sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Revitalização do rio São Francisco é contestada


A Articulação Popular São Francisco Vivo (SFVivo), que congrega cerca de 300 organizações populares e movimentos sociais na defesa do Rio São Francisco, contesta os dados sobre realizações do Projeto de Revitalização do São Francisco, divulgados recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), e exige, ainda, comprovações das afirmações feitas e transparência nas dotações orçamentárias e ações governamentais.
“Os anúncios são muito mais peças publicitárias do que prestação de contas”, diz o movimento em nota oficial, acrescentando que o projeto governamental quase nada mudou nos últimos anos, “continua setorial e desconexo, longe das causas estruturais dos processos de degradação socioambiental da Bacia, que ao contrário de refluir, estão a se intensificar, comprometendo uma possível e real revitalização”.
As ações de fato iniciadas – como “moeda de troca” do projeto de Transposição de Águas do São Francisco para o chamado Nordeste Setentrional – estão longe dos R$ 6,4 bilhões de investimentos divulgados pelo MMA, critica o SFVivo, que explica que a “inflação” das cifras fica evidente quando o vultoso número é destrinchado ao longo do texto. “Dos R$ 6,4 bilhões propalados, orçados nos Planos Plurianuais entre 2004 e 2015, apenas R$ 1,4 bilhões correspondem às ações concluídas. R$ 3 bilhões estão supostamente sendo gastos com as obras em andamento e os R$ 2 bilhões restantes seriam para iniciativas programadas”.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Lixo hospitalar vindo dos EUA é apreendido no Porto de Suape (PE)

Lençóis, seringas e luvas usadas foram encontradas pela Receita Federal. Documentação afirmava que a carga era de tecidos com defeito.




Um contêiner vindo dos Estados Unidos e contendo lixo hospitalar foi apreendido pela Alfândega da Receita Federal, no Porto de Suape, em Ipojuca, no Grande Recife, na tarde desta terça-feira (11). Lençóis sujos, seringas, luvas usadas, entre outros objetos, estavam no contêiner.

Na documentação de importação, constava que a carga era formada por tecidos com defeito, que seriam enviados à cidade de Santa Cruz do Capibaribe, uma das integrantes do polo têxtil do Agreste pernambucano. A carga foi inspecionada pelos auditores-fiscais da Receita Federal que, com o achado, acionaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a análise do material.
Na próxima quinta, a Anvisa deve divulgar um laudo oficial sobre o caso, o que vai permitir à Receita Federal tomar as medidas necessárias em relação aos envolvidos com essa importação fraudulenta. Os nomes das pessoas e empresas envolvidas não foram divulgados, por causa do sigilo fiscal.

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2011/10/conteiner-com-lixo-hospitalar-e-apreendido-no-porto-de-suape-pe.html

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Resolução que substitui a de nº 55 vai permitir utilização mais eficiente de áreas portuárias


A ANTAQ publicou na última sexta-feira, no Diário Oficial da União (Seção 1, p. 95-100), a Resolução nº 2.240, que substitui a de nº 55 e traz inovações que tornarão mais eficiente a exploração de áreas e instalações sob gestão das administrações portuárias.

“A nova norma não regra apenas arrendamentos, mas todo e qualquer tipo de ocupação. Ela permite que as administrações façam o uso mais eficiente possível da área do porto organizado”, explicou o superintendente de Portos da ANTAQ, Giovanni Paiva.

Entre as novidades introduzidas pela Resolução nº 2.240 estão os contratos de uso temporário, de cessão de uso onerosa e não onerosa, de passagem e de autorização de uso.

Uso temporário

Os contratos de uso temporário permitem que os interessados, embora não titulares de arrendamento no porto, movimentem cargas não consolidadas no porto ou destinadas a plataformas offshore, mediante o pagamento de tarifas.

A celebração destes contratos, que têm duração de até 36 meses, é mais simples que a dos contratos de arrendamento. “Esta inovação veio atender sobretudo à demanda do pré-sal”, explicou Paiva, que lembrou não haver exclusividade de área. “Nestes casos, cabe à Administração Portuária determinar o espaço a ser utilizado. Ela pode inclusive deslocar o cessionário para outra área, para atender a outras necessidades”.

Cessão onerosa e não onerosa

Os contratos de cessão onerosa abrem espaço para que eventuais interessados explorem atividade econômica com vistas à prestação de serviços àqueles que atuam no porto, como, por exemplo, agências bancárias e lanchonetes. As cessões não onerosas contemplam, por sua vez, os órgãos públicos que atuam no porto, como Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Anvisa etc.

Instrumento de passagem

O instrumento de passagem assemelha-se ao instituto da servidão de passagem, mas presta-se a permitir a passagem sobre áreas de uso comum ou já ocupadas por terceiros, mediante instrumento contratual oneroso, dos interessados que desenvolvam atividades de movimentação e armazenagem de cargas destinadas ou provenientes de transporte aquaviário.

“Uma indústria que tenha uma instalação na área retroportuária poderia passar sua carga para o porto sem ter de dar voltas desnecessárias”, exemplificou o superintendente de Portos.

Autorização de uso

Já a autorização de uso possibilita que a administração do porto ceda áreas por um prazo de até 90 dias para a realização de eventos de natureza recreativa, esportiva, cultural, religiosa ou educacional.

Arrendamentos não operacionais

Há ainda os arrendamentos não operacionais, que permitem o arrendamento de áreas para atividades econômicas não diretamente ligadas à movimentação de cargas, como shoppings, cinemas, áreas culturais, estacionamentos etc.


Ministro dos Portos pede modificação do Reporto



O ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, pediu ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) a modificação do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto), que termina no último dia do ano.

A intenção da Secretaria de Portos (SEP) é que as regras de regime sejam alteradas para que os equipamentos do sistema de controle de tráfego de navios (VTMIS, na sigla em inglês) sejam comprados por R$ 15 milhões, metade do valor real dos equipamentos.

A informação foi dada pelo próprio ministro, que visita na quarta-feira (4) o Porto de Santos.

Em sua concepção original, o Reporto facilita as compras de equipamentos para a movimentação de carga, categoria em que o VTMIS não se encaixa. Segundo o ministro, a alteração da política de incentivo já foi aceita.

“Já acertamos com o MDIC a inclusão no Reporto tanto do VTMIS como desses outros programas, como a carga inteligente, pois isso também faz parte e melhora a movimentação de cargas nos portos. A presidente (da República, Dilma Rousseff) já autorizou o ministro Pimentel a incluir”.

Segundo Cristino, a modificação deve ocorrer por meio de uma medida provisória (MP). “Estamos aguardando só a edição dessa medida para que possamos lançar o edital, que já está pronto”. Ele afirmou que até o final de 2012, após licitação e compra de equipamentos, o VTMIS estará implantado no Porto de Santos. “No ato da oficialização dessa medida provisória eu já lanço edital no outro dia”, garantiu.

Visita

Cristino está em Santos para visitar as obras da Avenida Perimetral da Margem Esquerda do Porto de Santos (Guarujá), além de participar de um seminário sobre comércio exterior e logística.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/noticia/33191/ministro-dos-portos-pede-modificacao-do-reporto

Presente do Portuária PE a todos os seus Leitores

Por do Sol no Caís de Suape:





Abraço a todos

Acrisio Lucena Raboni

Cana-de-açúcar perde espaço para a indústria no Litoral Sul de PE

Investimento no Território Estratégico de Suape muda a realidade da região. Qualificação da mão de obra local é o maior desafio.



As cidades que formam o chamado Território Estratégico de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, estão recebendo indústrias que vão dar apoio ao grande polo de investimentos. Municípios como Ribeirão, Rio Formoso e Sirinhaém vêm trocando a economia da cana-de-açúcar por fábricas que não param de chegar à região.

Há quatro meses, o marido de Mércia Gomes da Silva perdeu o emprego, e a família ficou sem ter onde morar. Ela também está desempregada e, para não ficar na rua, trouxe os dois filhos para um terreno na entrada do município de Ipojuca. Lá, divide com outras famílias o sentimento de revolta.

As invasões são apenas uma parte de uma longa história. O crescimento rápido e desordenado está trazendo problemas para o Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Escada, Moreno, Sirinhaém, Rio Formoso e Ribeirão, cidades que ficam em volta do Porto de Suape e que, por isso, devem receber indústrias menores e investimentos.

Ao mesmo tempo em que comemoram a chegada do desenvolvimento, os municípios enfrentam um desafio: se preparar para um futuro que está muito próximo. O trânsito caótico, com engarrafamentos intermináveis, já é um sinal de que a população aumentou e as cidades estão sem estrutura. As redes de esgoto já não suportam o volume de água. As estradas também não resistem aos caminhões pesados. Por outro lado, os comerciantes comemoram o aumento das vendas.

Desafio


Enquanto Ipojuca e o Cabo de Santo Agostinho, mais próximas de Suape, correm atrás do tempo perdido para se preparar melhor para o crescimento, outras cidades que ainda não sentiram o impacto do Porto reforçam a estrutura para receber os novos moradores.

Uma área de 37 hectares, na margem da PE-60, em Sirinhaém, por exemplo, vai se transformar: a cana-de-açúcar vai dar espaço para quatro indústrias que manifestaram interesse e devem se instalar nessa área, nos próximos meses. Esse é só o começo: a usina já disponibilizou outros 62 hectares para a ampliação do Distrito Industrial do município.

Sirinhaém tem pouco mais de 40 mil habitantes. Até o ano passado, os jovens tinham duas opções: trabalhar no comércio ou no corte da cana. Agora, tudo está mudando. A primeira indústria da cidade, uma metalúrgica, já começou a produzir, fazendo tubos para a Refinaria Abreu e Lima e gerando 400 empregos.

Para ocupar essas vagas, a Prefeitura investe em qualificação. "Estamos oferecendo uma capacitação em informática para que os empregos sejam ocupados pelos nossos jovens", disse o secretário de Comércio e Indústria de Sirinhaém, Luiz França.

Alternativa

Rio Formoso entrou no Território Estratégico de Suape por um caminho diferente. Enquanto as cidades mais próximas estavam naturalmente na zona de interesse, a cidade teve que mostrar que pode receber indústrias e que está pronta para o desenvolvimento.

A Prefeitura criou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Juventude e fez um estudo para saber o que precisava melhorar, que estrutura deveria oferecer para os investidores. Foram meses de trabalho até que o Governo do Estado reconheceu Rio Famoso como área de interesse.

O município vai ser um polo de informática. "Agora, as pessoas estão com um perspectiva diferente. Antes, só havia emprego quando a usina começava a moer. Esse 'safrismo' de seis meses acabou, agora é um ano todo de trabalho", falou o prefeito Hely Farias.

A área onde vai funcionar o distrito industrial está sendo preparada para receber a primeira indústria, que vai investir R$ 12 milhões no município. Cento e oitenta empregos diretos devem ser criados.

E quem, no pequeno município de Ribeirão, poderia imaginar que um dia existiria um grande distrito industrial no lugar? A área de 37 hectares foi reservada e duas indústrias já manifestaram interesse.

"Estamos vivendo uma transformação, e a gente precisa se transformar rápido. Suape está oferecendo todas as oputunidades e todas as cidades que estiverem num raio de 120 quilômetros serão beneficadas. Então, temos que estar prontos para receber essa nova demanda com pessoal qualificado", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão, Tertuliano Jordão.

ANTAQ publica norma sobre trânsito de cargas perigosas


A ANTAQ publicou no Diário Oficial da União (DOU), de 15 de setembro de 2011, a resolução Nº 2.239, que aprova a norma de procedimentos para o trânsito seguro de cargas perigosas por instalações portuárias situadas dentro ou fora da área do porto organizado.

A norma aplica-se aos arrendamentos, terminais de uso privativo (TUP), estações de transbordo de cargas (ETC) e instalações portuárias públicas de pequeno porte (IP4) que movimentem produtos perigosos.

O conteúdo da norma está em conformidade com o previsto no art. 27, inciso XIX, da lei 10.233/01, que diz que cabe à ANTAQ, em sua esfera de atuação, estabelecer padrões e normas técnicas relativos à operação de transporte aquaviário de cargas especiais e perigosas.

A minuta da norma foi elaborada pela Gerência de Meio Ambiente (GMA) e pela Gerência de Regulação Portuária (GRP). O texto passou pela Audiência Pública nº 05/2010, no período de 02/08/2010 a 21/08/2010, no sentido de colher contribuição dos entes regulados e demais interessados.

A resolução incorpora aspectos de segurança e saúde ocupacional, preservação da integridade física das instalações portuárias e proteção do meio ambiente oriundos do Código Marítimo Internacional de Mercadorias Perigosas (IMDG Code), do Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code), da Norma Regulamentadora (NR) 29 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da NBR 14.253/98 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da resolução nº 420/2004 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

Novo LHM 600 entra em operação e supera expectativa

Com essa aquisição, o Tecondi passa a possuir sete equipamentos da fabricante austríaca, Liebherr-Werk.



O primeiro dos dois novos guindastes dedicados à operação portuária, adquiridos pelo Tecondi por 4,5 milhões de euros cada, entrou em operação na manhã de 22 de setembro, no navio Rio de Janeiro Express. Sem paradas para ajustes, comum em novos guindastes durante as primeiras operações, o LHM 600 manteve uma média de 17 movimentos por hora, em três períodos de trabalho.

Como resultado dessa ótima performance, a operação de descarga realizada pelo LHM 600 foi finalizada antes do previsto, superando todas as expectativas da área operacional. O rendimento excelente já pode ser constatado na montagem do mega equipamento que, em apenas três semanas, foi montado, ajustado e testado.

“A aquisição desses novos equipamentos faz parte de um planejamento que visa consolidar a participação do Tecondi no mercado portuário”, ressaltou o diretor Comercial da empresa, Luiz Araújo.

Nesse momento, o LHM 600 auxilia a montagem do também novo guindaste LHM 550, previsto para entrar em operação ainda esta semana. No entanto, devido à nova tecnologia nele utilizada e por se tratar de um guindaste diferente dos demais LHM 600, ele exigirá treinamento dos operadores. Mesmo assim, a perspectiva é de aumento da produtividade e, consequentemente, da qualidade nas operações já a partir do mês de outubro.

Com os novos equipamentos, a instalação passa a contar com sete unidades da fabricante austríaca Liebherr-Werk (2 LHM 500, 1 LHM 550 e 4 LHM 600).

Equipamentos

O LHM 600 possui uma lança de 58 metros, que lhe permite alcançar a 19ª fileira de um navio super post-panamax, além de apresentar capacidade de içamento de aproximadamente 104 toneladas. Já o LHM 550, por possuir uma laça de 54 metros, permite alcance até a 17ª fileira, mas com produtividade equivalente, em razão da tecnologia disponibilizada ao operador portuário.



Cresce dependência por transporte rodoviário


Os constantes congestionamentos de caminhões nas estradas e portos do Brasil não deixam dúvidas: a movimentação de carga está cada vez mais concentrada no transporte sobre rodas. Apesar dos planos do governo para diversificar a matriz nacional, o modal rodoviário voltou a ganhar participação no mercado enquanto a ferrovia e a hidrovia seguiram movimento contrário em 2010, segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos).

Com o crescimento mais robusto da economia, o transporte rodoviário absorveu boa parte do aumento da demanda interna, que alcançou 1,4 bilhão de tku (toneladas por quilômetro útil) no ano passado. "O meio mais fácil para acompanhar o avanço da economia é o rodoviário, pois basta comprar o equipamento e colocar na estrada para rodar", diz Antonio Wrobleski, sócio da AWRO Logística.

Os caminhões foram responsáveis por 66% de toda carga movimentada no País em 2010 - acima dos 64% de 2008. As ferrovias transportaram 19,4%; as hidrovias, 11,3%; os dutos, 3,4%; e o aéreo, 0,05%. "As empresas até tentam usar outros meios, mas não conseguem por falta de capacidade das ferrovias e hidrovias", destaca o especialista em logística, Paulo Fleury, presidente do Instituto Ilos.

Ele conta que numa pesquisa recente realizada com 100 empresas de 15 setores diferentes, 26% responderam que usam apenas o transporte rodoviário para movimentar suas mercadorias. Exemplo disso é que o fluxo nas vias pedagiadas teve um crescimento médio de 14% ao ano desde 2003.

Apesar da dependência do transporte rodoviário, o Brasil é carente de boas estradas. Apenas 11% da malha nacional é pavimentada e, mesmo assim, a qualidade é questionável. Hoje é normal um caminhão percorrer mais de mil quilômetros (km), cortando o País de norte a sul em estradas asfaltadas e de terra, para recolher e entregar as mercadorias.

Do ponto de vista econômico, o mais vantajoso seria transferir a carga de longa distância para ferrovias e hidrovias e deixar o caminhão só para viagens mais curtas, diz Wrobleski.

Mas a malha ferroviária está muito aquém das necessidades e da mudança geográfica do agronegócio no País. Até bem pouco tempo, o Estado do Mato Grosso, que tem se tornado um importante produtor de soja, não tinha nenhum quilômetro de trilho para escoar sua produção.

 A maioria da soja era transportada de caminhões para os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Uma pequena parte seguia pelos rios rumo aos terminais da região Norte. Há cerca de dois anos, a ferrovia começou a operar até a fronteira. Nos próximos meses chegará ao centro do Estado.

O mapa ferroviário do Brasil ainda é restrito. Tem apenas 28 mil km. Mas há, pelo menos, quatro empreendimentos que podem aliviar a matriz nacional de transporte: as ferrovias Norte Sul, Integração Oeste Leste, Nova Transnordestina e Ferronorte. O problema é que o ritmo dessas obras está muito lento, diz Paulo Fleury.

"Tínhamos a esperança de que os modais ferroviários e hidroviários evoluíssem. Mas isso não ocorreu", destaca o presidente da Veloce Logística, Paulo Guedes. Segundo ele, 99% do transporte feito pela empresa é rodoviário. "Por que somos rodoviaristas? Porque é meio mais rápido de transporte no País e o preço ainda é razoável." / R.P.



Superávit na primeira semana do mês é de US$ 572 milhões

No ano, saldo positivo acumula o montante de US$ 23,606 bilhões.



As exportações brasileiras, na primeira semana de outubro (1º a 9), com cinco dias úteis, foram de US$ 5,4 bilhões, com média diária de US$ 1,08 bilhão. O resultado é 17,5% superior à média de US$ 919,1 milhões, registrada em outubro de 2010. Na comparação com a média de setembro deste ano (US$ 1,108 bilhão), as exportações tiveram redução de 2,6%.

Na primeira semana do mês, as importações somaram US$ 4,828 bilhões, com resultado médio diário de US$ 965,6 milhões. Por esse critério, houve aumento de 16,7% em relação a outubro do ano passado (média de US$ 827,7 milhões). Na comparação com setembro de 2011 (média de US$ 962,5 milhões), houve aumento de 0,3% nas aquisições no mercado externo.

Com estes dados, a balança comercial brasileira registrou, na primeira semana de outubro, superávit de US$ 572 milhões, com média diária de US$ 114,4 milhões. Este valor está 25,2% acima do registrado em outubro de 2010 (média de US$ 91,4 milhões) e é 21,8% menor ao verificado em setembro deste ano (US$ 146,4 milhões).

A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 10,228 bilhões, com média diária de US$ 2,045 bilhões. Houve crescimento de 17,1% na comparação com a média de outubro de 2010 (US$ 1,746 bilhão) e queda de 1,2% sobre a de setembro deste ano (US$ 2,071 bilhões).

Ano

De janeiro à primeira semana de outubro deste ano (194 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 195,4 bilhões (média diária de US$ 1,007 bilhão). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2010 (US$ 772,5 milhões), as exportações cresceram 30,4%.

As importações foram de US$ 171,794 bilhões, com média diária de US$ 885,5 milhões. O valor está 25,9% acima da média registrada no mesmo período de 2010 (US$ 703,5 milhões).

No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial já chega a US$ 23,606 bilhões, com média diária de US$ 121,7 milhões. No mesmo período de 2010, o superávit foi de US$ 13,03 bilhões, com média de US$ 68,9 milhões.

Pela média, houve aumento de 76,5% no comparativo entre os dois períodos. A corrente de comércio somou US$ 367,194 bilhões, com média diária de US$ 1,892 bilhão. O valor é 28,2% maior que a média aferida no mesmo período no ano passado (US$ 1,476 bilhão).

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/superavit-outubro/

Porto Itapoá registra novo recorde de produtividade



O Porto Itapoá registrou na madrugada de hoje, 7/10, o seu recorde de produtividade com o navio Cap San Nicolas, do armador Hamburg Süd, chegando a marca de 82,2 MPH (Movimentos por Hora). A operação de 510 movimentos foi realizada em pouco mais de 6 horas de atividade, e se compara a movimentação dos mais modernos e ágeis terminais do mundo.

O último recorde registrado em Itapoá era de 81,5 MPH, realizado em setembro, na operação do navio Nagoya Tower, do armador Maersk Line.

A eficiência e agilidade na performance do Porto Itapoá é uma de suas principais características, possibilitando uma produtividade acima de 60 MPH em praticamente todos os navios de grande porte. Somado a isso, a profundidade natural da Baía da Babitonga que chega a 16 metros no cais, o torna ainda mais atraente para a operação dos grandes navios que navegam na costa brasileira.



Vazamento de óleo já é pior acidente ambiental marítimo da Nova Zelândia

 
 
O vazamento de petróleo de um navio que ficou preso em uma barreira de corais na Nova Zelândia se tornou o pior acidente ambiental marítimo da história do país, segundo o governo. Até 350 toneladas de óleo podem ter sido despejadas no mar desde o dia 5 - totalizando1,7 mil toneladas a bordo do navio Rena.

O vazamento já atingiu 6 quilômetros de praias na Baía de Plenty, afetando pássaros e pinguins em uma região famosa por sua beleza natural. A operação para remover o petróleo da embarcação teve que ser suspensa por causa do mau tempo.

A Baía de Plenty é considerada um paraíso pelos neozelandesas. As terras da região são consideradas fertéis e nelas são produzidas frutas tropicais, como kiwis, que são exportados. O verão costuma ser úmido e quente, com temperaturas em torno de 30 graus Celsius (ºC). No inverno, a temperatura atinge 15ºC.

Na baía, está o Parque Nacional de Urewera, onde existe um bosque com uma das maiores colônias de aves da Nova Zelândia. Nessa área também há a tribo dos jovens Maori e o Lago Waikaremoana.
 
 
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

carreira e profissão em logística



Com o intuito de desmistificar a carreira do profissional de logística e ajudar os estudantes e jovens profissionais e escolherem com mais convicção as suas alternativas para o futuro, iniciamos hoje uma série de matérias sobre carreira e profissão na área de logística.

Com diversas reportagens sobre este assunto, você encontrará aqui no Logística Descomplicada matérias que tratam de estágios, emprego, entrevistas para empregos, descrição de diferentes cargos na área de logística incluindo entrevistas com profissionais que atuam nestas áreas, opiniões de professores e outras dicas.

Você encontrará também algo que muito ajudará estudantes e profissionais: modelos de currículo e de trabalho de conclusão de curso (TCC) grátis, disponíveis para download.

Abaixo você encontra uma lista de algumas das principais matérias disponíveis:

Dicas para o Trabalho de Conclusão de Curso (modelo de TCC para download)

Livro: O profissional de logística – formação, mercado e atividades

O que faz um coordenador corporativo de logística?

Entrevista de emprego? Veja as 10 perguntas mais frequentes e esteja preparado

Profissão logística: entrevista com professor de graduação e especialização

Você fez faculdade, mas o mercado exige experiência – como equilibrar a equação?

Para jovens, programa de trainee é fundamental para a carreira


O que faz um despachante aduaneiro? Profissões na área de logística e comércio exterior (comex) – entrevista com despachante aduaneiro

Como destacar seu currículo e se sair bem em entrevistas (modelo de currículo grátis para download)

O que faz o profissional na área de compras e suprimentos? Entrevista com engenheiro da Petrobras

Tecnologia da Informação (TI) e logística – como funciona essa integração? Entrevista com profissional da área.

Tudo que você precisa saber para conseguir seu estágio ou emprego! Dicas para encontrar a sua vaga.

Profissão: Coordenador de logística – área de transportes – entrevista com profissional da área

Rede de contatos ativa é networking eficaz

Dicas de carreira para o futuro – onde você estará em 2011?

Profissão e carreira em logística: o que faz o profissional de logística?

Principais erros a serem evitados no estágio

O que considerar na escolha da pós-graduação?

O novo perfil do profissional de Logística e Supply Chain

Para não perder nenhuma matéria, você tem várias opções para receber as notícias da maneira que achar mais conveniente: feed, email, Twitter… escolha seu jeito preferido de receber todas as atualizações do site automaticamente.

Aproveitem as matérias e sucesso na carreira!

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/serie-de-materias-sobre-carreira-e-profissao-em-logistica/

Resolução vai permitir utilização mais eficiente de áreas portuárias

Antaq - 07/10/2011
 
 
 
A Antaq publicou no ultimo dia 7, no Diário Oficial da União (Seção 1, p. 95-100), a Resolução nº 2.240, que substitui a de nº 55 e traz inovações que tornarão mais eficiente a exploração de áreas e instalações sob gestão das administrações portuárias.

“A nova norma não regra apenas arrendamentos, mas todo e qualquer tipo de ocupação. Ela permite que as administrações façam o uso mais eficiente possível da área do porto organizado”, explicou o superintendente de Portos da ANTAQ, Giovanni Paiva.

Entre as novidades introduzidas pela Resolução nº 2.240 estão os contratos de uso temporário, de cessão de uso onerosa e não onerosa, de passagem e de autorização de uso.

Uso temporário

Os contratos de uso temporário permitem que os interessados, embora não titulares de arrendamento no porto, movimentem cargas não consolidadas no porto ou destinadas a plataformas offshore, mediante o pagamento de tarifas.

A celebração destes contratos, que têm duração de até 36 meses, é mais simples que a dos contratos de arrendamento. “Esta inovação veio atender sobretudo à demanda do pré-sal”, explicou Paiva, que lembrou não haver exclusividade de área. “Nestes casos, cabe à Administração Portuária determinar o espaço a ser utilizado. Ela pode inclusive deslocar o cessionário para outra área, para atender a outras necessidades”.

Cessão onerosa e não onerosa

Os contratos de cessão onerosa abrem espaço para que eventuais interessados explorem atividade econômica com vistas à prestação de serviços àqueles que atuam no porto, como, por exemplo, agências bancárias e lanchonetes. As cessões não onerosas contemplam, por sua vez, os órgãos públicos que atuam no porto, como Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Anvisa etc.

Instrumento de passagem

O instrumento de passagem assemelha-se ao instituto da servidão de passagem, mas presta-se a permitir a passagem sobre áreas de uso comum ou já ocupadas por terceiros, mediante instrumento contratual oneroso, dos interessados que desenvolvam atividades de movimentação e armazenagem de cargas destinadas ou provenientes de transporte aquaviário.

“Uma indústria que tenha uma instalação na área retroportuária poderia passar sua carga para o porto sem ter de dar voltas desnecessárias”, exemplificou o superintendente de Portos.

Autorização de uso

Já a autorização de uso possibilita que a administração do porto ceda áreas por um prazo de até 90 dias para a realização de eventos de natureza recreativa, esportiva, cultural, religiosa ou educacional.

Arrendamentos não operacionais

Há ainda os arrendamentos não operacionais, que permitem o arrendamento de áreas para atividades econômicas não diretamente ligadas à movimentação de cargas, como shoppings, cinemas, áreas culturais, estacionamentos etc.
 
 
 

Ser tecnólogo é ruim?



Constantemente deparamos com a questão; é comum, ainda hoje, pessoas definirem de forma errônea o que é ser um tecnólogo.

As duvidas e indagações estão presentes entre estudantes, até mesmo entre aqueles que cursam tecnologia. Mas afinal, o que é ser um tecnólogo?

A resposta é clara, simples e fácil de entender: tecnólogo é o profissional formado em um, dos variados, curso SUPERIOR de tecnologia. A graduação no Brasil está assim configurada:

Bacharelado: grau conferido em nível de graduação em diversas áreas do conhecimento;

Licenciatura: confere ao graduado o direito de ser professor em escolas de Ensino Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Tecnológico: confere uma formação mais aprofundada em campos específicos do mercado de trabalho.

A graduação em tecnologia permite a continuidade acadêmica, dando o direito aos formados de ingressar em mestrados e posteriormente doutorado.

Os tecnólogos não são menos importantes que bacharéis, a verdade é que cada formação tem sua finalidade.


AFRMM: Importantes Mudanças



O AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante), contribuição de intervenção no domínio econômico criada pelo Decreto-Lei nº 2.404/87, sofreu profundas mudanças com a publicação da Medida Provisória nº 545/11.

O AFRMM, que em 2010 arrecadou mais de R$ 2,3 milhões, nunca teve os seus objetivos cumpridos. A premissa de fortalecer e criar robustez para as indústrias do transporte marítimo e de construção naval, se revelou ineficaz, uma vez que mesmo o Brasil sendo nação marítima, não se tornou uma potência na navegação.

E passado mais de 50 anos, o comércio exterior do Brasil ainda é dependente de frotas estrangeiras, que nas últimas décadas incorporou importantes companhias locais de navegação ao seu portifólio de empresas e negócios.
Agora, a MP traz as seguintes novidades:
  • Ficará sobre a tutela da RFB todas as atividades de cobrança, fiscalização, arrecadação, rateio, restituição e concessão de incentivos do AFRMM;
  • O AFRMM estará sujeito as normas relativas ao PAF (processo administrativo fiscal), a determinação e exigência de créditos e consultas;
  • Terão os seus dados necessários ao controle de arrecadação disponibilizados para a RFB;
  • Terão os seus débitos acrescidos pelos encargos previstos na Lei nº 9430/96, sendo assim passíveis de multa de até 75%;
  • Não incidirá a TUM (Taxa de Utilização do MERCANTE) sobre as cargas de exportação e aquelas isentas do pagamento do AFRMM.
Na prática, assistiremos apenas a uma mudança de estrutura de cobrança, tirando uma importante arrecadação do Departamento de Marinha Mercante e passando para as mãos dos Auditores da RFB.
A tão aguardada extinção da cobrança ficará para depois.

E ainda dependeremos da edição de um decreto e de normas complementares para que seus efeitos vigorem efetivamente.

Para finalizar, uma pergunta sem querer ofender: Como desde a criação do Sistema Mercante, o TUM é de R$ 21,10 (Tarifa+Utilização do Mercante), será que nas mãos da Receita teremos um aumento de 5,36 vezes, como aconteceu na Taxa de Utilização do Siscomex?

Tomara que não.



A logística que causa fome



Falávamos sobre logística no desenvolvimento mundial quando surgiu uma discussão muito interessante sobre a importância da logística no desenvolvimento econômico de países “desfavorecidos”. Veio então, a pergunta: A Logística Organizacional Integrada contribui com a fome em alguns países?


Com cerca de um bilhão de pessoas passando fome no mundo (e isso não se restringe apenas à África e à Ásia) e, segundo a FAO (Agência para Alimentação e Agricultura) ligada à ONU (Organização das Nações Unidas) dezesseis mil crianças com menos de cinco anos de idade morrem todos os dias por consequências da fome no mundo, é algo que merece atenção.

De início, achei um absurdo pensar nesse questionamento. A logística em que atuo é algo muito bom. Ela é a solução e não o problema. É inconcebível pensar na logística como algo que venha a prejudicar pessoas e promover a fome.

Não havia pensado que para se consolidar a logística precisa ainda ultrapassar tantas barreiras, inclusive a maior: Saber que, a logística, algo tão bom, é conduzida de forma tão desigual por economias unilateralistas e tolhida por políticas públicas que privam países inteiros do benefício da qualidade de vida.

É sabido que paradoxos surgem sempre que tentamos unir desenvolvimento econômico com qualidade de vida. Afinal, em muitos casos, o comércio deixou de ser lucro em mão dupla e a exploração de mão-de-obra e de matérias-primas passou a ser um ponto crítico e ameaçador para o equilíbrio social do Planeta.

Quando escrevi “Consumo Inteligente: Saber Consumir é uma Arte”, onde se fala da dicotomia da tecnologia em expansionista e inteligente, estava lá parte da minha resposta para essa pergunta incômoda. Exatamente num crescimento desordenado em que a logística é usada (mal usada) para promover tal crescimento baseado no consumismo.

Mas a logística que me encanta não é para isso. Infelizmente, como tudo que é bom, também pode ser usada de forma incorreta por aqueles que a distorcem e buscam interesses próprios. O problema é que falamos de países; muitos países… grandes países.

Quando a logística foi extraída do contexto das guerras, trouxe, para alguns, um pouco da razão de “ferir” em sua nova condição. Embora abdicando de armas, desenvolveu novas ferramentas. Mas, vale dizer que, isso ocorre nas cabeças distorcidas daqueles que acolhem a logística para condicioná-la a uma atividade que lhes gerem lucros indiscriminados.

Assim como a matemática e a física que foram usadas para desenvolver bombas atômicas, a logística não estaria livre disso.

Entretanto, é necessário entender como se dá essa “contribuição” da logística para a ascensão de países ricos e para a fome em países pobres:

A competitividade é cada vez mais presente no mercado globalizado. As empresas lutam para conquistar e fidelizar seus clientes que, cada vez mais exigentes, impulsionam o mercado para uma prática de inovação – Até aqui, nada mais natural e bom.

Com isso, diminui-se o ciclo de vida dos produtos e obrigam-se as empresas a buscarem novas técnicas de gestão logística. Em muitos casos (e aqui começa a parte ruim), os produtos se tornaram commodities (produtos primários) e os países com monoculturas não desenvolveram tecnologias de produção e logística para incrementar suas economias.

 Os países mais desenvolvidos passaram a utilizar-se desses produtos em suas indústrias.

 Acontece que as commodities têm seus preços fixados pelo mercado importador. Isso significa falta de recursos para o desenvolvimento tecnológico dos países produtores para que possa lhes colocar em uma situação melhor perante seus “concorrentes” e, ajudados por uma política pública ineficaz, se desenvolve uma condição de dependência que beira à exploração, levando países inteiros à falência e expondo seus habitantes às condições desumanas. Instala-se a fome.

Claro que estamos falando de fatores econômicos e não podemos esquecer que as causas da fome são várias e antigas, como conflitos armados, desigualdades sociais, entre outros.

O Brasil, durante décadas, exportou só o café, mas vem conseguindo diversificar seu comércio. O País está muito à frente de vários países africanos, asiáticos e também sul-americanos, mas também sofre com esse problema, principalmente com combustíveis.

Mesmo auto-suficiente em petróleo cru, não tem um parque industrial suficiente para nossa demanda de combustíveis, principalmente de gasolina, o que nos leva a amargar um preço fixado por um desenvolvimento logístico melhor que o nosso, alimentado por motivos claros e outros obtusos.

Seguindo essa linha, poderíamos concluir que a logística contribui para situações desiguais na economia mundial devido suas possibilidades de reduzir os custos de produção e de distribuição. Mas observa-se um contra-senso:

A logística só o faz devido às inúmeras possibilidades inovadoras no desenvolvimento que propõe com um extenso pacote de soluções e mudanças. Se mudanças boas ou más, nós decidimos. Não existe logística boa ou má. Ela não se divide. Por isso a defendo, pois isso me encanta.

Me encanta, porém não me ilude. Sei que ainda há muito que mudar. Principalmente, a intenção do homem.


Porto do Recife volta a operar contêineres depois de sete anos




Neste domingo (9), o Porto do Recife recebeu o navio Maestra Mediterrâneo. A embarcação atracou no cais 02, às 18h, com 137 contêineres de cargas diversas, trazido pela operadora Rodrimar. No total, serão desembarcadas 3,5 mil toneladas. A previsão é que a operação tenha início às 20h.

A chegada do navio Maestra, que vem de Salvador, ao ancoradouro recifense trazendo contêineres inaugura uma nova etapa do Porto, que desde 2004 não recebia navios com esse tipo de carga. De acordo com informações repassadas pelo Porto do Recife, além do desembarque outros 20 contêineres serão embarcados no navio que seguirá para o Porto de Santos. A previsão total de operação é de 12 horas.

HISTÓRIA - Desde o dia 20 de maio de 2004, quando o navio MERCOSUL Palometa, de bandeira liberiana, atracou no cais de número 03 que o Porto do Recife não recebe mais embarcações com contêineres. "Em 2002, houve uma considerável redução da movimentação de contêineres no Recife, data que coincide com o início das atividades do terminal em Suape”, detalha o diretor presidente do Porto, Pedro Mendes. Durante o ano de 2001, o Porto do Recife movimentou 365 mil toneladas, no ano seguinte foram apenas 76,8 mil toneladas, uma redução de quase 79%. Em 2003, por conta de um problema trabalhista, as operações voltaram com carga total ao Porto do Recife, mas em 2004, quando a foi solucionado o entrave ocorreu novamente o esvaziamento.