quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Cabotagem e seus desafios



Num país em que a costa acompanha cerca de 50% do perímetro territorial, a cabotagem deveria desempenhar um papel fundamental na economia. Mas não é assim. Ainda que venha crescendo ao redor de 20% ao ano, a sua participação na matriz de transporte é incipiente, praticamente limitada ao transporte de produtos agrícolas, especialmente orgânicos.

Em números, essa participação, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), é equivalente a 11,24% da matriz de transporte brasileira. Se se acrescentar a navegação interior, que está reduzida a míseros 1,76%, o modal aquaviário fica com 13% do total do transporte de cargas. Como se sabe, o transporte de cargas ainda é feito majoritariamente por rodovia.

Não é de hoje que a cabotagem é apontada como um mercado em potencial, mas os obstáculos para o seu desenvolvimento são muitos. Entre esses entraves, está a falta de capacidade operacional em terminais aliada a uma burocracia inadmissível para a movimentação de cargas no próprio território nacional.

Para que o modal se torne viável – e alcance a participação de 29% na matriz de transporte em 2025, conforme previsão que consta do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), do Ministério dos Transportes -, há necessidade de muitos investimentos em infraestrutura, especialmente com a construção de eclusas nas principais hidrovias e sua interligação com os portos.

Outro problema que a cabotagem enfrenta são os altos custos com combustível que acabam sendo repassados para os fretes e, obviamente, encarecem os produtos. Ao contrário do modal rodoviário, que é favorecido pelo incentivo fiscal destinado ao diesel, o transporte marítimo não recebe nenhuma compensação. Pelo contrário, é onerado pelo pagamento de tributos, como ICMS, PIS e Cofins, enquanto navios de longo curso têm isonomia destes impostos quando se abastecem de combustível.

Como é ainda um modal pouco rentável, o investimento das empresas privadas e públicas em navios ainda está aquém do necessário, embora, nos últimos anos, empresas como Log-In, MercoSul Line, Aliança, Maestra e Transpetro tenham colocado em uso novas unidades. Segundo a Antaq, a vida útil da frota brasileira anda ao redor de 25 anos, tanto para longo curso como para cabotagem, o que é considerado uma idade bastante avançada. Além disso, o setor ainda se depara com problemas como a falta de práticos e escassez de tripulações brasileiras, já que a legislação impede o emprego de estrangeiros na atividade. Para piorar, segundo empresários do setor, os terminais portuários costumam privilegiar as cargas importadas em detrimento das de cabotagem. Sem contar que os terminais não vêm investindo em equipamentos tanto quanto seria necessário num momento em que há um aquecimento da economia. Basta ver que alguns terminais fazem 12 movimentações por hora (mph), enquanto o porto de Roterdã, na Holanda, executa 100.

Uma saída é a abertura de mais terminais com a participação da iniciativa privada, com berços de atracação exclusivos para embarcações de cabotagem. Aumentar a competição sempre ajuda a baixar custos.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/02/11/a-cabotagem-e-seus-desafios/

Cabotagem em pauta no Senado Federal


Em discurso nesta quarta-feira (15), o Senador Valdir Raupp (PMDB-RO) ressaltou a necessidade de se investir em infraestrutura para que o Brasil possa continuar em seu processo de desenvolvimento, intensificado nos últimos anos. Ele destacou a urgência de investimentos na navegação de Cabotagem, ou seja, entre portos do mesmo país, sem perder a costa de vista.

– O transporte de Cabotagem afirma-se como alternativa econômica viável, auxilia o desenvolvimento do país, além de empregar milhares de brasileiros, transportando parte importante da riqueza nacional – avaliou.

Na opinião do senador, a expansão do transporte de cabotagem no Brasil e o necessário investimento nos portos são atrapalhados pela burocracia e pelos custos elevados. Atualmente, com o apoio e o envolvimento do Governo Federal, a iniciativa privada tem melhorado os canais de escoamento da produção nacional de bens e produtos, mas a capacidade ainda é insuficiente, disse.

A maior preocupação de Raupp diz respeito às expectativas de crescimento da economia brasileira nos próximos anos. Sem investimento em infraestrutura, pode haver prejuízos, ressaltou. O investimento feito até agora graças às duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1 e PAC 2) já chega a R$ 15 bilhões, segundo o senador, mas corresponde a apenas 35% das necessidades totais para solucionar os gargalos do setor.

– Como se vê, afora a questão regulatória e burocrática, são indispensáveis novos aportes financeiros governamentais e da iniciativa privada, a fim de que se superem problemas estruturais e conjunturais – afirmou 

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/02/16/cabotagem-em-pauta-no-senado-federal/

Senai capacita trabalhadores para obras da Fiat


O Senai-PE (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) está capacitando trabalhadores que atuarão nas obras da fábrica da Fiat, em Goiana. O Projeto Automotivo formará mais de 6,6 mil profissionais de 13 municípios da Zona da Mata Norte do estado. Ao todo, serão capacitadas 342 turmas de mão de obra qualificada para o primeiro momento do programa: as obras da fábrica da Fiat, em Goiana. Um total de 38 turmas concluiu a etapa de qualificação para o polo automotivo no mês de janeiro, totalizando 323 trabalhadores da construção civil. A previsão é formar mais 54 turmas em fevereiro.

As ações planejadas estão sendo desempenhadas pelas escolas Senai Paulista e Água Fria que atenderão, respectivamente, 3.120 e 3.566 pessoas até o final da execução do programa. São oferecidas 15 opções de cursos que garantirão a formação profissional, no primeiro momento, de cerca de 3.160 trabalhadores dos municípios de Abreu e Lima, Aliança, Araçoiaba, Camutanga, Condado, Ferreiros, Goiana, Igarassu, Itamaracá, Itambé, Itapissuma, Itaquitinga e Timbaúba.

ETAPAS -As atividades estão sendo desenvolvidas em duas etapas: uma a ser desempenhada dentro do projeto Automotivo do governo do Estado e outro a partir do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec), o qual também está inserido no programa Brasil Sem Miséria do governo federal. Os cursos terão duração entre 1 e 8 meses, de acordo com a qualificação.

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/02/15/senai-capacita-trabalhadores-para-obras-da-fiat/

Exportações nordestinas foram as que mais cresceram em janeiro


Região Centro-Oeste foi a única a registrar superávit no período

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgou nesta quarta-feira dados sobre a balança comercial das regiões e estados. A região Centro-Oeste foi a única a apresentar superávit, de US$ 392,081 milhões.  A região Sul teve déficit de US$ 784,830 milhões e a Sudeste teve déficit de US$ 545,071 milhões, enquanto as regiões Nordeste e Norte tiveram déficit de  US$ 469,332 milhões e US$ 469,332 milhões respectivamente.

As exportações da Região Nordeste foram as que mais cresceram no comparativo entre o mês janeiro de 2012 e o de 2011, com alta de 19,49%. As vendas nordestinas passaram de US$ 1,231 bilhão, em janeiro de 2011, para US$ 1,472 bilhão, neste ano. Os embarques da região corresponderam a 8,10% do total mensal exportado pelo país (US$ 16,141 bilhões).

Em valores absolutos, a Região Sudeste foi a que mais exportou (US$ 9,097 bilhões) com alta de 2,3% sobre as vendas de 2011 e com participação de 58,45% sobre o total vendido pelo país em janeiro deste ano. As vendas externas da Região Sul tiveram aumento de 17,61%, fechando o mês em US$ 2,957 bilhões. Os embarques desta região representaram 16,53% das exportações brasileiras.

Ainda no mesmo período, a região Centro-Oeste registrou aumento de 14,27% nas exportações realizadas em janeiro de 2012 (US$ 1,256 bilhão), com participação de 7,22%. A Região Norte foi a única que teve queda nas vendas ao mercado externo, com retração de 12,71%. O Norte exportou US$ 1,136 bilhão, o que representou 8,56% do total vendido no mês.


Samsung assume gestão do Estaleiro Atlântico Sul



O estaleiro tem a maior carteira de encomendas do País, estimada em US$ 8,1 bilhões


A Samsung irá assumir a gestão do estaleiro Atlântico Sul para tentar corrigir os problemas que a empresa enfrentava na entrega de navios.

O controle do Atlântico Sul continuará nas mãos da Camargo Corrêa e da Queiróz Galvão.

Nos últimos dias, o estaleiro anunciou uma série de demissões em razão dos atrasos nas encomendas.

O Atlântico Sul tem a maior carteira de encomendas do País, estimada em US$ 8,1 bilhões. Para a Transpetro, são 22 navios, além das encomendas diretas da Petrobras: o casco da P-55 e sete navios.

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/78230_SAMSUNG+ASSUME+GESTAO+DO+ESTALEIRO+ATLANTICO+SUL 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Após aeroportos, agora virá a privatização dos portos



A cessão de aeroportos à iniciativa privada - seja por privatização pura e simples ou sofisticado regime de concessão - é apenas o início do que vem por aí na era Dilma. O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, revela que o governo prepara a privatização de portos.


 Desde 1993, com a lei dos portos, muitos terminais foram arrendados a particulares, mas em portos públicos, como Codesp (SP) e CDRJ (Rio). O único porto totalmente privado do Brasil é Imbituba (SC). Agora, o governo pretende licitar alguns locais para que particulares tenham a concessão plena e total dos portos que vierem a construir ou operar. Perguntado sobre a semelhança com o que ocorre com aeroportos, Pedro Brito fez uma diferenciação


- O governo está concedendo a privados grandes aeroportos. No caso dos portos, pensa-se em privatizar portos menores, pois os grandes portos já encontraram um modelo, através da gestão privada de seus principais terminais
 

Segundo Brito, que tem a experiência de ter sido o primeiro titular da Secretaria Especial de Portos (SEP), essa concessão a privados consta do Decreto 6.620. No caso das novas concessões, os particulares vencedores das licitações terão todos os encargos e direitos, podendo, inclusive, sublocar terminais para outros grupos.


A nova política tanto poderá ser aplicada a novos portos como para a ampliação de portos existentes. O assunto está na Casa Civil. 



Qualipetro disponibiliza 146 vagas para qualificação em petróleo e gás


Estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado de contratação de formadores e cursistas para trabalharem no Projeto Qualipetro. Ao todo serão ofertadas 146 vagas destinadas a profissionais que atuarão como instrutores das áreas de construção civil, metalmecânica e elétrica na refinaria que está em implantação no Complexo Industrial Portuário de Suape.
O programa, que é uma parceria do Senai, Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e escolas técnicas estaduais com a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo do estado de Pernambuco e a Refinaria Abreu e Lima, contratará oito formadores e 138 cursistas com o objetivo de promover a ampliação dos processos de qualificação profissional nas áreas de interesse da cadeia produtiva e industrial de Petróleo e Gás.
As inscrições serão efetuadas exclusivamente via internet até o dia 27 de fevereiro, no endereço eletrônico
www.fadurpe.com.br/qualipetro2011. As aulas começam no mês de março e serão realizadas no Senai, IFPE e escolas técnicas estaduais.
 
 
 

Índice de gestão ambiental é apresentado às autoridades portuárias

 
 
Técnicos da Gerência de Meio Ambiente da Antaq (GMA) apresentaram ontem (14), na sede da agência, em Brasília, o Índice de Qualidade da Ambiental dos Portos Organizados aos dirigentes das administrações portuárias. A reunião serviu para que os representantes dos portos públicos tirassem suas dúvidas e fizessem sugestões para o aprimoramento do novo indicador.

O diretor da Antaq, Pedro Brito, salientou que a meta é que todos os portos atinjam a nota máxima do índice, que deverá ser medido semestralmente. “Nos casos em que o porto estiver fraco numa ou noutra exigência, nós enviaremos as orientações para que esses pontos fracos possam ser corrigidos”, explicou Brito.

A ideia, segundo Brito, é divulgar o índice para a sociedade e para o mercado, para que ele seja um parâmetro nas decisões de negócios portuários e um padrão para a fiscalização da agência. Para Brito, a gestão ambiental deve ser vista pelo dirigente portuário como tão importante quanto a gestão operacional.

O diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, também saudou o novo indicador: “Cada vez mais, a gestão ambiental está se tornando essencial aos negócios portuários. Portos como Amsterdã e Hamburgo só estão entre os mais eficientes do mundo, porque também levam em grande conta a questão ambiental. Nós devemos fazer o mesmo no Brasil”.

 
O Índice

O índice de qualidade ambiental da Antaq foi desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (CEFTRU), da Universidade de Brasília (UnB), e já foi testado em 29 portos. Na avaliação realizada no ano passado, Itajaí, Pecém e Imbituba foram os portos que atenderam ao maior número de conformidades (exigências) ambientais.

O índice é composto de quatro categorias de indicadores (econômico-operacional, sociológico-cultural, físico-químico e biológico-ecológico), que têm por objetivo avaliar a governança ambiental, a gestão das operações portuárias, a educação e a saúde pública, o consumo de água, a qualidade do ar e o ruído e a biodiversidade (monitoramento da flora e da fauna na área do porto e entorno), entre outros.

Cada um desses indicadores globais terá um peso na avaliação: o econômico-operacional representará 59% do total; o físico-químico, 22%; o sociológico-cultural, 14%; e o biológico-ecológico, 5%.

Segundo o gerente da GMA, Marcos Maia Porto, a gestão ambiental é um desafio para as organizações portuárias, e “a formulação de um índice de referência na área significa um avanço no campo da regulação, permitindo ao administrador portuário melhorar sua gestão e à sociedade conhecer, de forma simples e efetiva, o estado da arte da qualidade ambiental nos portos”.
 
 
 
 

330 VAGAS ESTE ANO



Estaleiro Renave Niterói vai abrir 330 vagas este ano



Autorizada a realizar atividades de reparo e construção naval na Ilha do Viana, no Barreto, até janeiro de 2014, a Empresa Brasileira de Reparos Navais S/A (Renave) recebeu, nesta semana, a licença de operação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para exercício de suas respectivas funções. De acordo com a empresa, a medida poderá gerar até 330 novas vagas, no médio prazo, caso o setor mantenha-se aquecido ao longo deste ano.

“Vivemos um momento em que a indústria além de ter sido retomada, cresceu, melhoramos os serviços. Hoje, contamos com 1.100 funcionários, nossa prioridade está nos investimentos em equipamentos e modernização, bem como metodologia, para otimizarmos nossos esforços. Estamos atentos, também, na valorização dos profissionais, porque quem paga mais leva, logo, reter mão de obra qualificada não está fácil”, disse Fernando Andrade, Assistente Comercial da Renave.

“Caso o ritmo da economia da construção naval se mantenha nos patamares atuais, poderemos sim ampliar nosso efetivo de 20% a 30%”, completou Andrade.

CAPACIDADE PARA PLATAFORMAS
O Vice-Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, Edson Carlos da Rocha, reconheceu a importância do estaleiro investir em suas dependências, mas ponderou que a reativação de um antigo projeto para sua área seria capaz de, efetivamente, aumentar o número de trabalhadores da empresa.

“Em 2009, uma proposta de transformar dois diques da Renave em um foi apresentado ao Fundo da Marinha Mercante, entretanto, não prosperou. Remodelá-lo e defendê-lo, de novo, é importante, porque isso forneceria condições à construção de plataformas semisubmerssíveis no local. Dessa forma, sem dúvida, a oferta de empregos aumenta”, pontuou o sindicalista.


Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/02/10/estaleiro-renave-niteroi-vai-abrir-330-vagas-este-ano/

Investimento em novos talentos


Solstad Offshore destaca-se pelo investimento em novos talentos


A Solstad Offshore foi considerada, na Noruega, a empresa nacional que mais embarcou praticantes no Apoio Marítimo em suas unidades. Trinta e três jovens estiveram embarcados para cumprirem sua praticagem na empresa no ano de 2011. Segundo a empresa, conforme ela vai crescendo e expandindo para outros países, as mesmas oportunidades são oferecidas para marítimos de outras nacionalidades.

Per Stange, Diretor de Recursos Humanos da Solstad, declarou que a empresa tem investido pesado em treinamento ao longo dos anos.
 “ Nós aceitamos um grande número de praticantes e não vemos nenhum motivo para mudarmos isso. Receber estes jovens exige um esforço por parte de nossas tripulações, no sentido de instruí-los e acompanhá-los de perto, pois os estudantes necessitam desse acompanhamento e têm que cumprir um extenso programa de treinamento. É gratificante perceber que nossos tripulantes têm o maior prazer em recebê-los a bordo, além de considerá-los ótimos recursos para o trabalho diário das embarcações”

A Solstad vai continuar a recrutar marítimos noruegueses, e agora expande sua visão e começa a trazer praticantes brasileiros e filipinos.

Álan Lameira, Gerente de Recursos Humanos da Solstad Brasil, profisisonal de destaque com mais de dez anos de experiência em empresas multinacionais, diz que, no momento, o Programa de Treinamento de Praticantes é uma de suas prioridades.
“Um ambiente de trabalho atrativo e estimulante, aliado a um pacote de salários e benefícios bastante atrativos, são parte de nossa política na empresa”, declara o executivo.
“Este ano teremos pela primeira vez os praticantes brasileiros em nossas unidades. Isso é uma verdadeira quebra de paradigma e aponta para um futuro na Solstad com tripulações cada vez mais brasileiros. Queremos os melhores e formaremos os melhores. Estamos todos mobilizados para isso”, completou.



Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado – Obras começam hoje




As obras do Complexo Logístico e Industrial de Farol/Barra do Furado, em Quissamã (RJ), serão oficialmente iniciadas hoje, em evento que reunirá, além de autoridades locais, o Governador Sérgio Cabral e representantes das empresas que se instalarão no complexo, como a BR Offshore.

O Complexo Logístico é constituído pelos municípios de Quissamã e Campos dos Goytacazes, com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Governo Federal, para a instalação de empresas do setor de Óleo e Gás.

Durante a solenidade de lançamento será implantada a 1ª estaca do píer do Sandy By-Pass, sistema de transporte de areias projetado para evitar o assoreamento do Canal das Flechas. O sistema utiliza tecnologia australiana, que pela primeira vez é empregada na América Latina.

As obras de dragagem, bem como o aumento dos moles necessários para a proteção da entrada do Canal das Flechas, têm o apoio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e estão sendo realizadas pelo consórcio Terra e Mar.

A BR Offshore começará a construção de seus dois empreendimentos na Barra do Furado até junho deste ano. O primeiro deles, o Terminal de Serviços e Logística da Barra do Furado (TSLBF), foi projetado para atender a demanda por serviços de logística e de apoio marítimo para as unidades de perfuração e exploração de petróleo e gás na Bacia de Campos – que deverão apresentar um crescimento significativo nos próximos anos.

O TSLBF terá capacidade de atracação para até 10 embarcações, e contará com moderno sistema de docagem e transbordo, além de um armazém alfandegado, áreas de estocagem de líquidos e granéis, e ainda uma estação de passageiros e um heliporto.
O segundo empreendimento é o Estaleiro da Barra do Furado, dedicado à manutenção e reparos de barcos de apoio marítimo, que contará com o maior shiplift (elevador de embarcações) no Brasil, com a capacidade de içamento de embarcações com até 6 mil toneladas, e que em sua primeira fase poderá docar simultaneamente, em seco, até 4 embarcações.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/02/15/complexo-logistico-e-industrial-farolbarra-do-furado-obras-comecam-hoje/

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Expansão do Canal do Panamá preocupa Estados Unidos



Porto de Los Angeles-Long Beach pode ter volumes amenizados

Um grupo de empresários, diretores e funcionários do terminal Los Angeles-Long Beach, nos Estados Unidos, tem buscado um maneira de evitar que a expansão do Canal do Panamá reduza em um quarto suas operações de carga.

Os principais países usuários do canal no ano passado foram, além dos Estados Unidos, a China, o Peru e a Colômbia.

Maior complexo portuários dos Estados Unidos e sexto mais ativo do mundo, o terminal Los Angeles-Long Beach, junto a cidades vizinhas e empresas ferroviárias, projeta realizar melhorias para esses portos – que recebem 40% da carga asiática de importação do país – para que continuem sendo competitivos.

Entre os planos elaborados estão a colocação da carga em trens e o aumento da capacidade, embora haja resistência tanto dos habitantes da região quanto de grupos ambientais.

Segundo o jornal Los Angeles Times, o que está em jogo, neste caso, é a participação do porto americano no comércio internacional, que pode ser reduzida, já que com a ampliação do canal do Panamá – com conclusão prevista para 2014 – os grandes navios poderão evitar os portos da costa oeste, navegando diretamente para os terminais da costa leste e do Golfo do México.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Portos do Nordeste recebem pesquisadores da Coppe


O programa de diagnóstico de resíduos em 22 portos brasileiros chegou ao Nordeste. Pesquisadores do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ iniciam nesta segunda-feira (13), em Maceió, a coleta de resíduos e efluentes gerado no Porto, que passarão a ser registrados e classificados.

O trabalho faz parte do projeto "Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos", que começou no ano passado no Rio de Janeiro e Itaguaí e é executado pela COPPE /UFRJ em parceria com a Secretaria de Portos da Presidência da República. Desde o dia 6 de fevereiro último, a equipe já passou pelos portos de Fortaleza, Natal, Recife, Suape e Cabedelo.

Com investimentos de R$ 16 milhões, o programa está contemplado nas ações do PAC 2 e trata de uma questão fundamental para o desenvolvimento do setor portuário brasileiro. O trabalho terá duração de um ano e ao fim deste prazo trará, não apenas soluções para melhor coleta e gestão dos resíduos deixados pela operação portuária, como sugestões para seu uso comercial. Parte do resíduo poderá, por exemplo, ser transformada em energia, gerando economia para os portos ou mesmo receita extra.

Em cada porto, os pesquisadores do PPE/Coppe/UFRJ contarão com a ajuda de profissionais locais, por meio de uma Rede de Competências, que está sendo estabelecida com Universidades Federais ou Estaduais, Institutos Federais de Pesquisas e consultorias especializadas. Em Maceió, o convênio será com a universidade federal.

"Nesta etapa, organizamos o trabalho e iniciamos a coleta, já com a equipe local. Os dados serão enviados para o centro de coleta e tratamento. Aplicaremos então modelos matemático-estatísticos e iremos gerar indicadores de cada porto. Até abril, todos os portos terão iniciado o programa", explicou Aurélio Murta, um dos coordenadores do programa.

Para o diretor da SEP, Antonio Maurício Ferreira Netto, o trabalho traz ganhos diversos para o País, que passa a tratar seus resíduos adequadamente e oferece às universidades possibilidade de novos conhecimentos, que certamente trarão desdobramentos científicos relevantes.

Segundo Marcos Freitas, coordenador do PPE/Coppe/UFRJ, o trabalho identificará todos os resíduos e efluentes gerados nos portos e indicará as boas práticas para a sua gestão, elevando o Brasil a um padrão internacional no cumprimento de normas nas áreas de meio ambiente e vigilância sanitária e agropecuária.



Destino de resíduos sólidos será debatido em Seminário no Recife


O evento, que acontece entre os dias 14 e 16 deste mês, aborda políticas públicas ecologicamente corretas, além de exemplos de sucesso em redução de danos ao meio ambiente





A segunda edição do Seminário Internacional sobre Resíduos de Equipamentos Eletrônicos (SIREE), promovido pelo Porto Digital, começa na próxima terça-feira (14), no Recife. No local, representantes dos setores público e privado e pesquisadores e estudantes universitários ligados à área de gestão ambiental vão debater iniciativas tecnológicas de eficiência no quesito sustentabilidade.

O evento, que acontece até o dia 16, tem como tema “A Indústria de TI: Fonte e Solução de Problemas Ambientais”, e abordará políticas públicas ecologicamente corretas, além de exemplos de sucesso em redução de danos ao meio ambiente.

Entre os palestrantes, nomes como o do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier, e o do coordenador de Sustentabilidade da Positivo Informática, Júlio José Neto. As incrições devem ser feitas no site do evento


Cabotagem no Brasil



Sistema importado de Cingapura vai estimular Cabotagem no Brasil


O Governo brasileiro, em uma cooperação técnica com o de Cingapura, está desenvolvendo um sistema para informatizar as operações de Cabotagem – transporte interestadual por via marítima – no Brasil.

Parte de um projeto da Secretaria dos Portos da Presidência da República (SEP), que promete investir R$ 6 bilhões até 2014 no transporte marítimo, o Programa de Incentivo à Cabotagem (PIC) deve alavancar a capacidade de transporte em contêineres de 5,5 milhões de toneladas por ano para 30 milhões de toneladas por ano.

Em dezembro, uma equipe especializada da agência Infocomm Development Authority (IDA) foi enviada pelo governo de Cingapura para realizar a prospecção dos portos brasileiros.

Até fevereiro deste ano, o projeto deve ser concluído. A SEP espera que o programa comece a funcionar em todos os portos públicos no início de 2013. De acordo com Wagner Costa, Coordenador de Logística da SEP, a utilização da Cabotagem por pequenas e médias empresas garantirá o crescimento do setor após a informatização.

“Hoje, essas companhias não possuem escala para operar. Mas o sistema online reunirá todas as cargas fragmentadas em um único lote. Essa carga difusa corresponde a 25% de todo o potencial da cabotagem”, diz.

Atualmente, apenas Login, Maestra, Mercosul Line e Aliança prestam esse serviço no Brasil. Costa, que não possui estimativa para o custo do programa, não descarta dividir os gastos com a iniciativa privada. “A SEP iniciará estratégias para buscar investimentos, públicos ou privados. Já temos falado com algumas empresas”, comenta.
Outro empecilho são os diversos sistemas burocráticos para controle das cargas, os quais não estão integrados.

Os programas Porto Sem Papel, Siscomex, Receita Federal e Supervia devem ser substituídos pelo novo software online.

Segundo Aparecido Mendes Rocha, Diretor da Lógica Seguros, presente em reuniões com a SEP, IDA e as empresas, pretende-se implantar um sistema simplificado e integrado, assim como no modal rodoviário.

“Em Cingapura existe um sistema assim, utilizado pelo Governo e pela iniciativa privada que reúne todas as informações”, diz. Wagner Costa afirma que entraves do setor serão resolvidos com o software. O Coordenador se utiliza da experiência de Cingapura na área para garantir a excelência do futuro da Cabotagem do Brasil. “Entre a entrada da carga e a liberação no porto de Cingapura, demoram se apenas dois minutos. Este é um gargalo brasileiro que será resolvido. Se a experiência na cabotagem for positiva, o sistema pode ser expandido para todo o setor de transporte de longo curso”, comenta.

O objetivo do Governo é fomentar o transporte marítimo em detrimento do rodoviário.
De acordo com Osvaldo Agripino de Castro, Advogado especializado em Direito Marítimo, há três ganhos com o uso do transporte intermodal pelo mar. “Há maior segurança, um menor custo, além de ser sustentável”, comenta Castro.

Aparecido Rocha afirma que o transporte de Cabotagem desperta interesse do mercado segurador, por ser uma alternativa para o equilíbrio das contas do seguro no ramo de transportes.

“Os riscos na Cabotagem são menores e praticamente concentrados nos percursos rodoviários iniciais e complementares à viagem por água”, diz o executivo.

PONTOS FORTES
Segurança: Extravio de cargas acontece em maior número em rodovias.
Preço: Transporte marítimo reduz custos com seguro e frete.
Sustentabilidade: Modal rodoviário polui três vezes mais que o aquaviário.


Suape projeta Ipojuca em ranking de planos de saúde



Segundo dados do IESS, em Pernambuco existem 1,4 milhão de pessoas assistidas pelos planos de saúde, 651 mil delas na capital Recife. Jaboatão dos Guararapes com 152 mil e Olinda com 107 mil vêm a seguir. Nos últimos 12 meses, a cidade de Ipojuca é a que mais vem tendo contratação.
Sua taxa de adesão é de 18,8% no período, fruto da criação de quase 10 mil (9.389) empregos formais, especialmente na construção civil e na indústria. A formalização de emprego em Ipojuca já faz com que ali, 58,3% dos trabalhadores contratados sejam beneficiados por planos de saúde. Na vizinha Cabo de Santos Agostinho essa taxa é de apenas 18,2%.
Segundo o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, a pesquisa também mostra que com o crescimento da formalização do emprego no Brasil é natural que o desejo de uma melhor assistência à saúde seja incorporado ao desejo do trabalhador. E ele passa a considerar esse benefício como um atrativo nas empresas que o contratam.
No segmento de saúde suplementar no Brasil, segundo Luiz Augusto, está também se consolidando a tendência de incorporação ao plano de saúde a cobertura odontológica até como consequência natural da oferta de serviços médicos hospitalares para os trabalhadores.
Atualmente, a taxa de cobertura de planos de saúde no Brasil é de 24,6% com mais de 47 milhões de vidas cobertas – em Pernambuco a taxa atual é de apenas 18%.