sábado, 14 de maio de 2011

Hapag-Lloyd registra queda em movimentação


O tráfego de cargas da Hapag-Lloyd apresentou uma leve queda no primeiro trimestre de 2011, tendo sido registrada a movimentação de 273 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) contra 276 mil Teus registrados no mesmo período no ano passado.

Chegando a 265 mil Teus, por outro lado, o carregamento da América Latina teve alta de 6,5%. Já o volume das rotas do Oriente Médio também teve baixa, caindo de 284 mil Teus para 260 mil teus nos primeiros três meses do ano em 2010 e 2011, respectivamente. Enquanto isso, os carregamentos no Transpacífico cresceram para 238 mil Teus.

Com essa oscilação, a companhia registrou queda de US$ 31,8 milhões no lucro no primeiro trimestre. A companhia afirmou que está buscando novas taxas para este ano e que mais que dobrou o lucro com as operações, saindo de US$ 9,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado para US$ 23,2 milhões neste ano. A receita bruta cresceu 16,5%, chegando a US$ 2,1 bilhões.

A média da taxa de afretamento, por sua vez, cresceu 10%, indo para US$ 1.563 por Teu, enquanto o volume de cargas cresceu 2%, chegando a 1,2 milhão de Teus. "O aumento no preço do petróleo, o enfraquecimento do dólar e a competição crescente estão tornando o mercado mais difícil. Dadas essas condições, creio que nós alcançamos um bom resultado", disse o presidente da Hapag-Lloyd, Michael Behrendt.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pernambuco gera 136,6 mil novas vagas de trabalho, a maioria em serviços



O Nordeste foi o segundo maior gerador de empregos entre as cinco regiões do país no ano passado, com 588 mil novos postos de trabalho criados de janeiro e dezembro, revela a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2010, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No cenário regional, Pernambuco aparece com a criação de 136,6 mil novas vagas (23% das registradas na região), o que elevou o estoque de empregos formais do estado para 1,5 milhão em dezembro. Em relação a 2009, houve um incremento de 9,76% no nível de empregabilidade no estado.

O campeão em geração de oportunidades, tanto em escala nacional quando no estado, foi o setor de serviços - sozinho, o segmento respondeu por 51,9 mil novos postos em Pernambuco.

Em seguida, impulsionada sobretudo pelos empreendimentos de grande porte na área de Suape e aumento da densidade populacional nas regiões próximas ao complexo industrial, aparece a construção civil, com 37 mil novos postos. O comércio vem em terceiro lugar, com 24 mil novas oportunidades geradas em 2010.

Mas o salário médio pago no estado, de R$ 1.370,02, ainda é incompatível com a escalada que a economia de Pernambuco tem registrado nos últimos anos.

 De acordo com os dados do Ministério do Trabalho, Sergipe é o estado que paga melhor no Nordeste (R$ 1.579,19), seguido por Rio Grande do Norte (R$ 1.433,55) e Bahia (R$ 1.426,11). Atrás de Pernambuco, que ocupa o quarto lugar neste ranking, vêm Maranhão (R$ 1.341,33), Piauí (R$ 1.311,70), Paraíba (R$ 1.304,56), Alagoas (R$ 1.285,21) e, por fim, Ceará (R$ 1.228,94), “lanterninha” na lista nacional.

Homens ganham mais - O recorte local da última edição da Rais reforça o que já é histórico no Brasil: homens continuam ganhando mais do que mulheres. Em Pernambuco, os salários do público masculino passaram por uma valorização de 4,30% no embate 2010-2009, com média de R$ 1.408,78, ao passo que as mulheres tiveram um aumento de 2,01% no mesmo período. A remuneração das pernambucanas era de R$ 1.311,39 no último ano.

Em nível nacional, os dados mostram que houve crescimento de 7,28% na contratação de mulheres em 2010, em relação ao ano anterior. Entre os homens, houve aumento de 6,7%. A participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou de 41,4%, em 2009, para 41,6%, no ano passado.

Fonte: http://diariodepernambuco.com.br/economia/nota.asp?materia=20110511181048

Governo vai aumentar investimentos em portos

 
A Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) pretende aumentar os investimentos nos terminais portuários das cidades-sede da Copa de R$ 740 milhões para, aproximadamente, R$ 1 bilhão. De acordo com o diretor de revitalização e modernização portuária da SEP, Antônio Mauricio Ferreira Netto, a necessidade de revisão dos valores foi indicada por técnicos responsáveis pelos estudos preparatórios para o lançamento dos editais.
Ferreira Netto esteve presente na manhã desta quarta-feira, no Seminário de Turismo de Cruzeiros Marítimos no Brasil, realizado pelo Ministério do Turismo e pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) na CNT. Segundo ele, o aumento de investimentos vai realocar verbas da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento para as obras de infraestrutura da Copa de 2014.
 
A revisão dos valores deve ser fechada nos próximos meses. O Porto de Mucuripe, em Fortaleza (CE), é um dos que têm maior previsão de aumento. O orçamento de R$ 105,9 milhões passou para 181,5 milhões após os laudos técnicos. “Até o fim do mês deve sair o edital para esta obra. Estamos mudando algumas coisas para que o orçamento chegue a R$ 150 milhões”, confirmou Ferreira Netto.
Outras cidades que devem receber aumento de investimentos nos terminais são Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP) e Natal (RN). “Os conceitos norteadores do nosso trabalho é o desenvolvimento ordenado entre porto e município e as obras seguem esses preceitos”, afirmou.
Infraestrutura
 
Pautado pela expansão do mercado brasileiro de cruzeiros marítimos, que cresceu 38% na última temporada, o evento dá continuidade a um ciclo de pesquisas e encontros realizados pelo Ibrasi para detectar as demandas do setor. De acordo com o estudo “Mercado de cruzeiros Marítimos”, apresentado pelo diretor da Merco Chipping, Aluísio Sobreira, o crescimento da atividade gerou benefícios diretos para o país. Leia mais
 
 
 
 

Chineses chegam, interessados em infraestrutura




Chega hoje ao Brasil uma missão de 66 empresários e cinco autoridades chineses para conhecer alternativas de negócios de infraestrutura no Brasil. A missão antecede a chegada, em Brasília, do ministro do Comércio da China, Chen Deming, que discutirá com os ministérios do Desenvolvimento e de Relações Exteriores medidas para aumentar o valor agregado das exportações do Brasil ao mercado chinês. O governo brasileiro quer atrair a China para projetos de cooperação em tecnologias "verdes" e produção de automóveis bicombustível de alto padrão.

"Os chineses estão interessados, e o que mostramos é a necessidade de serem parceiros das empresas brasileiras, segundo as regras locais", comentou, ao Valor, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, que se reúne com a missão chinesa hoje, em São Paulo. Cerca de 40% da missão chinesa é de executivos da área de infraestrutura, percentual que sobe a 60% se somados os empresários do setor de energia. Outros 20% têm interesse em projetos de inovação e 10% estão de olho no agronegócio brasileiro.

"Faltam recursos para nós, queremos parceiras, não só com os chineses", diz Andrade, para quem a falta de crédito de longo prazo torna indispensável a participação de sócios estrangeiros nos projetos de infraestrutura esperados para o Brasil. Entre os projetos que devem ser apresentados aos chineses hoje e na segunda estão as obras de saneamento, os aeroportos que serão oferecidos em concessão, o metrô de Belo Horizonte, e empreendimentos necessários à Copa do Mundo de futebol e à Olimpíada.

A vinda dos chineses é uma preparação para a reunião da comissão de alto nível Brasil-China, no segundo semestre, que deve apontar os rumos para a chamada "aliança estratégica" entre os dois países. É vista pela diplomacia brasileira uma demonstração de boa vontade dos chineses, e foi decidida durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China, em maio.

As autoridades brasileiras pretendem aproveitar a vinda de Chen Deming para tentar avançar as ofertas anunciadas pelo governo asiático durante a visita de Dilma a Pequim, como a liberação de importações de carne de porco, aberta, a princípio, somente a três frigoríficos em diversas regiões do Brasil. Os brasileiros esperam também que Deming traga sugestões da China sobre projetos de inovação que podem atrair investimentos chineses para produção no mercado brasileiro.

Fonte: Valor Econômico/Sergio Leo | De Brasília

 

Industriais pernambucanos avaliam cenário positivo para os próximos seis meses




O empresariado pernambucano da indústria de transformação e extrativa mineral tem se mantido otimista quanto aos negócios para os próximos meses.

De acordo com a Sondagem Industrial, realizada pela Unidade de Pesquisas Técnicas da Fiepe, os empresários do Estado acreditam que a demanda por produtos, compras de matérias-primas, exportações e número de empregados se manterão em patamares positivos.

A expectativa relativa à demanda por produtos, para os próximos seis meses, foi o indicador com melhor resultado, alcançando a marca de 65,4 pontos, no mês de Março/11. O indicador de compras de matéria-prima teve também desempenho positivo: 63,2 pontos. Segundo a metodologia da pesquisa, os resultados acima de 50 pontos são considerados satisfatórios.

Quanto ao nível de atividade, que avalia o desempenho das indústrias, o indicador de produção alcançou 53,4 pontos, portanto, avaliação considerada satisfatória, já que superou em 3,4 pontos a medida da estabilidade. Confira a pesquisa completa em anexo.

Fonte: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias

Fila para descarregar no Porto de Paranaguá chega a 42 km

A fila de espera para descarregar no Porto de Paranaguá, no Paraná, passou dos 42 quilômetros e chegou a Curitiba. Os caminhões estão no acostamento de duas rodovias.
A assessoria do porto informou que o trabalho para descarregar ficou mais lento porque falta espaço nos armazéns. Outra questão é um terminal privado com capacidade para 100 mil toneladas de grãos que está fechado por causa de problemas alfandegários com a receita federal.
 Só em abril, o volume de soja que passou pelo porto, chegou a um milhão de toneladas, aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. Desde 2004 o porto não registrava um volume tão grande de embarques em um só mês.

Brasil restringe entrada de carros da Argentina



Depois de várias tentativas de acordo, o governo brasileiro decidiu retaliar a Argentina, como reação à retenção de mercadorias brasileiras nas alfândegas do país vizinho. Desde terça-feira, autopeças e carros prontos estão sujeitos a licenciamento não automático para entrar no Brasil.

A barreira foi colocada para atingir a Argentina, mas, como tem formato de salvaguarda, vale para todos os países que vendem ao Brasil - caso contrário, pode ser considerada discriminatória pelas leis internacionais. A medida impõe custos aos importadores e torna menos atraente a compra no exterior.

Como foi tirada a licença automática, o desembaraço das mercadorias, que era imediato ao chegar aos portos, pode durar até 60 dias. A medida ataca 39% das exportações argentinas para o mercado brasileiro.

Como efeito colateral, o Brasil poderá frear as crescentes importações de carros, inclusive da China. "A Argentina vive um período pré-eleitoral, e a leitura que se faz é que o governo passou a barrar os produtos brasileiros para tentar atenuar a fragilidade econômica da indústria local. Com essa medida, o governo Dilma dá um sinal de mudança de tom", afirmou outro executivo do setor.

O ministro do Mdic, Fernando Pimentel, disse que as medidas adotadas pelo governo brasileiro em contrapartida às barreiras criadas pelo governo argentino aos produtos brasileiros não podem ser interpretadas como retaliação.

Estão usando o termo errado. Retaliação é coisa complicada de fazer, por enquanto estamos só monitorando. As medidas adotadas nas alfândegas foram tomadas contra outros países além da Argentina, como o México e a Coreia.

Brasil e Argentina vivem seu pior momento, após anos de trégua. Na semana passada, com as queixas crescentes dos empresários nacionais, o governo brasileiro decidiu responder na mesma moeda as medidas unilaterais do país vizinho, principal parceiro de Mercosul.

 A imposição de dificuldades para o ingresso e a comercialização de produtos argentinos no mercado brasileiro era a primeira retaliação da lista e se concretizou com a aplicação da salvaguarda contra automóveis. Mas constam ainda no cardápio a suspensão de negociações sobre investimentos brasileiros no país vizinho e até recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fonte: http://diariodepernambuco.com.br/economia/nota.asp?materia=20110512174900

PE segue ritmo nacional com crescimento de 1,3%



Pernambuco registrou, em março deste ano, um aumento de 1,3% no volume de vendas do comércio varejista, em relação ao mesmo período do ano passado, e crescimento de 0,1% em comparação com fevereiro de 2011.

Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo apresentando dados positivos, a pesquisa mostrou que o Estado vem acompanhando a tendência nacional de desaceleração do crescimento do setor. Segundo o estudo, no último trimestre de 2010, o aumento no volume de vendas do comércio varejista foi de 10,5%, contra 5,9% do verificado no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com o economista da Coordenação de Serviços de Comércio do IBGE, Reinaldo Pereira, Pernambuco apresentou número positivo de volume de vendas, o que não significa que todos essas atividades tiveram crescimento.

Das oito atividades pesquisadas no item comércio varejista, apenas três apresentaram variações positivas em março de 2011, considerando o mesmo período do ano passado. Foram eles: móveis e eletrodomésticos (aumento de 26,3%), combustíveis e lubrificantes (16,7%) e tecido, vestuário e calçados (1,7%)”, pontuou.

As demais, ainda segundo ele, apresentaram quedas, com destaque para equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (22,6%) e hipermercados e supermercados (8,0%). “Os números demonstram que Pernambuco e o Brasil estão vivendo um momento econômico distinto do verificado em março do ano passado.

 Algumas realidades, como a influência da inflação, não existia, além das medidas macroeconômicas do Governo, que podem estar influenciando diretamente nessa desaceleração”, afirmou.

Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/637142?task=view

CMA CGM negocia venda de parte do Malta Freeport



A CMA CGM confirmou esta semana que está em negociação para vender uma parcela do Malta Freeport, como parte de uma reestruturação financeira já acordada com os credores em janeiro deste ano.

A companhia francesa não nomeou potenciais compradores, mas especulações do setor dão conta de que a AP Moller-Maersk seria a empresa mais interessada em comprar parte do terminal. A APM Terminals, divisão de portos da Maersk, afirmou que especulações não seriam comentadas.

Em declaração, a CMA CGM enfatizou: "Confirmamos que o Grupo CMA CGM, que tem operado o terminal de contêineres Malta Freeport desde outubro de 2004, está estudando a possibilidade de abril capital concessionário para investidores (49%). Ainda não chegamos a um acordo final".

Com a CMA CGM sendo o principal consumidor do Malta Freeport, hub-chave no Mediterrâneo, qualquer valorização irá depender de sua disposição para continuar usando o complexo.

Os dados mais recentes mostram que o Malta Freeport movimentou cerca de 1,2 milhão de Teus no último ano, sendo que mais da metade deles foi transportada pelos navios da CMA CGM. Até o advento das sanções da União Européia, no último ano, a Iran Shipping Lines também era um importante usuário do complexo, responsável por cerca de 10% dos carregamentos.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/nota.php?id=4975&gmn=1


 

Canadá quer mais presença em PE

A embaixada canadense no Brasil quer aumentar a demanda de trabalho da equipe em Pernambuco. A ideia é fechar parcerias entre os países para os setores de tecnologia, além de petróleo e gás.



No seminário “Doing business with Canada”, realizado ontem pelo escritório comercial do Governo do Canadá no Recife, foram apresentadas as vantagens dos possíveis negócios entre empresas do Canadá e, em especial, do Nordeste brasileiro. A ênfase das apresentações foi dada aos setores de petróleo e gás, TecnoIogia da Informação (TI), indústria naval e offshore e ciência e tecnologia.

O embaixador do Canadá no Brasil, Jamal Khokhar, abriu as apresentações e já adiantou o potencial e o interesse da parceria na área de ciência e tecnologia. “A cultura canadense é de investimento forte em pesquisa, principalmente nas universidades.

 O Brasil é o nosso terceiro parceiro nisso e muito mais pode ser feito. Empresas que quiserem pesquisar em território canadense terão nosso apoio, inclusive em financiamentos para viabilização dos projetos”, garantiu. “Nossa economia é favorável. Sistema bancário seguro, baixo índice de inflação e de juros também são pontos positivos nossos”, completou.

O governador Eduardo Campos recebeu o embaixador no Palácio do Campo das Princesas com o objetivo de estreitar os laços e interesses político-econômicos, especialmente no que diz respeito às áreas de petróleo, gás e energia eólica. “Acho que essa é uma ação que pode mudar o patamar da relação entre Pernambuco e Canadá”, disse Campos.

Quando se trata do setor, o Canadá assegura que o país movimentou, no ano passado, cerca de 1,5 trilhão de dólares canadenses (R$ 2,6 trilhões) e injetou 22 milhões de dólares canadenses (R$ 37 milhões) na economia local.

Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/637137?task=view

terça-feira, 10 de maio de 2011

Portuária PE X Hemope



O Portuária PE vem solicitar a todos os seguidores, colaboradores, visitantes e a toda comunidade Portuária do Estado de Pernambuco para que se atentem a uma necessidade publica em nosso estado.

O Hemope está com seus estoques de sangue baixissimos, precisando urgentemente de doadores, principampalmente de fator RH - (negativo).

Quem tem entre 18 e 65 anos, pesa mais de 50 quilos e tem boa saúde pode doar e ajudar a reverter essa situação.

O atendimento é feito de segunda a sábado, das 7h15 às 18h30. Outras informações podem ser obtidas gratuitamente, ligando para o telefone 0800.081.1535.

O Portuária PE agradece desde já a atenção e a colaboração de todos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Portos estão na rota do tráfico



A Polícia Federal (PF) vai investigar o uso do Complexo Portuário de Itajaí como rota do tráfico internacional de drogas. Uma quadrilha, desmantelada quinta-feira, pode ter usado os terminais locais para embarcar o entorpecente para a Europa, onde era vendido.

A organização criminosa, comandada por sérvios, foi alvo de uma operação que recebeu o nome de Niva, iniciada dois anos atrás. Durante esse período, foram apreendidos 620 quilos de cocaína e R$ 2 milhões.

Ao todo, 47 pessoas foram presas desde o início das investigações. Quinta-feira, a PF cumpriu 60 mandados judiciais. Foram 28 de busca e apreensão e 32 de prisão temporária em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Amazonas, Pará e Rondônia. A maioria dos suspeitos é da Sérvia.

O líder do grupo seria Goran Nesic, preso em Bauru (SP). A quadrilha transportava para a Europa cocaína vinda da Bolívia em navios de carga ou de cruzeiros, que saíam de portos brasileiros. Tripulantes contratados no Exterior recebiam entre 25 e 30 quilos de cocaína, e levavam a droga escondida para os navios.

A rede de tráfico também embarcava a cocaína usando a tática conhecida como “pescaria”. A droga era transportada em lanchas até as área onde os navios são ancorados antes de atracarem no porto. Dali, os tripulantes “pescavam” o entorpecente. Assim, eram transportados em um único navio entre 100 e 200 quilos da droga.

Levantamento aponta portos de Santos e Rio Grande

O levantamento feito pela PF aponta que o transporte da droga era feito via portos de Santos (SP), Rio Grande (RS) e outros do Nordeste, mas o Complexo Portuário de Itajaí também pode estar na lista. O delegado da PF em Santa Catarina, Hildo Rosa, explica que a quadrilha usava o mesmo modo de operação de um outro grupo de sérvios, descoberto no ano passado, que usava portos catarinenses para o transporte da droga.

– Considerando que as quadrilhas operavam da mesma maneira, usando a atividade portuária, é provável que portos em Santa Catarina também tenham sido usados – disse o delegado, que citou o Complexo de Itajaí como possível rota dos criminosos, o que será investigado.

O superintendente do Complexo Portuário, Antônio Ayres dos Santos, disse que não sabia da possibilidade da área ter sido usada como rota da quadrilha presa esta semana. Segundo ele, o porto recebe as cargas que são encaminhadas por despachantes aduaneiros, e não abre os contêineres:

– Se existe uma suspeita, quem faz a verificação é a Polícia Federal ou a Receita Federal.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Porto: algumas soluções



O crescimento acentuado das exportações nos últimos dez anos e também das importações depois da crise internacional de 2008 deixou à mostra o que já se sabia de maneira velada: as deficiências da infraestrutura portuária do País e, especialmente, do Porto de Santos, responsável por 32% do comércio exterior brasileiro, segundo informação recente do seu Conselho de Autoridade Portuária (CAP).

Mesmo que a economia brasileira não consiga neste ano repetir a performance do ano passado, quando cresceu 7,5%, a perspectiva é que as deficiências portuárias sejam cada vez maiores, até porque que a movimentação de contêineres, por exemplo, teve um aumento de 47% em 2010 e continua a crescer. 

Segundo dados do Centro Nacional de Navegação (Centronave), nos últimos dez anos, o volume total de contêineres (exportação/importação) aumentou 215%. Já o Porto de Santos teve um insignificante crescimento de 6% na parte acostável de atracação e de 49% na área alfandegada.

O resultado disso são terminais congestionados , que comprometem as operações de todas as empresas envolvidas no comércio exterior. Sem contar que, de abril a outubro, o Porto fica comprometido com o escoamento da safra de grãos e, principalmente, com a de açúcar, que é feita ainda de maneira arcaica, com ampla utilização de mão de obra.

Em conseqüência, o ritmo operacional cai, os navios começam a fazer fila na barra e os caminhões entopem as rodovias e as vias de acesso ao cais.

Ao mesmo tempo, o sistema Porto 24 horas ainda não foi implementado de maneira efetiva, funcionando à meia boca. Até porque a Receita Federal ainda não aderiu ao conceito, deixando de trabalhar com turnos maiores para facilitar a liberação de cargas.

É certo que os principais terminais já estão trabalhando com o sistema de agendamento online de cargas, instrumento fundamental para a melhoria do fluxo rodoviário, mas é preciso reconhecer que são poucos os usuários que utilizam processos logísticos modernos. Além disso, muitos usuários, para evitar gastos com horas-extras, deixam de utilizar os terminais aos sábados, domingos e feriados.

Por outro lado, nos dias de semana, muitos caminhões chegam ao Porto sem avisar. Como faltam estacionamentos, o resultado óbvio é a formação de grandes filas de espera e muitos transtornos, que são repassados para toda a cadeia de operadores logísticos. Para piorar, a Codesp ainda não entregou o programa de agendamento eletrônico para a operação de contêineres prometido para março.

A longo prazo, está clara a necessidade de o Porto ter duplicada em uma década a sua capacidade operacional, aumentando especialmente o número de armazéns alfandegados na retroárea. Isso, porém, só será possível se o governo federal facilitar ou estimular a construção de novas áreas e armazéns, especialmente na área continental. Como se vê, ainda há muito caminho a percorrer.

* Por Milton Lourenço: diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC) e presidente da Fiorde Logística Internacional.

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/porto

Drewry e Cleartrade lançam índice de contêiner

WCI cobrirá preços individuais do mercado na maior parte dos trades.



A inglesa Drewry e a cingapuriana Cleartrade Exchange lançaram recentemente um índice de contêineres para ser usado tanto por participantes físicos do mercado quanto por derivativos para administrar os riscos da taxa de afretamento. O Índice de Contêiner Mundial (World Container Index), que será publicado toda quinta-feira, cobrirá os preços individuais do mercado na maior parte dos trades marítimos de contêineres.

Inicialmente, preços de 11 rotas individuais e uma composição de índices serão reportados a cada semana, cobrindo os dois sentidos entre Ásia, América do Norte e Europa. Os dados do índice serão gerados pela Drewry com base em múltiplas fontes do mercado, incluindo transportadoras e intermediários, e serão publicados no WCI marketing Service, uma joint venture de ro-ro formada com a Cleartrade Exchange.

A Drewry e a Cleartrade acreditam que os novos índices de preços do mercado suprirão uma lacuna da indústria, oferecendo um panorama geográfico, bem como a inclusão de rotas de reboque. De acordo com o diretor Administrativo da Cleartrade, Richard Baker, a ação é importante para o setor: "Esse é um grande passo para o mercado de afretamentos derivativos de contêineres e dará uma base robusta aos índices dos trades refletindo um volume físico substancial. Estimamos que o volume físico em 2010 nessas 11 rotas foi de 37 milhões de Teus movimentados", afirmou.

A Associação de Afretamento de Derivativos de Contêiner (Container Freight Derivatives Association) aprovou a iniciativa. O presidente da associação, Brian Nixon, afirmou que os novos índices dão mais equilíbrio ao mercado: "A associação vê os novos índices como sendo justos, confiantes e transparentes. O desenvolvimento deles pela WCI deve trazer mais negócios e estratégias junto com um aumento na liquidez dos participantes do mercado", disse.

O diretor de linhas marítimas e supply chains da Drewry, Philip Damas, afirmou que a volatilidade do setor fez necessária a criação dos novos índices: "A extrema volatilidade do mercado nos últimos três anos e a fraqueza do sistema de contratos anuais elucidou a necessidade de taxas com maior previsibilidade para as linhas de contêineres", atentou.
 

Café rende US$ 1 bilhão a mais ao País



O Brasil lucrou, no primeiro quadrimestre deste ano,US$ 1 bilhão a mais com exportações de café do que no mesmo período do ano passado. No total, foram enviados ao exterior US$ 2,5 bilhões do produto, um aumentode 66,6% em relação ao ano anterior. De cada cinco sacas de café vendidas pelo País, quatro embarcaram no Porto de Santos.

As informações constam no balanço divulgado ontem pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Partiram do complexo santista, no primeiro quadrimestre, 8,6 milhões de sacas de 60 quilos do produto. O montante é 16,2% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando 7,4 milhões de sacas foram exportadas por Santos.

Do total embarcado pelo cais santista, 7,7 milhões de sacas compreendem o chamado café verde, que é a soma das qualidades robusta, arábica e torrado. Outras 911.740 sacas exportadas são do tipo solúvel.

As exportações de todo o País somam 10,9 milhões de sacarias. Dessas, 9,9 milhões representam as vendas do café verde e 1 milhão sacas de 60 quilos representam a forma solúvel do café.
Segundo o balanço do Cecafé, as maiores compras ficaram com os Estados Unidos,que importaram 2,1 milhões de sacas, o equivalente a 20% do total. A Alemanha comprou pouco mais de 2 milhões de sacas, cerca de 18% e a Itália adquiriu 1 milhão de sacas, ou cerca de 10% do total.

Além do Porto de Santos, que exportou 79,1% do total, os portos de Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ) foram os outros responsáveis pelos embarques. O porto capixaba escoou 1,3 milhão de sacas, 12,7% do total. Já o porto carioca respondeu por 6% do total, com 661.410 embarques. Leia mais


Fonte: http://www.atribuna.com.br/noticias


As 10 transnacionais secretas que controlam as matérias primas


Como é possível que no século 21 ainda existam empresas "secretas" e/ou piratas, que se dão ao luxo de não ter ações nas bolsas de valores, mas que gozam de todas as vantagens do "livre mercado", incluindo operações suspeitas em paraísos fiscais. Pode manter-se "secreta" a atividade dessas dez transnacionais "gigantes" que controlam os alimentos e a energia, usados como "armas de destruição maciça" contra a maioria do gênero humano? O jornal The Daily Telegraph revelou a identidade oculta das principais 10 transacionadoras globais de petróleo e matérias primas. O artigo é de Alfredo Jalife-Rahme.


Antecedentes: Zheng Fengtian, professor da Escola de Economia Agrária da Universidade Renmin, na China (Global Times, 13/4/11), fustiga "o monopólio dos cereais que o Ocidente exerce" e a "manipulação deliberada dos preços pelos especuladores internacionais" graças à desregulação de que gozam em Wall Street e na City, assim como nos paraísos fiscais (nomeadamente a Suíça): "não podemos depender apenas dos Estados Unidos (EUA) para resolver a crise alimentar global" nem das "quatro (sic) gigantes (sic) transnacionais".

Não especifica quais, mas os leitores podem consultar os meus artigos sobre o "cartel anglo-saxão da guerra alimentar" e o seu "meganegócio" (Radar Geopolítico; Contralínea, 30/1/11). Fengtian adota a velha tese de Bajo la Lupa sobre a "guerra alimentar" que trava Washington para submeter o mundo: "no passado (sic), os EUA aproveitaram as vantagens do seu papel dominante no mercado global de alimentos para adotá-los como arma (¡supersic!) política".

Atos: O mundo anglo-saxão cacareja vaziamente sobre a transparência e a prestação de contas, enquanto oculta simultaneamente as suas "10 gigantes (sic) transnacionais secretas (¡supersic!)" que "controlam a comercialização dos hidrocarbonetos e das matérias primas", segundo The Daily Telegraph (15/4/11). Como se não bastassem as depredadoras transnacionais (BP, Tepco, Schlumberger/Transocean, etc.) que estabelecem suas cotações desapiedadamente na bolsa!

Para além dos tenebrosos grupos da plutocracia – como o grupo texano Carlyle (ligado ao nepotismo dos Bush) e o inimputável Blackstone Group (controlado por Peter G. Petersen e Stephen A. Schwarzman, cujas façanhas remontam ao macabro recebimento dos seguros das Torres Gémeas do 11/9) – The Daily Telegraph revela a identidade oculta das "principais 10 transacionadoras globais de petróleo e matérias primas": Veja quais são as empresas


domingo, 8 de maio de 2011

Recintos e Terminais Alfandegados bem explicados



Alfandegar é o ato de tornar área delimitada sob absoluto controle aduaneiro. A Portaria MF n 2.438/10 assim dispõe sobre esta conceituação:

Art. 2º Entende-se por alfandegamento a autorização, por parte da administração aduaneira, para estacionamento ou trânsito de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados, embarque, desembarque ou trânsito de viajantes procedentes do exterior ou a ele destinados, movimentação, armazenagem e submissão a despacho aduaneiro de mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime aduaneiro especial, bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados e remessas postais internacionais, nos locais e recintos onde tais atividades ocorram sob controle aduaneiro.

A legislação aduaneira por vezes usa tres expressões para a áraea que pode ser alfandegada: locais, recintos ou terminais.

Conceitos de recintos alfandegados
O conceito de recinto é genérico, pois abrange os locais alfandegados de zona primária e de zona secundária. Estão divididos entre os que se localizam na zona primária (portos, aeroportos e pontos de fronteira) e os que se localizam na zona secundária. Estes últimos foram denominados terminais alfandegados.

É o que nos ensina o art. 9º do Regulamento Aduaneiro (dec. 6.759/09):
Art. 9o Os recintos alfandegados serão assim declarados pela autoridade aduaneira competente, na zona primária ou na zona secundária, a fim de que neles possam ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de:
I - mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime aduaneiro especial;
II - bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados; e
III - remessas postais internacionais.
Parágrafo único. Poderão ainda ser alfandegados, em zona primária, recintos destinados à instalação de lojas francas.

Conceitos de terminais alfandegados
Os terminais alfandegados são áreas situadas na zona secundária destinadas ao recebimento de carga de importação ou de exportação controladas pela Alfândega. Portanto devem ser dotadas de áreas para armazenagem, páteo de cotaieres, perfeito controle de entrada e saída da carga e local para os serviços aduaneiros. O acesso da carga a esses terminais é feito através do regime de trânsito aduaneiro. Leia mais sobre este assunto


Logística necessita de crescimento ordenado

Números divulgados pelo governo federal apontam que o Brasil está em crescimento ascendente. Em 2010 esse número chegou a 8%, deixando o país atrás apenas da China. Esses dados devem ser comemorados, porém eles também revelam que o Brasil ainda precisa de muitos investimentos para manter esse índice e até mesmo aumentá-lo.

Para que o país possa continuar nesta ascensão sem sustos, apagões ou nervosismo é necessário que o Governo Federal incentive as empresas e injete novas opções no mercado. O país está às vésperas de ser sede da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016; oportunidades de crescimento não irão faltar.

Por este motivo, a preocupação dos empresários do setor é justamente pleitear uma infraestrutura avançada, com investimentos direcionados aos setores logísticos que mais necessitam de investimentos neste momento.

Esta preocupação tem motivo. O novo governo trabalha esse ano com uma perspectiva de um crescimento em torno de 5%. Para alcançar novamente a expressiva marca de 8%, seriam necessários investimentos da ordem de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.



Além do investimento maciço por parte da economia do país, os empresários do setor logístico ainda esperam a finalização do PAC 1 e 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), que injetariam em torno de R$ 20 bilhões em melhorias para o setor – sem contar as obras já realizadas.

Uma das regiões onde mais se concentra investimentos logísticos é a de Jundiaí. Um dos fatores que elevam a cidade a essa categoria é sua estrutura logística, já que fica próxima de São Paulo e Campinas; além de oferecer acesso facilitado a duas das mais importantes rodovias do país, Anhanguera e Bandeirantes e com interligação ao trecho sul do Rodoanel.

 Também está próxima aos aeroportos de Viracopos, Cumbica e Guarulhos, além de acesso facilitado a uma extensa malha ferroviária e ao Porto de Santos.

A troca de experiências no setor e o conhecimento das inúmeras novidades ajudam a manter esse mercado em pleno aquecimento. É por isso que a Feira Internacional Logística.2011 chega a sua segunda edição.

Realizada pela Adelson Eventos, a primeira edição da Logística.2010 foi no mês de junho mostrando-se um sucesso, atraindo um público de 10 mil visitantes e gerando negócios.

Em seu segundo ano, a Logística.2011 terá 4 dias de evento. A feira ocorrerá nos dias 14, 15, 16 e 17 de junho de 2011, no Parque da Uva, em Jundiaí, São Paulo.

Nesta feira, os empresários do setor de logística poderão trocar experiências, participar de um intenso networking, além de assistir a palestras, participar de um congresso e da rodada de negócios.

Serão aproximadamente 100 expositores em um espaço de quase 53 mil m², divididos em uma área externa e mais 3 pavilhões cobertos, sendo esperado um público de 12 mil pessoas ligadas ao setor e a indústria prestigiando a Feira Internacional Logística.2011.

O objetivo do evento é atrair investidores, empresários e profissionais da área de logística que queiram conhecer as novas tecnologias, as novidades do setor e consequentemente a geração de negócios.

Porto de Paranaguá receberá navios de maior calado


Autorização da Capitania dos Portos pode aumentar a movimentação de granéis em até meio milhão de toneladas ao ano

A Capitania dos Portos do Paraná acaba de autorizar a operação de navios de maior calado nos três berços de atracação do corredor de exportação do Porto de Paranaguá. Com isso, os navios de soja, milho e farelo de soja que atracam no corredor poderão carregar até duas mil toneladas a mais de carga por embarcação, barateando o custo das operações no porto, além de proporcionar maior competitividade aos produtos brasileiros no mercado externo.

A medida pode gerar um acréscimo de até meio milhão de toneladas por ano na movimentação de granéis no Porto de Paranaguá. “A realização da dragagem de manutenção dos berços de atracação permitiu que pudéssemos conquistar o aumento da capacidade do corredor de exportação. Movimentar mais cargas significa obter mais ganhos em toda a cadeia logística e torna o Porto de Paranaguá mais competitivo”, diz Airton Vidal Maron, superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina.

Com a realização da dragagem em fevereiro deste ano, a profundidade de 12,3 metros dos berços foi restabelecida. Em alguns pontos, o assoreamento chegava a três metros por conta da ausência de dragagem nos últimos seis anos. O custo da obra foi de R$ 2,5 milhões, pagos com recursos do caixa da Associação dos Portos do Paraná (Appa).

Comércio internacional bate recorde e estimula empresas de logística


O comércio exterior brasileiro superou, pela primeira vez na história, a marca dos US$ 400 bilhões no acumulado de doze meses. Entre abril de 2010 e março de 2011, a corrente de comércio brasileira (soma das exportações e importações) alcançou US$ 405,3 bilhões. Acompanhando a tendência do mercado internacional, algumas empresas de logística, procuram também ser levadas pelos bons ventos do setor.

Com crescimento médio de 30% ao ano, a operadora logística Bracenter, que atua no trânsito aduaneiro pelas cidades de Canoas/RS, Rio Grande/RS, Itajaí/SC, Curitiba/PR, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Vitória/ES, Paranaguá/PR e Belo Horizonte/MG, apostou na carga fracionada e também superou seus próprios recordes: em 2010, importou mais de 10.200 TEUS e exportou mais de seis mil TEUS.

“Atento ao crescimento acelerado do comércio exterior, investimos em equipamentos de movimentação, informatização e verticalização de nossos armazéns, assim crescemos com as operações de cargas LCL, nossa especialidade”, analisa Fernando Komar, diretor da Bracenter. A empresa, desde 2004 com terminal na cidade sede do maior porto da América Latina, o Porto de Santos, dedicou-se a atender os Freight Forwarders e os NVOCCs, responsáveis pelo agenciamento e consolidação no transporte marítimo, oferecendo soluções de armazenagem e trucking para este extenso nicho de mercado.

Atualmente, a carga fracionada tem grande importância no comércio internacional, quando as empresas optam por não manter estoques e ativam um fluxo contínuo de cargas em movimento, em menores volumes. Nesta cadeia logística a Bracenter atua, movimentando um mix de commoditties, com foco em garantir as melhores freqüências, prazos e custos para os NVOCCs e Freight Forwarders.

Para a armazenagem, a Bracenter possui área em região perimetral ao Porto de Santos, com mais de 27 mil metros quadrados para operações de importação, além de estrutura habilitada como REDEX (Recinto Especial de Despacho Aduaneiro para Exportação) com mais de 10 mil metros quadrados de área. No transporte rodoviário, atua com o serviço de trucking, com rotas fixas de trânsito aduaneiro, com saídas programadas para coleta e entrega, com transit-time garantido, atendendo o mercado de transporte de cargas fracionadas, para que as mercadorias sejam embarcadas ou desembarcadas no Porto.

“A cada ano, agregamos conhecimento às nossas operações. No transporte, fazemos a otimização cúbica dos veículos e total gerenciamento de risco. Na armazenagem, liquidamos o controle de avarias. Não queremos competir com o movimento de grandes volumes de carga, mas sim com aquela que precisa ser manipulada com cuidado, qualidade e pontualidade”, comenta o diretor.

Por: Redação Cais do Porto, com informações da Fire Mídia Comunicação