sábado, 22 de outubro de 2011

Fábrica da Fiat em Pernambuco é o centro de polo automotivo integrado



A Fiat concluiu os estudos para instalação de sua unidade industrial no Estado de Pernambuco, a segunda da empresa no Brasil, que será o centro de um polo automotivo altamente integrado. A fábrica da Fiat, devido à nova concepção de integração, poderá produzir entre 200 mil e 250 mil unidades por ano, com investimentos entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões. O número de empregos diretos deve superar os 3,5 mil postos inicialmente projetados. O acionamento da linha de produção está previsto para o início de 2014.

A decisão de investir no Estado decorre do cenário favorável de mercado para os próximos anos, com projeção de expansão de vendas de automóveis e comerciais leves em todas as regiões do País, com destaque para o Nordeste. Além disto, o novo projeto da Fiat tornou-se possível porque a empresa localizou uma área contínua que comportará todo o polo automotivo projetado, composto pela fábrica de automóveis, parque de fornecedores de primeiro nível (sistemistas), centro de capacitação e treinamento, centro de pesquisa e desenvolvimento, pista de testes e campo de provas.

Com 14 milhões de metros quadrados em área contínua, o terreno está localizado no município de Goiana, na Zona da Mata norte de Pernambuco. Está situado a 80 metros acima do nível do mar e oferece condições topográficas favoráveis ao empreendimento. Assim, a fábrica da Fiat em Pernambuco já nasce mais integrada, como centro de um polo automotivo que poderá expandir-se através da formação de um segundo parque de fornecedores, em terreno à parte, com área de 1,4 milhão de metros quadrados e situado entre os municípios de Recife e Goiana. A Fiat também manterá um centro logístico em Suape, que continuará a ter importância estratégica para o projeto.

“A Fiat e o Estado de Pernambuco estabelecem hoje uma relação duradoura, produtiva e transformadora, que beneficiará toda a economia e toda a sociedade”, disse o presidente da Fiat para a América Latina, Cledorvino Belini. “Estamos dando início formal ao que será uma nova fase na história de 35 anos da Fiat no Brasil, ao mesmo tempo em que ajudamos a construir uma etapa importantíssima do desenvolvimento de Pernambuco”, acrescentou.

Integração e sinergia-A fábrica da Fiat foi concebida como o centro dinâmico do polo automotivo pernambucano, com base em moderna arquitetura de integração com o parque de fornecedores, centro de capacitação de mão de obra, centro de desenvolvimento tecnológico, pista de teste e campo de provas. Trata-se de uma fábrica sustentável, de baixo impacto ambiental, que reproduz as melhores práticas consagradas no Sistema de Gestão Ambiental Fiat. As ruas internas serão pavimentadas com asfalto produzido a partir de pneus reciclados. A água utilizada no processo industrial será tratada e reutilizada.

A fábrica tem layout moderno, otimizado, com fluxos de materiais e de produtos concebidos dentro dos mais elevados parâmetros da World Class Manufacturing (WCM).

A fábrica será um pólo irradiador de capacitação de mão de obra não apenas para produzir automóveis, mas também para projetá-los e desenvolvê-los. Por isto, foi estabelecido acordo de qualificação de engenheiros, envolvendo as universidades federal e estadual de Pernambuco e o Instituto Politécnico de Turim, para a formação de um grupo inicial de 50 jovens engenheiros naquela tradicional instituição italiana.

Por seu poder irradiador sobre a economia, o mercado de trabalho e sobre a educação e qualificação, o polo automotivo projetará seus efeitos por todo o Estado e toda a sociedade, através da geração de riquezas, de renda, de capacitação, de emprego, de melhoria da infraestrutura, da oferta de educação, da expansão da prestação de serviços, entre outros.

Uma fábrica estratégica para a Fiat- A fábrica de Pernambuco é estratégica para a Fiat. O mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves fechou o ano de 2010 com um volume de vendas de 3,3 milhões de veículos, sendo que a Fiat participou com vendas de aproximadamente 760 mil veículos. Estudos projetam que o mercado total no Brasil pode alcançar o volume total de 4,7 milhões de automóveis e veículos comerciais leves comercializados já em 2014.

A opção por Pernambuco- A opção da Fiat pela região Nordeste do país, mais especificamente pelo Estado de Pernambuco, se fundamenta na orientação desenvolvimentista adotada pelo Governo do Estado, nas condições logísticas adequadas, na posição geográfica estratégica, assim como no forte e sólido compromisso que a Fiat tem com o país, que pode ser traduzido na busca constante pelo desenvolvimento econômico e social sustentável. Pernambuco se consolida como o Estado que mais se desenvolve no Nordeste, a região com maior potencial de elevação do consumo do País.

Um campo de provas completo- O pólo automotivo contará um campo de provas de nível mundial para executar todos os testes de veículos da América Latina com oportunidades também para Fiat Powertrain. Atualmente, no Brasil não há um lugar para a empresa realizar testes de veículos de produção, protótipos, novos lançamentos etc.

 A Fiat realiza todos os testes em estradas públicas e/ou recorre à Itália. O campo de provas tem por objetivo atender todos os requisitos em termos de desenvolvimento e de realização de testes continuamente, e também poderá suportar a promoção de treinamento e convenções de concessionários, convenções de imprensa e outros.

Fiat, líder e inovadora- A Fiat tem em seu DNA a marca do pioneirismo. Foi a primeira indústria automobilística brasileira a instalar-se fora do cinturão industrial de São Paulo. Ao inaugurar sua fábrica em Betim, Minas Gerais, em 9 de julho de 1976, a empresa tornou-se fator decisivo para a industrialização daquele Estado.

Ao longo de sua consolidação, promoveu o processo de ‘mineirização’, atraindo para a área de influência da fábrica inúmeros fornecedores, que hoje aportam 70% da demanda de componentes num raio de até 150 quilômetros da nossa planta em betim. A presença da Fiat mudou a face da economia mineira.

Ao longo de seus 35 anos no Brasil, a Fiat produziu mais de 12 milhões de vículos. A empresa é líder de mercado por nove anos.

Um setor estratégico para a economia- O setor automotivo e sua cadeia produtiva respondem por mais de 5% do Produto Interno Bruto total do Brasil e por 23% do PIB industrial. É denominado “indústria de indústrias”, tal a sua capacidade de estruturar em seu entorno parques de empresas transformadoras de matérias-primas e produtoras de componentes vinculados a inúmeros setores da economia, abrangendo toda a escala de complexidade tecnológica.


Pernambuco é destaque em pesquisa, produção e serviços em Energia Eólica



A atual época de ouro da energia eólica no Brasil é capitaneada com suor e cérebros pernambucanos. Apesar de contar com apenas dois parques de geração em seu território (um em operação e outro a ser construído, como mostra a arte abaixo), Pernambuco ocupa posição de vanguarda em pesquisa científica, fabricação de equipamentos e prestação de serviços especializados para o setor.

 A soma desses fatores coloca o Estado anos à frente dos demais nos quesitos potencial de captação de indústrias, geração de empregos, formação de mão de obra e produção de conhecimento. Um cenário que promete se mostrar vigoroso até 2020, quando, segundo o mercado, o Brasil estará entre os cinco maiores produtores de energia eólica do mundo.

Ontem, o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico, Roberto de Abreu, revelou que a IBM Service realizou levantamento no Brasil e constatou que Pernambuco é o Estado mais promissor para atrair empresas de energia eólica.

A área começou a ser pesquisada em Pernambuco no início dos anos 80. Na época, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) incentivou estudos para criar unidades de bombeamento de água de poços no Sertão movidas a energia eólica. Em 1997, foi criada a pós-graduação em engenharia mecânica na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sendo uma das pioneiras no País a contar com uma disciplina específica de engenharia eólica.

Desde então, 19 alunos defenderam teses de mestrado no assunto, muitos passando a integrar o corpo docente da instituição em seguida.

Para a formação de mão de obra, Pernambuco larga na frente com seu pioneirismo. A expansão eólica no Brasil vai encontrar no Estado um ambiente preparado para dar conta da formação de profissionais, de ensino superior e técnico, e aproveitar oportunidades na área de manutenção, por exemplo, um serviço que será muito demandado quando todos os parques contratados estiverem funcionando, explica o pesquisador e professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFPE, Alex Maurício Araújo.

Quase dez anos depois da criação do curso de pós-graduação no segmento, duas empresas subsidiárias de multinacionais, a Impsa Wind e RM Eólica, escolheram Suape para sediar seus projetos industriais. A localização geográfica do Estado e o crescimento do porto foram os fatores preponderantes para o anúncio dos investimentos. Hoje, torres e aerogeradores made in Pernambuco equipam os parques eólicos que se espalham pelo País.

A operação das fábricas que estão em processo de expansão transformou, automaticamente, o Estado em rota de interesse de fornecedores dessas plantas.

Diferentemente de outros Estados, onde investimentos industriais vêm sendo anunciados agora, em Pernambuco os projetos estão consolidados e produzindo. Nós, por exemplo, possuímos carteira de encomendas de 500 aerogeradores por ano até 2014, que totalizam R$ 1 bilhão em faturamento.

Isso é garantido, afirma o diretor operacional da Impsa Wind, Frank Migiyama, acrescentando que empresas metalúrgicas, especialmente as de usinagem e caldeiraria, são exemplos mais urgentes de fornecedores que precisam estar perto da fábrica do grupo.

Hoje, o País conta com 57 parques eólicos em operação e 30 em construção. Um investimento de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões.

Muitos efetuados diretamente por empresas pernambucanas ou com sede no Estado como a Eólica Tecnologia (dona de parte da maior usina eólica do Brasil, Alegria 1 e Alegria 2, no Rio Grande do Norte, com capacidade de geração de 151 MW), Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf, que comanda dois parques na Bahia) e a Brennand Energia. Sem contar que diversos investimentos em todo o País se tornaram realidade com o auxílio de profissionais também pernambucanos.

Desde indústrias de construção civil (com destaque para a Cinzel) até fornecedoras de serviços de montagem (como a Saraiva Equipamentos, dona dos guindastes utilizadas nessas operações).
Para se ter uma ideia do crescimento na área, a Multiempreendimentos, empresa pernambucana que presta consultoria na elaboração de projetos eólicos, faturou, em todo ano de 2009, R$ 1,5 milhão.

Somente neste primeiro semestre de 2011, devemos obter R$ 8,5 milhões, compara o diretor-presidente, Pedro Cavalcanti.
  

Transnordestina a todo vapor em Salgueiro



A chegada de mais de cem vagões cargueiros e duas locomotivas ao canteiro da Construtora Odebrecht, em Salgueiro, leva a região à expectativa de que o projeto da Ferrovia Transnordestina – que ligará os estados do Piauí, Pernambuco e Ceará por linha férrea – está avançando e cria um “clima” de otimismo porque o cronograma das obras atinge mais de 40%, segundo avalia a Concessionária Transnordestina Logística AS (TLSA), responsável pelo empreendimento avaliado em R$ 5,4 bilhões.

No momento, a TLSA está pedindo um reajuste de R$ 1 bilhão, o suficiente para que as atividades não sofram solução de continuidade, e possam atrasar o andamento das obras. Dilma Rousseff disse no programa “Conversa com a Presidenta” que a Transnordestina é um sonho que vem desde o tempo do império.

A construção do “Ramal da Fruta”, unindo Petrolina a Salgueiro, que foi reivindicado pelo governador Eduardo Campos, depende de autorização do Governo Federal, segundo a Concessionária TLSA.


Governo de PE confirma disputa pela nova fábrica da Volkswagen

Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná também estão na “briga”



Pernambuco apresentou sua armas para atrair uma possível nova fábrica da Volkswagen no Brasil. A última segunda-feira foi toda dedicada a reuniões técnicas entre uma equipe do governo do Estado, comandada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC), e representantes brasileiros e alemães da montadora.

A disputa é grande por aquela que seria a quinta unidade industrial do grupo no País, cujas especulações dão conta de que representará um investimento total de R$ 1 bilhão. Estão no páreo a Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná esses dois últimos já possuem plantas da Volkswagen em seus territórios.

Segundo nota oficial enviada pela SDEC, a expectativa é que a empresa anuncie na primeira quinzena de novembro o local onde será implantada a fábrica, que poderá ter uma capacidade para produzir até 250 mil carros por ano e que receberia a linha de produção do Up!, modelo apresentado ao mundo no último Salão de Frankfurt, realizado no mês passado.

Foi justamente nesse evento que o presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkon, confirmou os estudos da empresa para construção de uma nova fábrica de R$ 1 bilhão, tendo Pernambuco como um possível destino. Além disso, meses atrás, representantes da montadora sobrevoaram o Complexo de Suape para conhecer áreas disponíveis.

Por se tratar de um investimento vultoso em um mercado extremamente competitivo, a empresa afirma que as informações não passam de especulações. Diz ainda que a reunião de ontem foi apenas uma etapa preliminar de um levantamento de possíveis alternativas para o aumento na produção de veículos no Brasil.

Vale lembrar que o mistério é uma atitude comum no setor automotivo. O mesmo ocorreu com o projeto pernambucano da Fiat, que, após várias negativas, terminou se confirmando (ver matéria ao lado).

A construção de uma nova fábrica pode ser substituída por investimentos que dobrariam a capacidade das outras três plantas brasileiras, localizadas em São Bernardo do Campo e Taubaté (ambas em São Paulo) e em São José dos Pinhais (no Paraná) a quarta unidade, em São Carlos (SP), é dedicada a produção de motores.

Atualmente, a Volkswagen fabrica 3.600 carros por dia no País. Este ano, deverá atingir 900 mil automóveis, sendo que 150 mil deles são voltados para exportação. As projeções do grupo são de vender 4 milhões de veículos até 2014 (1 milhão por ano). Para suprir essa necessidade, novos aportes foram anunciados em 2009 para as fábricas brasileiras e, recentemente, ampliados. Leia mais

Brasil cai para 126º em ranking de facilidade de fazer negócios



O Brasil perdeu seis posições em um ranking sobre a facilidade de se fazer negócios em 183 países, divulgado anualmente pelo Banco Mundial.

Segundo o relatório Doing Business 2012 (“Fazendo Negócios 2012″), lançado na noite de quarta-feira (19), em Washington, o Brasil caiu do 120º para o 126º lugar no ranking, que analisa os regulamentos que afetam as empresas nacionais nesses países.

O novo estudo engloba o período de junho de 2010 a maio de 2011 e aborda todo o ciclo de vida das empresas, desde sua constituição até a resolução do processo de insolvência.
As avaliações levam em conta dez indicadores específicos e se concentram especialmente no ambiente para pequenas e médias empresas.

Apesar da queda no ranking geral, o Banco Mundial destaca a melhora na área de obtenção de crédito no Brasil, na qual o país ocupa a 98ª posição.

“O Brasil melhorou o sistema de informação de crédito, permitindo que agências de crédito privadas possam coletar e compartilhar informações positivas”, diz o relatório.
Segundo a coordenadora da equipe que elaborou o estudo, Sylvia Solf, é possível observar avanços no Brasil nos últimos seis anos. “O Brasil está na direção correta”, disse Solf à BBC Brasil. “É uma questão de tempo.”

Solf cita o indicador sobre “obtenção de eletricidade” – incluído este ano nas dez áreas específicas analisadas no relatório -, no qual o Brasil tem um desempenho destacado, ocupando a 51ª posição.
Nos rankings por área específica, a segunda melhor colocação do Brasil é relativa à proteção a investidores, com a 79ª posição.

O pior desempenho brasileiro é relativo ao pagamento de impostos, área na qual o país aparece em 150º lugar.

Brics

O ranking geral é liderado por Cingapura, que já ocupava o primeiro lugar no relatório anterior, seguida por Hong Kong, Nova Zelândia, Estados Unidos e Dinamarca.

Entre os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil é o segundo pior colocado, à frente apenas da Índia, que aparece em 132º lugar.

A África do Sul é o mais bem colocado dos Brics, em 35º lugar. China (91º lugar), Índia e Rússia (120º) são destacadas pelo Banco Mundial por estarem “entre as 30 economias que fizeram mais progresso” nos últimos anos.

O Brasil também fica atrás de várias economias latino-americanas. O melhor colocado entre os países da região é o Chile, que ocupa a 39ª posição e é citado, ao lado do Peru (41º), da Colômbia (42º) e do México (53º), como destaque na implementação de melhorias regulamentares.


Governo, portos e iniciativa privada se reúnem pela 1ª vez para discutir o PNLP

Executivos de Infraestrutura, Logística e Comércio Exterior se reúnem em evento sobre o Novo Plano de Logística Portuária (PNLP) em São Paulo em dezembro. Seminário levará experiências nacionais e internacionais de construção e administração de portos privatizados e discutirá melhorias para o sucesso da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.

O novo modelo de administração do sistema de transporte portuário brasileiro acirra a corrida das empresas interessadas em construir, gerenciar e terceirizar os serviços dos portos do País. O governo brasileiro deu sinal verde para o avanço deste processo, de olho no sucesso da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, com o Novo Plano Nacional de Logística Portuária.

Nesse momento estratégico e decisivo acontecerá dia 8 de dezembro, em São Paulo, o Seminário Novo Plano Nacional de Logística Portuária: Expansão de Investimentos e Gestão, dia 8 de dezembro. O foco do evento corporativo é abordar as oportunidades que surgirão para a iniciativa privada na administração de portos.

Os palestrantes vão mostrar como o PNLP evitará congestionamentos, aperfeiçoará o fluxo logístico e alinhará o setor portuário aos padrões mundiais oferecendo melhor desempenho da infraestrutura aeroportuária brasileira, com melhorias na qualidade dos serviços, contribuindo para a geração de mão-de-obra especializada, facilitando a construção de novos portos e, ainda, trazendo benefícios à movimentação de carga.

Os participantes terão acesso à avaliação que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) faz sobre o Plano Geral de Outorgas e como a Resolução 2.240 levará Ampliação da Ocupação Privada nos Portos Públicos.

A Secretaria dos Portos (SEP) trará novidades sobre o Programa de Inteligência Logística e sobre como será a aplicação do projeto que aumentará, em até 25%, a eficiência da operação com a instalação do VTMS, do Porto Sem Papel e do Carga Inteligente.

O seminário apresentará também a preparação dos portos para Copa e Olimpíadas e a necessidade da logística integrada entre portos e empresas transportadoras.

Outra importante questão que será levantada é sobre o Plano Nacional de Dragagem. Irão ser debatidos os desafios para a retomada das dragagens nos 18 principais portos brasileiros para eliminação de um dos principais gargalos do segmento.

Além disso, especialistas internacionais de Paris e Holanda revelarão modelos consolidados no mundo, trazendo novas experiências de sucesso. O encontro trará ainda discussões sobre a integração entre portos do Cone Sul.

No aspecto jurídico, serão expostos os entraves para os portos passarem à iniciativa privada, com a apresentação das modalidades viáveis de Parcerias Público/Privadas, questões ambientais e para as novas licitações.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Politica Portuária sem rumo!



Temos sidos brindados diariamente com notícias sobre os rumos da política portuária nacional. Primeiro, fala-se em centralização da política portuária, depois se discorre sobre a ineficiência dos portos e da política portuária empreendida atualmente, mais a frente volta a cena a necessidade de maior investimento nos portos por parte do empresariado. Ou seja, o que nos parece é que a política portuária nacional segue novamente sem rumo.
 
Para melhorar os portos, tomam-se como exemplos as políticas portuárias internacionais. A bola da vez é a China, que possui os portos com maior movimentação de contêineres do mundo, mas, o que é importante lembrar, administrados pelo Estado chinês. Outrora já foram Bélgica e Holanda. Pergunto-me, até quando vamos nos basear em receitas estrangeiras para resolver os problemas dos nossos portos?

Neste imbróglio, o discurso de Fernando Fialho aparenta lucidez diante do processo. Mesmo com toda a pujança dos portos chineses, o diretor-presidente da Antaq manda de lá o recado: o nosso Estado não tem como manter os nossos portos, e se o setor portuário privado quer eficiência e rapidez nas operações, terá que investir na infra e na superestrutura, através das Parcerias Público-Privadas. Ou seja, não adianta anotarmos a receita do bolo chinês, se em casa nos faltam os ingredientes para fazer o bolo crescer.

Este discurso, contudo, conflita com o do ministro Leônidas Cristino, que fala sobre maior intervenção pública nas Autoridades Portuárias e a continuação da licitação para a concessão de portos públicos. Aliando este processo a demora das autorizações e licenças envolvendo tantos outros ministérios que dão suporte as atividades portuárias, os investimentos propostos por Fialho, assim como o seu discurso, parecem cair no vazio.

A verdade é que a política portuária nada contra a maré, sem rumo, sem bússola, sem leme e, pior, sem capitão.

O Portuária PE quer saber a sua opinião, qual o melhor caminho para o desenvolvimento  do setor Portuário Nacional, as parcerias Publico/Privadas ou o Governo deve tomar a frente deste tão discutido ¨ Desenvolvimento ¨ responda a enquete na coluna ao lado, sua opinião é muito importante para nós.

Chineses estão sem encomendas



Durante uma década a China expandiu agressivamente sua presença na construção naval na esperança de usar seus salários baixos para capturar mais um bastião do setor industrial. Nem tudo está correndo de acordo com o plano. O foco dos estaleiros da Coreia do Sul em navios mais caros e complicados permitiu a eles dobrar sua participação nas encomendas mundiais este ano, enquanto a estratégia da China de atacar na ponta mais baixa do mercado não vem sendo recompensada.

Hyundai Heavy Industries, Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering e Samsung Heavy Industries, os três maiores estaleiros do mundo, conseguiram até agora 40% das encomendas feitas em 2011, enquanto os preços mais altos do petróleo estimulam a demanda por navios-tanques de transporte de gás natural liquefeito e para perfuração.

Os contratos conseguidos pelos estaleiros chineses em 2011 estão avaliados em cerca de 25% dos contratos obtidos pela Coreia do Sul, com base em dados da Clarkson Research Services, por causa da saturação dos navios de transporte de commodities de margens baixas que compreendem a maior parte da produção da China. "Tem sido bom para os estaleiros coreanos e o ano que vem será melhor", diz Park Moo Hyun, analista da E*Trade Securities.

Uma queda de 19% nas encomendas mundiais de navios este ano vem atingindo principalmente os estaleiros chineses, sendo que seis dos dez maiores não receberam nenhuma encomenda desde junho.

Os coreanos evitaram a desaceleração porque abriram mão do mercado de navios de contêineres menores e navios que transportam cargas não embaladas para os chineses. "A situação agora é de uma corrida pela sobrevivência para os estaleiros chineses", afirma Cho In Karp, diretor de análises da corretora Heungkuk Securities de Seul. "Se eles não tiverem outra fonte de renda que a construção tradicional de navios, vai ser muito difícil continuar no negócio."

A Hyundai Heavy já superou a meta de vendas de US$ 12,3 bilhões para o ano, graças a encomendas de US$ 5,5 bilhões para navios especiais usados pelas companhias de petróleo em testes de perfuração em águas profundas. A Samsung Heavy conseguiu até agora US$ 14,8 bilhões em encomendas no ano, enquanto a Daewoo Shipbuilding está com uma carteira de US$ 10 bilhões.

O que está alimentando esse desempenho vigoroso: os dois estaleiros localizados em Seul conseguiram contratos para a fabricação de caras plataformas de perfuração semissubmersíveis, unidades flutuantes de armazenagem de petróleo e produção, navios para o transporte de gás natural liquefeito e navios de perfuração.

Em um mercado cheio de incertezas, as pessoas querem investir em algo que vai render dinheiro, e o setor de energia é justamente isso", diz Richard Park, analista da Korea Investment & Securities.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br


 

EAS diz que entrega primeiro navio em dezembro

Embarcação deveria ter sido entregue em setembro do ano passado




O Estaleiro Atlântico Sul confirmou nesta quinta (20) que o navio João Cândido só será entregue em dezembro, completando 50 meses de construção. A fase de testes será iniciada em novembro, e depois da prova de mar, é que ele poderá ser entregue à Transpetro. O Navio estava previsto para ser entregue em setembro do ano passado. Essa é uma das informações obtidas pelo JC no evento Pernambuco Petróleo Business, que termina hoje no Enotel em Porto de Galinhas.

O encontro, o segundo produzido pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), do RIo de Janeiro, tem por objeto captar empresas da cadeia de petróleo, gás e off shore a investir no Estado. O evento foi considerado um sucesso. Atraiu 47 empresas, que participaram de exposição e outras 20 na rodada de negócios. Empresas do Brasil e exterior participam da feira. Entre as empresas que o PPB pretende atrair estão indústrias da cadeia produtiva, calderarias, metalmecânica, prestadores de serviços, como restaurantes para atender a indústrias, tubulações e outras.


Estaleiro italiano vai gerar 800 empregos

 
 
O Pernambuco Petroleum Business encerrou ontem com assinatura de três protocolos de intenções que vão garantir capacitação, inicialmente, para 4,5 mil pernambucanos; construção de um centro de certificação com investimentos de quase R$ 3 milhões e a implantação do quarto estaleiro na costa do Estado. Este último, o italiano Navalmare, garante ao Complexo Industrial Portuário de Suape a chegada de investimentos na ordem de R$ 250 milhões e 800 empregos diretos.
 
 
Na mesa de assinaturas, estavam o governador do Estado, Eduardo Campos, os prefeitos de Ipojuca, Pedro Serafim, e do Recife, João da Costa, além de secretários de Estado, e o presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
 
João da Costa e Eduardo Campos assinaram o protocolo de intenções entre os governos e o Estaleiro Promar, também em implantação em Suape, para implementação de um programa de qualificação profissional, voltado às necessidades técnicas de desenvolvimento e implantação de projetos estruturadores na região do entorno do Complexo.
 
 
O programa vai possibilitar o aprendizado, aprimoramento e qualificação dos interessados que, mesmo sem experiência no mercado de trabalho específico, tenham a possibilidade de concorrer às oportunidades de emprego ofertadas pelo Estaleiro Promar, disse o prefeito.
 
 O programa de treinamento terá 4,5 mil vagas para jovens com Ensino Médio completo ou a ser concluído até dezembro de 2011. Ainda no quesito capacitação, o Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep), juntamente com o governo do Estado, entregou uma carta-consulta solicitando o investimento de quase R$ 3 milhões para a implantação do centro de certificação.
 
 
Será o primeiro do Nordeste. Esse pleito é importante para a consolidação da economia local, principalmente com Suape, que é o maior conjunto de investimentos públicos (R$ 2,1 bilhões) e privados (R$ 21 bilhões) do Brasil, explicou Campos.
 
 
 
 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Novos equipamentos reforçam Tecon Suape S/A

Maquinário chega até dezembro e recebeu investimento de US$ 20 milhões



O Terminal de Contêineres do Complexo Industrial Portuário de Suape (Tecon Sua pe) vai receber novo maquinário até o início de dezembro. São mais quatro transtêineres (equipamento utilizado no parque de estocagem para melhor uso da área, nesse caso, com capacidade de trabalhar com 41 toneladas cada) e dois portêineres, máquinas destinadas à operação de embarque e desembarque de contêiner (65 toneladas cada).

Eles ampliam a capacidade operacional em 250 mil TEUs (unidade-padrão do contêiner, que equivale a 20 pés). Provenientes da China e já a caminho para Suape, custaram US$ 20 milhões e vão aumentar de 500 mil TEUs para 750 mil TEUs a carga movimentada no Tecon. Os números superam a meta prevista para 2011, estimada, no primeiro semestre, em 400 mil TEUs.

As novas aquisições começam a operar em janeiro de 2012, prazo previsto para a chegada do maquinário. “Antecipamos o pedido por conta da demanda. O novo pacote de máquinas vai dar suporte à grande movimentação de cargas no terminal”, explicou o diretor comercial do Tecon, Rodrigo Aguiar.

Atualmente, as operações no terminal contam com dez transtêineres e quatro portêineres. Esse aumento de capacidade é uma das reivindicações do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas do Estado de Pernambuco (Sintracape), que entregou, esta semana, uma carta-denúncia e um abaixo-assinado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), ao Ministério Público do Trabalho e ao Governo do Estado. A categoria está insatisfeita com a necessidade de agendar previamente os carregamentos feitos no Tecon.

Segundo o presidente do sindicato, Wilton Nery, por conta da falta de infraestrutura e mão de obra qualificada, os transportadores, com o sistema denominado “janela”, têm apenas uma hora para cada retirada de contêiner – o que o fazem esperar até três dias para fazer a retirada total.

 Procurada pela reportagem da Folha, a direção do terminal informou que o sistema propicia fluxo uniformizado de caminhões, o que evita engarrafamento dentro e fora do Complexo. Este ano, o Tecon Suape completa dez anos de atuação no Porto e, desde o início das operações, já aumentou em 15 vezes a movimentação de contêineres no local.

MANUELA REIS

Folha de PE

Fonte: http://escadaedesenvolvimento.wordpress.com

Melhorar a logística interna pode aumentar produtividade das empresas e reduzir perdas


Calcula-se que cerca de 25% das atividades de uma empresa, de qualquer segmento, estão relacionadas à logística interna. Mal conduzida, ela potencializa as perdas em uma empresa. Alnhada a um padrão de excelência adequado, a logística interna de uma empresa – a logística interna – pode avançar de um índice de eficiência que oscila entre 30 e 50%, para até 95%.

 Uma melhoria que implica em pessoas com menor tempo ocioso, eliminação ou terceirização das atividades de baixo valor agregado, redução de perdas e, consequentemente, em uma resposta mais positiva no caixa da empresa.

A logística interna está presente em todas as empresas para atender alguma necessidade – seja de layout, de cronograma das ações ou pelo tipo de produção ou negócio em questão. O fato é que a intralogística envolve movimentação e tempo – de matéria-prima, de pessoas, do produto acabado, dos estoques. O conceito de gestão aplicado pelo Kaizen compreende a profunda análise de todos esses ciclos e interfaces.
 
 
Melhorias possíveis
 
 
- reestruturação organizacional
- sistema de armazenagem
- melhor capacitação das pessoas
- sistemas mais eficientes de armazenagem
- criação de controles e indicativos de eficiência
- maior foco em aumento de produtividade
- melhoria do fluxo interno
 
 
Em caso de interesse nessa pauta, podemos indicar Ruy Cortez de Oliveira, CEO do Kaizen Institute Consulting Group – Brasil, para falar desse tema.

18 de outubro, Dia do Estivador


Nesta terça-feira (18) foi o Dia do Estivador, o Portuária PE em parceria com o Portogente presta uma homenagem muito especial mostrando um pouco de como era o trabalho desse portuário tão importante para a “vida” dos portos, do comércio mundial.
Reproduziremos, a seguir, texto da jornalista Cláudia Dominguez, escrito em 2006, mas que está atual para falar de uma grande força de trabalho, que ajuda a movimentar a riqueza do Brasil.

“Nesta semana, dia 18 de outubro, é comemorado o dia daquele que é considerado o símbolo da força portuária: o estivador. No Porto de Santos, por exemplo, eles representam a maior categoria com cerca de 3.600 trabalhadores na ativa. Em sua grande parte, homens que honram o trabalho como nos áureos tempos do café.

Chefes de família que buscam um trabalho digno – e não reconhecido – todos os dias com o tempo que for. Homens que não se deixam abater pelo trabalho árduo, exaustivo. Homens que não se deixam intimidar pelas más condições de trabalho (especialmente no que diz respeito à segurança) oferecidas pelos seus patrões.

É bem verdade que ainda nos dias de hoje, há quem tente desqualificá-los. Quando alguém quer menosprezar uma pessoa, logo diz: “é sujo como um estivador”, ou então, “come que nem um estivador” ou ainda “grita como se fosse um estivador”...

Preconceitos que denotam a total ignorância de quem os emite. Se aqueles que discriminam aleatoriamente os estivadores fossem capazes de trabalhar um dia ao menos na operação de açúcar, por exemplo, saberiam que o desgaste físico é tamanho que é necessário ingerir muitas calorias para repor o esforço dispensado durante o trabalho.

Saberiam que dentro de um porão de açúcar ou de enxofre é impossível terminar o trabalho com aquele “ar de escritório”. Saberiam ainda que o grito - inerente à função – é a garantia da faina.

Claro, existem seres um pouco mais sensíveis e que são capazes de dar uma verdadeira aula de amor. É o caso do estivador Marcílio Dias, 57 anos e desde os 14 vivenciando a rotina do Porto de Santos.

Quarta geração de uma família tradicionalmente composta por estivadores, o atual primeiro tesoureiro do Sindicato dos Estivadores da Baixada Santista conta que iniciou sua vida profissional estimulado pelo pai.

Via o Porto com bons olhos pois meu pai me levava no cais de vez em quando. Aqueles navios, guindastes e aparelhos antigos me chamavam a atenção. Ao entrar no sindicato, logo fui aprendendo o linguajar do trabalhador.
Ele tem razão. Leva algum tempo para se familiarizar com o vocabulário dos estivadores. O porto possui uma cultura própria, com caracteres, valores, ideias, ritos e mitos próprios e que devem ser estudados de forma mais aprofundada.

Com a chegada da Lei de Modernização dos Portos 8.630/93, houve uma certa resistência do trabalhador diante do processo de “modernização”. Pode-se dizer, sob o ponto de vista do estivador que o Porto se divide em antes e depois da implantação da Lei e da chegada do Ogmo.

Marcílio conta que por insistência do seu pai cursou Administração de Empresas em Santo André, no ABC, em São Paulo. Para custear a faculdade, após o falecimento de seu pai, chegou a trabalhar de perueiro, mas acabou retornando ao cais santista por oferecer um ganho maior.

Formou-se e foi fazer um curso de pós-graduação na USP, Universidade de São Paulo. Após esse período, retornou ao Hospital da Estiva, por mais dois anos. Logo o cais o chamaria de volta.

Parabéns a todos os estivadores do Brasil.

 

Transnordestina fará rota de entrada de grãos no Estado


A Ferrovia Transnordestina será usada na distribuição de mercadorias que chegarão pelo Porto de Suape, para onde terá conexão. Através da malha ferroviária, será feita a logística de mercadorias que irão para todo o Brasil, inclusive no transporte de contêineres, além da saída de cargas.

A proposta faz parte do projeto executivo da Ferrovia, que começa a operar em 2013 e chega a Suape levando grãos, contribuindo para alcançar a previsão de 30 mil toneladas de carga movimentadas.

O investimento do Terminal de grãos, nos cais 8 e 9 do Porto, contempla US$ 166,67 milhões.

Os dados foram apresentados durante palestra do Pernambuco Petroleum Business 2011. O diretor comercial da Transnordestina Logística S.A., responsável pela construção da ferrovia, Marcello Barreto Marques, apresentou o projeto, considerando o custo da obra em R$ 5,4 bilhões, com R$ 2,9 mil por quilômetro de trilhos.

Questionado sobre a solicitação de revisão de preço por parte da empresa ao Ministério dos Transportes, ele disse que “ainda encontra-se em análise e sem previsão de retorno”.

Sobre a mudança de trajeto no percurso de Pernambuco, que teve dez quilômetros acrescentados ao traçado e R$ 35 milhões (R$ 3,5 mil por quilômetro) a mais no orçamento, Marques disse que os gastos “excedentes” ficarão a cargo do Governo de Pernambuco, assim como as desapropriações.

A Ferrovia Transnordestina terá extensão de 1.738 quilômetros e partirá de Eliseu Martins, no Piauí, até o município de Salgueiro, de onde seguirá por dois ramais que farão conexão aos portos de Suape e de Pecém, no Ceará.


Eduardo assina construção de 4º estaleiro e qualificação profissional



O governo de Pernambuco assina hoje um protocolo de intenções para a construção do quarto estaleiro no Complexo Industrial Portuário de Suape. A solenidade, presidida pelo governador Eduardo Campos, acontece no auditório do Enotel, em Porto de Galinhas, durante o encerramento da feira da feira Pernambuco Petroleum Business.

Na ocasião, Eduardo Campos assina também um termo de compromisso para implementação do programa de qualificação profissional, voltado às necessidades técnicas de desenvolvimento e implantação de projetos estruturadores na região do entorno do Complexo Industrial e Portuário de Suape.

O programa possibilita o aprendizado, aprimoramento e qualificação dos interessados que, mesmo sem experiência no mercado de trabalho específico, tenham a possibilidade de concorrer às oportunidades de emprego ofertadas pelo estaleiro Promar.

Também será assinado Protocolo de Intenções entre o Governo do Estado de Pernambuco e o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) para implantação do primeiro Centro de Certificação Profissional do Estado de Pernambuco.

Estaleiro - A empresa italiana Navalmare, que ocupará uma área de 10,5 hectares, vai fabricar estruturas offshore, como plataformas e decks, num investimento de R$ 250 milhões para a instalação de seu primeiro estaleiro no Brasil. A expectativa é que o empreendimento, cujo prazo de implantação é de até três anos, gere 800 novos postos de trabalho em sua operação.

A Navalmare atua no setor de construção naval desde 1979 e também opera nos segmentos de transporte de gás e usinas geradoras de energia. Além do Estaleiro Atlântico Sul, já em operação, o Complexo de Suape deve sediar o Promar e CMO.



Schio amplia unidade em Pernambuco



A Schio informa que irá concluir no próximo mês de novembro as obras de ampliação de sua unidade localizada em Cabo de Santo Agostinho (PE). Ao todo, a companhia investirá R$ 11 milhões na realização das melhorias. Trata-se de um ponto estratégico para a Schio, já que a estrutura está localizada a 25 km do Porto de Suape e a 18 km do aeroporto do Recife.
O local conta com uma área total de 100 mil m². Hoje, são 13.300 m² de área construída, 6.300 m² destinados ao pátio, 20 docas e 10.466 posições-paletes utilizadas na armazenagem de produtos congelados. Ao todo, 20 mil toneladas são movimentadas por mês.

Após as obras, serão 13.066 posições para itens congelados, 2.600 para produtos resfriados e 30 docas. O pátio será ampliado para 7.500 m² e a área construída chegará a 20.500 m². O volume movimentado chegará a 25 mil t mensais.

A empresa adianta que a ampliação não irá parar por aí. Sem revelar o valor investido, a companhia divulga que outra etapa de melhorias já está nos planos. Ainda sem data definida, o trabalho consistirá em ampliar a área construída para 48 mil m² e o pátio para 12 mil m².

Além disso, o número de docas chegará a 55 e o de posições-palete a 40.700. Vale ressaltar que faz parte do planejamento criar, nesta fase, 25 mil posições para a estocagem de cargas secas. O índice de volume movimentado ainda não pode ser mensurado.



Complexo de Suape em Pernambuco receberá investimentos totais de R$ 100 bilhões


Os participantes da segunda edição do Pernambuco Petroleum Business, encontro internacional de negócios que termina hoje quinta-feira (20), tiveram a oportunidade de conhecer melhor as oportunidades de negócios em uma das regiões que mais cresce no país. Com mais de 100 empresas instaladas, a perspectiva de investimentos totais é de R$ 100 bilhões.


De acordo com o Silvio Leimig, diretor de Suape Global, a região tem tudo para ser um grande player mundial da cadeia de petróleo, gás e offshore. “Além da ótima localização, estamos capacitando a mão de obra local, melhorando a infraestrutura e transferindo tecnologia”, ressaltou o Leimig, ao acrescentar que Suape já representa 90% do PIB do Nordeste.


O diretor destacou ainda que a região oferece oportunidades em diversas áreas de negócios na indústria naval, offshore, petróleo, gás, transporte, logística, alimentos, têxteis, minérios, na indústria automobilística, siderúrgica e metal mecânica e da tecnologia da Informação.


Suape atraiu 67 empresas nos últimos cinco anos, entre elas a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape, os estaleiros Atlântico Sul, STX Promar e Construcap Orteng, a Companhia Siderúrgica Suape e a Fiat. Apenas a Petrobras tem cerca de US$ 20 bilhões em investimentos já contratados no local.


O pólo naval da região já concentra 50% das encomendas de navios e plataformas contratadas no Brasil e se credencia para receber boa parte dos US$ 224 bilhões de investimentos previstos pela Petrobras para os próximos cinco anos.




Participação internacional no desenvolvimento de Suape é tema de debate no evento


Os investimentos internacionais foram tema de debate no segundo dia do Pernambuco Petroleum Business, encontro internacional de negócios que começou na terça-feira (18) e termina hoje (20), em Porto de Galinhas, Pernambuco.


De acordo com a cônsul dos Estados Unidos em Recife, Usha Pitts, é impressionante como o Nordeste tem crescido e prova disso é quantidade de vistos que o consulado americano emitirá até o fim de 2011.


“Serão emitidos 100 mil vistos até o fim do ano. Os números mostram que atualmente o Nordeste vive uma nova fase. A taxa de crescimento do estado é duas vezes maior que a média nacional, o que é muito relevante”, explicou Usha.


A cônsul americana fez questão de salientar para o fato de que o Nordeste ainda não tem a visibilidade internacional que deveria e se preocupa que outros países também tenham uma percepção equivocada como a dos Estados Unidos. “Ainda existe uma percepção errônea de que tudo que acontece no Brasil é no Rio de Janeiro ou São Paulo.


Na imaginação norte-americana, o Nordeste ainda não é referência. Entretanto, aqui é onde as coisas estão acontecendo, principalmente no setor petrolífero”, ressaltou Usha ao lembrar que o Brasil e Estados Unidos são parceiros naturais.


Turid Eusebio, embaixadora da Noruega, disse que apesar da distância e do tamanho da Noruega, que tem menos de 5 milhões de habitantes, o país é o sétimo maior investidor no Brasil. “Atuamos em mineração, papel e celulose, estaleiros, alumínio, etanol e atividades petrolíferas.


Temos uma forte estratégia de investimentos no país. Mais de 25% da frota offshore brasileira estão nas mãos de empresas norueguesas. O Nordeste pode ser incluído nestes investimentos, mas precisa mostrar que tem este desejo”, salientou.


A Alemanha foi representada pelo cônsul geral da Alemanha no Recife, Thomas Wülfing, que disse que hoje vive no melhor país do mundo e que possui as maiores riquezas naturais. “Os alemães têm relações com o Brasil há mais de 100 anos”, enfatizou.
 

O Canadá, Reino Unido e Países Baixos também foram representados. Hoje (20), último dia do evento, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, ministrará a primeira palestra “Projetos de investimentos no Nordeste nas áreas social, cultural e de infraestrutura básica”. O governador de Pernambuco Eduardo Campos fará o encerramento do encontro.




Entrave logístico traz perda de US$ 1 bi para avicultura



Os entraves logísticos para exportações de aves brasileiras trazem perda de US$ 1 bilhão ao ano para o setor. A estimativa é apontada em estudo feito pela Ubabef (União Brasileira de Avicultura) e representa 12% da receita com as vendas externas do país, que no ano passado somou US$ 8 bilhões.

No levantamento, a entidade reúne 63 propostas para reduzir esses gargalos e aumentar a competitividade da avicultura brasileira. "No Brasil, a logística representa até 20% dos custos totais do setor, enquanto nos EUA fica em 10%", aponta o presidente da entidade, Francisco Turra.

Segundo ele, medidas simples, como a padronização de procedimentos burocráticos nos portos e ajuste no horário de equipes de fiscalização, poderiam ser implantadas no curto prazo e contribuir para a redução de até dois pontos percentuais nesse custo.

Outros problemas detectados pela entidade vão desde a falta de rastreamento de contêineres vazios nos portos, e que poderiam agilizar o processo de embarque e desembarque de cargas, até restrições legais como o decreto-lei 6620/98, que regulamenta a atividade portuária brasileira e impede uma maior participação da iniciativa privada no setor.

Estamos mostrando o problema e indicando possíveis soluções. Mudar fatores estruturais, como custo da mão de obra, é mais complicado, mas a logística está na nossa mão, afirma Turra.

Ele aponta que a solução para essas questões será fundamental para o Brasil se manter competitivo internacionalmente diante de uma expectativa de crescimento da produção nacional nos próximos anos.

"A FAO [agência da ONU para agricultura e alimentação] estima aumento de até 60% da demanda mundial pela carne de frango brasileira até 2030. E nós temos que reduzir nossos custos, até porque os concorrentes não estão parados", diz. O Brasil exportou 3,8 milhões de toneladas em 2010.

O documento com as propostas da Ubabef será entregue a representante do Ministério da Agricultura no 22º congresso brasileiro do setor, que será realizado na próxima semana em São Paulo e traz como tema "A competitividade da avicultura nacional".

Importador de lixo está neste momento na Polícia Federal

Altair Texeira de Moura, dono da Império do Forro de Bolso, prestou depoimento à PF de Caruaru.



O empresário Altair Texeira de Moura, dono da empresa Império do Forro de Bolso, que importava lixo hospitalar para Pernambuco, esteve ontem (19/10/2011) no escritório da Polícia Federal em Caruaru. Ele prestou esclarecimentos aos policiais e foi por iniciativa própria.

Durante a manhã de ontem (19/10/2011), a Polícia Federal iniciou as buscas por documentos nos depósitos da empresa, localizados nos municípios de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. Foram recolhidos documentos fiscais, computadores, registros de funcionários entre outras documentações.

O empresário colaborou com as diligências, orientando seus funcionários por telefone, que abriram os depósitos para a fiscalização policial. No momento da operação Altair Texeira de Moura estava em Santa Cruz do Capibaribe. Os depósitos estão interditados.

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) também participou da movimentação e recolheu mais materiais que serão enviados para análises criminalísticas.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br

FBI entra no caso da importação de lixo hospitalar

Atendendo solcitação do governo estadual, FBI entrou nas investigações do caso



O governo do Estado solicitou a entrada da polícia federal dos Estados Unidos, o FBI, nas investigações sobre a importação de lixo hospitalar para Pernambuco.

A informação foi repassada nesta quarta pelo secretário de Defesa Social Wilson Damásio, que participou de uma reunião, na noite de terça-feira (18), com a cônsul norte-americana no Recife, Usha E. Pitts. FBI é a sigla em inglês para Federal Bureau of Investigation.
Damásio informou que além do encontro com a cônsul, ele ligou para o chefe do escritório do FBI no Brasil, em Brasília. A vinda de um agente dos Estados Unidos depende de autorização da Polícia Federal brasileira.

Segundo o chefe do FBI no Brasil, seu pessoal já iniciou a trabalhar na história da importação do lixo. Por enquanto o trabalho é de gabinete, no recolhimento de dados e da legislação norte-americana sobre comércio internacional. A Embaixada dos Estados Unidos foi procurada pela reportagem do JC e confirmou a participação do FBI no caso.



Redefinição de limites marítimos é retirada de projeto dos royalties da exploração do petróleo

Esse foi um dos principais pontos questionados pelos senadores de Estados produtores



Lideranças da base governista e os senadores que participaram diretamente das negociações para redistribuição dos royalties da exploração de petróleo intensificaram as reuniões desde a manhã de hoje para readequar o parecer do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e votar a matéria ainda nesta quarta-feira.

O líder do PT, Humberto Costa (PE) disse que vários pontos foram "retirados ou readequados", entre eles a redefinição dos limites marítimos entre os Estados.

— A ideia é que a redefinição geodésica seja retirada e um projeto de lei seja apresentado em regime de urgência estabelecendo os novos limites marítimos — destacou o parlamentar.

Esse foi um dos principais pontos questionados pelos senadores de Estados produtores, principalmente o Espírito Santo e Rio de Janeiro, pela manhã.

A inclusão desse ponto foi atribuída pelos senadores à ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, que apresentou um projeto de lei nesse sentido quando ainda ocupava uma cadeira no Senado. Em nota oficial, a ministra disse que "não tem responsabilidade e nem gerenciamento pelo acolhimento de um projeto de sua autoria quando senadora".

Ideli Salvatti acrescentou que "nunca solicitou a nenhum parlamentar" que incluísse a proposta no parecer de Vital do Rêgo. Segundo ela, o assunto sequer foi tema nas reuniões do governo sobre o assunto.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Portos brasileiros dobrarão capacidade para contêineres




Para tentar acompanhar o comércio exterior, que quase quadruplicou em oito anos, segmento tem planos para reduzir burocracia.
TEXTO ARISTEU MOREIRA
“A falsa discussão instalada no país de que os portos públicos estão saturados e travam o crescimento da economia está sendo enterrada pela realidade”, garante José Augusto Valente, ex-secretário de política de Transporte do Ministério dos Transportes e atual diretor-executivo da Agência T1 - Consultoria em Logística e Transportes.
Desde 2003, lembra o especialista, fala se em apagões logístico e portuário que nunca se confirmaram. Pelo contrário, os portos dobrarão sua capacidade para contêineres nos próximos quatro anos.
A iniciativa é mais do que necessária, porque o comércio exterior quase quadruplicou em oito anos, passando de US$ 100 bilhões em 2002 para US$ 355 bilhões em 2010. A quantidade de contêineres mais que dobrou - de 2 milhões, em 2002, para 4,5 milhões em 2010, ano em que o Brasil teve o melhor desempenho no comércio exterior entre todos os países, incluindo a China.
No ano passado, por exemplo, em comparação com 2009, as exportações cresceram 38%, e as importações 34%. A China, para ficar em um exemplo, teve crescimento de 25% e 30%, respectivamente.




Esses números demonstram que a logística portuária tem dado suporte ao crescimento da economia e do comércio exterior, ainda que sejam desejáveis melhores indicadores em produtividade e qualidade do serviço.
Essas melhorias, bem como o ritmo acelerado de crescimento da economia e do comércio exterior, exigem obras e o aumento da produtividade nos portos públicos, especialmente no tocante às cargas em contêineres.
A criação da Secretaria Especial de Portos (SEP), seguida da implantação do Plano Nacional de Dragagem, que aumentou os calados dos portos de 12 metros para 15 metros, em média foram importantes iniciativas para viabilizar esses objetivos.
Além disso, há outros obstáculos a transpor no sistema portuário brasileiro. Os navios anteriores precisavam de berços de atracação de 250 metros. Nos próximos anos, para atender a supernavios, são necessários pontos de 400 metros, além de maiores guindastes e portêineres.



Para vencer esse desafio, a SEP e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) desenvolvem medidas para permitir aos atuais mais de 100 operadores privados dos portos públicos investir, diretamente, alguns bilhões em obras e aquisição de equipamentos.
Assim, além de obras, há outros investimentos que não têm a ver com a Copa em andamento nos principais portos. No do Rio, a expansão permitirá o surgimento do maior cais contínuo para contêineres da América do Sul, com cerca de 2mil metros de extensão e capacidade de movimentar 2milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 metros), contra os 500 mil que tem hoje. No Rio, os operadores privados investirão cerca de R$ 1,2 bilhão, em obras e equipamentos, até 2014.
Em Santos, várias iniciativas estão em andamento e os investimentos em curso mais que dobrarão a sua capacidade atual de movimentação de contêineres. No Paraná, o terminal de contêineres de Paranaguá atingirá capacidade de 1,5 milhão de TEU/ano, contra os 700 mil TEUs atuais.
Em Salvador, terminal idêntico terá capacidade para movimentar 530 mil TEU/ano, a partir de março de 2012, contra os 250 mil de 2010.
Além dessas, muitas medidas de ordem burocrática, contribuirão para o aumento da capacidade de movimentação de contêineres nos portos público.
Uma delas é a integração dos diferentes órgãos do governo responsáveis pelo controle dos navios recebidos pelos portos. O projeto, realizado pelo Serpro, envolve a montagem de um painel de controle único com os sistemas da Receita e Polícia federais, Marinha Mercante e Ministério da Agricultura, dentre outros, agilizando o processo de liberação.
Iniciado em Santos, o projeto será estendido a todos os portos públicos.
Também está em implantação o projeto Porto Sem Papel, que permitirá tramitação mais rápida das cargas, reduzindo custos e viabilizando maior competitividade aos produtos brasileiros, e o Plano Nacional de Logística Portuária, cuja elaboração estará concluída até o final do ano, e que permitirá ao governo e à iniciativa privada propor a implantação de novos portos públicos.
Há outros obstáculos a transpor no sistema portuário brasileiro. Os navios anteriores precisavam de berços de atracação de 250 metros. Nos próximos anos, para atender supernavios, são necessários pontos de 400 metros, além de maiores guindastes e portêineres.
Fonte: http://www.itamaraty.gov.br

Contêineres vão virar hotéis para a Copa no Brasi









Devem atracar em três cidades brasileiras até o final do ano os primeiros hotéis em contêineres do país.
A nova rede está sendo montada pela Container Ecologist Store, empresa de Novo Hamburgo (RS) especializada em adaptar as caixas metálicas de carga para abrigar negócios.

Até agora dedicada a contêineres para estandes e lojas (já há cerca de 40 no Brasil), a franquia tem meta de instalar 30 hotéis contêiner no país até a Copa do Mundo de 2014.

Os primeiros projetos devem ser inaugurados na Barra Funda, em São Paulo (SP), em Ribeirão Preto (SP) e na Boa Viagem, em Recife (PE).

Com sócios locais, os três hotéis devem estar em operação até dezembro.

Segundo a empresa gaúcha, cada contêiner é capaz de abrigar dois quartos, e a ideia é ‘construir' cada prédio com cinco estruturas empilhadas.

As caixas com mais 20 anos estão sendo adaptadas em Santos (SP). Cada hotel terá de 120 a 140 quartos de padrão três estrelas e restaurante.

A diária está estimada em R$ 69.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/conteineres-vao-virar-hoteis-para-a-copa-no-brasil_106398.html