sexta-feira, 15 de junho de 2012

FIAT - PERNAMBUCO


PORQUE A FIAT OPTOU PELA REGIÃO NORTE DO ESTADO DE PERNAMBUCO


Muitos brasileiros se perguntam por que a FIAT optou em montar sua nova indústria na região norte do estado de Pernambuco, ao invés de instalar-se no Complexo Industrial Portuário de Suape.

Em principio havemos de comentar que a decisão da FIAT, se fez por um conjunto de incentivos e facilidades oferecidas pelo Governo do Estado de Pernambuco e por acreditar que o nosso Estado, além de demonstrar o maior crescimento econômico do País, é o que tem oferecido as maiores vantagens às empresas que manifestam interesse em se instalar em nosso território.

A alta demanda do Complexo Industrial Portuário de Suape faz com que as condições de instalações de novas empresas se tornem onerosas em relação ao espaço físico, concorridos e supervalorizados. Outro fator relevante é o da mão de obra, que além se estar escassa nesta região, apresenta-se com um alto valor agregado, inviável para a montadora.

Diante do exposto acima, o fato da nova montadora ter optado pela região norte do estado, se faz pelos incentivos oferecidos em adquirir área para implantação, não só pela estrutura física, mas como também a instalação de empresas fornecedoras de seus insumos necessários.

Esta decisão faz com que várias oportunidades e benefícios sejam oferecidos, que até então, só havia recebido investimentos de outros segmentos. A chegada destas empresas irá, de forma contundente, impulsionar o desenvolvimento do estado.

Por: Acrisio Lucena Raboni

Colaboradores: Miguel Garcia e Marcelo Castro

PPP pode levar novo porto para Pernambuco



Está em gestação em Pernambuco um grande projeto de Parceria Público Privada (PPP) para a construção de um novo porto e um novo aeroporto no litoral norte do Estado, projeto cujo investimento pode atingir R$ 2 bilhões. O empreendimento chegará para absorver a demanda de empresas interessadas em se instalarem em Pernambuco, mas que já não encontram áreas compatíveis com suas necessidades no Complexo Portuário de Suape, que fica no litoral sul.
É o caso de um estaleiro chinês, cujo nome não foi divulgado, que pretendia montar plataformas de petróleo em Suape, mas não encontrou disponível no ancoradouro nenhuma área com acesso direto ao mar. Ciente do caso, um grupo de petróleo de São Paulo identificou a oportunidade de levar o empreendimento chinês para o litoral norte, em uma área próxima à Ilha de Itamaracá.
Foram identificadas na região características favoráveis à instalação de um porto, especialmente no que se refere à profundidade das águas, disponibilidade de terrenos e proximidade com o mercado consumidor. De acordo com uma fonte do governo estadual, desde então está sendo analisada a viabilidade ambiental do empreendimento, bem como os projetos de engenharia e os trâmite do edital de lançamento de uma PPP.
O parceiro privado seria uma empresa paulista do ramo de petróleo, cujo nome não foi divulgado. O governo de Pernambuco deve entrar no projeto com os investimentos em acessos rodoviários. Cinco grandes grupos empresariais já teriam manifestado interesse em se instalar no local, onde se pretende criar um complexo logístico integrado com porto, aeroporto e rodovia. Além de Suape, Pernambuco conta ainda com o Porto do Recife, que fica na capital e está sendo revitalizado.
O governador Eduardo Campos (PSB) deve dar maiores detalhes sobre o projeto nesta segunda-feira, em evento que contará com a presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.

SDEC apresenta programa Pernambuco Criativo



Empreendedorismo, financiamento de negócios criativos, formação e profissionalização são temas que serão discutidos no Encontro Internacional Pernambuco Criativo, que acontecerá no Recife, de 18 a 21 de junho.
Com participação dos gestores do governo de Pernambuco e de vários nomes nacionais e internacionais do cenário criativo, o evento acontecerá em três formatos e em dois locais diferentes, ambos no bairro do Recife Antigo.
Queremos ampliar o debate sobre economia criativa, reunindo palestrantes de vários países e incentivando os participantes a buscar caminhos inovadores para o desenvolvimento sustentável das suas cidades”, afirmou a gerente de segmentos econômicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Verônica Ribeiro.
Na praça central do Paço Alfândega, palco principal do Encontro, os palestrantes irão expor suas ideias e responder às perguntas dos participantes, sobre os diversos aspectos da economia criativa.
Já no auditório da Livraria Cultura, acontecerão debates em torno de temas complementares aos abordados na arena principal. Durante o evento, serão formados também três grupos de trabalhos com especialistas, gestores, profissionais convidados e participantes inscritos, para discutir novas propostas e ações criativas.

Embarque de açúcar nos portos segue lento



O volume de açúcar programado para embarcar a partir dos portos brasileiros está 20,6% menor do que há um ano, segundo levantamento feito pela SACommodities/Unimar Agenciamentos Marítimos. Ontem, a programação (line up) indicava que nas próximas semanas devem ser embarcadas 1,597 milhão de toneladas de açúcar a partir dos portos de Santos-SP (1,282 milhão de toneladas) e de Paranaguá-PR (315,4 mil toneladas). Em 13 de junho do ano passado, estava na programação a exportação de 2,013 milhões de toneladas a partir de Santos (1,630 milhão de toneladas) e de Paranaguá (382,5 mil toneladas).

O menor volume na comparação com o ano passado se deve ao atraso na produção de açúcar no Centro-Sul, região que representa 90% da moagem de cana-de-açúcar do país. Além do atraso para começar a moagem, as usinas tiveram que paralisar a operação em alguns dias por causa do excesso de chuvas nas últimas semanas. Por conta disso, de acordo com traders, alguns terminais de açúcar em Santos já estão apresentando atrasos de embarques, que chegam a 15 dias. Segundo a Secex, as exportações de açúcar de janeiro a maio deste ano atingiram 5,844 milhões de toneladas, 15% abaixo das registradas em igual intervalo do ano passado.

Até a primeira quinzena de maio, a produção de açúcar no Centro-Sul tinha alcançado 1,569 milhão de toneladas, 33,9% abaixo dos 2,374 milhões de toneladas produzidas no mesmo intervalo do ano passado, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Apesar de a programação de embarques de menores volumes em relação à mesma época do ano passado, a previsão avançou em relação à posição de duas semanas atrás. No dia 25 de maio, os terminais de Santos, Paranaguá e Vitória tinham programados embarques de 1,036 milhão de toneladas do produto, segundo informações da SA Commodities/Unimar Agenciamento Marítimos.

Presidente da Kraft Foods Nordeste visita Caruaru



A presidente da empresa Kraft Foods no Nordeste, Bárbara Miranda, realiza uma visita nesta sexta-feira, 15, em Caruaru. Na oportunidade, ela se encontra por volta das 15h, no Centro Administrativo da Prefeitura com o prefeito do município, José Queiroz.
Além de participar de uma coletiva com a imprensa, a presidente da empresa também irá conhecer os investimentos feitos pela Kraft no São João de Caruaru. Entre elas, a casa do Sonho de Valsa, que está montada no Pátio de Eventos.
Nos próximos dias, Caruaru irá receber também uma campanha promocional da Trident que irá levar uma caminhonete equipada , que servirá de palco para apresentações de uma banda de forró. Além disso, a marca irá montar um telão que permitirá ao humorista pernambucano Murilo Gun interagir com o público da festa.  
De uma forma inusitada, Trident vai montar uma barraca do beijo em Caruaru, trazendo o ex-BBB Kadu Parga e a ex-BBB Renata Dávila (Renatinha) para interagir com o público local.
Sobre a Kraft Foods Brasil
A Kraft Foods Brasil, subsidiária da Kraft Foods Global Brands LLC., é a primeira indústria de alimentos dos Estados Unidos e a segunda maior do mundo. Possui seis fábricas no Brasil, nos Estados de São Paulo, Paraná e Pernambuco. 
No país, a companhia emprega cerca de 11 mil funcionários e tem em seu portfólio marcas consagradas, como os chocolates Lacta, Bis, Sonho de Valsa e Diamante Negro, os biscoitos Club Social e Trakinas, os refrescos em pó Tang, Clight e Fresh, as sobremesas e o fermento em pó Royal, o cream cheese Philadelphia, além de Trident, Chiclets, Bubbaloo e Halls.

Uma fábrica, muitos sonhos


A Fiat ainda não iniciou as obras em Goiana, mas já trouxe mudanças profundas e fez famílias acreditarem num futuro melhor.
Giovanni Sandes

Na cidade da cana-de-açúcar, só se fala em indústria automotiva. A Fiat ainda não começou as obras de sua fábrica em Goiana, no Litoral Norte, mas já mudou a vida e o modo de pensar de milhares de pessoas no município, parte principal do novo motor econômico de Pernambuco. 
A expectativa pela Fiat fez o mercado imobiliário disparar, cortadores de cana enveredarem pela construção civil, empresas grandes e pequenas investirem em novos negócios e o principal: famílias acreditarem em um futuro melhor para os filhos do que cumprir a sina de pobreza de seus pais.
Desde ontem, os principais executivos da Fiat e jornalistas de todo o Brasil estão no Recife, onde ficam até amanhã para lançar nacionalmente novos modelos da marca. É o primeiro grande evento comercial da montadora no Estado, desde o anúncio dessa indústria gigante, que vai empregar até 7 mil pessoas na construção da fábrica e 4.500 quando ela começar a funcionar, em março de 2014, sem falar nas dezenas de fornecedores.
O investimento italiano de R$ 4 bilhões é um novo marco de estrangeiros na história de Goiana, famosa pelas Heroínas de Tejucupapo, que, em 1646, evitaram que os holandeses saqueassem a cidade. 
Na linha de frente dessa nova história está a estudante Leandra de Santana dos Santos, 18 anos, filha de uma doméstica que sustenta a jovem e seus dois irmãos. Leandra estuda eletrotécnica no Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec) Automotivo.
“Minha mãe fica preocupada um pouco porque é uma área nova, que tem seus riscos. Mas ela me incentiva muito. No futuro, quem sabe, depois de trabalhar para os outros, terei meu próprio negócio”, afirma Leandra. Leia Mais

Recife sedia a 4º PetroBrasil em julho



Para promover novos negócios, bem como a disseminação de conhecimentos sobre a cadeia de Petróleo e Gás, o convênio Petrobras X Sebrae, com apoio das RedesPetro, promovem no Recife, entre 19 e 20 de julho, a 4ª edição da PetroBrasil.
A PetroBrasil, antes chamada PetroNor, já passou pelas cidades da Bahia, Sergipe e Amazonas, atraindo missões empresariais de vários estados e representantes de outros países da América do Sul.
O evento, que acontece anualmente, visa fomentar o desenvolvimento das empresas do ramo. Busca ainda promover a congregação e aproximação das 16 Redes Petro estaduais e das empresas associadas a elas, gerando um espaço propício para a troca de experiência. A partir dessa edição o evento ganha abrangência nacional.


Indústria reduz o consumo de recursos naturais nos úlltimos 20 anos



A indústria brasileira avançou em ações sustentáveis nos últimos 20 anos ao adotar modos de produção com menos impacto ao meio ambiente e o menor uso de recursos naturais. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que divulgou hoje (14) um documento durante o encontro de 800 representantes do setor em um hotel da zona sul do Rio. O evento faz parte das atividades paralelas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
O documento lista ações em 16 setores industriais. No segmento de petróleo e gás, segundo a entidade, as empresas reduziram a produção de resíduos e tiveram um volume de vazamentos de petróleo 20 vezes inferior à média mundial. O setor também investe no controle de emissões de gases poluentes pelas refinarias.
Já o setor automobilístico, de acordo com a CNI, reduziu em 30% o consumo de água em suas plantas industriais, expandiu a produção de veículos movidos a combustíveis renováveis e investiu na produção de carros menos poluentes. Segundo o documento, um automóvel produzido hoje polui 28 vezes menos do que um fabricado há 30 anos.
O setor de mineração, por sua vez, ampliou o reaproveitamento de água na exploração de produtos como ferro, ouro e bauxita, e investiu em programas de revegetação e de manutenção de áreas protegidas.
Outros setores também foram mencionados pelo documento da CNI: elétrico (investimento na diversificação das fontes de energia), sucroenergético (usinas de açúcar e etanol autossuficientes), alumínio (reciclagem de 97,6% das embalagens de alumínio de país), celulose (100% da matéria-prima vêm de florestas plantadas) e alimentos (grande número de projetos no mercado de crédito de carbono e 90% de matriz energética renovável). 


M&G comprará da Petroquímica


Empresas fecharam acordo e a PetroquímicaSuape vai fornecer PTA para o grupo italiano Mossi & Ghisolfi.


A PetroquímicaSuape (empresa da Petrobras) vai fornecer matéria-prima para o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), no Complexo de Suape. Hoje, os italianos importam principalmente do México o insumo para a produção de resinas PET. 
A negociação significa que as duas empresas decidiram acenar com bandeira branca e colocar um ponto final numa briga que se arrasta desde 2005. Em agosto, a Petroquímica vai iniciar a produção de PTA (matéria-prima do PET) e deverá começar a vender para a M&G.
As relações entre a Petrobras e a M&G azedaram quando os italianos decidiram construir sozinhos a maior fábrica de resinas PET do mundo, em Suape. A estatal tinha interesse em entrar como sócia no negócio, mas foi preterida pelos investidores. O plano da M&G era construir a unidade de PET e depois verticalizar a produção, fabricando também sua principal matéria-prima (PTA).
Durante algum tempo, as duas companhias chegaram a negociar uma associação, que nunca se concretizou. Sem acordo, a Petrobras decidiu apostar na construção da PetroquímicaSuape (PQS), erguendo um complexo que inclui unidade de resina PET, PTA e POY (filamentos têxteis). 
A verdade é que a petrolífera nunca quis ser majoritária no negócio. A ideia era ter um parceiro privado que assumisse 60% do empreendimento. Com a construção do complexo, a estatal entrou em concorrência direta com a M&G no mercado de PET e ainda pressionou a empresa italiana a virar sua cliente.
Sem produção nacional de PTA, o governo federal decidiu flexibilizar o sistema de importação da matéria-prima para viabilizar a produção da M&G. O produto do México entra no País com tarifa zero, mas a regra vai mudar quando a PetroquímicaSuape começar a funcionar. 
A construção da fábrica está atrasada e só deverá ser iniciada em agosto. A unidade tem capacidade para produzir 700 mil toneladas de PTA por ano. Em 2011, as importações de PTA atingiram 407,6 mil toneladas. O item é o principal produto de importação da balança comercial de Pernambuco, contabilizando US$ 541,9 milhões.
A Petrobras e a M&G ainda negociam volumes e preços. Procurada pela reportagem, a Petrobras informou que não vai se pronunciar sobre o assunto. Já a M&G comentou na imprensa nacional que as negociações estão em andamento. 
Um empresário do setor explica que o temor dos italianos é o preço do produto da PQS no mercado. Hoje, a M&G consegue importar a tonelada do PTA por cerca de US$ 1,3 mil. O presidente da PQS, Richard Ward, tem defendido que a empresa será competitiva em âmbito internacional.
A partir de 2013, quando entrar em operação a unidade de PET da Petroquímica, as duas empresas vão rivalizar no mercado. Na avaliação do presidente da Abipet (associação nacional do setor), Auri Marçon, a demanda está crescendo e terá espaço para as duas companhias.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Custo logístico brasileiro é um dos maiores do mundo




“A economia brasileira crescerá em torno de 3,5% em 2012”. A projeção, feita por Luiz Lemos Leite, da Anfac (Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil) inclui que, nos próximos anos, existe a possibilidade do início de um longo ciclo de crescimento em patamares de 4% ao ano. 

As projeções se justificam por alguns elementos, como o aumento do número de empresas que anunciaram investimentos no País, o aumento da produção interna de petróleo nos próximos anos, a elevação do valor real do salário mínimo e o aumento da participação das classes C,D e E no consumo.

No que se refere ao custo Brasil, o especialista afirma que a falta investimento em infraestrutura afeta a competitividade do País. “O custo logístico brasileiro é um dos maiores do mundo. 

Os produtos nacionais carregam em sua composição de preços o peso da ineficiência logística. A matriz rodoviária, principal eixo de movimentação de cargas dentro do País, conta com estradas, na sua maioria, em condições ruins. 

Já o escoamento para o exterior, seja através dos portos ou dos aeroportos, ainda não chegou nem perto da eficiência necessária para que os produtos nacionais consigam ter condições de competir com produtos concorrentes em mercados externos”, avalia.




Vínculo empregatício de avulsos no Porto de Santos está suspenso



A decisão foi dada em audiência de conciliação no TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho), nesta quarta-feira (13/06), não validando editais publicados, nesta semana, por terminais de contêineres anunciando a contratação de estivadorescom vínculo empregatício. 
Na mesma audiência, foi criado um grupo paritário, com trabalhadores avulsos e operadores (empresários), para tentar resolver o impasse da escala no Porto de Santos.
O intervalo de 11 horas entre as jornadas, determinado pelo termo de ajustamento de conduta (TAC), assinado há seis anos pelo Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra) e Ministério Público do Trabalho (MPT), será respeitado.

EAS e Ishikawajima próximos de acordo



O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que recebeu um ultimato da Petrobras para fechar parceria com um sócio tecnológico sob o risco de ter contratos cancelados, está conversando com o grupo japonês Ishikawajima.
Segundo o presidente do Fórum dos Trabalhadores da Indústria Naval e Petróleo, Joacir Pedro, que tem acompanhado as negociações, a tendência é que o acordo seja fechado ainda este mês.
"As conversas agora são sobre o valor que será acertado, eles querem ter no mínimo 10%, mas podem ir para 15%, 20%", disse o sindicalista. O Estaleiro Atlântico Sul não comentou o assunto.
O Ishikawajima já foi dono do estaleiro Inhaúma, atualmente arrendado pela Petrobras. O fechamento do acordo representaria a volta do grupo ao Brasil.
O EAS, controlado igualmente pela Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, tinha como parceiro tecnológico a Samsung, que começou a sociedade com 10% de participação, mas não acompanhou um aumento de capital e foi reduzida para 7,9%. Após desentendimentos com os outros donos do EAS, a Samsung decidiu abandonar a parceira.
O estaleiro EAS tem 21 navios sendo construídos para a Transpetro, sendo que apenas seis tem a garantia da tecnologia Samsung. Para manter o contrato com a estatal, o novo parceiro tecnológico tem que ser anunciado até agosto.

Rodada de negócios reúne atracões pernambucanas



Promovida pelo Sebrae em Pernambuco, evento terá a participação de operadoras de todo o país interessadas em vender produtos regionais
Representantes do Booking.com, um dos gigantes da comercialização de produtos turísticos na internet, estarão em Olinda na próxima sexta-feira (15) para participar de uma rodada de negócios promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco (Sebrae-PE), durante a 7ª Mostra Internacional de Turismo (MIT), que acontece até domingo (17).
Segundo a Agência Sebrae de Notícias, a rodada reunirá 21 operadoras de turismo nacionais. O evento pretende promover produtos, roteiros, equipamentos e serviços turísticos do estado junto a operadores turísticos e agências de viagem. Na edição 2011, a rodada do Sebrae gerou aproximadamente R$ 5 milhões em negócios nos 12 meses que se seguiram ao evento.
O encontro terá ainda a participação de 75 hotéis, pousadas, resorts, empresas de receptivo, agências de viagem e outros equipamentos de turismo de interesse das operadoras. Entre os participantes, haverá também empresas que atuam com atrações turísticas diferenciadas, a exemplo do Instituto Ricardo Brennand (IRB), cujo castelo em Recife expõe obras do colecionador pernambucano, e da Cachaçaria Carvalheira, que mostra todo o processo de produção da bebida aos turistas.
A 7ª edição da Mostra Internacional de Turismo (MIT) é uma realização da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-PE), Brasilturis Jornal, Instituto de Desenvolvimento Sustentável (Indes) e Associação de Secretários de Turismo (Astur).
Com informações da Agência Sebrae de Notícias

Forum de Meio Ambiente em Recife nesta quinta

Chegada da fábrica da Fiat muda a vida da população de Goiana


A expectativa pela Fiat fez o mercado imobiliário disparar, cortadores de cana enveredarem pela construção civil, empresas grandes e pequenas investirem em novos negócios






Na cidade da cana-de-açúcar, só se fala em indústria automotiva. A Fiat ainda não começou as obras de sua fábrica em Goiana, no Litoral Norte, mas já mudou a vida e o modo de pensar de milhares de pessoas no município, parte principal do novo motor econômico de Pernambuco. 

A expectativa pela Fiat fez o mercado imobiliário disparar, cortadores de cana enveredarem pela construção civil, empresas grandes e pequenas investirem em novos negócios e o principal: famílias acreditarem em um futuro melhor para os filhos do que cumprir a sina de pobreza de seus pais.

Desde quarta-feira (13), os principais executivos da Fiat e jornalistas de todo o Brasil estão no Recife, onde ficam até amanhã para lançar nacionalmente novos modelos da marca. É o primeiro grande evento comercial da montadora no Estado, desde o anúncio dessa indústria gigante, que vai empregar até 7 mil pessoas na construção da fábrica e 4.500 quando ela começar a funcionar, em março de 2014, sem falar nas dezenas de fornecedores.

O investimento italiano de R$ 4 bilhões é um novo marco de estrangeiros na história de Goiana, famosa pelas Heroínas de Tejucupapo, que, em 1646, evitaram que os holandeses saqueassem a cidade. Na linha de frente dessa nova história está a estudante Leandra de Santana dos Santos, 18 anos, filha de uma doméstica que sustenta a jovem e seus dois irmãos. Leandra estuda eletrotécnica no Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec) Automotivo. Leia mais sobre o assunto



Eduardo apresenta na Rio Clima avanços de PE na área ambiental


O governador Eduardo Campos foi o principal orador da solenidade de abertura da conferência Rio Clima (The Rio Climate Challenge), realizada na manhã desta quinta-feira (14/06), na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no centro da capital carioca. "Temos aqui a oportunidade de promover um grande esforço de mobilização da sociedade brasileira e da sociedade global para pressionar os chefes de governo e chefes de Estado do mundo para a grande mudança que precisamos fazer para salvar o planeta", disse Eduardo. 

A Rio Clima é uma iniciativa paralela à Conferência Rio+20 envolvendo grupos facilitadores não-oficiais, provenientes de 14 países que são grandes emissores de gases poluentes ou de grande vulnerabilidade. O objetivo do encontro é simular e modelar um esforço comum mais ambicioso, visando um compromisso internacional sobre o clima capaz de atender à demanda da ciência face ao aquecimento global. 

Durante o evento, o governador pernambucano fez um relato das políticas que vem desenvolvendo no estado para proteger o meio ambiente e melhorar a vida das pessoas. Citou os desafios da questão ambiental em um estado marcado, ao mesmo tempo, pelas secas e pelo avanço do mar, e reconheceu que as mudanças climáticas já são sentidas de forma marcante, sobretudo pelas pessoas mais pobres. 

Quando investimos em obras de abastecimento d'água, grandes como as sete que estamos implantando ou pequenas como os dezenas de sistemas comunitários locais que já entregamos, estamos promovendo a cidadania, proporcionando liberdade a pessoas que antes se sujeitavam aos donos da água na periferia das grandes cidades e nas mais de 120 cidades do Semiárido, disse. Eduardo.

Mencionou ainda as políticas de atração de investimentos que premiam as empresas que utilizam energias renováveis e reciclam os recursos que consomem, principalmente a água. Lembrou ainda os prédios públicos, como a sede da Secretaria de Planejamento e o Hospital Pelópidas Silveira, construídos para ser inteligentes e sustentáveis. "Quando aumentamos de 47% para 59% a área de preservação ambiental de Suape e quando abrimos mão de impostos para as empresas que protegem a natureza, estamos também educando, ajudando a formar a consciência cidadã de que cuidar do planeta é responsabilidade de todos", acrescentou. 

O ex-ministro da Educação e ex-secretário do Meio Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, também apresentou conferência. O deputado federal Alfredo Sirkis (PV), o físico Luiz Pinguelli Rosa e o coordenador da Rio +20, Maurice Lalonde, além do ex-secretario de mudanças climáticas da ONU, Yvo de Boer, foram outros palestrantes do evento. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do vice-presidente da FIRJAN, Carlos Duarte, foram os anfitriões. 



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Caruaru deve ter o seu proprio polo automotivo



A exemplo do que já está ocorrendo com o polo automotivo de Goiana, onde espera-se a instalação de cerca de 20 sistemistas em torno da fábrica da Fiat, a chinesa Shacman deverá atrair diversos fabricantes de autopeças para a região de Caruaru, no Agreste, possivelmente pertencentes ao mesmo grupo econômico. Uma comitiva de 13 executivos chineses está desde ontem em Pernambuco acertando detalhes sobre a implantação da fábrica de ônibus e caminhões.
“Na China toda a produção é verticalizada. Eles produzem tudo, só não fabricam baterias e vidros. A intenção deles é fazer em Caruaru um polo similar ao que eles têm lá em Shaanxi”, disse ontem o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Márcio Stefanni, após cumprir uma extensa agenda com os chineses em Suape e em Caruaru.
A Shaanxi Automobile Group (SAG), estatal chinesa que junto com o grupo Volkswagen forma a Shacman, produz diversos componentes, incluindo eixos, motores e caixas de câmbio. A Weichai, que produz os motores que equipam os veículos destinados ao mercado chinês, também enviou representantes ao estado e a instalação de uma fábrica ao lado da Shacman é dada quase como certa, embora se saiba que seus executivos estejam visitando outros estados. Leia Mais

Estaleiro Atlântico Sul negocia com grupo japonês




O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que recebeu um ultimato da Petrobras para fechar parceria com um sócio tecnológico sob o risco de ter contratos cancelados, está conversando com o grupo japonês Ishikawajima.

Segundo o presidente do Fórum dos Trabalhadores da Indústria Naval e Petróleo, Joacir Pedro, que tem acompanhado as negociações, a tendência é que o acordo seja fechado ainda este mês.

"As conversas agora são sobre o valor que será acertado, eles querem ter no mínimo 10%, mas podem ir para 15%, 20%", disse o sindicalista. O Estaleiro Atlântico Sul não comentou o assunto.

O Ishikawajima já foi dono do estaleiro Inhaúma, atualmente arrendado pela Petrobras. O fechamento do acordo representaria a volta do grupo ao Brasil.

O EAS, controlado igualmente pela Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, tinha como parceiro tecnológico a Samsung, que começou a sociedade com 10% de participação, mas não acompanhou um aumento de capital e foi reduzida para 7,9%. Após desentendimentos com os outros donos do EAS, a Samsung decidiu abandonar a parceira.

O estaleiro EAS tem 21 navios sendo construídos para a Transpetro, sendo que apenas seis tem a garantia da tecnologia Samsung. Para manter o contrato com a estatal, o novo parceiro tecnológico tem que ser anunciado até agosto. 



Indústria da Construção de Pernambuco registra desempenho acima da média nacional



A Sondagem Industrial da Construção registrou desempenho acima da média nacional em todos os indicadores em abril de 2012. De acordo com o estudo da Unidade de Pesquisas Técnicas (Uptec) da Fiepe, divulgado nesta terça-feira (12), os resultados obtidos pela Indústria Pernambucana da Construção em abril também alcançaram valores superiores ao Nordeste e à média histórica do Estado em praticamente todos os indicadores.
Segundo o estudo, o nível de atividade efetiva em relação ao usual de Pernambuco marcou 55,7 pontos, contra os 49,9 registrados pelo Brasil e 52,3 da região e 51,7 da média histórica. Em relação ao mês anterior, o índice recuou um pouco, mas manteve-se acima das outras localidades. Enquanto, Pernambuco obteve 53,0 pontos, o país ficou em 50,6 pontos e o Nordeste chegou aos 51,3 pontos.
Apenas no indicador de número de empregados, o Nordeste superou a marca conseguida por Pernambuco e registrou 53,6 pontos, enquanto o indicador estadual marcou 52,1 pontos. Já o Brasil manteve-se praticamente estável com 51,0 pontos.

Esse cenário elevou as expectativas do empresariado pernambucano da Indústria da Construção em todas as variáveis para os próximos seis meses.

O indicador de nível de atividade do Estado ficou em 61,1 pontos, enquanto os índices relacionados à compra de insumos e matérias-primas, novos empreendimentos e serviços, além de número de empregados apresentaram 64,0 pontos, 62,9 pontos e 61,6 pontos, respectivamente. Esses valores foram maiores do que os atingidos no mês anterior e às expectativas nacional e da região.
FONTE: JC ONLINE

IFPE e Senai devem capacitar mao de obra para nova fabrica



CARUARU – Parte da mão de obra que será absorvida pela Shacman e pela fábrica de motores Weichai deve vir de entidades como o Instituto Federal de Educação (IFPE) e o Senai, que dispõem de cursos voltados para a área. Na fase de construção, a maior demanda deve ser por profissionais como pedreiros, pintores, serventes e carpinteiros. Quando estiver em operação, a unidade vai precisar, entre outros, de profissionais em mecânica, eletroeletrônica e automação.
“Estamos trabalhando com entidades como Associação Comercial e Industrial de Caruaru (Acic), Senai e IFPE para preparar mão de obra. O pessoal de recursos humanos da montadora chinesa deve se reunir com representantes das entidades, assim como aconteceu com outras indústrias que estão se instalando na cidade”, diz o secretário de desenvolvimento econômico de Caruaru, Franco Vasconcelos. Segundo ele, entre os profissionais que deverão ser mais procurados estão os técnicos em segurança do trabalho, mecatrônica e eletrônica.
Parte dessa mão de obra deve vir do campus do IFPE em Caruaru, que oferece cursos técnicos de segurança do trabalho, edificações e mecatrônica, e curso superior em engenharia mecânica. Semestralmente, turmas de 40 alunos ingressam nos três cursos técnicos. Já no curso de engenharia, são 40 alunos por ano.
Reunião que será realizada hoje deve definir as iniciativas do governo do Estado para formação de mão de obra. (P.R.).
JORNAL DO COMMERCIO

Curso de Legislação Marítima


terça-feira, 12 de junho de 2012

Cultura Inglesa do Recife Antigo tem aulas voltadas para fluência profissional


Cursos ministrados na unidade do Recife Antigo têm proposta rápida e prática. Aulas acontecem tanto na própria escola quanto nas empresas.






Diante do mercado de trabalho cada vez mais globalizado, a fluência em um ou mais idiomas, especialmente no inglês, proporciona mais oportunidades de emprego e crescimento profissional. Por isso, a unidade da Cultura Inglesa situada no bairro do Recife Antigo oferece, além de aulas de inglês regulares, turmas voltadas para a fluência profissional.

Diferente das aulas tradicionais, os cursos especiais são destinados a adultos e têm proposta mais rápida e prática,  se adequando à disponibilidade dos alunos. Além disso, a escola oferece a opção de os professores ministrarem aulas dentro das próprias empresas ou na Cultura Inglesa.

O curso também pode funcionar na modalidade individual, com foco na conversação. Todos os cursos têm certificação internacional pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

CULTURA INGLESA - RECIFE ANTIGO 
Rua da Guia, 142 - Empresarial ITBC, Sala 102. 
Fone: (81) 3224.2580 




Marta Kümmer é a nova presidente do Porto do Recife



O Porto do Recife tem nova presidência. Quem responde, a partir desta segunda-feira (11), pelo terminal é a jornalista, com pós-graduação em administração de marketing, Marta Kümmer Loreto.
Marta assume o lugar de Pedro Mendes, que junto com outros cinco secretários de governo deixaram o cargo para compor as estratégias do PSB na próxima eleição. Mendes sai como o presidente que conseguiu realizar a tão esperada dragagem do Porto do Recife, que colocará o antigo terminal novamente na rota comercial de grandes navios.
Esta é a primeira vez que uma mulher assume o cargo mais alto do Porto, tradicionalmente ocupado pelo sexo masculino. Dos 34 principais portos brasileiros, somente o do Recife e o de Maceió são administrados atualmente por mulheres.
Marta já faz parte do quadro de funcionários do terminal há um ano e meio e, desde setembro de 2011, ocupou a diretoria de Projetos e Obras do Porto.

Senac Pernambuco inscreve para cursos profissionalizantes gratuitos


São 194 vagas para sete cursos para população de baixa renda, disponibilizados nas cidades de Recife, Igarassu, Paulista e Petrolândia






Para quem está em busca de profissionalização, o Senac Pernambuco abriu inscrições para o Programa Senac Gratuidade (PSG), que oferece cursos para população de baixa renda. São 194 vagas para sete cursos, disponibilizados nos municípios de Recife, Igarassu e Paulista - na Região Metropolitana -, e em Petrolândia, no Sertão do Estado.

Neste novo edital estão abertas inscrições para os cursos de Auxiliar Administrativo, Agente Comunitário de Saúde, Auxiliar de Cozinha, Cabeleireiro, Manicure e Pedicure, Garçom, Recepcionista. Os interessados deve fazer inscrição no site http://www.pe.senac.br/psgnet/. O resultado do processo seletivo será divulgado na quinta-feira (14) e a matrícula acontece na quinta e na sexta-feira (15).

Para concorrer a uma vaga é preciso corresponder aos pré-requisitos. Além ter renda familiar per capita de até dois salários mínimos e estar matriculado ou egresso da educação básica, cada curso tem requisitos específicos. O candidato pode concorrer em apenas um curso e pode estar desempregado ou empregado.

» Confira a lista com número de vagas, pré-requisitos e locais dos cursos:


Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Brasil precisa aperfeiçoar a regulação do sistema portuário




O aprimoramento de instituições como a Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) e do Conselho da Autoridade Portuária (CAP) é defendido pelo advogado e professor titular do Programa de Mestrado e Doutorado em Ciências Jurídicas da Univali Osvaldo Agripino de Castro Júnior. Segundo ele, isso permitiria uma maior eficiência da logística brasileira e diminuição do custo-País.

Castro Júnior, que também possui pós-doutorado em Regulação de Transportes e Portos na Harvard University e é ex-piloto de navios mercantes, ressalta que há vários órgãos governamentais que têm poder de intervenção sobre os portos. Muitas vezes, essas entidades praticam ações que dificultam o desembaraço das mercadorias por parte das empresas. De acordo com o professor, a Antaq precisa ser mais descentralizada, utilizando os recursos das agências reguladoras estaduais. Ele sugere também a criação de um mecanismo para resolver os conflitos entre os agentes envolvidos com o sistema portuário.

Quanto ao CAP, Castro Júnior lembra que ele é formado por conselheiros e, conforme o professor, ainda falta uma melhor compreensão deles sobre os limites e as possibilidades de trabalhos dentro do Conselho como na atração de cargas, melhoria da competitividade do porto etc. Ele acrescenta que o CAP é dependente da verba da administração do porto e isso pode influir em suas atividades. “É preciso que haja uma dotação orçamentária permanente para que os CAPs funcionem bem”, salienta.

Além disso, Castro Júnior faz menção à questão da sobre-estadia ou demurrage, indenização que o usuário do frete paga quando não devolve o contêiner dentro do prazo e que, em algumas ocasiões, supera o valor do próprio frete. Recentemente, houve um caso de uma demurrage de contêiner de R$ 30 mil sobre um frete que custava R$ 8 mil. O professor enfatiza que a sobre-estadia deve ser paga, porém ela tem que ser menor do que o valor do contêiner ou do frete.

O especialista sustenta que a Antaq deveria realizar uma resolução para regular essa situação. O especialista alerta que mais de US$ 1 bilhão é pago em demurrage anualmente no Brasil, o que reflete em custos para a nação. Castro Júnior será um dos palestrantes do 2º Seminário de Direito, Desenvolvimento Portuário e Construção Naval que acontecerá na próxima sexta-feira, no auditório do Ineje, em Porto Alegre.

Fonte: Jornal do Commercio (RS)


domingo, 10 de junho de 2012


Estaleiros não devem repetir a historia do EAS.

Os dois estaleiros em fase de instalação no Complexo Industrial Portuário de Suape, o Promar e o CMO, estão com seus parceiros tecnológicos bem amarrados. Se tudo correr como previsto, eles não passarão pelos mesmos problemas amargados pelo Atlântico Sul (EAS), que teve suspensos os contratos de 16 dos 22 petroleiros encomendados pela Transpetro depois que a Samsung Heavy Industries (SHI) deixou a sociedade, em março deste ano.
O Promar tem como parceira e sócia a STX Europe, um tradicional grupo norueguês que já atua no Brasil com um estaleiro em Niterói desde a década de 1990. Ao todo são 15 estaleiros espalhados pela Finlândia, França, Noruega, Brasil, Romênia e Vietnã, somando 14,5 mil funcionários. O outro sócio é a PJMR, empresa brasileira formada por executivos da indústria naval que, inclusive, participou da criação do EAS.
O Promar já nasce com a encomenda de oito navios gaseiros dentro do Programa de Expansão e Modernização da Frota da Transpetro (Promef). “Qualquer grande empresa que deseja competir em nível internacional se espelha numa empresa tecnologicamente semelhante, com mais experiência e know how. Com a construção naval não é diferente”, comenta o professor do curso de engenharia naval da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvio Melo.
É possível construir um navio sem contar com a parceria de uma empresa mais experiente? Sim, diz Silvo. “Se houver tempo para experimentar, errar, corrigir, tentar de novo, até que o produto saia com o nível tecnológico esperado. No entanto, hoje em dia, isto é impensável”, sentencia. Ele lembra que sempre houve parceiros tecnológicos no Brasil, desde a instalação, nos anos 1960, dos primeiros estaleiros de porte, como o Verolme (holandês) e o Ishibras (japonês).
No caso do CMO, optou-se pela parceria – e sociedade – com um estaleiro norte-americano, o McDermott, responsável pelo M da sigla. O C é de Construcap e, o O, de Orteng, duas empresas brasileiras da área de engenharia. A McDermott é líder mundial na área de engenharia, suprimento, construção e instalação de estruturas offshore para exploração de petróleo. Está construindo na Indonésia, por exemplo, dez módulos de plataformas FPSO para a Maersk operar no Brasil.
Para o presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval Norte/Nordeste, Angelo Bellelis, ter um parceiro tecnológico que já possua know how na área é mais do que importante, é essencial. “Se os estaleiros brasileiros não forem buscar um parceiro lá fora, a curva de aprendizagem será mais longa e o mercado não permite isso. Esses grandes players mundiais projetam navios que já foram performados e testados exaustivamente”, observa.
Bellelis afirma que o parceiro deve se envolver no dia a dia do estaleiro e por isso é importante que seja, também, sócio equalitário ou mesmo majoritário do empreendimento, para que se comprometa com os resultados. No caso do EAS, a Samsung entrou apenas como parceira e depois tornou-se sócia minoritária com 10%, percentual que posteriormente caiu para 6%. Agora, o EAS busca um novo parceiro e negocia com diversas empresas, entre elas as japonesas Mitsui e Mitsubishi. O prazo dado pela Transpetro se encerra no dia 31 de agosto.