sábado, 16 de março de 2013

MP dos portos ja impacta Pernambuco

Primeiro revés no Porto do Recife


Contrato de arrendamento com Petrobras é extinto, devido à medida provisória

TATIANA NOTARO



As primeiras resoluções da Medida Provisória 595, a controversa MP dos Portos, extinguiram o contrato de arrendamento do Porto do Recife com a Petrobras Distribuidora, assinado em 1988, para uso de uma área de 3,5 mil metros quadrados para armazenamento de óleo combustível industrial e óleo combustível para termelétrica. A determinação veio em uma resolução da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), publicada ontem do Diário Oficial da União (DOU), que também extinguiu contratos de arrendamento entre a Bunge Alimentos e a administração dos portos de Paranaguá e Antonina (PR).
“Essa resolução acabou oficializando uma situação que não estava definida, já que os contratos estavam vencidos e a renovação vinha se arrastando”, disse a presidente do ancoradouro recifense, Marta Kümmer. A resolução também autoriza a assinatura de novos contratos com validade de 180 dias para continuidade da prestação do serviço, para então as áreas serem novamente licitadas pela Secretaria Especial dos Portos (SEP), em Brasília.
Marta Kümmer disse também que essa decisão é “a MP dos Portos na prática”. “A Secretaria dos Portos faz a licitação e assina os contratos de arrendamento”, explicou, sobre a transferência do poder de decisão das administrações portuárias para a SEP no que diz respeito aos contratos entre os interessados e os portos. Segundo informou o Porto do Recife, o contrato de arrendamento com a Petrobras Distribuidora e sua possível extinção estavam na pauta das reuniões entre os representantes do terminal e da Antaq.
A perda de autonomia deve atingir 30 terminais no País. Os gestores temem que a centralização das negociações e de informações na SEP resulte em erros que prejudiquem e burocratizem o fechamento de contratos. Aliás, as queixas não são novidade. A Antaq, cuja lista de atribuições inclui a emissão de autorizações, não tem estrutura para dar ao setor a celeridade desejada. “Não sei nem se posso receber empresários interessados para analisar o negócio”, comentou uma fonte do setor.
Há problemas inclusive nas informações publicadas no site da SEP. O próprio Porto do Recife tem mais áreas disponíveis para licitação do que o divulgado pela Secretaria. Entre esses dados, por exemplo, consta como disponível a área do armazém 11 onde, atualmente, funciona o Centro de Artesanato, inaugurado em outubro passado, parte do projeto Porto Novo, de requalificação do cais. A informação é defasada, de 2008, e o Porto do Recife já informou o equívoco à Brasília.
FOLHA PE

Forças Armadas e Complexo de Suape estudam parceria para capacitação de jovens



O comandante do Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Luis Antonio Pinto Machado, em conjunto com os comandantes da Marinha e do Exército da região Nordeste, visitou o Complexo Industrial Portuário de Suape na quarta- feira (13/03). A aproximação entre empresários e militares tem o objetivo de estudar um possível convênio de capacitação para jovens.
De acordo com o Diretor do Fórum Suape Global, Silvio Leimig, a capacitação já efetuada pelas organizações militares, como a preparação dos soldados, pode ser voltada para as necessidades do mercado de trabalho.
O comandante do II COMAR enfatizou que Suape tem importância estratégica, pela demanda de tráfego aéreo e marítimo da região. Ao ressaltar o desenvolvimento de Suape, disse que é possível um convênio de capacitação. O Major-Brigadeiro também afirmou que esta é uma oportunidade de a sociedade conhecer mais o trabalho das Forças Armadas.
Suape – Com profundidades entre 15,5m e 20,00m, o Porto de Suape é considerado o porto público de maior profundidade do Brasil. Possui localização estratégica em relação às principais rotas marítimas de navegação que o mantém conectado a mais de 160 portos em todos os continentes, com linhas diretas da Europa, América do Norte e África. Situado na região metropolitana do Recife, possui área de 13.500 hectares, distribuída em zonas portuária, industrial, administrativa e serviços, de preservação ecológica e cultural.
Homenagem – No dia anterior, os comandantes das Forças Armadas receberam um diploma de honra ao mérito da Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing de Pernambuco (ADVB-PE). De acordo com o presidente, as Forças Armadas dão uma grande contribuição para este país. “Eles são especialistas em muitas áreas, como logística, a questão da disciplina, da formação e da qualificação dos jovens. É um simples diploma, mas que representa o valor que nós empresários creditamos às Forças Armadas”, destacou.
Fonte: II COMAR

Complexo de Suape e município de Ipojuca discutem ações socioambientais



O Complexo Industrial Portuário de Suape realizou uma reunião com Carlos Santana, prefeito do Ipojuca e todo o secretariado do município. A equipe foi recebida por Caio Ramos, vice-presidente do Complexo, que apresentou um panorama do órgão, abordando as principais atividades, com destaque para o Fórum Suape Sustentável. O objetivo do encontro era ampliar o diálogo com os municípios do seu entorno.
O projeto reúne diversas entidades (secretarias estaduais, empresas privadas, bancos públicos e representantes da sociedade) que, organizadas em grupos de trabalho, desenvolvem ações socioambientais, visando uma gestão integrada e duradoura do território estratégico de Suape. “Se a gente está conseguindo contribuir com o crescimento de Pernambuco, Ipojuca, o Cabo e todas as cidades aqui do entorno também merecem e devem fazer parte desse desenvolvimento”, pontuou o vice-presidente.
O programa envolve iniciativas nas áreas de infraestrutura, controle urbano e ambiental, habitação, reflorestamento da mata atlântica, transporte público e segurança. Na ocasião, houve, ainda, o detalhamento dessas informações, bem como, a apresentação de um estudo aprofundado sobre Ipojuca, contendo dados referentes à educação, saúde, economia, entre outros.
Para o prefeito Carlos Santana, é fundamental o conhecimento desse diagnóstico para a elaboração de políticas públicas que contribuam para a construção de um novo cenário no município. “Ipojuca possui o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, mas em contrapartida tem um dos piores índices sociais. Nosso objetivo é estreitar os laços com Suape e tenho certeza que, com esse encontro quem vai ganhar é a sociedade”, disse.
Fonte: Guia Marítimo

Grupo pernambucano investe R$ 250 milhões no maior terminal fluvial do Brasil



O grupo pernambucano Dislub Equador trabalha no desenvolvimento de um porto flutuante único no Norte do país e o maior terminal fluvial do Brasil. O porto, diferente do que existe na área, poderá operar durante todo o ano, inclusive no período de seca.
O que vai resolver o problema de abastecimento de combustível na região amazônica. Na primeira fase, que será inaugurada, o grupo está investindo R$ 150 milhões, e na segunda e terceira fases serão mais R$ 100 milhões. Ao final da implantação o terminal terá capacidade de armazenagem para 160 milhões de litros.
O cais do terminal será flutuante acompanhando o nível do rio Amazonas e será usado por navios com capacidade para até 70 mil toneladas de combustível. “São 14 metros que o rio oscila na época de seca, inviabilizando a navegação de embarcações totalmente carregadas com destino a Manaus.
Para que isso seja possível, o porto está sendo dotado de equipamentos que hoje só existem em plataformas de petróleo”, afirma Humberto Carrilho, diretor executivo e sócio do grupo. Para ancorar esse cais foram colocadas 30 poitas (âncoras) de 80 toneladas cada uma. “São cerca de sete quilômetros de amarras para fazer o ancoramento do cais, que terá 240 metros de comprimento”, disse.
O município de Itacoatiara foi escolhido devido a localização, por ficar antes do ponto de restrição de navegação do Rio Amazonas. “Esse é um projeto de logística pura”. A tancagem de Itacoatiara terá condições de atender aos mercados de Rondônia, Roraima, Amazonas, Acre, Pará e Amapá. “Foi uma oportunidade de negócio que surgiu e que resolverá o grave problema de abastecimento da região”, acrescenta.
A empresa também irá expandir sua área de armazenagem de combustível com mais quatro novas bases de estocagem, duas na região nordeste, no Rio Grande do Norte e Bahia, e outras duas na região norte, no Pará e Rondônia.
O grupo destinou ao todo R$ 300 milhões para o desenvolvimento dos cinco projetos. A expectativa é que, quando concluídos, eles aumentem em 40% o faturamento da empresa, que foi de cerca de R$ 2 bilhões no ano de 2012. O Projeto de Itacoatiara será o primeiro do Grupo que prestará serviços a terceiros. A Petrobras deverá ser a principal cliente, de acordo com Carrilho.
Fonte: Jornal do Commercio – PE

A força dos ventos no estado




A energia dos ventos está trazendo bons lucros para Pernambuco. Duas empresas espanholas fabricantes de produtos para energia eólica estão negociando a chegada ao estado. Juntos, os projetos somam um investimento de R$ 80 milhões e a geração de 450 empregos. Além dessas, a DGA, produtora de suportes para torres aerogeradoras assinou um protocolo de intenções para instalação de uma unidade em Sirinhaém, na Mata Sul.
Outras empresas já chegaram ao estado. A espanhola Galvanisa +Orro – fabricante de grandes peças em poliéster reforçado com fibra de vidro – hoje está instalada em Carpina. Será transferida para Timbaúba. A Redi Tools, empresa produtora de peças para geradoras, irá para Itapissuma. Já estão instaladas em Suape a Impsa, fabricante de geradores, a RM Eólica, que produz torres, e a Iraeta, empresa que produzirá flanges eólicas, em fase de construção.Segundo o diretor-presidente da AD Diper, Roberto Abreu e Lima, conversas com outras empresas estão avançadas. “Se 30% do que estamos negociando do setor de eólica fecharem conosco, já seremos o principal polo de produção de matéria-prima para eólica”, afirma.
Para atender a demanda, o Complexo Industrial Portuário de Suape estuda a construção de um pátio para armazenagem de produtos do setor eólico. “Estamos elaborando um estudo para construção de um pátio de dez hectares. Ainda são projetos preliminares, mas a ideia é ter uma área alfandegada para atender a demanda dessas empresas”, explica o coordenador de desenvolvimento de negócios do Complexo de Suape, Leonardo Cerquinho.
De acordo com Cerquinho, o projeto ainda está em fase de análise e, por isso, nem o local do terreno nem o tipo de projeto foram definidos. “Pode ser um pátio público e não precisa da Antaq, ou pode ser um contrato de uso temporário, que tem um trâmite mais simples. Quanto à área, temos diversas que podemos utilizar. Mas, tudo depende da demanda.”
DIARIO DE PE


sexta-feira, 15 de março de 2013

Terminais de contêineres prometem investir R$ 11 bilhões



As empresas de terminais de contêineres prometem investir, em cinco anos, R$ 10,8 bilhões na expansão e modernização das instalações, se o governo federal antecipar a renovação dos contratos de arrendamento. A proposta foi apresentada à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e à comissão mista do Congresso, que analisa a Medida Provisória 595, a MP dos Portos. A ideia é aproveitar as discussões e garantir a prorrogação por mais 25 anos.

Os contratos têm datas de vencimento variadas, nos próximos cinco, dez ou 20 anos, mas empresas querem evitar problemas no futuro, como houve em outras áreas. A prorrogação dos arrendamentos, em alguns contratos, fica a critério dos administradores portuários, que podem ou não aceitar a renovação, informa o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.

"Fizemos um documento com apoio de várias associações e entregamos ao governo federal. A proposta permitirá a antecipação de investimentos", afirma. Para as empresas, que têm terminais nos portos organizados, essa é uma contrapartida à liberação dos terminais privados, fora dos portos públicos.

Desde antes das discussões, os empresários reclamam da falta de isonomia entre os terminais arrendados e os terminais privados. Além da questão da mão de obra e dos custos administrativos, eles destacam a questão do tempo que os novos terminais terão para explorar a atividade portuária.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Terminais privados buscam garantias



As empresas que operam terminais portuários nos portos organizados estão interessadas em que lhe seja assegurado o direito de requerer o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de arrendamento. O pedido foi inserido no conjunto de propostas que o setor empresarial, capitaneado pela Ação Empresarial, movimento liderado por Jorge Gerdau, entregou à Casa Civil. As propostas levadas ao governo foram fruto de negociações envolvendo diferentes entidades empresariais. Depois de três reuniões, os empresários fecharam, na semana passada, um conjunto de propostas que deve servir de sugestão para as discussões da Medida Provisória 595, em discussão no Congresso e que muda as regras para exploração nos portos.

O Valor apurou que os empresários querem incluir na MP 595 um artigo nos seguintes termos: "Será assegurado ao interessado requerer o reequilíbrio econômico-financeiro e a revisão das condições futuras dos contratos de arrendamento das instalações existentes nos portos organizados, situados na mesma área de influência".

O conceito que embasa o pedido é a chamada "assimetria" entre terminais portuários ocorrida nos últimos anos e que resulta de alterações em regras do setor, dizem os empresários. As mudanças nas regras para futuras licitações contidas na MP 595 também pesaram para a proposta, que interessa sobretudo à Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec). A entidade reúne os terminais privatizados na década de 1990 nas áreas dos portos organizados.

Um exemplo das mudanças, segundo a classe empresarial, está na chamada modicidade tarifária pretendida pelo governo, que alterou a forma de participação e remuneração dos contratos de arrendamento, que passaram a ser baseados na menor tarifa e na maior movimentação. As licitações anteriores à MP 595 tinham como um dos principais critérios para definir os ganhadores o pagamento da maior outorga.

A proposta entregue à Casa Civil diz ainda que é "imperioso" o restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos em vigor. Os terminais ligados à Abratec veem com apreensão a abertura do setor de portos a privados, que não pagam tarifas à União e nem estão submetidos ao Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), entidade encarregada de gerir os trabalhadores avulsos nos portos. Já os terminais da Abratec têm de pagar diversos encargos e tarifas ao governo.

No documento, os empresários dizem que os arrendatários terão diferentes composições de custos, o que torna desigual a competição no mesmo ambiente concorrencial. E concluem: "Em face das substanciais alterações dessas condições ocorre o desequilíbrio econômico-financeiro entre os terminais, o que determina a necessária recomposição das condições contratuais".

A Abratec vem batalhando pela prorrogação dos contratos de arrendamento posteriores a 1993, quando foi editada a Lei dos Portos. Esse é outra das propostas do documento. O pleito é que os contratos de arrendamento em vigor na data da publicação da MP sejam prorrogados até completarem o prazo total de 50 anos de vigência (25 anos +25). A contrapartida é que o arrendatário promova os investimentos necessários para expansão e modernização das instalações portuárias.

Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes

terça-feira, 12 de março de 2013

Manobras de navios nos portos terão preço máximo





Brasília - O governo vai fixar um teto para o valor das manobras exigidas entre a entrada e o atracamento dos navios nos portos brasileiros. As novas regras de preço para a praticagem, como esse serviço é conhecido, devem começar a ser implementadas a partir de julho.

De acordo com o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique Silveira, ainda não há definição sobre os portos onde o teto de preços será inicialmente aplicado ou a velocidade em que será estendido às 22 zonas portuárias do país.

"A praticagem deve ter um tratamento equivalente a um serviço público regulado com preços adequados para cada porto", explicou o secretário.

A intenção do governo é aumentar a eficiência e com isso reduzir preços. Para isso, propõe uma metodologia que incorpore ganhos de qualidade ao longo do tempo.

O problema é que atualmente não há dados disponíveis nem mesmo sobre os valores cobrados em cada porto, pois os contratos são privados. Dessa forma, o governo pretende primeiro criar um banco de dados para estabelecer uma referência do que seria um serviço de qualidade. A partir desse padrão é que seriam exigidos ganhos de qualidade para reduzir tarifas. Cada porto terá seu preço específico.

Atualmente não há limites ao que os práticos podem cobrar dos armadores, donos dos navios e responsáveis pelo pagamento dos serviços. A regra é a livre negociação.

O governo entende, porém, que o mercado tem grandes barreiras à entrada e não se organiza segundo regras da livre concorrência. Os práticos precisam passar por um concurso público feito pela Marinha e são altamente especializados. Por outro lado, são obrigados a prestar o serviço mesmo se não forem pagos pelos armadores.

Nos últimos cinco anos tem se registrado uma crescente judicialização das disputas entre associações de práticos e armadores. Pelo sistema atual, quando não há acordo, cabe à Marinha arbitrar as diferenças. Essas decisões também têm sido questionadas na Justiça.

O Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), que representa os práticos, ainda avalia a proposta do governo. "Lembramos que os preços atuais estão em linha com a realidade internacional e que não há críticas quanto à qualidade profissional dos serviços no Brasil", afirmam em nota à imprensa. O Syndarma, entidade que representa os armadores, não respondeu aos pedidos de entrevista.

A regulamentação desse setor por órgão público é a regra na maior parte do mundo. Na Holanda, por exemplo, é o Ministério dos Transportes que aprova ou não o reajuste. Nos Estados Unidos, a Guarda Costeira fixa preços levando em conta a distância percorrida e o tipo de manobra necessário.

A determinação para estabelecer regras de preço no setor foi determinada no fim de 2012 pelo governo em reação a reclamações dos empresários de que o custo estava muito elevado. A metodologia proposta pelo governo estará em consulta pública até o início de abril.

Fonte: Valor Econômico/Leandra Peres 

Medidas emergenciais para logística são discutidas



Brasília. Os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS), e dos Transportes, Paulo Sérgio Passos (PR), se reuniram ontem para definir a criação de um grupo de trabalho que irá avaliar a questão dos entraves logísticos no País e propor medidas emergenciais para escoamento da safra recorde de grãos de 183 milhões de toneladas. As exportações do complexo soja, que devem superar 45 milhões de toneladas nesta safra, nas primeiras semanas de embarque já começam a provocar congestionamentos nos portos. Segundo assessores do Ministério da Agricultura, as primeiras informações sobre o novo grupo de trabalho, que contará também com a participação da Casa Civil, serão anunciadas na próxima quinta-feira.




Longo prazo



Além das questões emergenciais para evitar o "apagão logístico", o grupo irá discutir o Plano Nacional de Logística que está sendo elaborado pelo Ministério dos Transportes para os próximos 10 anos. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, diz que "o governo toda semana cria um novo grupo de trabalho para revolver velhos problemas".



No início deste mês, o governo federal criou um comitê interministerial para tratar da administração dos estoques públicos de alimentos, a fim de evitar a repetição dos problemas de logística de abastecimento enfrentados no ano passado.



Dificuldades atuais




Silveira observa que nesta época do ano, no início do escoamento da safra, as tradings sofrem mais com os entraves logísticos para levar a mercadoria até os portos. Ele diz ainda que o produtor paga a conta e cita como exemplo o frete rodoviário na rota Sorriso (MT) a Paranaguá (PR) que passou do valor de R$ 220 no ano passado aumentando para R$ 290 durante este ano.

"No caso do adubo, as indústrias cobram a mais US$ 40 por tonelada, para cobrir as despesas com pagamento de multas pela demora no desembarque das matérias-primas nos portos", afirma Silveira.

Entraves




183 milhões de toneladas de grãos é a safra recorde no País. As exportações do complexo soja devem superar 45 milhões de toneladas nesta safra 



Fonte: Diário do Nordeste (CE)

Wilson Sons participa de licitação de porto em PE




A Wilson Sons informou ontem (11/3) que, por meio de sua subsidiária Wilson Sons Logística, participou do processo de licitação de novo porto seco, localizado próximo do Terminal Portuário de Suape, em Pernambuco (PE).

As propostas comerciais foram recebidas pela Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 4ª Região Fiscal (SRRF04) no dia 19 de fevereiro de 2013.

Através de publicação do Diário Oficial da União desta segunda, a companhia foi informada que ficou em primeiro lugar na classificação da concorrência por menor tarifa final.

A Wilson Sons diz, no entanto, que a oferta da menor tarifa não significa o fechamento definitivo da licitação para a operação do porto seco.

A empresa fala que aguarda as etapas subsequentes do processo, que resultarão no pronunciamento oficial da SRRF04, quando a empresa vencedora será conhecida.

"A participação na licitação do porto seco está alinhada à estratégia da Wilson Sons Logística, que vem concentrando seus esforços na operação de ativos diferenciados como, por exemplo, terminais alfandegados e centros logísticos", diz a empresa, em nota.

Fonte: Brasil Econômico

segunda-feira, 11 de março de 2013

Governo quer antecipar contratos portuários firmados depois de 1993



Os operadores de terminais de contêineres, que veem com apreensão a abertura do setor aos portos privados que está prevista na Medida Provisória 595, o governo quer antecipar a renovação dos contratos de arrendamento em áreas públicas licitados nos anos 90 e que expiram na próxima década.

A ideia é que a medida dê mais igualdade de concorrência aos novos terminais privados, já que eles não precisam pagar nada à União e nem se submeter às amarras dos órgãos gestores de mão de obra.

O governo, no entanto, não admite retrocesso na liberação do setor para os portos privados, sem a exigência de ter carga própria. E já trabalha em um decreto de regulamentação da MP, que será publicado apenas quando ela for aprovada pelo Congresso e convertida em lei, estabelecendo uma “via rápida” para tirar esses projetos do papel. A ideia é liberar os empreendimentos em 90 a 120 dias, em um processo mais simples e rápido do que o atual.

A renovação antecipada dos contratos de arrendamento em portos públicos é uma das “compensações” pedidas pelas atuais operadoras. O governo aceita discutir as renovações contratuais antecipadamente e se dispõe a pactuar novos compromissos de investimento com todas as operadoras de terminais de contêineres, desde que os contratos já tenham alvo de pelo menos uma licitação. É o caso das instalações em portos públicos arrendadas após a Lei 8.630, de 1993, principal peça do marco regulatório do setor e alterada pela MP 595.

De acordo com uma fonte do governo que participa das negociações em torno da medida provisória, a versão original do texto não previa a renovação antecipada dos contratos de arrendamento pós-1993 porque o arcabouço jurídico atual já permite essa extensão, mediante uma repactuação entre a Secretaria de Portos e as empresas.

A ideia original do Palácio do Planalto era publicar, logo após a medida provisória, um decreto com o passo a passo para a autorização dos terminais privados. Por razões políticas, o decreto foi adiado e sairá apenas quando a tramitação da MP estiver concluída. A regulamentação estabelecerá uma “via rápida” para os portos privados. Quando um projeto for apresentado à Secretaria de Portos, será aberta chamada pública – com 30 dias de duração – para a entrega de empreendimentos alternativos, na mesma área de influência. Haverá uma análise caso a caso: se ambos os empreendedores tiverem interesse em levar adiante seus projetos, os dois poderão ser autorizados.

Se apenas um deles prevalecer, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) dará autorização a quem apresentar o compromisso de maior movimentação de cargas. O projeto de um investidor não pode ser construído no terreno de outro – é preciso ter área própria já adquirida para a criação do terminal.

Antes, além da restrição a operar cargas de outras empresas, os portos privados tinham que obter licença ambiental prévia antes de encaminhar pedido de autorização à Antaq.

Fonte: Guia Marítimo

domingo, 10 de março de 2013

Safra recorde e portos despreparados


Especialista prevê caos logístico neste ano


O especialista em agronegócio e energia, Marcos Jank, ex:presi- dente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), prevê um caos logístico no Brasil este ano. Com uma safra recorde e portos despreparados, 2012 será o pior ano do setor, o que já começa provocar dúvida entre clientes estrangeiros sobre a capacidade do País de conseguir entregar os produtos dentro do prazo.

A soja e o milho estão chegando nos portos ao mesmo tempo que o açúcar e os fertilizantes que estão sendo importados.” Em um ano, explica Jank, o aumento no volume de soja e milho exportado será de 40%. Na avaliação dele, apesar das estradas deterioradas, o pior problema está nos portos, que sofrem com a concentração de cargas.
Sem rotas para escoar a produção pelos portos do Norte, os produtores mandam boa parte da carga para os portos do Sul e Sudeste/apesar de terem de percorrer milhares de quilômetros. Segundo Jank, 6o%da produção de grãos está no cerrado brasileiro, no Norte do Mato Grosso, Bahia e Goiás. Desse produção, apenas 14% são exportados pelos portos do Norte. Os resto, 86%, saem pelo Sul e Sudeste.

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) também está preocupada com os problemas de logística que atrapalham o escoamento da produção brasileira. As dificuldades de movimentação da safra tem sido tema de discussões e estudos que estão sendo levados ao governo federal. Para a entidade, está sendo um enorme desafio transportar as 81 milhões toneladas de soja, além das outras 73 milhões de toneladas de milho e mais 28 milhões de toneladas de outros t grãos para os centros de consumo e portos de exportação.

Problemas estruturais de infraestrutura logística têm sido amplamente debatidos, mas a solução para os mesmos ainda está longe de contribuir para o aumento de competitividade da produção agropecuária brasileira. As distâncias são longas, o transporte hidroviário é precário e os fretes rodoviários e ferroviários são elevados no Brasil, porque a demanda por serviços de logística de transporte é maior do que a oferta.

Fonte: Comexblog