sábado, 31 de março de 2012

Em PE, Estaleiro Atlântico Sul inicia provas de mar do navio João Cândido



Técnicos do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, no município de Ipojuca, no Litoral Sul do estado, iniciaram neste sábado (31) as provas no mar do Petroleiro João Cândido, a primeira embarcação produzida pelo estaleiro, do tipo Suezmax. A saída do cais foi realizada pela manhã, com ajuda de rebocadores. O João Cândido seguiu para a uma distância de quase nove quilômetros da costa.
No total, 120 técnicos estiveram a bordo do navio. As provas de mar incluem testes estruturais dos tanques de carga e a verificação das condições operacionais dos sistemas do navio. De acordo com a empresa, essas provas são uma rotina no processo de construção naval e devem durar cerca de duas semanas. Nos próximos testes, o petroleiro vai se deslocar ao longo da costa da região Nordeste, num trecho entre as cidades de Natal e Maceió, em data ainda não divulgada.

Depois da fase de testes, serão feitos os ajustes finais no navio para que ele seja entregue à Transpetro. O lançamento oficial do petroleiro ao mar aconteceu em março de 2010, com a presença do então presidente Lula. Na época, o navio foi levado para o cais onde foi finalizado.


sexta-feira, 30 de março de 2012

País redesenha o mapa ferroviário



O mapa ferroviário brasileiro vai mudar. No momento, cerca de três mil quilômetros de obras sobre trilhos estão em construção no país, o que ampliará a capilaridade da malha existente. Nos próximos quatro anos, poderão ser investidos mais de R$ 40 bilhões no segmento. No Nordeste, a Nova Transnordestina – investimento orçado inicialmente em R$ 5,4 bilhões – e que terá 1.728 quilômetros para interligar a cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (PE) – está avançando.

Segundo o último balanço do PAC, anunciado neste mês, trecho da estrada férrea no Estado de Pernambuco, entre Salgueiro e o porto de Suape, com 522 quilômetros de extensão, está com quase 50% das obras de infraestrutura e 38% das obras de arte já realizadas. A conclusão da ferrovia, projetada para 2014, poderá criar uma nova opção de escoamento para a nova fronteira agrícola do Maranhão e Piauí e atrair novas cargas, como cimento e combustível.

Empreendimento da estatal Valec, a Ferrovia Norte-Sul – que prevê a interligação do Centro Oeste com o Sudeste – tem cerca de 1.300 quilômetros em obra. O trecho Sul I, entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO), com 855 quilômetros, está 95% realizado e a previsão de conclusão é para julho. Já o trecho Sul II, com 682 quilômetros de trilhos entre Anápolis (GO) a Estrela D’Oeste (SP), está com mais de 15% das obras executadas e é previsto para ser inaugurado em junho de 2014. “Essa ferrovia poderá ter impacto para o agronegócio, que pode ser capaz de escoar 20 milhões de toneladas de grãos em dez anos por ali”, afirma Luiz Fayet, consultor da Confederação Nacional de Agricultura (CNA).

Em paralelo, a Valec também trabalha na construção da Ferrovia Integração Oeste-Leste (Fiol), que vai ligar Ilhéus, no litoral baiano, a Figueiropólis, no Tocantins, cortando toda a Bahia de leste a oeste.

As duas novas linhas férreas da Valec trarão uma novidade para o marco regulatório do setor: a estatal deverá ser responsável pela infraestrutura e manutenção dos trechos, enquanto operadores e usuários poderão comprar capacidade de carga, trens e vagões para transportar seus produtos, pagando o direito de passagem à Valec. “Isso reforça a figura do usuário investidor, que deverá se tornar um player importante no setor, abrindo mais uma fonte de recursos”, diz Luis Baldez, presidente da Associação Nacional dos Usuários de Carga (Anut). Na Fiol, uma mineradora já se comprometeu a comprar dez milhões de toneladas a ser transportada pela nova ferrovia.

No Centro-Oeste, a ALL está investindo R$ 750 milhões no projeto de expansão de sua malha norte, com a construção de 260 km de trilhos entre o terminal do Alto Araguaia e Rondonópolis (MT). Neste ano, devem ser aplicados R$ 150 milhões para a conclusão do empreendimento, que vai entrar em operação até o fim do ano. Isso deve permitir que o modal seja usado para escoamento da safra que começa a ser transportada no início de 2013. Com a estrada de ferro, os produtores poderão ter ganho de R$ 30 a R$ 35 por tonelada de grão, em relação à rodovia.

Leia mais: http://pedesenvolvimento.com/2012/03/26/pais-redesenha-o-mapa-ferroviario/

Porto de Santos deve dobrar capacidade de operação até 2014, diz diretor



O Porto de Santos deve dobrar a capacidade de operação até 2014, segundo o diretor de planejamento da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco. A previsão é que com a construção de dois novos terminais o porto passe a movimentar 8 milhões de teus em carga – cada teu equivale a um contêiner de 20 pés cúbicos (38,51 metros cúbicos), que pode transportar aproximadamente 10 toneladas.

Os investimentos para a construção dos novos terminais, totalizando cerca de R$ 3,5 bilhões, serão feitos pela Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A (Embraport) e pela Brasil Terminal Portuária. Com as obras, o porto passará a trabalhar com folga – a demanda prevista para 2014 é de 4,25 milhões de teus. “Em um ano e meio nós vamos mais que dobrar a nossa movimentação, esse é o nosso plano, o nosso projeto”, ressaltou Barco. Em 2011 foram movimentados 2,9 milhões de teus em Santos.

A construção permitirá, de acordo com o diretor, a criação de até 1,5 mil empregos. Atualmente, cerca de 15 mil pessoas trabalham no porto. “Considerando os operadores portuários e os trabalhadores administrativos que operam nos mais variados terminais do porto”, explicou Barco.

Além dos novos terminais, Barco destacou que a obra de dragagem para aprofundamento do cais já está 95% finalizada. “É uma obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], está elevando o nível de atendimento e colocando o Porto de Santos como um dos mais importantes do mundo”, disse sobre a intervenção que vai aumentar a profundidade do canal de 12 metros para 15 metros.

Apesar das melhorias, o diretor ressaltou que ainda existe um gargalo para o transporte das mercadorias até o porto. Isso porque os veículos de carga têm que enfrentar o tráfego intenso nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista com o litoral e, por isso, tem fluxo intenso nas épocas de temporada. “Em toda essa estrada o caminhão compete muito com o carro de passeio. Ainda mais em época de temporada, época de calor”, assinalou.

Para solucionar o problema, Renato Barco defende a ampliação da malha ferroviária para, inclusive, contornar a capital paulista, que restringe o tráfego de caminhões durante o dia. “Hoje, por exemplo, as mercadorias que chegam do interior de São Paulo ou de Mato Grosso param para atravessar São Paulo somente à noite.”

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/03/27/porto-de-santos-deve-dobrar-capacidade-de-operacao-ate-2014-diz-diretor/

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sinaval sai em defesa do EAS


Sindicato da Indústria Naval admite atraso, mas garante que setor nunca deixou de entregar encomendas

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval) negou ontem que esteja havendo uma crise no setor. Falando pela primeira vez sobre o assunto desde que a Samsung Heavy Industries (SHI) deixou de ser sócia do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o presidente da entidade, Ariovaldo Rocha, reconhece o atraso na entrega de encomendas de navios petroleiros, mas garante que o setor “nunca deixou de entregar navios encomendados no passado”.
“O setor da construção naval não está em crise. Um dos estaleiros apresenta atraso na entrega das encomendas e trabalha para superar essas dificuldades”, disse Ariovaldo em artigo publicado no site do Sinaval. Ele lembrou que a construção do petroleiro João Cândido, o primeiro de uma série de 22 embarcações encomendadas pela Transpetro, é certificada por uma entidade independente, o American Bureau of Shipping. 
Além disso, destaca que o EAS entregou, em dezembro de 2011, o casco da plataforma P-55, da Petrobras, que seguiu para o Estaleiro Rio Grande (RS) para a integração de módulos de operação.
Ariovaldo Rocha classifica a retomada da indústria naval brasileira como um “processo em andamento, com amplo debate entre todos os envolvidos”. O andamento das obras, afirma, está sendo acompanhado de perto e “às claras” pelos agentes financeiros do Fundo de Marinha Mercante (BNDES, Banco do Brasil, Caixa, BNB e Basa). Até o fim de 2011 teriam sido desembolsados, com recursos do FMM, R$ 2,1 bilhões.
O EAS apresentou ao Sinaval informações sobre a construção dos petroleiros, sobre a saída da Samsung e sobre a busca de um novo parceiro estratégico para a construção dos navios-sonda encomendados pela Sete Brasil, que tem a Petrobras como acionista (10%). Extraoficialmente, comenta-se que o estaleiro pernambucano estaria negociando com as japonesas Mitsui e Mitsubishi, além de um estaleiro polonês (Remontowa), a Gdansk e a sul-coreana STX. Leia mais

Guerra dos portos: mitos e verdades




Nos últimos dias tem se acirrado o debate sobre a chamada “guerra dos portos”: variante da guerra fiscal pela qual alguns Estados reduzem o ICMS cobrado de produtos importados, que assim passam a ser menos tributados que a produção nacional.

De um lado, a indústria brasileira em peso, as centrais sindicais e o governo defendem a aprovação do Projeto de Resolução do Senado nº 72 de 2010 (PRS 72), que tem por objetivo acabar com a guerra dos portos.

De outro lado, os Estados que concedem os incentivos às importações alegam que teriam grandes prejuízos com a aprovação do PRS 72, e a entidade representativa das empresas importadoras (tradings) argumenta que os incentivos não são prejudiciais ao país. 

Para agravar, a deterioração do ambiente político observado no Congresso nas últimas semanas dificulta a discussão racional do tema.

A verdade é que a guerra dos portos não é justificável nem do ponto de vista econômico – por seus efeitos nefastos sobre a indústria nacional -, nem do ponto de vista federativo, pois é inaceitável uma estratégia de desenvolvimento estadual que tenha como base o prejuízo à produção nacional.

O pior efeito da guerra dos portos é o de enfraquecer ainda mais a já debilitada competitividade da indústria nacional, ou seja, a capacidade do produto nacional de competir com seu similar estrangeiro, seja no mercado doméstico, seja no exterior. leia mais



Sistema da Antaq é referência para elaboração de estatística aquaviária




  • O Sistema de Desempenho Portuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), serviço que disponibliza, na internet, os dados de movimentação de cargas aquaviárias efetivadas por portos públicos e terminais de uso privativo (TUP), é referência para a elaboração de estatística aquaviária.  O sistema é utilizado pelo Ministério dos Transportes e pela Secretaria de Portos (SEP) para formular políticas públicas e definir, com mais segurança, os investimentos no setor.



    Os dados disponíveis no sistema, além de serem confiáveis, são atualizados de forma rápida. “Atualmente, as estatísticas do mês de janeiro, por exemplo, já podem ser consultadas on-line no final de fevereiro”, explicou o gerente de Estudos e Desempenho Portuário da agência, Fernando Serra.



    Entre os tópicos que podem ser encontrados no sistema de desempenho estão quantidade de cargas movimentadas, tempo de atracação, prancha média, informações sobre a navegação interior, de longo curso e de cabotagem, entre outros itens. Para fazer todo esse levantamento, uma equipe formada por engenheiros, estatísticos e economistas se dedica exclusivamente ao sistema.



    A Antaq e a SEP têm um acordo de cooperação. A Agência envia os dados para a secretaria, que os utiliza para suas análises, bem como na alimentação de seus sistemas próprios. “Isso é fundamental para a elaboração de políticas públicas, já que estabelece parâmetros dinâmicos e atualizados do comportamento do mercado, sempre tendo-se em conta que mais de 90% da movimentação de cargas no Brasil é feita em portos”, ressaltou Serra.



    Fonte: http://www.conexaomaritima.com.br/novo/index.php?id=1-9442


Estaleiro Atlântico Sul fecha com LMG Marin para projeto de sondas




O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) fechou com a norueguesa LMG Marin a compra do projeto das sete sondas de perfuração que serão construídas em Pernambuco. O jornal 'Valor' apurou que o negócio já está acertado. Inicialmente, quem iria fornecer o projeto seria a sul-coreana Samsung, que acabou deixando, este mês, a sociedade no EAS, no qual tinha fatia de 6%.

A saída dos sul-coreanos do capital do estaleiro tornou inviável o uso do projeto da Samsung nas sondas, uma vez que o EAS ficaria dependente do ex-sócio em atividades como assistência técnica e manutenção.

Outro empecilho para o negócio com a Samsung foi o fato de que o governo sul-coreano mostrou-se resistente em transferir tecnologia de fabricação das sondas, segundo fontes do setor.

Desde a saída dos sul-coreanos da sociedade, o EAS vinha negociando um novo fornecedor para o projeto das sete sondas, cujo contrato com o estaleiro é de US$ 5,2 bilhões. O cliente do EAS nesse contrato é a Sete Brasil, empresa na qual a Petrobras é sócia, junto com bancos e fundos de pensão. Depois de construídas, as sondas serão afretadas pela Sete Brasil à Petrobras.



Ex-presidentes da Companhia Docas são multados pelo Tribunal de Contas




O Tribunal de Contas da União (TCU) multou o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e o consultor portuário Fernando Vianna por repassarem áreas do Porto de Santos à exploração da iniciativa privada, adicionando essas glebas a um contrato de arrendamento já existente, sem a realização de licitações. 

Tais fatos ocorreram enquanto ocuparam a presidência da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do complexo.

O contrato em questão é o 1/97, firmado com a extinta empresa ferroviária Ferronorte S.A., hoje parte da América Latina Logística (ALL), que atua no escoamento de grãos do Oeste do país. O contrato segue em vigor e compreende atualmente duas áreas. 

Elas foram abarcadas ao arrendamento pela Codesp, sob administração de Rossie Vianna, nos anos posteriores à assinatura do contrato.

Outros diretores da Docas à época chegaram a ser citados no processo do TCU, mas não receberam punição. Nestas áreas estão, atualmente, o Terminal XXXIX, na Ponta da Praia, em Santos (administrado pela Caramuru Alimentos), e o complexo TGG/Termag, em Conceiçãozinha, Guarujá (operado em conjunto pela América Latina Logística, pelo Grupo Amaggi e pela multinacional Bunge). Leia mais



Empresários buscam apoio em Recife para o Porto Seco de Campina Grande



O governador em exercício Rômulo Gouveia, o deputado federal Romero Rodrigues, o secretário Executivo da Indústria e do Comércio, Marcos Procópio; representantes da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande, FIEP, CDL e empresários participam nesta segunda-feira, dia 26, às 15 horas, de audiência na Receita Federal situada em Recife, Pernambuco.
O objetivo é solicitar apoio dessa instituição com vistas a implantação do Porto Seco em Campina Grande, e a liberação da área destinada ao empreendimento. Segundo Romero é imprescindível o apoio da Receita Federal já que essa instituição trata de isenção tributária para o Porto Seco e contribuirá decisivamente para o empreendimento.
O deputado Romero Rodrigues cobrou através da Câmara dos Deputados, em Brasília, ao Governo Federal, para que seja firmado parcerias através de convênio com o Governo do Estado da Paraíba e a Prefeitura Municipal de Campina Grande no sentido de possibilitar a instalação de Porto Seco na cidade de Campina Grande.
O deputado destacou que “vimos solicitar em nome da população do município de Campina Grande/PB, pleitear a instalação de um Porto Seco, para recepção e redistribuição de cargas da região de Campina Grande, que acomodará em um só local o descarrego de distribuição de produtos procedentes de várias partes do país para abastecer o comércio e a indústria desta cidade e região, desafogando o pesado tráfego em áreas centrais da cidade”.
Lembrou que, quando deputado estadual lutou na Assembleia Legislativa da Paraíba reivindicando o envio de solicitação à Presidência da República, ao Governador do Estado, ao prefeito de Campina Grande e as direções da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, Associação Comercial e Câmaras de Dirigentes Lojistas da cidade, para a concretização do empreendimento, e agora como Deputado Federal reforço a nossa justa solicitação.
Romero afirmou que são investimentos necessários diante do crescimento da cidade. Campina Grande, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 385.213 habitantes, possuindo área territorial de 620,628 km². O município é conhecido pela pujança e pela criatividade de seu povo, aliado a isso, Campina Grande polariza uma região composta por mais de um milhão de habitantes e que congrega quase 60 municípios do chamado Compartimento da Borborema, cuja população se utiliza da excelência dos seus serviços.
Campina Grande possui também vocação comercial e industrial. É lá que está localizada uma das maiores unidades da Coteminas, maior indústria têxtil do país, e a unidade da Alpargatas responsável pelas Sandálias Havaianas, exportadas para todo o mundo, e grandes atacadistas de eletrodomésticos, estivas e cereais.
Ainda, a perspectiva de produção de petróleo no sertão da Paraíba, município de Sousa, coloca Campina Grande em posição de destaque para o acolhimento das empresas que irão se instalar com esse propósito. Equidistante dos principais grandes centros e capitais do Nordeste do Brasil, a localização de Campina Grande é privilegiada. Possui acesso por rodovias amplas e bem conservadas, além de um aeroporto que atende as necessidades básicas para o transporte de passageiros e cargas. Leia Matéria Completa

Arrecadação do estado de Pernambuco atingiu R$ 1.320 milhões



A arrecadação do estado de Pernambuco, das receitas federais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, atingiu o montante de R$ 1.320 milhões no mês de fevereiro de 2012, com crescimento nominal em relação ao mesmo mês do ano anterior de 18,2%.
Os pagamentos da consolidação de débitos do parcelamento instituído pela Lei 11.941/2009 contribuíram para o crescimento das outras receitas administradas atingir 106,4% em fevereiro de 2012.
A arrecadação do estado da Paraíba, das receitas federais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, atingiu o montante de R$ 288 milhões no mês de fevereiro de 2012, com crescimento nominal em relação ao mesmo mês do ano anterior de 2,9%.
A arrecadação do estado de Alagoas, das receitas federais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, atingiu o montante de R$ 236 milhões no mês de fevereiro de 2012, com crescimento nominal em relação ao mesmo mês do ano anterior de 14,8%.
A arrecadação do estado do Rio Grande do Norte, das receitas federais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, atingiu o montante de R$ 328 milhões no mês de fevereiro de 2012, com crescimento nominal em relação ao mesmo mês do ano anterior de 4,0%.

Pernambuco terá US$ 500 milhões do Banco Mundial para investimentos


Senado autoriza PE a receber verba do Banco Mundial em tempo recorde

O presidente do Senado, José Sarney, avisou pelo telefone ao governador Eduardo Campos, às 17h30 desta quarta-feira (28/03), que foi aprovada a mensagem 26/2012, que autoriza o Governo de Pernambuco a receber financiamento de 500 milhões de dólares para investimento no Estado.
A mensagem, assinada pelo presidente em exercício, Marco Maia e apoiada pelos três senadores pernambucanos, contatados pessoalmente pelo governador, teve tramitação extremamente rápida. Foram necessárias apenas 24h entre a leitura oficial, feita no plenário pela vice-presidente Marta Suplicy (PT-SP), e a aprovação em caráter terminativo.
Além dos parlamentares pernambucanos, muitos outros senadores ajudaram a agilizar a tramitação e a assegurar a aprovação. Entre os que mais atuaram, estão Armando Monteiro Neto, Humberto Costa, Jarbas Vasconcelos, Lídice da Mata (relatora), Antônio Carlos Valadares, Wellington Dias, Delcídio Amaral, entre outros.
A próxima etapa será a assinatura do contrato com o Banco Mundial em 10 de abril, em Washington. A operação, na modalidade DPL, disponibiliza os recursos para o estado com a única condição de serem utilizados em investimento, sendo vedado o uso no custeio de atividades administrativas.
No caso, o DPL de Pernambuco financiará a implantação das UPAs Especialidades, a rede de escolas técnicas e o programa Caminhos da Integração, que melhora a malha viária do estado com a recuperação de trechos deficientes e a implantação de novas rodovias.
Com informações do Governo de PÉ

terça-feira, 27 de março de 2012

Petrobras com a impressionante marca de 4 acidentes por dia na Bacia de Campos



A Petrobras teve 1.606 acidentes de trabalho em 2011 somente na Bacia de Campos, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Foram praticamente quatro ocorrências por dia.

De acordo com o sindicato, 119 trabalhadores morreram enquanto trabalhavam na Bacia de Campos desde 1998, sendo 85 terceirizados e 34 efetivos da Petrobras. Procurada pelo O GLOBO, a Petrobras alegou que trabalha preventivamente para que não ocorram acidentes e que investiu US$ 5,2 bilhões em segurança, meio ambiente e saúde no ano passado.

Nesta terça-feira, houve um caso de risco aos trabalhadores de plataformas de petróleo. Um incêndio causou o adernamento da plataforma de perfuração SS-39 (Alaskan Star) da empresa Queiroz Galvão Óleo e Gás, que presta serviço para a Petrobras. Mas nenhum dos 102 trabalhadores embarcados ficou ferido.

A falta de segurança para a operação de plataformas de petróleo também prejudicou o desempenho financeiro da companhia. Só em 2011, interdições de plataformas por problemas de segurança fizeram com que a empresa deixasse de ganhar US$ 116 milhões, segundo estimativas de Rodrigo Pimentel, técnico do Dieese.

A divulgação desses dados tem como objetivo reforçar as reivindicações do sindicato por maior investimento em segurança, já que nesta quinta-feira, dia 15 de março, faz 11 anos que morreram 11 petroleiros no naufrágio da P-36, na Bacia de Campos.

— Não aparecem nesse levantamento os acidentes que aconteceram e as empresas não registraram. É preciso investir mais na segurança do trabalhador — ressalta José Maria Rangel, coordenador-geral do Sindipetro-NF.

Leia mais: http://portalmaritimo.com/2012/03/15/petrobras-com-a-impressionante-marca-de-4-acidentes-por-dia-na-bacia-de-campos/

Deseja trabalhar em cruzeiros marítimos? Faça já seu curso CBSN e tenha sua certificação STCW



O Curso CBSN – Curso Básico de Segurança em Navio, popularmente conhecido como Curso STCW é um curso obrigatório em todo o mundo, para os tripulantes que desejam trabalhar a bordo de Navios de Passageiros. Este curso tem seu Plano definido pela I.M.O – International Maritime Organization, através da Convenção STCW 78, emendada 95, na sua Seção A-VI/1 e demais resoluções.

No Brasil o Curso STCW tem aplicação fiscalizada e regulamentada pela Autoridade Marítima Brasileira através da NORMAM 24, onde passa a ser definido como CBSN – Curso Básico de Segurança em Navio.

2) ONDE POSSO FAZER O CURSO CBSN (STCW) ?
Para realizar este curso, todo candidato deverá se inscrever em uma Escola de Ensino Profissional Marítimo, que seja credenciada junto a Autoridade Marítima Brasileira, pois a certificação expedida deverá ser homologada pela Capitania dos Portos que fiscaliza as atividades da empresa credenciada em sua região. Como medida de segurança para evitar enganos, é importante se informar junto a Autoridade Marítima Brasileira e confirmar se a empresa esta realmente credenciada (https://www.dpc.mar.mil.br/offshore/PASSAGEIROS.pdf), pois, caso a empresa não esteja legalmente credenciada, ou mesmo seu credenciamento estiver vencido, a certificação perderá a validade internacional, aliás, nem mesmo no Brasil terá validade e o tripulante em questão será desembarcado e obrigado a cumprir a certificação junto a uma empresa credenciada.

3) EU POSSO FAZER O CURSO CBSN (STCW) EM QUALQUER CENTRO DE TREINAMENTO CREDENCIADO PELA MARINHA, OU EU ESTOU OBRIGADO A FAZER AONDE A EMPRESA DE NAVEGAÇÃO OU AGÊNCIA DE RECRUTAMENTO ME INDICOU ?
Geralmente, quando o futuro tripulante e aprovado por uma Empresa de Navegação ou Agência de Recrutamento, as mesmas indicam um centro de treinamento que seja credenciada para esta modalidade de curso, porém, “esteja atento!!!” você não é obrigado a fazer o curso nesta empresa. Faça uma pesquisa de mercado junto a outros centros de treinamentos e escolha o melhor preço e condições de pagamento. Algumas agências tentam coibir o futuro tripulante, quando o mesmo busca a sua certificação em outro centro de credenciamento que não seja o indicado por elas, todavia, não de atenção a isto, pois quem determina a legalidade e aceitação da certificação é a Marinha do Brasil, ou seja, nenhuma empresa de navegação ou mesmo uma agência, podem questionar uma certificação homologada pela Autoridade Marítima Brasileira, pois neste caso estarão ferindo diretos constitucionais e da livre concorrência.

4) COMO FAÇO PARA ME INSCREVER NO CURSO CBSN(STCW) REALIZADO PELO GRUPO BERIT ?
As inscrições para o Curso CBSN(STCW) podem ser feitas previamente pelo site: www.grupoberit.com. No máximo em 02 dias úteis a secretaria do curso entrará em contato com o aluno pré-inscrito para orientá-lo quanto ao processo final de inscrição.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/03/26/deseja-trabalhar-em-cruzeiros-maritimos-faca-ja-seu-curso-cbsn-e-tenha-sua-certificacao-stcw/

Com o projeto Porto Sem Papel, Suape ganhará agilidade



O Porto de Suape começará um processo de informatização e interligação de plataformas para integrar as atividades de vários órgãos de fiscalização que autorizam a atracação, embarque e desembarque de navios. Chamado de Porto Sem Papel (PSP), o projeto está sendo implementado pela Secretaria Especial de Portos nos principais terminais do Brasil e deve diminuir a burocracia e o tempo de espera das embarcações para atracar.

“O conceito é de janela única. No caso da importação de uma mercadoria, por exemplo, o responsável pela carga vai precisar apresentar documentação a diversos órgãos, com prazos de análises e pareceres diferentes. Com o Porto Sem Papel, a documentação dará entrada num sistema interligado, que poderá ser acessado por todos os órgãos, dando agilidade ao processo”, explica Frederico Amâncio, vice-presidente do Porto de Suape.

A nova base de dados poderá ser acessada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela Marinha, pelo Ministério da Agricultura, pela Polícia Federal e pela Autoridade Portuária. Fred Amâncio explica que o processo é semelhante ao já existente em alguns poucos portos dos mais avançado do mundo, como Valência (Espanha) e Roterdã (Holanda).

“Não são muitos portos que usam um sistema integrado. A maioria dos países tem o sistema hoje utilizado no Brasil, de vários órgãos responsáveis pela fiscalização e liberação das embarcações. O que está sendo implementado pela Secretaria Especial de Portos é algo inovador, que vai colocar os portos brasileiros num nível de agilidade maior, diminuindo a burocracia”, considera Amâncio.

Os treinamentos para iniciar a implementação do Porto Sem Papel começam nesta segunda-feira (26/03) e seguirão por vários meses. Além de Suape, outros grandes portos do Brasil, a exemplo do Rio de Janeiro, também passarão pela integração de sistemas. O primeiro porto a implementar o Porto Sem Papel é o Porto de Santos, onde foi desenvolvido um projeto-piloto. Após Suape, o Porto do Recife também deve passar pelo mesmo procedimento.

Por Juliana Cavalcanti, da equipe do Diario

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20120326090417

Empresa vende vagas na Refinaria Abreu e Lima e dá o cano no pessoal



Um intermediário, até agora não identificado pelas autoridades, “vendeu” empregos nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, para trabalhadores no Maranhão e no Piauí. O problema é que, depois de pagar R$ 350 a título de agenciamento de emprego e pela viagem, quando as mais de 50 pessoas chegaram em Pernambuco não conseguiram vagas de trabalho e, a princípio, não teriam nem o valor investido reembolsado.

A responsável pelo agenciamento não foi identificada ainda, mas a briga foi parar, nesta terça-feira, no Ministério Público do Trabalho (MPT-PE). É que os empregos oferecidos eram no Consórcio Ipojuca, que toca parte das obras da refinaria, e a empresa de fato se envolveu na seletiva dos trabalhadores, embora não tenha contratado ninguém.

“Abandonei um emprego certo porque aqui eu ganharia mais. Queria ajudar minha família”, lamenta Charleson da Cruz Pereira, 30 anos. O pessoal que foi ao MPT ficou mais de uma semana no estado, com hospedagem e despesa paga pelo consórcio. Mas precisou reclamar para receber de volta os R$ 350. Eles querem ainda uma compensação pelo tempo à disposição do suposto contratante, em valores proporcionais ao salário.

Segundo os trabalhadores, outros dois ônibus cheios de gente de outros estados chegaram a Suape, mas foram proibidos de realizar o desembarque do pessoal.
A Petrobras assumiu a responsabilidade em se posicionar sobre o caso, mas ainda não respondeu.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/03/22/empresa-vende-vagas-na-refinaria-abreu-e-lima-e-da-o-cano-no-pessoal/

segunda-feira, 26 de março de 2012

Estaleiro Atlântico Sul renegocia prazos com a Transpetro



Os sócios do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) estão envolvidos em um intrincado jogo de xadrez que envolve dois movimentos simultâneos, vitais para a sobrevivência do negócio. Um deles é a entrada do novo sócio estratégico, após a saída da coreana Samsung, negociação que está mais avançada com as japonesas Mitsui, associada à IHI, e Mitsubishi. Dois outros grupos estão no páreo: um estaleiro polonês e outro de origem coreana. O segundo movimento passa pela renegociação do prazo – fixado até 2016 – de entrega dos 22 petroleiros encomendados pela Transpetro em um pacote de R$ 7 bilhões.

Apenas o João Cândido, o primeiro de um lote de dez navios tipo Suezmax encomendados por R$ 2,75 bilhões, tem atraso de um ano e meio. Teria que ter sido entregue em setembro de 2010, mas até hoje, depois de sucessivos adiamentos, continua no estaleiro. Agora, extra-oficialmente, comenta-se que poderá ser entregue no fim de abril. Estimativas de mercado indicam que o João Cândido não sairá por menos de R$ 350 milhões, aumento de 23% sobre a média do contrato original.

Antes de renegociar prazos de entrega dos navios, o EAS corre para fechar a entrada do novo sócio com de cerca de 33% do capital do estaleiro [a Samsung tinha 6%], o que na expectativa de uma fonte pode ocorrer o mais breve possível. Além dos japoneses, apontados como favoritos, correm por fora a polonesa Remontowa, com estaleiro em Gdansk e considerada uma dos líderes europeias em reparação de navios, e a coreana STX. O problema dos coreanos, como o caso da Samsung deixou claro, está na falta de disposição para repassar tecnologia para a construção das sete sondas de perfuração, outro dos contratos na carteira do EAS, este no valor de US$ 5,2 bilhões.

A renegociação que o EAS terá que fazer envolve dois pontos básicos: a multa prevista em contrato por atrasos e o encarecimento do financiamento bancário do projeto como consequência da demora na entrega dos navios. Uma fonte do setor disse ao Valor que o EAS pode tentar discutir com a Transpetro o não pagamento das multas, que costumam ser aplicadas depois da entrega do navio. O problema é que, conforme a multa, a Transpetro, pode decidir rescindir o contrato.
...

No setor, acredita-se que o EAS tem condições de fazer os navios em função da estrutura moderna que montou no complexo industrial de Suape (PE), com uma linha de montagem apta a processar 160 mil toneladas de aço por ano. Com isso, em tese, poderia fazer oito Suezmax por ano, considerando, em média, o uso de 20 mil toneladas por navio. Tem contratos para fazer 14 Suezmax e oito navios do tipo Aframax. Desse total, só quatro estão em construção efetiva.

A questão é saber se o estaleiro conseguirá resolver os problemas de gestão, produtividade e mão de obra que o levaram a essa situação crítica. O investimento enterrado no EAS já soma cerca de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão do BNDES e o restante dos sócios Camargo Corrêa e Queiróz Galvão, agora donos do EAS com 50% cada um.
...

O EAS enfrentou três problemas básicos na avaliação de uma fonte próxima de um dos sócios: instalação simultânea à construção do primeiro navio (uma exigência da Transpetro para conceder o contrato), formação de mão de obra – de 6 mil soldadores treinados, muitos com origem do setor canavieiro, apenas 2 mil mostraram aptidão, levando a uma forte queda na produtividade – e a parceria com a Samsung, mal costurada, o que demandou cinco meses para retirá-la do EAS.

Leia mais: http://portalmaritimo.com/2012/03/26/estaleiro-atlantico-sul-renegocia-prazos-com-a-transpetro/