse nesta segunda-feira (18) que a Medida Provisória 595, que modifica o modelo de exploração de portos no país, poderá sofrer "alguns ajustes".

Bernardo Figueiredo afirmou ainda que não acredita que os protestos dos trabalhadores dos portos avancem porque a proposta não traz prejuízo à categoria.

"Acho que a lei pode ter alguns ajustes, mas os conceitos foram bem recebidos", disse ele a jornalistas ao deixar o Itamaraty, onde apresentou, ao lado de ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do chanceler Antonio Patriota, as bases dos projetos de infraestrutura brasileiros ao corpo diplomático.

A medida provisória foi editada em dezembro e faz parte do plano do governo federal de conseguir investimentos de 54,2 bilhões de reais para portos até 2017, em meio a um esforço para garantir uma redução superior a 20 por cento no preço do frete no Brasil.

A principal reclamação dos sindicalistas é que a MP fragiliza as relações trabalhistas, flexibilizando as exigências feitas para empresas que vierem a operar dentro das áreas de portos públicos. Os trabalhadores ameaçam paralisar portos caso o texto não seja alterado.

Nesta segunda-feira, como parte dos protestos contra a MP 595, um grupo de trabalhadores invadiu um navio chinês no Porto de Santos.

Fonte: Reuters / Ana Flor



Logística: Mais investimentos, resultados futuros



Os pacotes de investimentos em logística anunciados pelo governo federal em 2012, totalizando mais de 200 bilhões de reais em recursos públicos e privados nos próximos 25 anos, só devem ter efeitos práticos no crescimento da economia a partir de 2014.

Dificilmente o governo poderá contar com esses investimentos em logística para alcançar a tão desejada taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4 por cento no próximo ano, que será o período de estudos, publicação de editais, realizações de leilões e assinatura dos contratos. Obras, somente em 2014. E olhe lá!

“O grosso dos investimentos vai ser feito de 2014 para a frente. Antes, pode haver alguma movimentação, porque em alguns casos você encomenda antes equipamentos que tenham prazo de entrega mais amplos”, disse o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e das Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy.

A presidente Dilma Rousseff lançou na segunda metade de 2012 ambiciosos planos para ferrovias (91 bilhões de reais), rodovias (42 bilhões de reais), portos (57 bilhões de reais) e aeroportos (19 bilhões de reais), com o objetivo de ampliar e melhorar a infraestrutura país, considerada um dos principais gargalos para o crescimento sustentado da economia.

“O PIB é consequência. Nós precisamos fazer essas obras para ter competitividade e dar condições para o crescimento sustentável”, disse o presidente da estatal Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, executivo escolhido por Dilma para tocar esses projetos pelo lado do governo.

Com informações da Reuters Brasil

http://www.logisticadescomplicada.com/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Custo de logistica estimado em 10,6% do PIB


Para reduzir o custo de logística do país, estimado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) em 10,6% do Produto Interno Bruto (PIB), quase 50% mais alto do que o verificado nos Estados Unidos, o governo federal irá acelerar a transferência de parte de sua malha rodoviária à iniciativa privada.
Em agosto, foi anunciada a retomada da terceira etapa de concessões, que envolve 7,5 mil quilômetros de estradas federais que cortam oito Estados (Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal). 
Os nove trechos a serem concedidos receberão no total R$ 42 bilhões, sendo que R$ 23,5 bilhões serão investidos em cinco anos, e R$ 18,5 bilhões em 20 anos. “A retomada é um sinal muito positivo para o setor”, diz o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte.
Segundo as regras estipuladas pelo governo nestas concessões, os investimentos nas rodovias serão concentrados nos primeiros cinco anos, com foco na aplicação de recursos em duplicações, contornos, travessias e obras de arte. O vencedor da licitação será o que oferecer a menor tarifa de pedágio, que só começará a ser cobrada quando 10% das obras estiverem concluídas. A expectativa é de que os primeiros lotes sejam leiloados até o fim do primeiro semestre.
Para gerenciar os projetos e as obras, o governo criou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), em moldes semelhantes ao da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), que faz o planejamento do setor elétrico desde 2004. 
Se de um lado o governo busca conceder mais lotes de rodovias, de outro trabalha para colocar de pé mais de dez mil quilômetros de trilhos, para aumentar a participação das ferrovias no transporte de cargas, o que terá impacto sobre o modal rodoviário. “Se todos os projetos de ferrovias saírem mesmo, uma parte das cargas poderá ir para os trilhos e reduzir a participação geral das rodovias”, diz o diretor do Ilos, Paulo Fleury.
Nos Estados Unidos, 43% da circulação de cargas é feita por ferrovias e 32% pelas estradas, enquanto na China 50% é feita pelas rodovias e 37% por trilhos. No Brasil, quase 60% das cargas trafegam sobre rodas. Pior: sem contabilizar o transporte de minério de ferro, feito exclusivamente por trilhos e um dos principais produtos exportados pelo país, o modal rodoviário responderia por 73% da circulação de mercadorias, com as ferrovias respondendo por 5% e o transporte aquaviário por 16%. 
As condições das estradas brasileiras são ruins. Dos 1,7 milhão de quilômetros que cortam o país, apenas 200 mil quilômetros são pavimentados, sendo que desse montante cerca de 50 mil quilômetros estão nas mãos da União. “O Brasil precisa melhorar muito sua malha rodoviária, e os recursos privados são importantes nessa equação de melhoria”, afirma Fleury, do Ilos.
A ampliação dos investimentos em ferrovias e rodovias deverá manter uma tendência em alta: o crescimento dos serviços de operadores de logística, segmento que vem crescendo a dois dígitos anuais. “A multimodalidade tenderá a crescer, criando oportunidades para prestadores de serviços logísticos”, afirma Fleury. 
Com a malha férrea crescendo no Centro-Oeste e no Nordeste, um produtor de soja que mandava toda sua safra pela rodovia agora ganha uma nova opção. “Se ele estiver a 300 quilômetros da ferrovia, precisará de transporte rodoviário e armazenamento da sua carga até os trilhos”, exemplifica Fleury.
As 142 maiores empresas do setor faturaram R$ 48 bilhões em 2011, 20% de alta sobre 2010. A expansão tem se dado pela terceirização de operações a empresas especializadas na área. “Há espaço para ampliar esse mercado, porque as deficiências da malha de transporte pesam no bolso do setor produtivo”, diz Fleury. Pesquisa do Ilos aponta que, em 2008, 37% das empresas faziam elas próprias sua logística, enquanto 63% contratavam prestadores de serviços. 
Três anos depois, 69% das consultadas contratavam serviços de terceiros. Nos EUA, esse percentual está em 47%. Há uma grande pulverização de operadoras logísticas no Brasil. No setor rodoviário, estima-se que haja mais de 200 mil transportadoras, sendo que 75% delas possuem até cinco caminhões. A idade média da frota de caminhões é antiga: estava em 17,6 anos em 2011. Diante de clientes cada vez mais exigentes, ganhar mercado pressupõe ter serviços diferenciados e maior profissionalização da gestão.
Por Roberto Rockmann | Para o Valor, de São Paulo 

Valor Econômico

Fonte: ComexLinks | @comexblog


Novas tecnologias levam turbinas eólicas para o alto mar



Construir um moinho de vento no meio do oceano é uma tarefa complicada e exige tempo e dinheiro. A torre tem de estar bem ancorada no fundo do mar, para garantir sua estabilidade e suportar as variações extremas dos ventos e das ondas. Sendo assim, os projetos só se tornam viáveis em profundidades inferiores a 50 metros.
No entanto, uma nova geração de turbinas eólicas não apresenta essas dificuldades.
Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2013/02/16/32940/

Empresas de pequeno porte se abrem para o comércio exterior



Exportar exige conhecimento e é um desafio ainda maior às micro, pequenas e médias empresas, que precisam investir em qualificação pessoal e aumentar sua capacidade de produção. Mas, quando os desafios são superados, podem trazer muitos benefícios. Pelo menos essa é a aposta do coordenador do Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), da Apex Brasil, Tiago Terra.
De olho no mercado globalizado, a MVM Indústria e Comércio de Revestimentos Sintéticos Ltda, de Eldorado do Sul, começou, em 2010, com apoio da Peiex, a dar seus primeiros passos para o mundo. Especializada em mantas isolantes térmicas e acústicas, fitas térmicas autoadesivas e telas de proteção para construção civil, sua primeira experiência em exportação foi com Cuba, que comprou manta térmica para telhados de casas pré-fabricadas.
De acordo com o sócio e diretor comercial, Martin Sá Martins, o mercado externo representa apenas 10% do faturamento da fábrica, mas a expectativa deste ano é de aumentar em 30%, com foco nos Estados Unidos, Canadá, Europa e América do Sul, em especial a Argentina.
Mas nada acontece de uma hora para outra, e exportar necessita preparação. A MVM, por exemplo, precisou de um ano até se adaptar à nova rotina de comercializar para fora do País. “Melhoramos o controle da qualidade, tanto na produção quanto na administração, no rastreamento da mercadoria, desde a matéria-prima até o cliente, e a formação de preço de venda de exportação”, diz o diretor, que se sentiu seguro com a ajuda da Peiex. “Espero que mais empresas possam se utilizar dessa experiência positiva e busquem a ajuda para se expandir”, recomenda.
“Para crescer é preciso se capacitar e planejar”, orienta o coordenador do Peiex, Tiago Terra. Diagnóstico realizado pela entidade sobre as dificuldades das empresas em exportar, demonstram que 60% estão na qualificação da gestão. 
O contato com culturas diferentes, com outra mentalidade e todas as suas diferenças, acaba interferindo diretamente nos padrões das empresas. Dessa forma, garante Terra, elas se tornam mais competitivas também no mercado interno. Portanto, ele aconselha que os empresários busquem consultorias e subsídios que venham a melhorar a gestão de seus negócios.
Conhecer o destino do produto, saber se ele teria aceitação, entender as diferenças, a legislação e a língua do país destinatário são requisitos básicos para iniciar um processo de exportação. De acordo com Terra, muitas empresas precisam modificar o design e a cor do produto ou da embalagem a fim de que possam ser aceitos, sem agredir a filosofia do lugar. 
Seguir os padrões internacionais orientados pelas agências e institutos, como a Anvisa ou o Inmetro, por exemplo, facilita nas negociações. “Isso a levará ao mercado externo e vai aumentar sua competitividade interna”, garante Terra.
É importante, ainda, um bom catálogo dos seus produtos, que ela se preocupe com o marketing e faça as adequações necessárias e, principalmente, tenha certificação. Além disso, existem exigências com relação à Receita Federal e outros órgãos federais e fiscalizadores que precisam ser vistos por uma pessoa ou entidade especializada. De acordo com Terra, os maiores obstáculos para entrar em um novo mercado são: adequações do produto, certificações e a burocracia local.
O Brasil, comenta Terra, é um dos maiores exportadores de commodities, mas as micro, pequenas e médias empresas, apesar da concorrência com os chineses, vendem muitos calçados, vestuário e acessórios. Na área de alimentos, o carro-chefe são as carnes.
Pequenos exportaram acima de $10 bilhões em 2011
Ao contrário do que muita gente pensa, o porte de uma empresa não interfere na exportação. De acordo com dados da Apex Brasil, as micro, pequenas e médias empresas brasileiras foram responsáveis, em 2011, pelo volume de US$ 10,8 bilhões em negócios com outros países, sendo que, deste total, R$ 2 bilhões referem-se ao comércio realizado somente pelos micro e pequenos empreendedores. 
Na opinião do coordenador do Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex) da Apex Brasil, Tiago Terra, qualquer produto pode ser comercializado internacionalmente. A vantagem de uma grande empresa, explica, está apenas na capacidade de investimentos. “Trabalhamos com o conceito de maturidade. As oportunidades estão aí para todos”, reforça.
O câmbio é um fator de grande influência nos negócios, e Terra aconselha as companhias a procurarem mercados mais acessíveis, como a América Latina e África. “A África está em reconstrução e está abrindo portas ao setor da construção civil”, alerta.
As políticas públicas podem e favorecem muito a abertura do comércio internacional. “O governo federal tem feito muita coisa, a maioria dos produtos exportados não tem impostos, e ele tem baixado os tributos no mercado interno, mas ainda temos muita burocracia”, ressalva. Ele diz que ainda existem muitos entraves ao enviar uma mercadoria para fora do País.
Dicas para aproveitar melhor o mercado externo
  • Atenção às leis brasileiras e às de cada país
  • Ter capital de investimento. Calcular o risco envolvido no processo e, a partir disso, verifique se a exportação é viável
  • Muitos países impõem barreiras comerciais na entrada de determinados produtos. Estudar o mercado e analisar a viabilidade da operação
  • Pesquisar o mercado internacional. Verificar e avaliar quem são os concorrentes externos ou mesmo internos que realizam a mesma operação
  • É importante conhecer a cultura de cada país, os costumes locais e o padrão de renda em um novo mercado
  • Verificar a logística, onde a mercadoria vai embarcar e desembarcar, o valor do frete e não se esquecer de fazer o seguro para o transporte da carga
  • Buscar algum tipo de auxílio especializado
Jornal do Comércio | Gilvânia Banker
Fonte: ComexLinks | @comexblog