terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pedágio em Suape começa em menos de um ano: R$ 3

Os motoristas que vão passar pelas rodovias internas do Porto de Suape (TDR Norte, Express Way, TDR Sul com acesso à ilha de Cocaia, o contorno da Refinaria Abreu e Lima e o acesso a Nossa Senhora do Ó) terão que pagar um pedágio a partir de novembro de 2011

. A administração da estatal planeja licitar, em fevereiro do próximo ano, uma concessão para escolher a empresa que fará a manutenção e investimentos nas rodovias internas do complexo industrial e portuário. Numa estimativa feita pelo próprio governo, cada veículo pagará um pedágio de R$ 3, mas só a partir de novembro de 2011. A tarifa sobe para R$ 4,70 um ano depois.

As tarifas foram estimadas porque vencerá a companhia que apresentar o maior valor de investimento e a menor taxa de pedágio. O valor não poderá ser muito abaixo para não comprometer o lucro da concessionária.
 
A vencedora da licitação terá que fazer obras no valor de R$ 312 milhões, que incluem um complexo de quatro viadutos nas proximidades da Caninha 51, um viaduto na curva do boi, e um acesso rodoviário de cinco quilômetros, ligando a Curva do Boi à Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca. As obras deverão ser concluídas em 18 meses.
 
“As empresas que não quiserem pagar o pedágio, poderão chegar a Suape pela PE-60”, explica o diretor de engenharia e meio ambiente de Suape, Ricardo Padilha. Ele acredita que as empresas vão preferir pegar o pedágio e usar um trajeto mais curto, com uma melhor manutenção e sem conflito urbano, como os sinais de trânsito e as áreas em que têm a velocidade reduzida devido ao tráfego de pedestres.
 
Para quem está indo para Suape, o trajeto é mais curto se o motorista pegar a Express Way, comparando com o percurso feito quando se vai pela PE-60, que é mais longo em cerca de oito quilômetros. 
 
Fonte: Jornal do Commercio

Robô é convidado ilustre no lançamento da Fiat em Suape

Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva não será o único convidado ilustre da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da nova fábrica da Fiat, que acontece hoje no Complexo Industrial Portuário de Suape. Além dele teremos o Smart NJ4, um robô de última geração, que vai interagir com um dos principais lançamentos da montadora italiana em 2010 – o Novo Uno.

Como ainda não existe linha de produção em Suape, o Smart NJ4 vai apenas simular a manipulação da roda do veículo. Lá em Betim (MG), onde a Fiat possui uma unidade desde 1976, são 90 robôs desse tipo atuando nas mais diversas operações e outros 40 deverão ser instalados em fevereiro.

Eles são especializados em solda, cola e dobramento de partes da carroceria. Quando estendidos, medem 2,6 metros de altura e suportam até 130 quilos.

´É um robô de porte médio bastante utilizado na indústria automobilística. Ele está presente não somente nas linhas de montagem da Fiat como também na Renault e na Magnetti Marelli, entre outras`, explica o diretor mundial da unidade Service da Comau, Hiran Reis.

A Comau é uma das empresas do grupo Fiat, referência em fornecimento de linhas de produção automatizadas e gestão de ativos industriais. Já atua em Pernambuco na fábrica da Lanxess, no Cabo de Santo Agostinho, na manutenção dos equipamentos.

Em Betim, a Comau tem 1,4 mil colaboradores e é responsável por toda a manutenção da unidade da Fiat, além de ter sido responsável pela montagem das linhas de produção do Novo Uno. ´Estamos torcendo para montar também as linhas de Pernambuco, mas as negociações ainda não foram iniciadas`, comentou Reis.

O anúncio oficial da fábrica da Fiat em Suape, a segunda no Brasil depois de 34 anos, foi feito no último dia 14, em Salgueiro, no Sertão. Na ocasião, o presidente para a América Latina da montadora Cledorvino Belini e o governador Eduardo Campos assinaram um protocolo de intenções na presença do presidente Lula.

Trata-se de um investimento de R$ 3 bilhões, dinheiro a ser aplicado na construção da fábrica, do centro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e plataformas e no treinamento de recursos humanos.

Devem ser geradas 3,5 mil vagas, sem contar os empregos que serão criados através das sistemistas.
Segundo o governo estadual, são cerca de 50 empresas interessadas em se instalar no entorno da unidade, que terá capacidade para produzir 200 mil veículos/ano.

 O projeto prevê a produção de uma nova família de veículos no Brasil, um modelo compacto para enfrentar principalmente a concorrência chinesa.

O governo do estado já enviou à Assembleia Legislativa uma mensagem com o projeto de lei autorizando a doação de dois terrenos à Fiat do Brasil, totalizando 440 hectares no município de Cabo de Santo Agostinho. A mensagem foi publicada no Diário Oficial do último sábado, dia 25.

Fonte: http://modallbrasil.wordpress.com/

Brasil depende de infraestrutura e qualificação para crescer mais

PortoGente entrevistou o economista Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para ele, o País está no caminho de economia sustentável devido ao fortalecimento do mercado interno, gerado pela massa salarial que cresce com a criação de empregos e a melhoria na distribuição de renda. Para 2011, o desafio está na infraestrutura de transporte e de conhecimento.
* Brasil deve priorizar integração econômica regional
*
Investimento em estrada é prioridade para Santa Catarina crescer ainda mais em 2011
 
PortoGente - A economia brasileira cresceu em 2010. Qual a razão desse desempenho?
Clemente Ganz Lúcio
– São vários fatores, mas o grande fenômeno é a geração de empregos. O crescimento econômico que gera um volume de empregos, com essa geração houve inclusão produtiva, redução do desemprego e aumento da massa de salários que vira consumo e um circuito positivo para a economia. Também a política de valorização do salário mínimo e os ganhos salariais nos acordos coletivos. Essa massa de rendimento expressiva amplia a participação do mercado interno no crescimento, levando o País a um crescimento econômico sustentável.

PortoGente – Em relação aos investimentos que impacto causam na economia nacional?
Clemente Ganz Lúcio
– O investimento produtivo em infraestrutura e na retomada dos setores industriais é uma dimensão responsável para sustentar o crescimento. A estratégia da Petrobras de fazer investimentos exigindo componentes nacionais para a indústria do petróleo e gás rebate no setor naval, que é um fornecedor importante. Essa decisão impacta a indústria naval brasileira a gerar milhares de postos de trabalho. O estado investe e mobiliza o setor privado a investir, construindo uma política industrial mais consistente.

PortoGente – Qual sua avaliação sobre as condições de infraestrutura no Brasil?
Clemente Ganz Lúcio
– A dificuldade está no escoamento da produção e a ausência de um plano intermodal que integre o transporte, priorizando o ferroviário para integrar com o naval e o rodoviário. As mudanças em curso são lentas, dadas a dimensões do País e não dão conta da demanda de commodities na pauta de exportação e do escoamento da produção para os centros urbanos. Para exportar, há a necessidade de estrutura nos portos. Na área de inovação é preciso investimento e tecnologia na dimensão competitiva do produto “made in Brazil”. Padrão tecnológico é infraestrutura de conhecimento. O Brasil triplicou o investimento em ciência e tecnologia, mas ainda está longe de fazer frente a envergadura que o país tem no mundo.


Fonte:http://www.portogente.com.br/

Grande parte da malha ferroviária brasileira está subutilizada

 
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, apresentou dados sobre a malha ferroviária brasileira de deixar qualquer um de boca aberta. Segundo ele, o Brasil tem hoje 28 mil quilômetros de ferrovia, grande parte dela está subutilizada. Ele apresenta os números da vergonha: 9 mil km sem uso e em outros 10 mil km só passa um trem por dia.

Países com economia pujante, com grande transporte de cargas e exportação vigorosa, contam com grandes extensões ferroviárias, mas que funcionam!  

Brasil tem mais de 15 mil km de ferrovias subutilizadas, num total de 28 mil km de malha ferroviária

Para um país que se pretende a oitava economia do mundo daqui a alguns anos, necessita ter malha ferroviária que anime os produtores a produzir cada vez mais sem medo de perder boa parte do lucro nas estradas da vida.

Construir essa malha ferroviária deverá ser prioridade logística número um do futuro governo Dilma.

Exportadores têm até 11 de janeiro para iniciar uso do Novoex


Aviso os navegantes: todos os exportadores do Brasil têm somente até o próximo dia 11 de janeiro para se adaptar e começar a utilizar o Novoex, uma versão mais moderna do Siscomex. A atual versão desse sistema só ficará no ar até esta data, quando será desligado, conforme exige a Portaria 29 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O Novoex pode ser acessado diretamente no site do MDIC, sem a necessidade de instalação de programas adicionais. A nova arquitetura instalada já está disponível e pode ser acessada clicando aqui. Entre as inovações do Novoex estão a totalização online dos valores das exportações e as quantidades informadas pelo exportador, com críticas para valores incompatívei.
Segundo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, o novo sistema foi elaborado para facilitar, tornar mais ágil e diminuir os custos do processo para o exportador.
É a segunda grande novidade do ano na web que parte do MDIC. Em abril de 2010, entrou em operação o módulo Drawback Integrado Web na forma da nova regulamentação jurídica do Drawback, abrangendo os regimes Verde-Amarelo, Suspensão Comum e o próprio Integrado na sua forma original.

Fonte: http://www.portogente.com.br/

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Críticas dos analistas irritam a Petrobras


Do Rio - A direção da Petrobras, que frequentemente reclama do fato de as ações da empresa patinarem no mercado, embora não pare de crescer, anda também irritada com as críticas feitas por analistas de mercado aos valores dos seus investimentos em comparação aos realizados em outras regiões do planeta, com destaque no segmento de refino.

O diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, disse que há cerca e um mês e meio fez uma reunião com 25 desses analistas na tentativa de mostrar a eles que não faz sentido comparar preços de refinarias, construídas ou em construção, no Brasil e em países com economias mais estruturadas.

No dia 14 deste mês, quando a estatal recomprou por US$ 850 milhões os 30% da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, que havia vendido em 2001 por US$ 500 milhões à espanhola Repsol, os analistas Paula Kovarsky e Diego Mendes, da corretora Itau BBA avaliaram a operação como "outro movimento caro no negócio de refino de baixo retorno".

Eles calcularam que a estatal brasileira pagou US$ 14,9 mil por barril de capacidade (a Refap processa 190 mil barris de óleo pesado por dia) contra uma média de US$ 4,7 mil por barril em transações semelhantes realizadas no mundo nos últimos dois anos.

Pelo mesmo parâmetro, preço total por barril refinado, o relatório da corretora concluiu que a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, orçada em US$ 12 bilhões, vai custar US$ 50 mil por barril de capacidade (terá capacidade 230 mil barris ao dia).

"Tive uma reunião gigantesca, três horas de conversa, com 25 analistas, para falar sobre essas comparações", disse Costa. Segundo ele, o tipo de comparação que é feito pelos analistas "não é correto" porque não leva em conta os investimentos periféricos, em infra-estrutura e suprimentos, que a Petrobras é obrigada a fazer como parte do investimento na unidade, enquanto as unidades de países como Estados Unidos, da União Europeia e até da Arábia Saudita não precisam fazer o mesmo.

Além disso, de acordo com o executivo, muitas vezes a comparação é feita entre refinarias sofisticadas, como disse ser a Refap, e unidades muito simples, apelidadas de "chaleiras" no jargão setorial. Leia mais

Fonte: http://portosenavios.com.br/

Cadê a tal Refinaria de Suape? Por que ninguém vê uma foto da dita cuja?


Volta e meia a imprensa pernambucana estampa em suas manchetes de primeira página fotos relativas aos empreendimentos que estariam sendo implantados no Porto de Suape, porém até agora, sabe-se lá por quais motivos, ainda não consegui ver uma foto panorâmica mostrando a situação em que se encontram as obras da tal Refinaria General Abreu e Lima, cuja pedra fundamental foi espalhafatosamente lançada em 2005, e que até hoje, cinco anos depois, ainda estaria na fase de terraplanagem (vai acabar no "Guinness Book", como a terraplanagem mais demorada da história).

Na verdade, a foto não é mostrada pelo simples motivo de que nossa imprensa, refém dos Governos Federal, Estadual e Municipal, por conta da dependência financeira das fortunas gastas por nossos governantes em propaganda, preferem ficar "na moita", apelando para a auto censura, como forma de não perder a "boquinha" das verbas publicitárias.

O desafio fica aqui! Quero ver se algum jornalista terá a coragem de, confrontando seus patrões, "encarar essa parada". Triste país, esse Brasil Tiririca, no qual a imprensa, depois de resistir até mesmo aos censores da ditadura militar, deixaram-se "montar" pelos censores modernos, que ao contrário dos "gorilas" dos anos de chumbo, que recorriam para a violência pura e simples, apelam agora para o "jeitinho", fazendo vergonhosas barganhas, ao ofertar "montanhas" de verbas publicitárias, em troca do imoral silêncio quanto as mazelas cometidas e/ou elogios superlativos para feitos absolutamente corriqueiros. É assim que a coisa funciona! Alguém tem dúvida?

(Fonte: http://www.ex-vermelho.blogspot.com/)
 

Empresas de comércio exterior têm até janeiro para aderir ao novo Siscomex

As empresas de comércio exterior têm até o início de janeiro para aderir ao novo Siscomex, que passará a ser denominado Novoex. A portaria 29 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior prevê o desligamento do antigo sistema no dia 10 de janeiro.

O Siscomex é um sistema informatizado responsável por integrar as atividades de registro, acompanhamento e controle da saída e do ingresso de mercadorias no país. O sistema permite ainda que o exportador ou o importador troquem informações com os órgãos responsáveis pela autorização e fiscalização.


Para ter acesso ao novo sistema, agora em plataforma web, o interessado deve acessar o site do ministério, clicar em Comércio Exterior e depois em Siscomex.

O antigo sistema informatizado foi construído no início da década de 90 para rodar em DOS (sigla em inglês para Sistema Operacional em Disco), uma antiga plataforma com tela preta e comandos nada intuitivos, que precisavam ser digitados, bem diferente do seu sucessor o Windows. Leia mais

Fonte: http://www.exportnews.com.br/

Operadores enfrentam perdas nos portos

A despeito de ganhos visíveis de produtividade que os terminais portuários operados pela iniciativa privada apresentaram nos últimos anos, ainda há muitos gargalos a serem vencidos. Somente no setor de contêineres, o armador Hamburg Süd, líder no tráfego com o Brasil, perdeu US$ 80 milhões em razão das longas filas de navios nos portos nacionais, que somaram o equivalente a 8,2 anos.

O prejuízo é 29% maior que o recorde registrado pela empresa em 2008. Levando em conta que a companhia alemã responde por aproximadamente 20% do mercado de navegação de contêineres na região, dá para ter uma ideia de quanto o setor amargou no ano pós-crise, quando a retomada dos volumes expôs o que ainda há por fazer no setor portuário.

O pico dos problemas foi entre os meses de agosto e novembro. As cargas de importação ficam mais tempo nos pátios para serem liberadas e, neste ano, com o crescimento exponencial das importações, a taxa média de permanência dentro dos terminais mais que dobrou - de cinco para 11,5 dias -, estima o diretor-superintendente da Hamburg Süd, Julian Thomas. Em algumas instalações marítimas, o número foi a 18 dias.

"Quando acontece isso essas pilhas de contêineres se amontoam dentro do terminal afetando a produtividade da instalação como um todo. Como quase não tem espaço, a operação do navio fica mais lenta, menos produtiva, aí acontecem as filas de navios esperando para atracar nos poucos berços que existem", explica. Tornou-se um círculo vicioso.

Com as filas, os armadores perdem as janelas de atracação - garantia que a companhia tem de parar o navio em determinado berço quando a escala é regular - e têm de entrar na fila comum, perdendo as escalas nos portos subsequentes. Leia matéria completa

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/

Especialistas divergem sobre expansão da malha rodoviária


Especialistas divergem sobre o aumento de investimentos na expansão da malha rodoviária no País. O diretor-geral do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), Paulo Fleury, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avalia que a solução do gargalo no transporte está na construção de ferrovias para trens interestaduais, tanto para cargas como para passageiros.

Segundo ele, o governo deveria sobretaxar os pedágios e oferecer o transporte coletivo em vez de aportar pesados recursos na ampliação de estradas.

As condições das rodovias, segundo Fleury, melhoraram após os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No período 2003 a 2008, a média anual de investimentos do setor público mais que dobrou nas rodovias, comparada aos aportes realizados de 1999 a 2002, no governo anterior.

A média passou de R$ 687,7 milhões para cerca de R$ 1,4 bilhão. Os investimentos privados também avançaram, num ritmo ainda maior, como reflexo do processo de privatização iniciado na década de 90.
“Os investimentos do PAC e das concessionárias melhoraram muito a qualidade das rodovias, mas pouco ou quase nada se expandiu em quilometragem”.

Os maiores gargalos, destaca ele, estão nas rodovias que ligam grandes cidades como Rio e São Paulo e nas estradas que escoam grãos no Centro-Oeste. No primeiro caso, as estradas não comportam o crescimento da frota de veículos. No segundo, falta infraestrutura para permitir o transporte da carga
agrícola. Leia mais

Fonte: http://modallbrasil.wordpress.com/

Exportação de produtos orgânicos tem crescimento de 60%

As exportações brasileiras de produtos orgânicos somaram US$ 108,2 milhões este ano, um aumento de 60% em relação ao ano passado. As vendas partiram das 72 empresas do Projeto Organics Brasil, que exportaram para um total de 70 países, sendo que o setor de alimentos representou 96% do total exportado.

Os principais produtos embarcados foram açúcar, polpa de fruta, como açaí, acerola e laranja; mel, castanhas e café. Os cosméticos orgânicos também foram embarcados para o exterior e representaram um crescimento de 25% em comparação a 2009.

Para 2011, o Projeto Organics Brasil acredita em um aumento contínuo das exportações, com destaque para os produtos semi-industrializados e a granel. No mercado interno, há uma forte expectativa pelo crescimento das vendas com a oficialização do selo nacional de orgânicos.

"A oficialização da regulamentação nacional permite rastreabilidade e credibilidade, permitindo crescimento nos negócios", afirmou em nota o coordenador do projeto, Ming Liu.

Segundo a nota, este ano os produtos exportados com marca própria tiveram uma redução de 25% se comparado a 2009. Com o crescimento no mercado interno, as empresas optaram por investir no país.

"No mercado externo, a taxa de câmbio dificultou a competitividade, além do alto custo de promoção de uma marca própria no mercado internacional, muitas vezes proibitivo para as pequenas e médias empresas", disse Liu.

Atualmente, as exportações de orgânicos foram embarcadas principalmente para os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Espanha, Coréia do Sul, China e Austrália.

Fonte: Ascom ANBA

domingo, 26 de dezembro de 2010

Novos tempos para os trabalhadores portuários


Na última década, muita coisa mudou na atividade portuária do Brasil com a Lei 8.630, a chamada Lei de Modernização dos Portos. O nível de profissionalização – sem mencionar o aumento de demanda devido ao aquecimento da economia – ganhou impulso transformando radicalmente o setor.

Um dos termômetros dessas transformações está no coração no porto: o contingente de trabalhadores portuários avulsos, que incluem estivadores, conferentes, vigias, e também os chamados trabalhadores conexos, como os amarradores e desamarradores de cargas.

De acordo com dados da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), em 1999 havia cerca de 35 000 trabalhadores portuários avulsos no Brasil. Hoje são 23 000, sendo que por volta de 8 000 seriam, por tempo de serviço ou por condição física, aposentáveis.

Embora ainda haja um déficit considerável de mão de obra qualificada nos portos, essa diminuição é uma ótima notícia. “Ela aponta que a modernização portuária exige uma quantidade menor de trabalhadores em atividades de risco e de pouca complexidade.

Por outro lado, dos novos trabalhadores portuários é exigida uma qualificação cada vez maior”, diz Mauro Salgado, diretor administrativo da Santos Brasil e presidente da Fenop.

Registrados nos órgãos gestores de mão de obra locais e protegidos por lei que garante o monopólio dessas atividades, os trabalhadores avulsos foram historicamente representados por profissionais de baixa escolaridade e qualificação.

Com a crescente mecanização e modernização dos terminais, eles passaram a ser cada vez menos necessários. Por acordos coletivos entre os sindicatos dos operadores e dos trabalhadores portuários, as empresas se comprometem a contratar um contingente mínimo de avulsos.

 Esse número vem diminuindo, mas ainda hoje existe um descompasso entre a quantidade de operários contratados para cada serviço e o necessário de fato. Leia mais

Fonte: http://exame.abril.com.br/

Libra vai investir R$ 1,2 bi em cinco anos

 
 
O Grupo Libra, responsável por 15% de toda a movimentação de contêineres do Brasil, vai investir R$ 1,2 bilhão em cinco anos para dobrar a capacidade instalada de seus terminais e criar novas alternativas de logística para seus clientes.
 
  Na estratégia de crescimento, o conglomerado não descarta nem uma possível fusão ou aquisição de ativos, seja na atividade portuária, seja em outros serviços de transportes, afirma o presidente da empresa, Marcelo Araújo. Segundo ele, embora os preços estejam altos, há muita oportunidade de negócios no País.
 
 "Estamos entrando numa segunda fase dos terminais portuários. A primeira foi a das superestruturas e modernização. Daqui para a frente temos de ampliar essa estrutura, que se esgotou com o forte aumento da demanda", afirma o executivo, que está desde 2007 à frente da holding. Antes, Araújo passou por Natura, Shell, CSN e Camargo Corrêa.
 
 As instalação do Porto de Santos, maior da América Latina, vão receber a maioria dos investimentos, de R$ 550 milhões. Os recursos serão aplicados especialmente na integração dos terminais – processo que já foi aprovado pela autoridade portuária (Codesp) e está em análise na Advocacia Geral da União (AGU) e na agência reguladora (Antaq).
 
 Com a unificação, a Libra passará a ter 1,7 mil metros de berço continuado, entre os terminais 33 e 37, em Santos. Hoje, a empresa opera cinco áreas no estuário, algumas separadas fisicamente.
  
O processo ampliará a capacidade estática do terminal, de 12 mil para 22 mil Teus (equivalente a um contêiner de 20 pés). Além disso, possibilitará receber um número maior de navios, simultaneamente. A expectativa é que, após aprovado o processo pelas autoridades responsáveis, as obras estejam concluídas em 18 meses. Leia ams
 

Caixa vai investir R$ 70 bilhões no setor de petróleo e gás até 2014



A Caixa Econômica Federal vai investir R$ 70 bilhões, entre 2011 e 2014, no setor de petróleo e gás. Em 2010, primeiro ano em que o banco direcionou recursos ao setor, foram destinados R$ 3 bilhões.
Para o próximo ano, o valor deve ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões. As informações foram divulgadas pelo superintendente regional da Caixa no Rio, Edalmo Porto Rangel, durante o 4º Fórum de Óleo e Gás do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef). 
A maior parte do dinheiro será usada para financiar empresas fornecedoras da cadeia produtiva, além de permitir a construção de infraestrutura habitacional para os trabalhadores de estaleiros e indústrias petrolíferas. Rangel citou o exemplo do Porto de Suape, em Pernambuco, onde serão construídas 1,2 mil casas. 
Ele adiantou que, a fim de aumentar a proximidade com o setor, 20 agências da Caixa serão inauguradas no próximo ano em municípios que abrigam instalações ligadas à exploração de petróleo e gás. 
O superintendente disse que esse novo nicho de mercado não compete com a missão original do banco, de atendimento ao varejo e financiamento habitacional. “A Caixa tem como missão facilitar e fomentar o processo produtivo brasileiro.
Cada empresa que se viabiliza e que aumenta sua capacidade de investimento está gerando emprego, com isso, essa pessoa vai comprar a casa própria, é tudo muito interligado. Queremos o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento social.”

ALL cria empresa de logística de contêineres

 
 
A América Latina Logística (ALL) criou uma nova empresa, a “Brado Logística”, que irá atuar como operadora logística para consolidação de contêineres no Brasil. A empresa terá foco, gestão e administração completamente independentes da ALL. 
 
O mercado total na área de atuação da ALL é de aproximadamente 2,6 milhões de contêineres por ano. Atualmente, a participação de ferrovia nesse mercado é menos de 2%, “Nossa participação no mercado de contêineres é muito baixa, além de investimentos específicos iremos oferecer nível e variedade de serviços inéditos no mercado brasileiro, possibilitando o acesso ao modal ferroviário para clientes que não utilizam esse modal atualmente”. comenta Paulo Basílio, diretor presidente da ALL. 
 
A ALL realizou com a Brado Logística um acordo comercial de transporte que garante capacidade, competitividade nos custos e nível de serviço diferenciado para possibilitar o atendimento desse segmento de mercado. A Brado oferecerá além do transporte intermodal, diversos serviços logísticos que irão compor o mix de produtos necessário para viabilizar o acesso de novos clientes à intermodalidade. 
 
Dado a competitividade da intermodalidade ferroviária, a companhia estima que poderá ter até 50% da movimentação de contêineres dos portos em que atua, realidade parecida com a de países desenvolvidos. Leia amis
 

Fiat cerca o mercado com fábrica em Pernambuco


Medida Provisória recriou os incentivos para desenvolver regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, mas há dúvidas sobre quem está ou não incluído, caso da Troller, no Ceará, das goianas MMC e Caoa, todas favorecidas pela legislação anterior, e demais interessadas. Regras dizem, novos projetos serão aceitos de quem já os tinha aprovados.

Do número restrito sobrou a Fiat, por haver adquirido, pela associada MagnetiMareli, a TCA, fábrica de instalações elétricas automotivas operando no prédio da antiga e pioneira fábrica de Jeep e Rural Willys-Overland em Jaboatão dos Guararapes, fímbria do Recife.

Ótimo pacote de impostos federais – redução de IPI em veículos novos, peças, importados, de imposto de importação, isenção de PIS Cofins, crédito-prêmio calculado, e mais incentivos estaduais, tudo até 2020.

Não parece entendimento manso e pacífico, instando algumas montadoras e importadoras a rascunhar projetos para, até dia 29, garantir lugar na fila do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em busca de deferimento ou do direito de recurso.

Os menores custos de mão de obra e impostos podem ser definidores do futuro para quem consiga entrar – ou não. Quem estiver, terá margem de lucro substancialmente maior que os não incluídos.

Para liderar

A Fiat aproveita a oportunidade. Foi a Recife encontrar o presidente da República em seu périplo de despedidas, agradecer a coragem da renúncia fiscal calculada em R$ 4,2 bilhões e anunciar investir R$ 3 bilhões no complexo portuário de Suape, construir fábrica, cercada das instalações industriais dos fornecedores.

Quer repetir, com o mesmo gestor, seu presidente Cledorvino Belini, o exitoso projeto de betimização industrial – quando levou as indústrias de autopeças paulistas para Minas e reduziu o custo dos Fiat.

E o porto de Suape é, como se dizia na Escola de Sagres, do Infante Dom Henrique, no Portugal quinhentista, uma janela para o mundo. Suas condições logísticas superam as do entorno de Belo Horizonte, e no diáfano projeto divulgado pela Fiat, no rascunho das linhas gerais, um número é definidor: fazer 200 mil unidades/ano.

A magnitude – um milhão de pneus/ano, por exemplo - é atração aos fornecedores à área de 4,4M m2 – uns 90 alqueires goianos, ou 180 paulistas, medida de fazenda. Não anunciada, mas implícita nos atraentes números, implantará unidade da fábrica de motores FPT, justificada pelos custos de transporte Betim-Suape de 200 mil motores e câmbios por rodovia, ou rodovia e cabotagem.

Os investimentos cobrirão fábrica de modelos específicos ao crescente mercado, motores, transmissões, centro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e plataformas, e núcleo de treinamento para os funcionários do novo empreendimento.

A Fiat é líder de mercado há quase década, quer aumentar a capacidade industrial de Betim, MG, de 800 mil para 950 mil unidades/ano; a de Cordoba, Argentina, para 200 mil unidades.

Criar Suape com idêntica disposição indica preparar-se para a expansão e manutenção do mercado doméstico, e ter capacidade de ampliar sua presença na América Latina, México, África do Sul. Na prática, a filial brasileira se torna mais importante que a matriz. Leia mais

Fonte: http://www.webmotors.com.br/